Segunda-feira, 25.07.11

Conflito de interesses

 

Nuno Garoupa a propósito da nomeação de um vice-governador do Banco de Portugal para presidente executivo da CGD

 

CGD operates in a highly regulated industry. The Bank of Portugal is the regulator. CGD is the largest bank in Portugal. The government selects the one who regulates to manage the one who is regulated. Economists call this the revolving door problem in regulation.

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publicado por Miguel Noronha às 10:46 | partilhar
Terça-feira, 14.06.11

Os supostos defensores do "interesse nacional" (2)

No seguimento do post de ontem, João Cândido da Silva escreve a propósito da incapacidade do BES participar na privatização da TAP e da perda de influência dos accionistas portugueses do BCP:

Excessivamente endividado e com a economia estagnada ao ponto de lançar a questão de se saber se não será inevitável negociar, a prazo, uma reestruturação da dívida, Portugal alienou a capacidade de manter em mãos portuguesas aquilo que manifestos e opiniões dispersas foram argumentado que seria prejudicial deixar fugir para as mãos de investidores estrangeiros. Nas discussões sobre o tema e nos respeitáveis motivos alegados para proteger algumas "jóias da coroa" falhou um detalhe essencial.

Só uma economia competitiva, em crescimento e dotada de uma situação financeira saudável pode sonhar em ter o músculo suficiente para conseguir preservar a sua independência e, de caminho, garantir a capacidade de investimento suficiente, baseada em poupança interna, para segurar o que quer que se considerem "centros de decisão nacionais". Em Portugal, não faltaram manifestações de preocupação sobre o tema mas fracassou aquilo que era bem mais decisivo do que panfletos que não disfarçavam as suas tendências proteccionistas

publicado por Miguel Noronha às 14:15 | partilhar
Terça-feira, 31.05.11

Nervosinhos

Este post do Rui Peres Jorge explica na perfeição o nervosismode Paulo Macedo, administrador do BCP, com uma eventual reestruturação da dívida dos países periféricos. Um corte de 50% na valor da dívida grega (um valor perfeitamente plausível) implicaria um "rombo" de 350 milhões de euros no activo do BCP.  Não custa imaginar a hecatombe provocada por um "haircut" (ainda que inferior) na dívida portuguesa. Durante anos, um sistema de garantias explícitas e explícitas e o laxismo dos bancos centrais e agências de notação incentivou durante anos os bancos a financiaram alegremente o despesismo público e privado sem se preocuparem grandemente se estes tinham ou não capacidade de pagar. Eles próprios endividaram-se enormemente a fim de poderem beneficiar destas "fabulosas oportunidades de negócio. Para grande "surpresa" de todos descobre-se agora que o risco foi subavaliado e nem o estado nem os privados têm capacidade para pagar as dívidas. Como se não tivessem tido quaisquer responsabilidades no processo pretendem agora que sejam os contribuintes a pagar pelos seus erros. Reestruturação? Devia até ser proibido falar no assunto!

publicado por Miguel Noronha às 10:16 | partilhar
Terça-feira, 08.01.08

O desnorte de um homem do norte

Enfim, porventura posso ser eu que não estou a ver bem as coisas, mas parece-me impressionante o desnorte do PSD: ministro das Finanças, Banco de Portugal, CGD, BCP, ninguém escapa. O PSD faz o pleno e critica tudo e todos. O resultado? Quando tudo se critica, tudo é essencial e irrelevante ao mesmo tempo. O PSD perdeu por completo a noção daquilo que era verdadeiramente essencial: o BCP. Era aí, em exclusivo, por motivos vários, que deveria ter apontado os holofotes.
Sejamos claros. Não é por acaso que o Governo prescinde de Carlos Santos Ferreira à frente da CGD. Era do interesse estratégico do PS conquistar o controlo do BCP. A CGD, na ordem relativa das coisas, era secundária. Valia a pena perder a presidência da Caixa — mantendo o controlo accionista — a favor de um prémio maior: o BCP.
publicado por Joana Alarcão às 14:53 | comentar | ver comentários (9) | partilhar
Sábado, 05.01.08

Sobre a conversão da atmosfera política

Está quase terminada a operação de terraforming no BCP.
publicado por Joana Alarcão às 23:52 | comentar | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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