Segunda-feira, 20.02.12

o momento Kaputnik

 

Dois meses depois do lançamento do satélite Sputnik (realizado em Outubro de 1957), os EUA sentem a obrigação de dar uma resposta à URSS, mas o resultado é o seu momento Kaputnik (a tentativa de colocar em órbita o Vanguard TV-3), nome com que ficou conhecido este fiasco.

Em 1957 o presidente Eisenhower também estava preocupado com a contenção orçamental, e ao contrário de Obama não tinha para os americanos um discurso muito entusiasmante. Face ao desafio espacial lançado pelos russos, dizia com alguma ironia: “Gostaria de saber o que está do outro lado da lua, mas não vai ser este o ano que vamos pagar para ver”. Faz um ano que Obama lançou o seu “momento Sputnik”.

 

 

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publicado por Victor Tavares Morais às 21:39 | comentar | partilhar
Quarta-feira, 04.01.12

Irão - Um caminho cada vez mais estreito

 

O Irão acabou o ano de 2011 disposto a uma nova ronda de conversações sobre a sua agenda nuclear, ao mesmo tempo que conjugava manobras navais e ensaios de mísseis com ameaças do encerramento do Estreito de Ormuz (agora ameaça a 5ª Esquadra americana). Parece contraditório, mas não é, trata-se apenas de ganhar a margem possível e o tempo necessário até chegar à mesa de negociações.

Os EUA e o RU já entenderam que o embargo às importações de petróleo iraniano são absolutamente inconsequentes para demover o Irão, e as sanções financeiras já decretadas, não chegam – é que, apesar de tudo isto, estima-se que os proveitos da produção de petróleo do Irão tenham aumentado 30% em 2011 face a 2010, de 76 biliões para aproximadamente 100 biliões de dólares (quintuplicou em 10 anos).

Mas quem são os outros países que vão estar sentados à mesa com o Irão? A Rússia, até final de Março, estará concentrada nas eleições presidenciais que dependem mais de uma agenda interna do que externa. A China joga aqui uma partida diplomática absolutamente estratégica: garantindo não apenas a segurança energética de que depende o seu crescimento económico, mas projectando ainda mais o seu poder de influência naquela região. Neste jogo de titãs, a Alemanha e a França não contam.

O Irão - isto é, o seu regime - ao contrário dos terroristas islâmicos que alimenta, não é suicida, e faz somente o que não compromete a sua sobrevivência. O regime tem vindo a contar com os compradores de petróleo orientais para viver (China, Índia, Japão, Coreia do Sul), e escuda-se internacionalmente com os apoios diplomáticos de alguns países da América Latina, para continuar a afirmar as suas ambições nucleares.

Face às ameaças ocidentais de mais sanções, com o que pode contar o Irão? A América Latina, pouco lhe serve a não ser na ONU para empatar; a Rússia não está por enquanto muito interessada no tema; a Europa não conta; sobra a China que pode ser o tutor deste Irão. O aumento da tensão no Irão tem vindo a assustar todos os outros compradores orientais de petróleo, que não a China, e que estão a divergir as suas fontes de abastecimento procurando rapidamente substituir o fornecimento iraniano, ao que se somam os desinvestimentos ocidentais e orientais (Japão, Índia), no sector de produção energética iraniana. Todo este incremento de tensão tem gerado um vazio que tem sido magistralmente aproveitado pela China.

Se somarmos aos investimentos no Irão, o incremento do investimento chinês no sector petrolífero iraquiano (de onde até as empresas americanas tem fugido), temos a China a assomar-se no Golfo Pérsico, isto é: a folgar no “lago americano”. Mas onde termina este jogo? O Irão sabe, porque a China assim o quer, que não pode arriscar o encerramento do estreito de Ormuz, nem tomar a iniciativa numa eventual guerra.

E a questão nuclear? Vai a China deixar o Irão continuar a afirmar as suas pretensões? Aqui, as intenções chinesas não são claras, no entanto, vai continuar a estratégia de deixar subir a tensão (com o propósito de afastar a concorrência e obter descontos) para logo de seguida, arrefecer os ânimos. Vai fazer a sua ancestral diplomacia de “biombos chineses”, até que a sua crescente dimensão militar tenha envergadura mundial.

Os EUA, pelo que vimos no exemplo iraquiano e apesar do poderio militar, não tem demonstrado grande interesse ou capacidade de ocupação económica do território – o que levou o primeiro-ministro iraquiano, no dia em que as tropas americanas deixaram o Iraque, a fazer em Washington, um apelo dramático às empresas americanas para que invistam no seu país. Infelizmente, a América está mais preparada para fazer a guerra do que actividade económica, e isto é preocupante. Para os americanos há algo mais em jogo do que a sua permanência no Golfo Pérsico – o seu domínio militar está a ficar desfasado do seu poder económico. E o mais curioso e paradoxal neste tabuleiro, onde americanos e chineses são os jogadores que contam é que, por enquanto, a China tem beneficiado da projecção do poder militar americano como garante do livre comércio na região.

O melhor para podermos antever o futuro daquela região é seguir a política de investimento externo da China, mas esta é de difícil leitura - é um posicionamento ambíguo. Até agora as participações chinesas em projectos no país tem aumentado, mas parece não haver grandes certezas quanto aos calendários, e a velocidade de desenvolvimento dos investimentos no terreno tem abrandado.

Há ainda que contar com a instabilidade do regime iraniano e com os outros Estados Árabes que podem deixar o Irão isolado. E Israel vai continuar a fazer depender a sua autonomia desta conjuntura de interesses americanos e chineses? Não é só o Estreito de Ormuz, o caminho está mesmo a ficar cada dia mais estreito.

 

Talvez ainda não seja desta, e este é apenas o tabuleiro de ensaio de chineses e americanos, o jogo a sério pode vir a ser no Índico, ou mais provavelmente no Pacífico (para onde os EUA recentemente transferiram alguns dos seus submarinos nucleares que estavam no Atlântico, concentrando agora a sua maior força de ataque nuclear no Pacífico).

 

Quanto a Portugal, e sempre que os EUA e a China forem a jogo, arrisca-se agora a ser convocado por duas equipas. Muita diplomacia vai ser necessária, nestes tempos interessantes.

 

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publicado por Victor Tavares Morais às 21:55 | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Terça-feira, 27.12.11

Temas de 2012: a guerra preventiva

 

Capa do livro de Scott Silverstone - professor de Relações Internacionais na U.S. Military Academy, West Point.

 

A defesa da guerra preventiva vai voltar à ribalta em 2012, agora a propósito do Irão nuclear. Depois da experiência iraquiana, pensei que tão cedo não ouviríamos falar deste conceito. Estava errado, a apologia da guerra preventiva está de volta.

 

Não acredito que os EUA tomem a iniciativa desta guerra, mas não o suficiente para ficar tranquilo. No campo intelectual já se traçam armas.

 

Argumentos e Contra-argumentos ou Gorgetown & Harvard

  

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publicado por Victor Tavares Morais às 19:56 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Quarta-feira, 07.12.11

Outras dívidas da Europa

 
 
Faz hoje 70 anos que os EUA sofreram o ataque a Pearl Harbor e decidiram entrar na Guerra, e ainda hoje, a paz na Europa só é possível porque continua a ter o aval americano. Se necessário fosse, ficou mais uma vez demonstrado na recente visita do Vice-Presidente americano Joe Biden à Grécia e à Turquia.

 

"The geopolitical balances between Greece, Cyprus, Israel and Turkey will naturally figure prominently in Biden's talks with Premier Lucas Papademos and President Karolos Papoulias.

The Cyprus-Israel alliance in exploiting the rich gas deposits in the southeastern Mediterranean, in concert with the American Noble Energy company, along with the emerging Greece-Israel partnership, have tipped the regional balances against Turkey for the first time in decades. 

For Cyprus, the gas card should normally have been a significant factor in exacting concessions from Turkey in ongoing Cyprus settlement talks, since the Turkish-Cypriots have much to gain as participants in a unified federal state.

But there are indications that Washington may put the brakes on such a strategy, due to Turkey's geopolitical importance. Moreover, the US is eager to mend ties between Turkey and Israel, which could again shift the regional balances. "

 

Além deste tema, parece que um outro tema europeu também esteve nas conversas – os Balcãs.

 

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publicado por Victor Tavares Morais às 19:31 | comentar | partilhar
Sexta-feira, 09.09.11

Mais uns milhões para estoirar

 

 

Obama anunciou ontem um novo pacote de estímulos no valor de 450 mil milhões USD. Espero com isso relançar a economia e promover a criação de empregos. Isto apesar dos anteriores milhares de milhões gastos em programas semelhantes não terem tido qualquer impacto e terem agravado brutalmente o défice e o endividamento federal. O presidente da Reserva Federal (que até agora tem sido conivente com as políticas económicas da administração) aproveitou para avisar que se os EUA não começar a trabalhar num plano com vista à redução do défice orçamental arriscam sérios problemas económicos no futuro.

publicado por Miguel Noronha às 11:55 | partilhar
Terça-feira, 09.08.11

Pois claro

A culpa pelo endividamento excessivo dos EUA é daqueles que pretendem reduzir os gastos do estado federal.

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publicado por Miguel Noronha às 09:33 | partilhar
Sábado, 06.08.11

A primeira?

A S&P reduziu a notação da dívida americana de AAA para AA+. Como seria de esperar o respectivo governo diz que se trata de uma decisão injustificada.

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publicado por Miguel Noronha às 07:58 | partilhar
Quarta-feira, 03.08.11

Alguém há de pagar

 

Ontem na SIC Notícias comenta-se o acordo sobre o "debt ceiling". Dizia José Gomes André que era absolutamente necessário aumentar os impostos. E não se tratava de uma medida de carácter temporário. Segundo este os americanos pagam muito pouco em impostos e há inclusivamente municípios a falir (podia ter também referido alguns estados) enquanto os cofres das empresas se estavam cheio.

 

Reconhecem a lógica? A receita é que tem de acomodar a despesa. E quem obtém bons resultados financeiros deve penalizado e pagar as contas alheias. É a típica mentalidade socialista. É o mesma lógica que nos guiou até ao "buraco" onde nos encontramos. È claro também que reconhecem a necessidade de reduzir a despesa. Mas agora é que não. Fica para uma altura mais oportuna.

publicado por Miguel Noronha às 08:52editado por Paulo Marcelo às 14:00 | partilhar
Terça-feira, 02.08.11

Sempre a subir

Will Wilkinson explica detalhadamente porque razão as contrapartidas do acordo entre republicanos e democratas, que permitirá aumentar o limite de endividamento do governo federal, são risíveis. Como se pode comprovar pelo gráfico infra, o acordo nem prevê uma redução efectiva da despesa.

 

 

"Unless the bill fails (...) it looks like our democracy will have raised the debt ceiling, didn't really cut a thing, passed off responsibility for substantial deficit reduction to a "super committee", which will either come up with a plan that does not bind the future executive and legislature or will trip a "trigger" that won't go into effect until after the next election, and then, again, will go into effect only if the government of the future wants it to go into effect. If this is what "raw extortion" delivers, it's not very much"

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publicado por Miguel Noronha às 10:26 | partilhar
Segunda-feira, 01.08.11

Eu, "talibã" me confesso

 

Acho estranho (mas não surpreendente) o ambiente de festa com que foi recebido o acordoque permitirá aumentar o limite de endividamento público nos EUA. Diria eu que, em nome do bom senso seria preferível começar já a reduzir a colossal dívida pública americana. Em vez disso, perante o aplauso generalizado, foi aprovado um plano que aumenta imediatamente o limite de endividamento (melhor dizendo, o objectivo) em 2.4 mil biliões de USD em troca de uma redução da despesa de 2.8 biliões que, embora significativa, tem um prazo de 10 anos para ser implementada. Como diz o Zero Hedge, isto significa que da próxima vez que for necessário aumentar o limite (previsivelmente no 1º trimestre de 2013 e no mínimo num montante idêntico ao que agora irá ser aprovado) os cortes da despesa serão irrisórios. Mas, pelos vistos, isto só espécie a "talibãs"  e "fundamentalistas" como eu. Não me admira nada que tenhamos chegado aqui.

 

ADENDA: Estranho também que a decisão de aumentar o endividamento permita aos EUA manterem a notação AAA na dívida soberana. E pelos vistos, não sou o único.

 

ADENDA2: Don Boudreaux: "An un-raised debt ceiling, (...) [would] oblige Washington politicians to do what they’ve refused to do for generations: make tough choices instead of shifting the costs of today’s spending onto tomorrow’s taxpayers and continuing to spend wildly."

publicado por Miguel Noronha às 10:52 | partilhar
Sexta-feira, 29.07.11

Sobre o "debt ceiling"

 

Para os mais desatentos, nesta altura, verifica-se um "braço de ferro" entre a administração Obama e o Cãmara dos Representantes (e mesmo dentro do Partigo Republicano) acerca do aumento do limite de endividamento autorizado ao governo federal (debt ceiling). O Professor Michael McConnel diz algo que me parece óbvio. A questão essêncial do debate está claramente descentrada do problema essêncial.

 

The debt ceiling is a different problem than the debt. Some observers seem to think that the nation’s fiscal difficulties are caused by the debt ceiling, and that if only Congress would increase the ceiling all would be well. This is a misconception. The debt ceiling issue presents a liquidity problem; the debt itself presents a solvency problem. Debt rating agencies would surely be concerned if the Treasury slipped up on an interest payment because of a cash crunch. But the longer-term, more difficult, and more important problem is the rising level of spending and debt, which limits the futures of our children and grandchildren, stifles economic growth today, and puts into question, for almost the first time since Alexander Hamilton, the ability of the nation to service the public debt. Whatever the resolution of the current debt ceiling controversy, it is imperative that Congress bring spending back down to levels consistent with our ability to pay.

 

E não me venham com o argumento que os EUA precisam de gastar (ainda) mais (quanto?) para sair da recessão.

publicado por Miguel Noronha às 11:24 | partilhar
Terça-feira, 26.07.11

The only way is UP|

 

 

O Presidente Obama anunciaum mini-apocalipse caso o aumento do "limite de endividamento" (debt ceiling) não seja aprovado rapidamente pela Câmara dos Representantes (leia-se, os Republicanos). Durante uma comunicação ao país alertou para o risco de "crise económica profunda".

 

Sendo certo que a rejeição da medida provocará uma crise de tesouraria no governo,  parece que o triliões injectados governo dos EUA durante as presidências de GWB e Obama têm conseguido fazer muito pouco pela recuperação económica. Serão certamente estes que farão toda a diferença e parece que a altura nunca é boa para começar a fazer cortes na despesa. Entretanto a dívida vai crescendo para níveis estratosféricos. Não admira que já se questione a capacidade do EUA em pagá-la e a excelente reputação que esta ainda goza junto das agências de notação.

 

O que fica também em causa é  a eficácia deste tipo de instrumento para controlar o aumento da dívida pública. Parece que ao invés de um "limite máximo" o "limite de endividamento" funciona mais como  um "objectivo de endividamento" a ser atingido com a maior brevidade possível. Uma vez alcançado, aumenta-se o limite e o ciclo recomeça.

 

Gráfico retirado do Washington Post.

publicado por Miguel Noronha às 11:46 | partilhar
Terça-feira, 19.07.11

Fundamentalistas

 

Quando nos falha a argumentação ou é trabalhoso desmontar-lhes a lógica é fácil cairmos na tentação de rotular os adversários políticos como "fanáticos" ou "fundamentalistas" (não me refiro aos verdadeiros que enviam aviões contra arranha-céus). E acaba-se ali a conversa. É o que faz Gideon Rachman nesta coluna do Financial Times. Para ele, todos os que nos EUA se opõem ao aumento do "debt ceiling", defendem a redução do governo e ainda acreditam na validade dos "checks and balances" da constituição são comparados a "fundamentalistas religiosos". É claro que há excelentes razões, extensa bibliografia e comentadores prestigiados que sustentam qualquer um daqueles desideratos (que ele sugere ser um exclusivo doTea Party). Mas haverá algum "taliban" disposto a discutir com ele?

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publicado por Miguel Noronha às 09:28 | partilhar
Sexta-feira, 15.07.11

Há algo errado nesta teoria

 

Num novo episódio da "estratégia dos Estados Unidos contra o Euro e favorável ao Dólar", a Standard & Poors (depois da Moody's) ameaça reduzir o rating dos EUA.

 

ADENDA: Se chegou aqui vindo do blog dos "abrantes" não deixe de ler este post sobre a herança do goveno socialista.

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publicado por Miguel Noronha às 08:59 | partilhar
Sexta-feira, 01.07.11

Parece que não funcionou

O ex-governador da Reserva Federal, Alan Greenspan, não encontra indícios que os massivos programas de estímulos (conhecidos como QE1 e QE2 no total de 2 biliões de USD*) tenham tenham funcionado. Segundo Greenspan, estes só parecem ter tido impacto ao nível da taxa de câmbio e um eventual QE3 continuaria a erodir o valor do USD.

 

 

* 2 biliões de USD = 2.000.000.000.000 USD - na notação americana 2 triliões de USD

publicado por Miguel Noronha às 17:13 | partilhar
Terça-feira, 14.06.11

A morte de dois lideres terroristas: descubra as diferenças

 

Via Daled Amos

publicado por Miguel Noronha às 10:10 | partilhar
Terça-feira, 08.01.08

O respeitinho só funciona com os indígenas?

Depois do recente episódio com o ex-embaixador norte-americano em Portugal, Alfred Hoffman, agora foi a vez do primeiro-ministro da Eslovénia e presidente em exercício do Conselho da União Europeia, Janez Jansa, se sentir no direito de publicamente opinar sobre decisões a tomar no âmbito da política interna portuguesa.
Isto está bonito. É impressão minha, ou há aqui um probleminha?
.
P.S. — Uma vez sem exemplo, de acordo com Paulo Portas quando afirma que «alguém do Governo devia dizer ao Governo da Eslovénia que Portugal é um Estado soberano, com instituições próprias e soberanas» (Lusa via Público online, 7.1.2008).
publicado por Joana Alarcão às 14:34 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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