Sexta-feira, 09.09.11

Uma paciência de 100 mil milhões

O economista-chefe do BCE, o alemão Jürgen Stark, demitiu-se por discordar do programa de compra de dívida soberana. Dois comentários.

 

1.Segundo o Diário Económico desde Maio o BCE terá gasto cerca de 100 mil milhões de euros com este programa. Se discordava da política do BCE já o devia ter feito há mais tempo. Mas mais vale tarde...

2. O Alphaville questiona-se se esta demissão irá facilitar novas intervenções do BCE ou se, pelo contrário, irá tornar públicos os conflitos entre as parte. É provável que Stark tenha o apoio do governo alemão e do respectivo banco central. Não me parece que a tarefa do futuro presidente do BCE fique facilitada.

 

 

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publicado por Miguel Noronha às 14:38 | partilhar
Quarta-feira, 10.08.11

O nó do problema

 

Este artigo de Bruno Faria Lopes explica de forma clara o mecanismo de intervenção do BCE nos mercados de dívida pública e os problemas que ele coloca. E que serão enormemente potenciados com o alargamento das intervenções aos títulos espanhóis. e italianos. Aborda ainda sucintamente as limitações do FEEF para acompanhar o alargamento da crise.

 

 

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publicado por Miguel Noronha às 10:56 | partilhar
Segunda-feira, 08.08.11

O regresso do "efeito Trichet"

Na passada Sexta-Feira o presidente do BCE anunciou que vai acelarar o processo de destruição do Euro. O previsível "efeito Trichet" é bem visível na cotação do ouro que continua a bater máximos.

 

 

publicado por Miguel Noronha às 12:25 | partilhar
Terça-feira, 19.07.11

(Afinal) Não há limites

 

Um membro do conselho de governadores contraria Trichet. Mesmo que a Grécia entre em incumprimento o BCE pode continuar a aceitar os seus títulos de dívida como colateral. O BCE demonstra mais uma vez que as regras são descartadas à primeira oportunidade

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publicado por Miguel Noronha às 11:39 | partilhar
Segunda-feira, 18.07.11

Há limites para tudo

 

 

Numa entrevista ao Financial Times Deutschland, Jean-Claude Trichet revelouque o BCE não poderá aceitar como colateral títulos de dívida de um país que deixou de cumprir as suas obrigações. Pois. Mas se o país estiver mesmo, mesmoquase a entrar em incumprimento pelos vistos os títulos ainda são aceites pelo BCE. E à conta desta retórica se vai enchendo de lixo o balanço do BCE.

publicado por Miguel Noronha às 15:19 | partilhar
Sábado, 09.07.11

Exactamente

João Miranda

 

"As decisões que se vão tomando na União Europeia fazem temer o pior. A decisão de ignorar os ratings porque eles agora já não dão jeito, de criar ratings de conveniência, de relaxar a regulação quando ela já não convém e de criar regulação ad hoc para mascarar problemas vai trazer muitas complicações no futuro. Por exemplo, se o BCE pode ignorar os ratings porque é que os fundos de pensões não o podem fazer? Se a União Europeia vai criar e impor administrativamente uma agência de rating porque isso lhe dá jeito, porque é que os estados membros não o podem também fazer? Se o BCE aceita lixo como se fosse ouro, que implicações é que isso tem para o BCE?"

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publicado por Miguel Noronha às 11:22 | partilhar
Quinta-feira, 07.07.11

Lá vamos nós de novo

Afinal de contas, parece que as agências de notação não são assim tão determinantes.  Apesar de classificados como "lixo", o BCE já declarouque continuará a aceitar os títulos da dívida portuguesa como colateral. Duas considerações. Primeira. O BCE demonstra mais uma vez que as regras são modificadas à primeira oportunidade. Este tipo de comportamento, comum nas instituições europeias, explica em grande parte o calamitoso estados das finanças públicas dos países da zona euro. Segunda. Qualquer dia teremos o BCE terá que varrer o lixo do seu balanço. Vai dar uma bela conta e veremos se não é aí que morre o euro.

publicado por Miguel Noronha às 14:57 | partilhar
Terça-feira, 05.07.11

Irresponsabalidade

Não será propriamente a crise grega mas o laxismo do BCE que causará o colapso do euro. Embora esteja falido e na iminência de deixar de pagar o serviço da dívida, o BCE declara, irresponsavelmente, que continuará a aceitar títulos de dívida gregos como colateral. Isto quando já detêm no seu balanço títulos no valor de 45 biliões de euros.  Valor nominal, presumo. Quando tiver de assumir as perdas não vai ser nada bonito.

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publicado por Miguel Noronha às 12:21 | partilhar
Quinta-feira, 02.06.11

A caminho do protectorado

No seguimento das propostas que visam retirar autonomia fiscal à Grécia, o presidente do BCE sugeriu a criação do cargo de ministro das finanças europeu. Uma das suas funções seria zelar pela política económica dos países-membros cuja autonomia neste domínio seria revogada caso o respectivo plano de ajustamento não estivesse a ser executado de forma satisfatória . A autoridades comunitárias passariam a ter poder de veto em matéria de política económica e medidas que afectassem a competitividade nacional.

 

O Sr. Trichet nada diz sobre o assunto mas, adivinhem lá quem seriam as primeiras cobaias deste novo programa? Imagino que os adeptos do federalismo comunitário estejam entusiasmados com esta possibilidade. Ou não imaginavam que fosse assim?

publicado por Miguel Noronha às 11:38 | partilhar
Quinta-feira, 26.05.11

Enquanto a Grécia arde...

O Banco Central Europeu aumentouhoje de surpresa (mais pela ocasião do que pela decisão em si) o desconto sobre a dívida portuguesa que aceita como garantia em empréstimos. O aumento foi de 500 pontos base para as diversas maturidades. O BCE não forneceu explicações e nem sequer anunciou formalmente qualquer alteração. Especula-se que poderá estar relacionado com as últimas descidas da notação na dívida portuguesa ou com os elevados riscos de acumulados no balanço do BCE. Como dizia um amigo meu, agora que se torna quase inevitável a reestruração da dívida grega do laxismo do BCE na cedência de liquidez (só faltou aceitar notas do Monopólio) poderá ter posto em causa a própria sobrevivência do Euro.

publicado por Miguel Noronha às 17:01 | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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