Quarta-feira, 30.06.10

União

O sonho «federalista»: transformar Portugal no sítio onde vivem os europeus (?) de etnia portuguesa. Com os seus costumes, toleráveis até um certo ponto, a sua língua exótica, a sua culinária, o seu folclore (entediante, mas curioso), a sua cultura em geral (a cultura é um assunto muito interessante), e as suas elites sobrantes, minúsculas, mas espantosamente poliglotas, cosmopolitas e viajadas.
publicado por Jorge Costa às 21:48 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Argentina

Compreendo as razões (sem dúvida muito fortes) invocadas pelo PPM no seu apoio ao Paraguai. E espero que a selecção de Cardozo elimine a Espanha, especialmente depois da promessa feita pela nova musa paraguaia. Mas neste campeonato do mundo, a minha selecção é a Argentina. Messi, mais do que qualquer outro jogador, merece o título mundial.
publicado por Nuno Gouveia às 21:42 | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Ponto de ordem

A utilização pelo Governo da golden share tem causado uma histeria colectiva.

Antes de se rasgarem vestes convém não esquecer que:

- A golden share tem mais de 15 anos e foi instituída no tempo em que Cavaco Silva era Primeiro Ministro.
- O Governo de Guterres pôde mas não quis acabar com a golden ghare;
- O Governo de Durão Barroso pôde mas não quis acabar com a golden ghare;
- O Governo de Santana Lopes pôde mas não quis acabar com a golden ghare;
- Nas ultimas eleições legislativas nenhum dos três partidos do arco da governabilidade propôs terminar com a golden share.
- Os accionistas da PT sabem da existência de uma golden share.
publicado por Pedro Pestana Bastos às 19:21 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

«Loucura colonial»

Será que estamos condenados a entrar nos lugares centrais dos grandes órgãos de comunicação mundiais apenas quando o Governo faz m**** total? Alguém me explica como é que qualquer investidor em qualquer parte do mundo pode confiar numa espelunca assim? Para a horda que nos governa não há amanhã? Nem bom nome que valha a pena defender? E anda aquele indivíduo com a palavra «confiança» pregada aos beiços...
publicado por Jorge Costa às 19:02 | comentar | partilhar

Tunhas chamado ao Cachimbo

Vale a pena ler mais um excelente texto de Paulo Tunhas no i, concorde-se ou não com todas as conclusões: "O primeiro-ministro, que se sente sozinho na tarefa de 'puxar pelo país', como confessou, crê que o seu único destino neste mundo é 'criar confiança'. Uma crença estranha, já que a possibilidade de 'criar confiança' repousa sobre dois alicerces. Primeiro, dizer a verdade sobre a situação em que vivemos. E, como se sabe, essa não é a especialidade de Sócrates." Se me é permitida uma recomendação, há que forçar o Paulo Tunhas a escrever aqui pelo menos um texto todas as semanas.

PS: Caro Fernando Martins, vejo que concordamos quanto ao Paraguai e aceito que as razões que apresentas sejam melhores que a minha...
publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 18:32 | comentar | partilhar

Por Larissa? Não. Por Paco González.

Eliminada a selecção portuguesa do Mundial 2010, o Miguel Morgado faz aqui no Cachimbo juras de amor à Espanha, enquanto que o Paulo Pinto Mascarenhas, no seu abc, insinua (?) que por causa do "carisma" de Larissa Riquelme o apoio ao Paraguai tem toda a razão de ser. Não podia estar mais de acordo. Porque não desdenho a Larissa (era o que faltava), porque tenho um lado anti-espanhol, porque as restantes selecções não me aquecem nem me arrefecem, mas, sobretudo, por causa de Paco González. Jogador dos Belenenses no início da década de 1970, Paco González, internacional pelo Paraguai, foi o melhor jogador de futebol ao serviço do Belém que alguma vez vi actuar num relvado. Esquerdino, goleador, baixo, rápido, forte, finta rápida, fortes traços índios no rosto, foi vendido, com o central Freitas, ao Futebol Clube do Porto. Mais tarde regressou ao Restelo depois de ter ganho algum dinheiro na Invicta mas sem quase nunca ali ter jogado ao serviço da equipa principal. Pelo prazer que me deu ver Paco González jogar à bola, mais do que por Larissa Riquelme, gostava de ver o Paraguai nas meias-finais do Mundial.
publicado por Fernando Martins às 17:42 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Cachimbos


















[Um jovem soldado, com a espada apoiada ao ombro, acende o seu cachimbo com uma vela. Quadro de Hendrick Terbrugghen (1588-1629), datado de 1617]

Depois da minha primeira entrada n' O Cachimbo de Magritte, não queria deixar de agradecer o convite para fazer parte deste colectivo de individualidades e as simpáticas palavras de recepção do meu amigo Miguel Morgado. É uma honra escrever ao vosso lado.
publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 16:49 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Educação sexual?













[Fotografia de um dos kits vendidos nas escolas portuguesas pela APF]


No dia 9 de Junho escrevi e editei uma notícia no i sobre a introdução da Educação Sexual como matéria obrigatória nas escolas portuguesas. Fui, como aliás esperava, alvo da intolerância histérica da habitual brigada dos costumes que por aí anda nos blogues e nos jornais. Com a entrada em vigor da regulamentação da Lei 60/2009, a Educação Sexual passou a ser obrigatória nas escolas, através das disciplinas curriculares e não-curriculares, de um "modo transversal" - uma expressão sintomática. Tendo em conta que a maioria dos professores receberam formação da famosa Associação para o Planeamento da Família (APF), com os seus kits modernos e os seus pénis de esferovite a serem distribuídos massivamente, a Educação Sexual será leccionada de um modo no mínimo discutível.

Em boa hora, o Correio da Manhã voltou ao tema - e as ondas de choque sentiram-se com maior intensidade. Hoje, por exemplo, Francisco José Viegas escreve o óbvio: o Ministério da Educação e a APF querem tratar as crianças - os meus e os vossos filhos - "como se fossem propriedade de um Estado moderninho e fracturante". É a liberdade que está em causa: não tenho qualquer objecção a que os pais que assim o entenderem permitam que os seus filhos participem no plano de Educação Sexual. O que me repugna é que queiram também obrigar as minhas filhas a serem "educadas" de acordo com as normas politicamente correctas do Estado e da APF.

Como escreve FJV, "outro dia, um papagaio profissional" dizia "que ninguém tem o direito de recusar a educação sexual. Não faltava mais nada." Mas já faltou mais.
publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 15:52 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Sócrates Telecom

Dois pontos a reter da Assembleia Geral da PT.
Afinal o bloco português, que detinha 27%, ficou reduzido a 15%. Se descontarmos a CGD e a Parpublica o bloco português que resistiu ronda os 6%. O que significa que BES votou a favor da venda.
Por outro lado esta votação vem demonstrar que o Conselho de Administração, que tomou posição contra a venda, apenas teve a confiança de 15% dos accionistas.
(corrigido)
publicado por Pedro Pestana Bastos às 15:25 | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Vitória(?) dos burocratas sobre a língua

A coisa alastra para a Escola. É natural. Prossegue e aprofunda a perversora degradação que se vem, paulatinamente, instalando.

Adjetivo - ativo - ato - atuação - espetáculo - espetador - aspeto - detetar - redação - correto - fatura - olfato - colecionar - conjetura - caráter - fação - conceção - perceção - sução - ...

Aquelas são palavras mutiladas. (Há sempre, para defender estas coisas, argumentos que, na verdade, não passam de míseros pretextos.)
Também há um valor estético na grafia, na ortografia. É pena que pessoas, incapazes de reconhecerem esse valor, ou indiferentes a ele, pura e simplesmente cortem a possibilidade dos outros virem a apreciá-lo, a saboreá-lo. A castração estética começa desde logo na e pela Escola, insidiosamente, no meio invisível da própria língua.
Que alternativa, senão ir resistindo à coisa? Recusar a mutilação. Com todas as letras.
publicado por Carlos Botelho às 15:21 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Portugal, segundo Luciano Amaral

Vale a pena ler - eu diria que é imprescindível ler - a Economia Portuguesa, as últimas décadas, de Luciano Amaral. E vale a pena ler, porque os problemas nacionais, que a crise de dívida veio expor à luz, não podem ser debatidos com proveito, se não forem colocados no horizonte temporal em que se construíram, que é o horizonte de sucessivas e coerentes opções políticas incidentes sobre o quadro institucional da democracia. De acordo com o autor, postas em perspectiva, elas desenham os dinamismos próprios, os limites e os impasses do regime em que vivemos no pós-25 de Abril. Esta crise não é, em suma, como as outras, e conviria que percebêssemos porquê, para que percebêssemos os seus «enjeux», aquilo que está em jogo e, no fundo, o que é o regime.

O efeito dessa leitura em profundidade dos acontecimentos é profilático, a vários títulos: ajuda-nos, antes do mais, a mitigarmos a cegueira própria das inclinações partidárias e dos afectos ideológicos, cujo resultado é sempre a reiteração do mesmo, circularmente, em petição de princípio, e a ensaiar a abordagem dos problemas a partir das «coisas mesmas». Não vou discutir os problemas complexos de hermenêutica na escrita da história. Serve isto, antes, para dizer, que, se mais méritos o livro de Luciano Amaral não tivesse, bastaria o de ter elevado o debate dos problemas para o ponto em que uma outra perspectiva menos dramática da situação em que nos encontramos, talvez recusando a radicalidade da do historiador, vai obrigar a escrever outra história destas últimas três décadas, pelo menos tão bem fundamentada como esta. Não é exactamente a ideia de que, contra factos, não há argumentos. É antes a de que, para melhor argumento do que este, vai ser necessário organizar de forma pelo menos tão persuasiva os factos que se trata de compreender. É obra.

Não tenho, no momento em que escrevo, a auto-biografia de Cavaco Silva à mão. Mas, como já aqui lembrei, ele considera que a reforma das reformas dos seus governos foi a adesão de Portugal ao sistema monetário europeu, em 1992. Num certo sentido, que nada tem a ver com a causalidade mecânica alheia aos assuntos humanos, também Luciano Amaral sugere que tudo o que precedeu esse ano, e não apenas o intervalo rigidamente anti-inflacionario que vai de 1990 a 1992, o prepara; e tudo o que sucedeu, depois, dele decorre. De modo que 1992, ano também do Tratado de Maastricht, de que Portugal foi signatário, é o ano axial da história económica da democracia. «A partir de 1990-1992 tudo mudou», diz o autor.

Se a história económica pós-25 de Abril é uma história de decadência, se tomarmos o factor crescimento como factor diferenciador, pois é a partir de 73-74 que a tendência inflecte e começam três décadas de abrandamento (de que se exceptua o breve surto de 1986-1990), então o pós-1992, o tempo do «câmbio forte», é o tempo da passagem à saturação e crise final - aquela em que vivemos. Como se revela essa crise? Como uma «separação entre uma acentuada convergência institucional com os países europeus», traduzida na «instalação do Estado-providência», com o seu potencial de crescimento natural da despesa muito elevado, «e uma débil convergência económica». «Quando a situação se revelou incomportável, no início do século XXI, tornou-se necessário controlá-la. Sendo indispensável por uma série de razões, a verdade é que esta política contraccionista [onde o freio à despesa é operado com recurso medidas ah-hoc, excepto alguma intervenção no domínio da segurança social] constitui hoje em dia mais um travão ao crescimento económico. Actualmente, a economia portuguesa não é estimulada pelo lado do câmbio, que trava a expansão industrial, mas também não o é pelo lado da despesa pública. Para estimular a economia, restariam as taxas de juro. Mas como o crescimento do sector industrial se encontra bloqueado, elas acabam sobretudo por acelerar o consumo, dessa forma continuando a agravar o endividamento do país». O livro, terminado em Fevereiro deste ano, já não é contemporâneo da contracção de crédito brutal que está em curso, primeiro com a subida acentuada das taxas de juro para a dívida pública, depois com o encerramento do mercado para os bancos nacionais, intermediadores do endividamento.

A saída? O livro é um livro de história, mas dado o seu termo temporal na actualidade, não se exime de considerar alternativas: além de uma positiva e improvável - um «milagre irlandês» em Portugal -, resta uma negativa e outra não consensualmente valorizável. A negativa, com duas versões possíveis, passa pelo abandono da União Monetária - do «câmbio forte» que vigora desde 1992 -, e/ou declaração de incapacidade de cumprir a dívida. A outra, cujo valor depende das «preferências de cada um», implica que o país aceite «transformar-se numa mera região de qualquer coisa semelhante a um Estado nacional europeu». O autor concede que, independentemente da sua viabilidade política no que esta supõe aceitação própria, «resta saber como encarariam esta possibilidade os países capazes de financiar a mudança. Não é claro que o fizessem com alegria.»

A mim, que concorro com o autor no diagnóstico, ocorre-me dizer, por fim: o paradoxo que é esta democracia assim historiada, que optou pela Europa como condição de possibilidade e terminou como só tendo saída - se tiver saída - saindo da Europa, qualquer que seja o grau de ruptura institucional que essa saída venha a revestir. Explico-me: não considero sequer que faça sentido, económico ou outro, uma declaração de incumprimento sem saída do «câmbio forte». E parece-me óbvio que a democracia portuguesa não dispensa o Estado-nação português.
publicado por Jorge Costa às 15:15 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

O síndroma da avestruz

Sim, é sério o problema do desemprego junto dos nossos licenciados. Não, não são estágios na função pública que o vão solucionar. Na verdade apenas o vão agravar. Como? Adiando por 12 meses a triste realidade destes jovens terem sido enganados pelo Estado Português. Um Estado que distorcendo o mercado da educação superior não estimulou - por ausência efectiva de concorrência e por políticas duvidosas de alocação de recursos financeiros - as Universidades suportadas pelo erário público (o nosso dinheiro) a adequarem a sua oferta ao mercado de trabalho português. Esta desadequação torna-se ainda mais grave quando se analisa os resultados efectivos desta política, com os seus corolários de eliminação da noção de risco e de ausência de valorização do empreendadorismo, e se constata que grande parte dos nossos jovens quer hoje, não trabalho, mas sim um emprego ( pelos vistos a receber mais do que 900,00€ mensais). Uma vez mais, e como é seu apanágio os socialistas enfiam a cabeça na areia.
publicado por Eugénia Gamboa às 14:40 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

O perfil do Procurador Geral

É uma construção muito complexa e não definitiva, algumas qualidades podem compensar alguns defeitos não desejáveis, mas não pode ser colocado no lugar quem não tenha pelo menos uma excelente capacidade de análise. Ora agora vejam isto:

«Se corrermos a Europa, não encontramos justiça melhor que a portuguesa

Pinto Monteiro, em declarações hoje ao "i".
publicado por Manuel Pinheiro às 14:21 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Para enganar quem?

Apesar de a Telefónica ter sido proibida – e bem – de votar sobre a venda da Vivo, a maioria dos restantes accionistas votou a favor da venda (74%). No entanto, o Estado usou a sua golden-share e proibiu a venda.

No início de Julho deverá ser conhecida a posição da Comissão Europeia sobre esta golden share, havendo uma probabilidade de 99% de ser considerada ilegal. Ou seja, dentro de quinze dias a Telefónica lança uma nova proposta e o negócio faz-se. Como é evidente, este compasso de espera – com todo o desperdício de tempo e recursos que envolve – destina-se meramente a salvar a cara do governo, que depois se poderá queixar que fez tudo ao seu alcance para evitar a venda. Mas estes teatros destinam-se a enganar quem?

publicado por Pedro Braz Teixeira às 13:16 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Uma restituição

Um texto que restitui à verdade o contumaz delírio malicioso da ex-ministra da "educação", na entrevista que deu ao Expresso: este.
publicado por Carlos Botelho às 12:04 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Notícias do Mercado de Transferências - o Cachimbo de Magritte

Esta é daquelas que estava na calha há muito tempo. Tem iniciais de partido monárquico, mas é republicano. É benfiquista mas não gosta do vermelho (em política). É pai de família mas não rejeita uma boa farra. Entre a bloga e os jornais (e revistas) a nossa mais recente aquisição é já uma instituição nacional. Não gosta de tretas, e não tem tempo nem para quem as pratica, nem para quem as encena. É um gajo com pinta para além de ser um bom amigo de muitos dos Cachimbos, entre os quais me incluo. Tem um ânimo de leão, um sentido de humor inesgotável e uma sólida sensatez. Tudo coisas que se notam naquilo que escreve.
É verdade. Em breve no Cachimbo: Paulo Pinto Mascarenhas. Bem-vindo, Mascas.
publicado por Miguel Morgado às 11:33 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

O perigo

A Alemanha só cria problemas à retoma.
publicado por Jorge Costa às 09:37 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Portugal

Doeu. E não há como ignorar os erros flagrantes de Queiroz. Alguns dos quais foram implicitamente reconhecidos pelo próprio com a segunda e terceira substituições. Como o Nuno já disse mais abaixo, a defesa de Portugal continua a ser o seu sector mais forte ou pelo menos estável. É assim desde 2002. R. Carvalho e Bruno Alves constituem uma excelente dupla de centrais e Fábio Coentrão é o lateral esquerdo que a selecção há muito não tinha. Além disso, Eduardo fez um torneio extraordinário, sobretudo tendo em conta as minhas expectativas quanto à sua prestação.
Lá mais para a frente é que as coisas se complicaram. Tiago e Raúl Meireles fizeram um bom Mundial, mas não suficientemente bom para jogar contra as selecções candidatas ao título - no nosso caso, Brasil e Espanha. É evidente que Pedro Mendes teria de ser titular contra a Espanha. Contra o melhor meio-campo do mundo - aquele Xavi é, de facto, um fenómeno - não podia haver recuperações de jogadores. Era Pedro Mendes quem estava em condições, não Pepe, que apesar de tudo já sabe cantar o hino.
O resto não resultou. Simão foi Simão. Danny, que no Zenith mostra todas as suas inegáveis qualidades, não se dá bem com a selecção. E depois temos C. Ronaldo. Aquela crista levantada já o serviu muito bem nos momentos em que é preciso desejar ganhar e ser melhor do que o adversário. Mas convém por vezes baixar um pouco a crista quando o que se pede é talvez humildade. Aí não há como deixar de recomendar o caso de Messi. Nunca o vi fanfarrão. E não se tem saído mal.
Seja como for, saímos derrotados pela Espanha. Depois da nossa eliminação e da Itália, espero que a Espanha seja campeã do mundo. Têm equipa para isso. Ainda mais se Torres finalmente acordar.
publicado por Miguel Morgado às 08:53 | comentar | ver comentários (8) | partilhar
Terça-feira, 29.06.10

Algum dia teria de postar uma coisa assim como esta de que sou razoavelmente fanático

publicado por Jorge Costa às 22:44 | comentar | partilhar

Estados de espírito IV

Não fizemos um campeonato miserável. Aliás, era o esperado, quando se verificou que poderíamos cruzar com a Espanha nos oitavos de final. Mas com um pouco mais de ousadia, e um espírito de grupo mais forte poderíamos ter feito bem melhor. Pelo menos, ter deixado melhor imagem na África do Sul. Eduardo, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Raul Meireles e Fábio Coentrão deixaram excelente imagem. Os restantes não se sabe por onde andaram. Cristiano Ronaldo o melhor do mundo? Não brinquem com coisas sérias. Vejam o Messi jogar.
publicado por Nuno Gouveia às 22:23 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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