Quinta-feira, 31.03.11

Thievery Corporation - The Numbers Game



Muito própria para a época.
publicado por Jorge Costa às 22:00 | comentar | partilhar

Ajuste directo ou Concurso ?

Às 20.30 saberemos se o próximo Governo será nomeado pelo Presidente da República por Ajuste Directo, ou por Concurso Público.
publicado por Pedro Pestana Bastos às 19:09 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Também tu António?

António Barreto afirma: Crise política é "golpe" de Sócrates para se vitimizar.
publicado por Paulo Marcelo às 18:41 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Antes que o açúcar transborde

Há um problema clássico na Economia de que uma pessoa que prefira uma determinada quantidade de café com, digamos, X gramas de açúcar, à mesma quantidade de café com X + 0,001 de açúcar, se derem as duas possibilidade ao indivíduo para comparar, por limites de percepção ele mostrar-se-á será diferente entre as duas. De certo modo, o "problema" com Sócrates é semelhante. A cada "caso" que foi aparecendo, a cada 0.01% a mais nas taxas de financimento a 2 ou 5 ou 10 anos, nós estamos pior, mas cada variação marginal parece ter o efeito mágico de deixar o sr. Presidente sentado no sofá, indiferente. Já se aglutinássemos o pacote de casos e desvarios de Sócrates, mais a subida global de taxas de juro, o "delta" seria tão grande que a reação seria óbvia. Sr. Presidente, você é economista e percebe isto. Olhe para o delta global, se faz favor. E, da posição onde se encontra, e como patriota que é, actue em conformidade.
publicado por Tiago Mendes às 17:05 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Uau!

Vida animada, esta. 1,5 mil milhões, coisa pouca. Leilão seco ou extorsionário?
publicado por Jorge Costa às 17:04 | comentar | partilhar

Reparem

O gráfico supra compara as curvas de rendimentos (yield curve) das dívidas grega, irlandesa e portuguesa. Como é do conhecimento público os dois primeiros já foram obrigados a pedir ajuda externa. Nós permanecemos "orgulhosamento sós". É interessante verificar que nos prazos mais curtos (até um ano) a Irlanda tem taxas mais baixas que nós. Mas não. Não precisamos de ajuda. Obrigado por perguntarem.


[fonte: Zero Hedge]
publicado por Miguel Noronha às 16:12 | comentar | partilhar

Yes, no doubt we could!

Sim, os valores do défice foram revistos: para 10% do PIB em 2009, para 8,6% em 2010 (a redução entre os dois anos acaba por ser mais do que que explicada pela manobra do Fundo de Pensões da PT).

Em alta, contribuiu em 2010 a inclusão das imparidades do BPN (1 ponto percentual) e a das empresas de transportes (Refer e Metros) no perímetro de consolidação do défice.

O défice, como já aqui muitas vezes referimos, é o que um homem, um Teixeira dos Santos, um INE, uma Europa, sei lá, quiserem, uma convenção contabilística, havendo melhores e piores, seguramente melhores do que as que hoje prevalecem como medida das necessidades de financiamento do Estado num determinado período.

Importante mesmo e mais próximo do que nos interessa de facto - a realidade - é a evolução da dívida pública - mais difícil de aldrabar. Aí as coisas são de facto sinistras. Como projectava o Bank of International Settlements há precisamente um ano atrás, facto de que demos conta na altura, a dívida pública veio mesmo a superar a fasquia dos 90% do PIB, situando-se nos 92,4%, quando de acordo com a meta mais recente do Governo, constante no Procedimento de Défices Excessivos de 28 de Setembro de 2010, deveria ter-se ficado pelos 83,3%. Uma brutal diferença de 9,1 pontos percentuais.

Só um tarado furioso poderia, depois disto, acreditar em qualquer projecção, meta, compromisso, palavra dada, deste desgoverno em decomposição. Nós, alguns portugueses, há muito que não lhe damos qualquer valor. É natural que o resto do mundo nos siga agora. Melhor: é impossível que não siga.
publicado por Jorge Costa às 15:57 | comentar | partilhar

Pois, foi a crise política

A notícia da revisão em alta dos défices de 2009 e 2010 já chegou aos media internacionais que refere o aumento do risco de um "bailout". Segundo uma economista do Citigroup "Isto aumenta a pressão sobre Portugal, que será provávelmente incapaz de aceder aos mercados [de crédito] nas próximas semanas e provavelmente necessitará de solicitar ajuda externa".
publicado por Miguel Noronha às 14:45 | comentar | partilhar

Estupidez suprema


Foi o governo que tomou a iniciativa de se demitir depois da trapalhada (ou maquinação) em torno do PEC IV. Deviam estar cientes das implicações dessa acto. De qualquer forma, não estou a ver o PSD, o PR ou mesmo o Tribunal Constitucional levantarem objecções a um eventual pedido de ajuda externa caso a situação o justifique. O que penso ser o caso. Parem de inventar desculpas.
publicado por Miguel Noronha às 14:33 | comentar | partilhar

Imputação de racionalidade (kamikaze)

Começa a ser um pouco mais claro e a pergunta vai recebendo resposta. Sócrates montou a sua demissão para:
a) internamente tentar desvincular-se do resgate inevitável;
b) externamente tentar até ao limite exbir incapacidade para o pedir; quis comparecer à Cimeira de 24 e 25 "impossibilitado"; o Presidente manteve-o naturalmente na plenitude das suas funções; na prática estava de saída; barricado no país.
publicado por Jorge Costa às 12:45 | comentar | partilhar

Libertinagem

Tendo o Governo escaqueirado a Caixa Geral de Depósitos, Coiso II afirma que vender um caco seria leviano.
publicado por Jorge Costa às 11:26 | comentar | partilhar

Insensibilidade e falta de bom senso

Jorge Braga de Macedo, ontem na TVI 24 citado pelo Diário Económico


"Portugal tem o défice maior dos países todos da União Europeia. Portugal exagerou. Mais que a Grécia, mais que a Espanha. Em Portugal, o desprezo pelas regras do bom senso do não endividamento foram totais"
publicado por Miguel Noronha às 11:22 | comentar | partilhar

Isto costuma acontecer imediatamente antes do fim

Gráfico da evolução da taxa de juro a dois anos, 8,32%, trepando pela parede a todos os minutos pelo que o valor ali atrás é apenas o do momento do post (11:55), agora acima da taxa de juro a dez anos, 8,23%. Em breve será a taxa mais alta. Comentário mínimo aqui.
publicado por Jorge Costa às 11:10 | comentar | partilhar

Está tudo pronto o resgate a Portugal

Portugal só tem de "dar o primeiro passo", diz o ministro das Finanças holandês.
publicado por Jorge Costa às 10:55 | comentar | partilhar

Consumir em português

Eu sei que pode parecer pouco. Mas depois da bancarrota Sócrates, quando precisamos mesmo de sair do buraco, os pequenos gestos podem fazer a diferença. A ideia é simples: como todos somos consumidores, se o produto for parecido, vale a pena consumir em português (parece que o código de barras começa por 560). Ainda por cima a qualidade é muitas vezes melhor do que algumas chinesices, sem ofensa, que por aí andam. Estima-se que se cada português consumir, por ano, 150€ de produtos nacionais, a economia estaria bem melhor e seriam criados postos de trabalho. E já agora vale a pena comprar no comércio tradicional, essencial para a vida e segurança das nossas cidades, vilas e aldeias. Abaixo a bimbalhada dos shopings e afins. Até dói ver tantas lojas de rua a fechar. Vamos a isso, camaradas, é uma questão de mentalidade.
publicado por Paulo Marcelo às 10:32 | comentar | ver comentários (11) | partilhar

Menos demagogia, mais realidade

São cada vez mais ridículos os apelos de "resistência à ajuda externa" dos líderes socialistas. Na realidade já estamos a beneficiar de ajuda externa há dois anos. Repito o que já escrevi. Sem o BCE há muito que o mercado se teria fechado para a dívida portuguesa e as taxas disparado. Mesmo assim a liquidez tem-se reduzido e as taxas subido de forma consistente. E o governo desperdiçou estes dois anos.

Contra a ajuda externa afirma Costa Pina que "Recorrer a ajuda externa implica ficar fora dos mercados pelo menos cinco anos, piorando as condições financeiras para o sector privado, empresas e famílias". Eu gostava que o Sec. de Estado das Finanças explicasse onde pensa, alternativamente, financiar-se durante os próximos cinco anos. E a que taxas. E se está a par das dificuldades de financiamento que já vigoram para empresas e famílias. E se pensa continuar a fazer operações de curto prazo para resolver uma permanente ruptura de tesouraria.

Tenta o ministro Silva Pereira assustar-nos com as medidas draconianas que serão impostas pelo FEEF/FMI. Ele que olhe para os sucessivos PEC's que pouco ou nenhum impacto tiveram nas contas públicas e explique que medidas pensa o governo implementar para controlar a despesa pública.

Sinceramente, é difícil perceber esta teimosia. Uma explicação será o ego ferido dos governantes incapazes de admitir que falharam. Percebo também que lhes seja difícil largar as sinecuras a que se habituaram durante os anos dedicados a destruir o país. Muitos deles nada fizeram na vida para além de intriga política. Nada têm senão o estado. (o que explica o seu enorme amor por este). Temem pelo futuro. Mas nada disto é desculpa para brincarem com as vidas alheias. Eles que aceitem a realidade e nos deixem em paz. Já basta a bonita obra que deixaram e que vai demorar muitos anos a pagar.
publicado por Miguel Noronha às 09:45 | comentar | partilhar

Doutoramento INGENIARII SOCRATIS MERDAE CAVSA




Asinus furiosus, uir barbarus et funestus. Lapidandus est.

publicado por Carlos Botelho às 01:36 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Da Série Cachimbos e Vinhos (6)

Provavelmente o exemplo mais forte do momento de como não é boa ideia associar automaticamente preço e qualidade no vinho: Quinta do CARM, Reserva, 2007 e 2008. Praticamente o mesmo vinho, imagino que a maioria das pessoas não note particular diferença entre os dois, excepto no preço. Enquanto o 2008 custa entre 8 e 9 euros por garrafa no retalho, transformando-o, provavelmente, no melhor vinho português na categoria sub-10 euros, o 2007 arranja-se com dificuldade a € 30. Diferença? Essencialmente o facto do 2007 ter sido eleito o 9º melhor vinho no ranking da Wine Spectator na edição de 2010. O top 10 dos nossos amigos da WS garante sucesso de vendas internacional, torna o vinho fashionable, aumenta a pressão pelo lado da procura, dispara o preço (por decisão) do produtor/retalhista para preço prestígio no sentido de marketing do termo. Conclusão, se alguém estiver a pensar comprar 1 garrafa de CARM Reserva 2007 a preço comum de mercado, o melhor que tem a fazer é desistir da ideia e comprar 3 garrafas do 2008. E ainda sobram uns euros.




Há muitos mais factores a definir o preço, como em qualquer produto, uma pequena wine boutique irá sempre produzir mais caro que produtores com maior escala, elevando o preço mínimo. Há também grandes produtores (Mondavi, Rothschild, etc) que aplicam proibitivos preços de prestígio a vários dos seus vinhos, elevando o preço "máximo". Pelo meio os habituais factores da generalidade dos produtos e, tal como nestes, o preço é apenas um factor de referência, mas claramente insuficiente como indicador único ou até mesmo decisivo de qualidade. O vinho não é um monolito que segue uma linear escala de preço e qualidade.
publicado por Manuel Pinheiro às 00:12 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Grande Finale (116)




The Lady Vanishes, Alfred Hitchcock, 1938

publicado por Carlos Botelho às 00:00 | comentar | partilhar
Quarta-feira, 30.03.11

¿Qué pasa en España?


publicado por Fernando Martins às 22:51 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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