Sexta-feira, 31.07.09

Deixa lá, Obama. A malta aqui continua a idolatrar-te

publicado por Miguel Morgado às 18:54 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

O tecno-lag de alguns políticos portugueses

Derrick de Kerckhove, académico canadiano e discípulo do guru da comunicação Marshall McLuhan, referia em A Pele da Cultura que o desfasamento entre a tecnologia emergente e um público não preparado para a receber era cada vez menor. Segundo Kerckhove, os cidadãos nem sempre aderem imediatamente à tecnologia que lhes é colocada à disposição. Por exemplo, a televisão surgiu em 1928 em Nova Iorque, mas apenas após a II Guerra Mundial é que começou a ser utilizada, e apenas na década de 50 ganhou a influência que hoje lhe reconhecemos. Com o advento dos meios digitais, este tecno-lag tem sido mais reduzido, conquistando rapidamente relevância no espaço social.

Não deixa de ser estranho que certos políticos continuem a demonstrar um profundo desconhecimento destes novos meios, encarando-os como “seres estranhos” e distintos da restante sociedade. Ainda recentemente ouvimos António Costa chamar à blogosfera “submundo”, insultando milhares de pessoas que assinam o seu nome nos textos que publicam. José Sócrates, ao deslocar-se para a tão mencionada conferência de blogues, afirmou que tinha ouvido dizer que falavam mal dele nos blogues e queria confirmar se isso era verdade. A primeira informação que deviam ter transmitido ao Primeiro-ministro é que a blogosfera é apenas um reflexo da sociedade, e que esse meio não se resume apenas aos blogues mais famosos. Poderia ter falado da blogosfera política, mas nem aí estaria a ser coerente, pois existem vários próximos do seu governo. Na blogosfera existem milhares de blogues, uns mais lidos que outros, mas nem por existem alguns que representam essa “entidade” abstracta, e que mais não é do que um reflexo da nossa sociedade, com toda a sua diversidade de ideias ou áreas de interesse. Se nos dermos ao trabalho de percorrer, por exemplo, a plataforma da Sapo, encontramos blogues sobre poesia, culinária, futebol, diários pessoais, música, etc. E nem vale a pena escrever muito sobre o ridículo que foi a RTP ter-se referido aos presentes na dita conferência como os “mais importantes bloggers portugueses”. Isso deve-se apenas à ignorância daqueles que receberam a nota de imprensa do PS.

O tecno-lag que Kerkhove falava pode ser cada vez menor, na medida em que as pessoas hoje aderem quase instantaneamente às novas tecnologias que vão surgindo. Mas seria importante alguns responsáveis políticos perceberem melhor o fenómeno em questão. É que continuam muito desfasados desta nova realidade.

Também aqui.

publicado por Nuno Gouveia às 17:12 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

A mudança das mentalidades

Hoje, se não me engano, vai ouvir-se muito a expressão "mudança das mentalidades": a inexorável mudança das mentalidades, a necessária mudança das mentalidades, a indispensável, a ainda não suficiente, etc. (Que não se entusiasmem os entusiastas, que amanhã será a vez de outras palavras - é assim continuamente.)
"Mudança das mentalidades" tornou-se uma palavra-passe que abre todas as portas. Uma palavra-passe pouco secreta, porque toda a gente a usa. E a única forma de a usarem abrindo todas as portas é, precisamente, fazendo-o como sonâmbulos - com os olhos abertos sem ver e não sabendo realmente o que estão a fazer. Têm sempre um grande sucesso as palavras usadas como moeda de troca de que ninguém sabe o verdadeiro valor.

Aquilo a que temos assistido nos últimos trinta anos, em relação às mulheres, nos países do Magreb, do Médio Oriente e noutros "árabes" não é também uma "mudança das mentalidades"?
publicado por Carlos Botelho às 16:14 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Pluralismo e "realismo" de pacotilha

Eis aqui um exemplo - o autor inglês John Gray - de como o "pluralismo de valores" dá origem a um confuso "realismo" de pacotilha.

publicado por Miguel Morgado às 15:56 | comentar | partilhar

A propósito dos filósofos, da esquerda e da direita

Lembro-me de um professor notável que tive, de filosofia medieval, que na aula de abertura da cadeira anunciou que passaríamos imediatamente aos textos. Não valia a pena fazer grandes introduções à filosofia medieval, enquanto tal. O que ela tem de medieval, dizia ele, não interessa. O que ela tem de filosófico, era o que iríamos tentar abordar ao longo de um ano. E, assim, o melhor era começar.

Vem isto a propósito dos filósofos de esquerda, ou de direita...
publicado por Jorge Costa às 15:09 | comentar | partilhar

Casamento homosexual e constituição



Está a ser noticiado em meios de comunicação social que o "casamento entre pessoas do mesmo sexo" foi chumbado pelo Tribunal Constitucional.
Não é verdade.
A história conta-se em poucas frases:

1- Em 2006 Teresa Pires e Helena Paixão tentaram contrair matrimónio junto de uma conservatória do registo civil.
2- O Srº Conservador não permitiu alegando que na lei (código civil) o casamento é um instituto para duas pessoas de sexo diferente.
3- As requerentes (Lena e Teresa) impugnaram o acto do Srº Conservador invocando a inconstitucionalidade da norma do código civil que define casamento como contrato entre duas pessoas de sexo diferente.
5- Os tribunais judiciais nas suas várias instâncias entenderam que a decisão do Srº Conservador foi correcta, e que a norma do código civil não é inconstitucional.
6- Como em sede de fiscalização de constitucionalidade o Tribunal Constitucional tem a ultima palavra, o recurso chegou ao Tribunal Constitucional que igualmente julgou pela não incontitucionalidade da norma do código civil validando assim, a título definitivo, a decisão do Srº Conservador.

Ou seja o Tribunal Constituconal apenas julgou que a norma do código civil que define o casamento como contrato entre pessoas de sexo diferente não é inconstitucional.
Não significa que venha a considerar inconstitucional o casamento entre pessoas do mesmo sexo, caso o legislador venha a redefinir o conceito de casamento por forma a permitir que pessoas do mesmo sexo possam estar abrangidas pelo conceito.


publicado por Pedro Pestana Bastos às 14:42 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Um disparatezinho

Estas coisas não têm muita importância. Como outras que são sopradas, esta é daquelas que tem vindo a ser repetida à exaustão. Mas para que um disparatezinho não passe por verdade oficial, aqui vai. O João Galamba no blogue do Expresso diz que "a direita tende a concordar com Hobbes, que tem uma visão sombria e pessimista da existência humana e que desvaloriza a dimensão criativa do debate democrático".
Enfim,
1º desde esta coisa que o Carl Schmitt inventou, e que outros acabam a papaguear, do dito "pessimismo/optimismo antropológico" (que conduz mais à confusão do que ao esclarecimento),
.
2º até à contradição com a narrativa da história política recente que malta como o João Galamba adoptou, (por exemplo, é um dos golpes favoritos de João Cardoso Rosas)

3º passando pela completa desadequação da colagem de Hobbes à direita contemporânea - por contraposição à de outros períodos históricos, por exemplo - muita coisa haveria a dizer sobre o desastre contido nestas palavras.

Sobre o ponto 2 deixo aqui apenas uma ilustração. Se a "direita" dos últimos 20 anos corre pelo nome de "neoliberalismo", como a esquerda gosta de dizer, ou "teologia do mercado", como também se ouve por aí, isso só pode querer dizer que a direita tem uma fé cega na eficácia e bondade da "mão invisível" de Adam Smith. Ora, se há coisa em que Hobbes insistia é que não existe nada sequer de parecido com a "mão invisível". Ou, visto ao contrário: a "mão invisível" a existir não sustenta a harmonia entre os desejos humanos; bem pelo contrário, a "mão invisível" converte-se na mão bem visível que aperta as goelas do vizinho.

Quanto aos outros dois pontos, sugiro que consultem isto

e o capítulo sobre Hobbes que lá pus. Depois conversamos sobre a "direita" e Hobbes.
publicado por Miguel Morgado às 12:40 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Atacar a língua desprezando a literatura


Leiam isto, por favor.
publicado por Carlos Botelho às 01:33 | comentar | partilhar
Quinta-feira, 30.07.09

Alternativas armadilhadas

Num artigo de opinião no jornal i, João Cardoso Rosas determina sem margem para dúvidas que o PSD, sempre que afirma o seu lugar ideológico, o faz ou por "ignorância"[sic] ou, alternativa generosa, por "desonestidade intelectual"[sic]. A única forma de escapar a estes vícios seria assumir-se como partido de direita. João Cardoso Rosas quer, à força, que o PSD seja partido de direita. Caso contrário, já se sabe, estaremos perante um caso de "ignorância" ou de "desonestidade".
Bem, vamos a um bocadinho de História, vamos?...



publicado por Carlos Botelho às 23:44 | comentar | partilhar

Chomsky, Faurisson & Co. - Para lembrar

«O Nazismo está morto e passado, juntamente com o seu Führer. Resta hoje a verdade. Ousemos proclamá-la. A inexistência de "câmaras de gás" [em Auschwitz] é uma boa notícia para a humanidade. Boas notícias que seria errado manter escondidas por mais tempo.»

Robert Faurisson, "Le Monde", 29 de Dezembro de 1978, p. 8.

«É verdade que Faurisson é um anti-semita ou um neo-nazi? (...) Não encontro provas que suportem essa conclusão. Nem provas nos materiais que li a respeito dele, em registo público ou em correspondência privada. Tanto quanto posso determinar, ele é uma espécie de liberal relativamente apolítico.»

Noam Chomsky, "Some Elementary Comments on The Rights of Freedom of Expression", prefácio a Faurisson, Mémoire en défense, 11 de Outubro de 1980.

Noam Chomsky, o ícone ideológico de certa esquerda, e Robert Faurisson, o ícone intelectual (?) do negacionismo. Como esta gente se dá bem...
publicado por Jorge Costa às 19:43 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Deputado (In)dependente


Um dos direitos fundamentais dos deputados é o direito de iniciativa legislativa. Para tal não precisam do grupo parlamentar. Temos aliás bons exemplos de deputados mesmo filiados em partidos que utilizaram recentemente o direito de iniciativa legislativa, como o deputado João Cravinho relativamente a leis de combate à corrupção.
Mas pelo que se percebe deste post, não contem com o Miguel Vale da Almeida para apresentar no parlamento propostas de lei da agenda LGBT. O futuro deputado, não pretende apresentar um projecto de lei de sua iniciativa que permita o casamento homosexual sem restringir o acesso à parentalidade. Ao invés parece confortável em votar a proposta do PS que permita o casamento de pessoas do mesmo sexo mesmo criando uma nova discriminação para a os gays e as lésbicas, restringindo o acesso à parentalidade.
Mais do que um deputado LGBT na bancada do PS, será um deputado PS dentro do movimento LGBT. Não percebo é porque é que não se filia no PS, em vez de acenar com um estatuto de independência que parece abdicar.


publicado por Pedro Pestana Bastos às 18:50 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Proud to be right (2)

"Apesar desta evidência, em Portugal a maioria das pessoas de direita continua a ter vergonha de se afirmar como tal. (...) Também ao nível do discurso corrente, a direita portuguesa tem vergonha de si mesma." João Cardoso Rosas no i de hoje

Há uns 3 ou 4 anos, na Califórnia, ia de carro com dois amigos americanos que, como eu, tendiam decisivamente para a política de Bush e do Partido Republicano. Num daqueles momento cartesianos, perguntei-lhes "Não vos acontece, por vezes, perguntarem-se se não estão demasiadamente conservadores?" Ao que um deles me respondeu "Não, por vezes tenho receio é de não ser suficientemente conservador."

Melhor resposta era impossível. Se o João Cardoso Rosas tiver alguma razão, então é nos EUA que temos de ir aprender qualquer coisa.
publicado por Nuno Lobo às 18:19 | comentar | partilhar

Proud to be right (1)

"O leitor faça a seguinte experiência: pergunte a alguns amigos se se consideram de direita ou de esquerda. Muitos darão respostas do tipo "não me situo nessa dicotomia", ou então "a dicotomia esquerda/direita está ultrapassada". Aqueles que assim responderem serão, quase infalivelmente, de direita." João Cardoso Rosas no i de hoje

Um célebre filósofo da política (1901-1985), uma vez questionado "se era liberal", no sentido americano da expressão, respondeu que "não", que não era; ao que o entrevistador retorquiu, "então é conservador". "Também não", respondeu, "o facto de eu não ser suficientemente estúpido para ser um liberal, não significa que seja suficientemente estúpido para ser um conservador".

Não é a "vergonha", mas antes o "bom senso" (já para não falar da "substância" da realidade política), que inibe qualquer pessoa inteligente a deixar-se rotular de modo absoluto por qualquer ideologia ou dicotomia esquerda-direita.
publicado por Nuno Lobo às 18:18 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

A mão direita de Sócrates


Manejando aqui.
publicado por Carlos Botelho às 17:05 | comentar | partilhar

O lugar da Banca no novel subsídio de apoio à natalidade

Na história dos 200 euros que o PS-Governo promete distribuir por todas as crianças nascidas em Portugal a partir de 2009, só não percebi se será, ou não, um negócio interessante para a banca. É claro que não substituirá os lucros que parte significativa da banca portuguesa (e internacional) irá certamente arrecadar com a realização das grandes obras públicas. Mas mesmo assim, o depósito de 200 euros, a (pelo menos) 18 anos, pode ser um interessante serviço prestado pelo PS ao sistema bancário português. Aliás, seria interessante saber se é o Estado ou se serão os cidadãos a escolher o banco (balcão incluído) em que o depósito será feito e, depois, eventualmente "reforçado" por pais com maiores ou menores "posses".

Adenda: Depois de ter escrito este texto encontrei um post de Pedro Sales no Arrastão onde também se fala, e com muita "propriedade", da relação entre os mais famosos 200 euros da política portuguesa e os benefícios que poderá trazer à banca nacional.
publicado por Fernando Martins às 15:16 | comentar | partilhar

Cachimbos de lá

Norman Rockwell, Retrato de Norman Rockwell Pintando Soda Jerk, 1953
publicado por Pedro Picoito às 15:01 | comentar | partilhar

Não gozem com o pagode

Em jeito de comentário à proposta dos 200 euros por bebé nascido em Portugal podemos ler no website do PS:

«O PS vai compensar as famílias com 200 euros por cada bebé que nasça em Portugal, numa medida que visa atingir quatro objectivos essenciais: incentivo à conclusão do ensino obrigatório, procura de hábitos de poupança, estímulo para um novo projecto de vida na entrada na idade adulta e incentivo à natalidade, de modo a contrariar o envelhecimento da população portuguesa. João Tiago Silveira, em entrevista à TSF, adiantou que a saúde e a educação são as prioridades no programa eleitoral para estas Legislativas.»

Os políticos e estes "estrategas" que os acompanham têm de perceber que fazer do eleitorado uma cambada de acéfalos não fica bem, nem sequer é muito eficaz. O delírio inerente aos "quatro objectivos essenciais" situa esta proposta muito além de um horizonte de razoabilidade mínima, que, como se sabe, é condição necessária para haver debate.

No final dos "quatro objectivos essenciais" lá se menciona o incentivo à natalidade. Não sou eu quem vai contradizer que a natalidade em Portugal necessita de incentivos, tendo em conta a situação demográfica desesperada do País. E que esse incentivos não podem ser só financeiros também é algo mais ou menos aceite. Mas que esta coisa aqui proposta possa funcionar como incentivo à natalidade é que desafia os mais elementares poderes do entendimento humano.

A estrutura abstracta do incentivo (financeiro) é muito simples: para que este funcione realmente como um incentivo à natalidade, tem de ser dado a quem tem nas suas mãos a escolha entre ter ou não ter filhos - os potenciais progenitores, não ao filho já nascido, criado e maior de idade. Custa perceber?

Este é um daqueles casos em que, contrariamente ao que proclama o frenesim reinante, mais vale estar quieto. E calado.

publicado por Miguel Morgado às 14:42 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sporting 0 - 0 Twente

Os primeiros minutos de jogo denunciaram o que dele restava. Mas a coisa até parecia poder endireitar-se com o penalty e correspondente expulsão do keeper holandês. “Saiu-nos a sorte grande”, dizia eu aos meus camaradas de bancada, mais convicto do benefício de passarmos a jogar contra 10 do que de passarmos ao 1-0. Mas o Sporting de Paulo Bento já tem uma história de não aproveitar as grandes penalidades. O João Moutinho falhou e logo pudemos concluir que o marcador deveria ter sido o Matias (afinal, os prognósticos a posteriori são sempre infalíveis). A verdade é que não conseguimos criar situações evidentes de golo e o 0-0 acaba por ser um resultado justo. Registo o bom jogo do Miguel Veloso (com o Grimi magoado e o Caneira acabado, ele está condenado a jogar a defesa esquerdo durante mais algum tempo) e a excelente segunda-parte do Daniel Carriço. O Matias promete mas ainda não chegou lá. O Liedson não jogou o que sabe. O Hélder Postiga não foi grande coisa, muito embora eu considere que ele sabe rematar como poucos. O Pedro Silva foi simplesmente miserável (tão mau, tão mau, em tudo e também a centrar, que quase marcou um golo com um centro mal feito). O João Moutinho também esteve abaixo do habitual mas continua a ser o melhor jogador do Sporting (aquele penalty…). Uma excelente defesa do Rui Patrício a defender um livre perigoso na primeira parte. Em suma, um jogo mau com alguns pormenores decentes. Pior mesmo só os assobios do público no fim do jogo. Continuo sem perceber o que é que estas pessoas vão fazer ao estádio quando não estão preparadas para um mau resultado. Se querem ganhar sempre, mudem de clube, vão para o Porto. Se querem delirar que ganham sempre, mudem de clube, vão para o Benfica. Se querem ser do Sporting, apoiem a equipa, nos bons e nos maus momentos. A eliminatória decide-se já na próxima Terça-feira. Boa semana e boa sorte!
publicado por Nuno Lobo às 13:35 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Confusão

Ao afirmar que “quando uma pessoa se apresenta assumidamente como homossexual e quer dar sangue, eu interpreto como uma provocação”, Gabriel Olim não está a falar de comportamentos de risco, está a falar da orientação sexual.

Quanto ao resto: se “a relação sexual nunca é 100% protegida” e a “experiência também nos diz que relações que em princípio eram totalmente monogâmicas não são tão monogâmicas assim”, então qualquer relação sexual é um comportamento de risco. Porque “múltiplos parceiros, relações não protegidas, fazer sexo oral e anal” não são (é um pouco triste ter de explicar isto) comportamentos exclusivos dos homossexuais masculinos.
Se fossem tiradas todas as consequências das palavras de Gabriel Olim ou reduzíamos a lista de dadores ao clube das virgens ou ao movimento de pinguins celibatários.
publicado por Joana Alarcão às 13:25 | comentar | ver comentários (10) | partilhar

Sangue meu


O Presidente do Instituto Português do Sangue dá uma hoje um entrevista importante no jornal i.
Gabriel Olim demonstra de forma séria e perceptível que não há qualquer discriminação em relação aos homosexuais enquanto dadores de sangue. O que está em causa não é a orientação sexual do dador mas um eventual comportamento de risco.
Comportamentos como sejam a existência de múltiplos parceiros, relações não protegidas e sexo anal ou oral são considerados de risco e dão origem à exclusão tanto em relação a heterosexuais como em relação a homosexuais.
O problema é que os heterosexuais quando são exluídos aceitam a decisão, os homosexuais quando são excluídos dizem que é discriminação.
publicado por Pedro Pestana Bastos às 11:52 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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