Domingo, 31.05.09

O Retrato de Dorian Sócrates

Parece que Manuela Moura Guedes se tornou, segundo os blogues da órbita socialista e a ERC (está bem, outro blogue da órbita socialista), um atentado semanal à "deontologia" informativa.
A "deontologia" tem as costas largas, mas os camaradas queixam-se exactamente de quê?
O Jornal Nacional das Sextas é apenas um espelho do lodo em que o PS afundou a política portuguesa. O cabeça de lista às europeias ("um Professor Doutor de Coimbra!") envolve placidamente o maior partido adversário na "roubalheira" do BPN, o sempre estimável Dr. Lello acrescenta que ele devia ter ido mais longe na insinuação, o Primeiro-Ministro sentencia que a líder da oposição "não tem jeito para a política", o mesmo PM mente sobre as suas habilitações académicas, o Ministério da Educação mente sobre pretensos relatórios da OCDE, um magistrado e ex-governante socialista "usa indevidamente o nome" do PM para sugerir o arquivamento de um caso em que o PM é acusado de corrupção, um outro ex-governante socialista acusa os magistrados que denunciaram a pressão de delatores, a Dra. Ana Gomes tem a melhor das impressões do magistrado que "usou indevidamente o nome" do PM e portanto ele não se deve demitir, PM esse que tem um primo também com queda para usar o nome do já bastante citado (a culpa não é minha) PM, primo que uma Procuradora-Geral adjunta próxima do PS declara à televisão não esclarecer onde está para que ele não fuja, mas que se farta de dar entrevistas a toda a gente menos à TVI e promete cristãmente pedir desculpa ao primo PM no próximo Natal.
E queriam que o telejornal da Manuela Moura Guedes fosse diferente?
Entendamo-nos: aquilo é repugnante porque diz à populaça o que a populaça quer ouvir. Como o Independente no tempo do cavaquismo. Mas não me lembro de grandes queixas do PS na altura. Nem de porta-vozes da "deontologia" quando a senhora fazia o mesmo a Bush e Rumsfeld.
Eu lembro-me, não foi assim há tanto tempo - embora o vento tenha mudado. Na Atenas do velho Sócrates chamava-se a tal coisa demagogia. Na antena do novo Sócrates é campanha negra, botabaixismo ou o nunca assaz recordado "quem se mete com o PS leva".
Até o estilo é mais rasteirinho.
Cada um tem o Dorian Gray que merece.
publicado por Pedro Picoito às 23:49 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Grazie Luís Figo!

publicado por Fernando Martins às 22:48 | comentar | partilhar

Se me permitem

... um pequeno conselho a quem organiza estas coisas do casamento gay: tenham mais atenção ao futebol.
Nunca, em dia de final da Taça, o encontro no São Jorge abriria os telejornais.
publicado por Pedro Picoito às 22:05 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Patriotismo


Leiam a faixa. Isto, sim, é patriotismo efectivo. Diga o que disser o cinismo auto-complacente e míope (aliado objectivo de Sócrates) que ainda vai orneando por aí, aquela faixa é, de facto, a expressão de uma inquietação cívica que não devia deixar ninguém dormir tranquilo. Esqueçam a gritaria insultuosa de Sócrates e da sua gente, esqueçam o dedinho ridículo do Chefe espetado a acusar "instrumentalizações" e a denunciar "privilégios" - ele pretende apenas distrair-nos do que realmente importa. Sócrates não nos deixa ler aquela faixa - esbraceja, grita e bate o pé, porque, no fundo, sabe que aquela inscrição está certa e é a revelação do imenso logro da sua "revolução da educação".
Aquela faixa é escrita no limiar da Escola, à beira de uma outra coisa que este governo tem precipitado nos últimos quatro anos.
Aquela faixa avisa-nos: 'Aqui acaba a Escola e começa uma outra coisa qualquer.'


[Foto de Leonor Areal - tirada daqui.]
publicado por Carlos Botelho às 12:00 | comentar | ver comentários (10) | partilhar

Os descaminhos da direita


No i, Rui Ramos escreve um artigo em que recorda o que o levou "para a direita". Conclui dizendo que

"O ano passado, li um texto em que Bernard Henri-Lévy justificava as suas parcialidades políticas. Descobri, sem espanto, que as razões pelas quais ele diz que é de esquerda são precisamente as mesmas pelas quais eu digo que não sou de esquerda, ou, se preferirem, pelas quais eu estou à direita (não digo "ser de direita", porque esse é um ponto de vista da esquerda). Resumo: ele fez-se de esquerda para ser livre; eu fui para a direita pela mesma razão. Os caminhos da liberdade são muitos e misteriosos. Mas talvez só à direita se possa perceber isso."


Na verdade, desde há muito que desconfio das narrativas pessoais como demonstração da superioridade das identidades políticas. Pois sempre me pareceu que estes caminhos individuais de libertação de contextos, traumas ou dogmas, que sufocavam numa vida do "antes", rumo a um "depois" luminoso nunca podiam ser mais do que um caminho em que a identificação político-ideológica significa uma espécie de redenção pessoal. À direita, sobretudo na perspectiva conservadora dos vários conservadorismos, esta associação íntima e existencial entre, por um lado, uma disposição política e uma orientação intelectual, e, por outro lado, a construção de uma nova identidade pessoal, limpa das manchas de uma outra vida, anterior, mais ou menos consciente, é sempre perversa. Precisamente porque o conservadorismo não é uma ideologia. O conservadorismo pode ser uma introdução à liberdade, mas nunca é um caminho de libertação. Isso seria uma contradição nos próprios termos. A libertação pessoal exige outras coisas que o conservadorismo não pode dar, ou que o conservadorismo já supõe. Em certo sentido, o caminho da libertação pessoal é o contrário de "estar à direita".
publicado por Miguel Morgado às 11:57 | comentar | ver comentários (4) | partilhar
Sábado, 30.05.09

Cavaco Silva e as Acções da SLN - II

O presidente Cavaco Silva deve explicar-se muito bem por um conjunto de razões bem prosaicas. Porque é o seu dever como presidente da República. Porque deve afastar quaisquer suspeitas ou dúvidas, que os seus concidadãos possam legitimamente ter, no que respeita à natureza do negócio em causa. Porque é sua obrigação tudo fazer para travar, ou até inverter, o crescente desprestígio das instituições políticas. Porque deve evitar um aproveitamento ilegítimo da notícia (o que já aconteceu) por parte do Partido Socialista. Porque deve separar as águas, mostrando claramente que não é José Sócrates (apesar de todos os sabermos).
Digo isto sublinhando que não acredito em "cabalas" embora elas, indiscutivelmente, existam.
publicado por Fernando Martins às 23:16 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Estimativa

Hoje, em Lisboa... vinte mil bota-abaixistas juntos a vinte mil pessimistas, mais vinte mil negativistas e... ainda vinte mil insultistas. Desmancha-prazeres que insistem em se furtar à feira das ilusões de um certo Sócrates. Teimam em mostrar que há qualquer coisa por detrás da permanente tela "socrática" - qualquer coisa que é irredutível à propaganda do governo. Ninguém melhor do que estes para o fazer. Afinal, num certo sentido, trata-se de gente treinada precisamente na distinção entre a "aparência" e a "realidade" - são muito sensíveis à manipulação daquilo que reputam importante. Muito susceptíveis a permutas entre o verdadeiro e o falso.
Sessenta mil privilegiados, claro.
publicado por Carlos Botelho às 22:49 | comentar | ver comentários (16) | partilhar

Cavaco Silva e as Acções da SLN

Como é óbvio, nada mais resta a Cavaco Silva que não seja explicar muito bem a notícia da 1.ª página de hoje do Expresso. Se o não fizer... nem quero pensar nas consequências.
publicado por Fernando Martins às 09:51 | comentar | ver comentários (14) | partilhar

Da elevação do debate político


No início desta semana, escrevi isto sobre a linguagem eleitoral. Não podia saber que o melhor ainda estava por vir. Alguém deve ter ensinado a Vital Moreira que as campanhas eleitorais em Portugal se fazem gritando mais alto que o vizinho, e acusando-o de coisas ainda piores do que aquelas de que somos acusados. Só isso poderá explicar que Vital Moreira ameace não se calar e agravar os tons, enquanto identifica o BPN ao PSD – ‘o caso do "banco do PSD" não vai morrer tão cedo’ escreve ele no Causa Nossa –, um gesto tão assumidamente desonesto que só pode ser estrategicamente premeditado. Não vejo ninguém incomodado com esta estratégia, e portanto deduzo que isso não interessa nada. Transformar o 'debate' em 'combate' parece continuar a ser uma fórmula de sucesso entre os socialistas. Sobretudo porque, a uma semana das eleições, estas desonestidades não acarretam custos eleitorais, só benefícios, já que pouco tempo existe para que estas desonestas acusações se esclareçam. Na Marinha Grande aplaude-se fervorosamente. 

Ainda se lembram quando o PS apresentou Vital Moreira como o candidato que iria elevar o debate político? “Queremos elevar o debate político para níveis que o nosso país exige, a nossa democracia impõe e que o debate europeu também impõe", disse José Sócrates na apresentação do candidato. Quero acreditar que nem o Primeiro-Ministro consideraria que este é o nível que o nosso país exige, pelo que deduzo que o PS tenha desistido da ideia de ‘elevar o debate’. O que só comprova que Vital Moreira é um erro de casting tremendo, e que as estratégias ‘vale-tudo’ compensam.
publicado por Alexandre Homem Cristo às 02:26 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

À Falta de Melhor...

... aqui vão as imagens e o som do "Ritual Para Dificultades Economicas." Se a coisa funcionar que se telefone ao primeiro-ministro de Portugal.

publicado por Fernando Martins às 01:14 | comentar | partilhar
Sexta-feira, 29.05.09

Instituições pouco fotogénicas (II)


António Costa Pinto fez uma leitura inteligente do bloqueio à eleição do Provedor: quem sai a ganhar é o Presidente da República. É um daqueles casos em que se ganha só porque os outros perderam: os portugueses estão insatisfeitos com o Parlamento, e a questão do Provedor da Justiça é talvez o caso recente mais evidente da dependência nos partidos para o funcionar das instituições. Os portugueses não estão insatisfeitos com o Parlamento apenas por causa desta questão, mas antes associam ao Parlamento muitos dos problemas que têm sido a face do país. E isso diz-nos três coisas:

- os portugueses já se aperceberam que as instituições políticas em Portugal estão partidarizadas, e que a fonte dos nossos problemas institucionais está comummente na Assembleia da República. Daí que o desagrado perante as instituições se reflicta sobre o Parlamento. Ao contrário do que devia acontecer, as instituições em Portugal não estão imunes às vontades dos partidos, o que significa que uma vez eleitos, os partidos agem sem constrangimentos reais. Por cá, as instituições são contra-maioritárias apenas formalmente, e não efectivamente.

- os portugueses sentem-se hoje pior representados no Parlamento do que sentiam. O longo período em que o PSD não convenceu como alternativa de governo, a tendência do PS para se afastar da esquerda e se colar ao centro, o vai-não-vai de Manuel Alegre, e finalmente as discussões à volta de um Bloco Central serão certamente factores explicativos, mas não estarão sozinhos.

- cada vez mais se impõe uma reforma do sistema partidário.
publicado por Alexandre Homem Cristo às 23:45 | comentar | partilhar

O aplauso


Nem vale a pena esperar do primeiro-ministro qualquer coisa remotamente parecida com uma condenação das maravilhas de oratória expelidas ontem por Vital Moreira e por Capoulas Santos. Qualquer candidato a grunho sabe que pode sempre contar com o silêncio aplaudente de Sócrates quando perder o pudor e abrir a boca. E como não? É esse o estilo que o primeiro-ministro aprecia. E tem praticado nos últimos quatro anos. Não esqueçamos que Sócrates nunca pôs na linha as suas criaturas mais desbocadas. O que é compreensível - o criador reve-se nos vagidos das suas criaturas. É humano.
E como se sabe, a tolerância (quando não o prémio) de certos "comportamentos" ou discursos, por parte daquele que devia zelar para que não acontecessem, só vai fomentar a sua reprodução. Entra-se num crescendo de insolência, mau-gosto, quando não má-criação. A deselegância compensa.
É claro que há personagens que assumem melhor esse papel do que outras. Há sempre quem não tenha estômago para certos modi loquendi ou não se reveja neles. E esses são, como é da praxe, olhados com um desprezo indignado ou tratados abaixo de cão pelos cavernícolas de serviço.
Vital Moreira já se tinha referido às manifestações de rua como manadas (metáfora que diz muito), Capoulas falou ontem da trupe do PSD. Amanhã, poderá um deles falar dessa súcia do Bloco de Esquerda, da cambada do PCP ou desse gang do CDS/PP. Este é o tipo de linguagem incendiária que pode muito bem aquecer o Verão que aí vem. E aí não teremos apenas o calor das palavras, mas também o dos actos. É que o calor da linguagem política transmite-se muitas vezes à acção. Os cavalheiros em apreço deviam lembrar-se disso.
publicado por Carlos Botelho às 22:46 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Instituições pouco fotogénicas (I)


Cavaco Silva afirmou hoje que o bloqueio na eleição de um Provedor da Justiça atinge a credibilidade das instituições. Comentando as declarações do Presidente na TSF, António Costa Pinto defende que Cavaco Silva é aquele que sai beneficiado desde caso, pois o desagrado e a contestação dos portugueses face ao Parlamento são crescentes. Sobre isto, dois pontos (e um terceiro mais logo).

(1) o PSD fez aquilo que lhe compete. Tendo o PS uma maioria absoluta, o PSD procura contrabalançar o poder do PS e impor-se, sobretudo não permitindo que o PS decida sem o seu consentimento. O PSD, evidentemente, não está contra a proposta do PS por se tratar de Jorge Miranda, mas precisamente porque a proposta é do PS. Assim, uma decisão aceitável para o PSD seria uma em que o nome que propõe é aceite, ou uma em que um outro nome fosse escolhido por consenso entre PS e PSD (negociação prévia, e não posterior). Os partidos estão, no fundo, a jogar o seu jogo, e a jogá-lo bem. O problema não está na forma como o jogam, está simplesmente no facto de serem jogadores predominantes.

(2) o Presidente da República acha que as instituições democráticas portuguesas ficaram mal na fotografia, e que este bloqueio na eleição de um Provedor da Justiça afecta a credibilidade das nossas instituições. Acha muito bem. Contudo, peca por dizê-lo demasiado tarde e identificá-lo à eleição do Provedor da Justiça. A credibilidade das nossas instituições tem vindo a ser manchada por diversas ocasiões, repetidamente, e nada começou com a eleição do Provedor da Justiça. Entre Lopes da Mota e as pressões no caso Freeport, o próprio caso Freeport e a incapacidade da Justiça em investigar casos com altas personalidades, e um Conselheiro de Estado envolvido num caso de corrupção grave, as instituições portuguesas têm ficado mal em muitas fotografias. Permitam-me o trocadilho, mas diria até que só o ano de 2009 já constitui um volumoso álbum negro.
publicado por Alexandre Homem Cristo às 20:42 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

O chato do Provedor

Nascimento Rodrigues, com a sua frequente má-vontade (uma forma de bota-abaixismo?), chateando aqui.
publicado por Carlos Botelho às 20:12 | comentar | partilhar

Uma Certa Ideia de Europa


Encontrei num livrinho de Gadamer escrito já no final da década de 80 algumas considerações que, apesar de simples, mantêm toda a pertinência. Em particular, quando se discutem algumas versões do putativo "federalismo" europeu em construção.

«A Europa tem a experiência histórica mais rica, pois possui no espaço mais reduzido a maior diversidade e um pluralismo de tradições linguísticas, políticas, religiosas e étnicas, que tem de controlar desde há muitos séculos. A tendência actual para a unificação e a erosão de todas as diferenças não deve levar ao erro de que o enraizado pluralismo das culturas, das línguas e dos destinos históricos pode ou deve ser realmente reprimido. Numa civilização cada vez mais niveladora, a tarefa poderia antes consistir no inverso, a saber, em desenvolver a vida própria das regiões, dos agrupamentos humanos e do seu estilo de vida. A inospitalidade, com que o mundo industrial moderno ameça o ser humano, leva à demanda de uma pátria. (...)
Pergunta-se onde é que aqui têm ainda validade os ideais da humanidade esclarecida e da tolerância. Mas pode dizer-se mais alguma coisa: onde há força, há também tolerância. Tolerar o outro não significa em absoluto perder a plena consciência do seu irrenunciável ser. O que capacita para a tolerância é antes a própria força, sobretudo a força da própria certeza da existência».


Numa Europa que cada vez mais desiste de ser o que é, as tarefas que coloca a si mesma parecem ser, por um lado, ameaçadoras e, por outro, absurdas. No fundo, a posta que aqui escrevi há uns dias - "Europa para Gente Séria" - também era sobre isto.
publicado por Miguel Morgado às 19:19 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Aceitará Ana Gomes a mão que lhe estendem?

Contra todas as expectativas, ou talvez não, o "caso BPN" poderá servir para conciliar dois socialistas desavindos há anos. Refiro-me a Ana Gomes e a José Lello. E isto porquê? Porque se a deputada Maria de Belém, na qualidade de presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito ao BPN, criticou as declarações de Vital Moreira sobre as (supostas) ligações de todo o PSD ao "caso BPN" e condenou a linguagem utilizada pelo "professor doutor de Coimbra" para se referir ao assunto, logo José Lello tratou de censurar a sua colega em São Bento e elogiar a argumentação e o vocabulário usados pelo cabeça de lista dos socialistas ao Parlamento Europeu. Como Ana Gomes e Vital Moreira são unha com carne, percebe-se o alcance e a intenção do aparentemente extemporâneo apoio dado por José Lello a Vital Moreira.
publicado por Fernando Martins às 18:03 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

A COSEC e a intervenção do Estado na economia

Debate aqui e aqui sobre a nacionalização da COSEC e os limites e perigos da intervenção do Estado numa economia de mercado.
publicado por Paulo Marcelo às 16:14 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Exéquias

O Público deveria ter mais cuidado para não cansar o leitor. Hoje, José Miguel Júdice e Vasco Pulido Valente escrevem sobre Dias Loureiro. Não digo que não possa acontecer, mas dois obituários matam qualquer um.
publicado por Joana Alarcão às 14:16 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Bonnie & Clyde


Um casal neo-zelandês pediu o equivalente a 100 mil euros ao banco e recebeu na conta vários milhões. Em vez de guardarem o talão para impressionar os amigos e esperar que o banco corrigisse o erro, transferiram uma parte do dinheiro para uma conta off-shore e voaram para parte incerta. Louvo-lhes a capacidade de reacção. O nosso tempo é o da velocidade e da tecnologia, até no negócio de roubar bancos. A velocidade só não interessa se o meliante for o administrador do banco. Nesse caso faz-lhe mais falta uma boa trituradora de papel e uma memória cheia de buracos. Não se deixem enganar pelo meio-campo do Barcelona: o tempo dos românticos acabou. Chegámos ao ponto de ter um operador de armazém de Alverca a assaltar bancos na sua hora de almoço, num exemplo original de duplo emprego. Quando a polícia o foi buscar, e apesar do potencial cinematográfico de uma perseguição entre empilhadoras e paletes, o homem não ofereceu resistência. Um desfecho tão sossegado que poderia ser usado como publicidade a um condomínio na Arruda dos Vinhos. O fascínio por Bonnie e Clyde só pode aumentar.
publicado por Joana Alarcão às 11:55 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

"Um Professor de Coimbra, meu Deus!..."


Sim, realmente, meu Deus...
Que insinuações miseráveis são estas?... O desespero (com a inépcia) é tanto que agora já vale tudo?...
E qual é verdadeiramente o sentido político de se dizer que um Partido é mais moral do que outro?... O que significa avaliarem-se Partidos por critérios "morais"?
O Partido x é mais honesto do que o Partido y.
Isto é misturar a política com outro tipo de coisas. E estas promiscuidades nunca deram bom resultado...
Avaliar-se Partidos por critérios morais é colocar-se num ponto de vista exterior à política. Um ponto de vista superior.
Vital Moreira, um candidato de fugir.
publicado por Carlos Botelho às 02:16 | comentar | ver comentários (13) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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