Sábado, 03.12.11

O inimigo que vem do norte

 

 

Foto retirada do jornal The Guardian - Photograph: Abed Al Hashlamoun/EPA

 

A Grécia, que a propósito da crise financeira europeia, tem sido tão noticiada na comunicação social, acaba por ser, para muitos europeus, um membro desconhecido num corpo disforme e retalhado. Quanto ao Médio-Oriente não é diferente, o que sabemos sobre o que se passa em Israel ou no Egipto é muito do mesmo, e quase nada de novo. E quanto à relação da Europa com Israel sabemos apenas que não é de afinidades.

 

Temos do Mar Mediterrâneo uma imagem de calmaria, talvez seja transmitida pelos dias de férias passados na nossa costa algarvia, às portas do mediterrâneo, onde os acontecimentos mais radicais que temos são desembarques de traficantes de droga, ou um, mais esporádico, de imigrantes ilegais. No entanto, no mediterrâneo oriental tivemos importantes acontecimentos este ano de 2011, revoltas no Egipto e na Líbia, e agora estamos a assistir à formação de uma aliança estratégica de Israel e da Grécia. Os governos das cidades berço da cultura ocidental (Jerusalém e Atenas), estão numa nova fase de comunhão, só que motivada por interesses bem mais prosaicos que os culturais: os recursos energéticos e a segurança.

 

Esta semana, com a visita oficial do ministro israelita a Atenas, tivemos a última demonstração que uma aliança estratégica entre Israel e a Grécia está em estágio avançado. O ministro dos negócios estrangeiros israelita deslocou-se a Atenas onde anunciou um acordo de cooperação estratégico na área da energia entre Israel, a Grécia e o Chipre, proferiu ainda declarações inequívocas de apoio aos direitos de exploração de recursos naturais (petróleo e gás), por parte dos cipriotas gregos, no mediterrâneo oriental. Mas disse mais, disse que Israel estaria disposto a defender esses direitos se alguém os desafiasse, e não acreditava que a Turquia o fizesse. Ora, a Turquia já o fez, pelo menos verbalmente. O governo turco reagiu, reafirmando que considera a exploração de recursos no mediterrâneo por parte do Chipre ilegal, e teve a resposta no próprio dia, não da Grécia, nem do Chipre, muito menos da UE, mas novamente de Israel - rejeitou as acusações e informou que as explorações são em zona económica exclusiva do Chipre.

 

Em Setembro, tinha sido a vez do ministro da defesa de Atenas visitar Jerusalém, para selar uns protocolos operacionais de defesa (note-se: operacionais), teve encontros com os principais governantes mas também com o Patriarca de Jerusalém: a comunhão parece ser alargada.

 

E a pergunta que se impõe é a seguinte: porque necessita Israel desta aliança?

Sabemos que desde que a frota de barcos de pavilhão turco furou o bloqueio naval à Faixa de Gaza, as relações com a Turquia tiveram um sério agravamento e nunca mais melhoraram, bem pelo contrário. A Turquia é agora o inimigo que vem do norte.

 

Se somarmos a isto, as revoltas árabes, nomeadamente no Egipto, e a grave instabilidade na Líbia, temos uma equação de muitas e novas variáveis. Deixemos aqui a Líbia de lado (onde pode emergir um ninho de piratas), mas só o Egipto, per si, tem sido fonte bastante de preocupação. O Egipto é o principal fornecedor de gás a Israel, e com Mubarak sempre cumpriu escrupulosamente os contratos, acontece que desde o início das revoltas no Cairo, só entregou a Israel ¼ do que estaria contratualmente obrigado. E naturalmente, este facto tem causado sérias dificuldades a Israel, nomeadamente aos sectores que dependem do gás, como a produção eléctrica – com o recurso alternativo ao gasóleo e ao fuel os preços da electricidade dispararam brutalmente. Mas o mais grave aconteceu na segunda-feira, um atentado terrorista no Egipto (o nono, só este ano) interrompeu de vez o fornecimento a Israel.

 

Este é um problema muito grave, mas para Israel é ainda assim temporário (tem abastecimento estratégico e de segurança de combustíveis para mais de um ano), e o país vai em breve ser autosuficiente em gás por várias décadas, com a entrada em funcionamento da sua exploração de gás de Tamar, em 2013.

 

Mas onde fica Tamar? É uma exploração offshore no mediterrâneo a 80 km da costa (sujeito a ataques terroristas ou dos seus inimigos de sempre). E os petroleiros que abastecem Israel, de onde vêm? Pelo estreito do Bósforo, controlado pela Turquia. Israel necessita rapidamente de se afirmar militarmente no mediterrâneo, e a Grécia é o seu aliado natural, confronta-se com a Turquia e tem uma marinha de guerra razoavelmente eficaz. Esta aliança vai dominar o mediterrâneo oriental.

 

E a Grécia, porque investe tanto nesta aliança?

A UE já foi união económica, união monetária, união de vontades e agora parece que vai ser união orçamental, coisas muito importantes - mas já todos percebemos que não há um alemão disposto a arriscar a carteira por um belga ou francês, quanto mais a vida por um grego ou português. Os Estados continuam a fazer pela vida, e fazem bem.

publicado por Victor Tavares Morais às 10:11 | comentar | ver comentários (7) | partilhar
Sexta-feira, 23.09.11

Numa realidade alternativa

 

 

Há cerca de uma semana a Grécia esteve à beira do colapso. Apenas uma oportuna acção do BCE conseguiu evitar o pior. Parecem ter sido afastados em definitivo os receios de reestruturação ou bancarrota.

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publicado por Miguel Noronha às 10:45 | partilhar
Terça-feira, 13.09.11

Atenção aos pormenores

Atenção aos pormenores. Dizer que se pretende evitar a "insolvência descontrolada da Grécia" não é o mesmo que dizer que se quer evitar a reestruturação da dívida grega.
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publicado por Miguel Noronha às 11:10 | partilhar
Segunda-feira, 12.09.11

A seguir (2)

 
publicado por Miguel Noronha às 14:37 | partilhar

A seguir

 

 

E eis os juros das obrigações gregas ultrapassaram hoje os 100%. O governo alemão já fala abertamente num default ordeiro na Grécia, para estabilizar o euro

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publicado por Miguel Noronha às 10:01 | partilhar
Sexta-feira, 09.09.11

Gregos

 

E a semana termina com o yield da obrigações gregas nos 97.96%. O governo grego desmentiu os rumoresque estaria a preparar para anunciar o "default" durante o fim de semana. No entanto, ao mesmo tempo era noticiadoque o governo alemão estaria a preparar para socorrer os bancos alemães que podiam enfrentar duras perdas com o "default" da Grécia.

publicado por Miguel Noronha às 16:57 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Quarta-feira, 07.09.11

Endgame

 

 

Acho que nos mercados já todos perceberam o óbvio


ACTUALIZAÇÃO: às 14h30 a taxa tinha subido para 94%

ADENDA: Pressionado pelo mercado o governo grego anunciou que iria proceder imediatamente a amplos cortes no funcionalismo público. Os gregos há muito que adiavam a implementação desta medida que tinha sido acordada no plano de auxílio.

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publicado por Miguel Noronha às 10:49 | partilhar
Terça-feira, 05.07.11

Irresponsabalidade

Não será propriamente a crise grega mas o laxismo do BCE que causará o colapso do euro. Embora esteja falido e na iminência de deixar de pagar o serviço da dívida, o BCE declara, irresponsavelmente, que continuará a aceitar títulos de dívida gregos como colateral. Isto quando já detêm no seu balanço títulos no valor de 45 biliões de euros.  Valor nominal, presumo. Quando tiver de assumir as perdas não vai ser nada bonito.

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publicado por Miguel Noronha às 12:21 | partilhar

Engana-me que eu gosto

 

 

Vamos lá ver se percebi a ideia. Os bancos aceitam que a Grécia entre em incumprimento se as agências de notação fingirem que esta continua a pagar a tempo e horas. As agências de notação só param de fingir que a Grécia tem capacidade para redimir a sua dívida no minuto em que esta deixar de a pagar aos bancos.

publicado por Miguel Noronha às 09:27 | partilhar
Quinta-feira, 30.06.11

E não vai ficar por aqui

Começou finalmente a reestruturação da dívida grega: Banca alemã estende prazo de reembolso de dois mil milhões de euros de dívida grega. É expectável que náo fique por aqui. Será alargado o prazo de pagamento noutras maturidades e não é de esperar que venha a ser perdoada parte significativa da dívida. Como explica aqui, de forma simples, o João Miranda a reestruturação não vai significar o fim das austeridade. Apenas permitirá que a dívida desça para níveis sustentáveis.  E vai ter implicações extremamente graves no acesso aos mercados de dívida. Convém não esquecer.

 

E nós estamos estamos já a seguir. "Para o fundo de cobertura de risco LNG, a movimentação que agora se observa no mercado obrigacionista mostra que os investidores estão a começar a antecipar que a Irlanda e Portugal poderão ter de persuadir também os detentores de dívida irlandesa e portuguesa a proceder também a um “rollover” das obrigações que detêm destes dois países."

publicado por Miguel Noronha às 15:17 | partilhar
Terça-feira, 28.06.11

Adivinhem quem vai pagar a reestruturação grega?

 

 

A propósito de um recente estudo do Open Europe sobre a sustentabilidade da ajuda à Grécia, Daniel Hannan especulasobre as razões que levam à demora da UE e BCE em aceitar a necessária reestruturação da dívida grega. O quadro supra pode-nos ajudar a entender a razão. Essencialmente, o efeito do pacote financeiro do FEEF/FMI será proceder à alteração da estrutura dos credores. Os grandes beneficiários serão as instituições financeiras (em especial as estrangeiras) que verão as sua exposição substancialmente reduzida em detrimento das entidades públicas (UE, BCE e FMI). O mesmo é dizer que os bancos que estão a beneficiar de um novo "bailout" à custa dos contribuintes. Mais uma vez a irresponsabilidade do sector bancário que alimentou as políticas suicidas nos países periféricos sairá recompensada. Tal como nota Hannan, esta operação de substituição de dívida vai demorar algum tempo pelo que, entretanto, a dívida grega (e a conta dos contribuintes) irá crescer mais um pouco.

publicado por Miguel Noronha às 15:17 | partilhar
Sexta-feira, 17.06.11

Sobre a Grécia

Para quem se quiser inteirar acerca da razão da recente (melhor dizendo, continuada) crise grega aconselho a leitura deste Q&A de Edmund Conway no Daily Telegraph. Não restam grandes dúvidas que o melhor caminho a seguir será preparar urgentemente uma reestruturação ordenada da dívida grega (obrigando os credores a assumir parte dos custos) antes que sejam atingidos por um default bem mais grave. Contrariamente à tese popularizada pela extrema-esquerda, a reestruturação não é o "fim da história" nem permite o fim da austeridade (*). Até porque às já impossíveis condições de financiamento vão piorar ainda mais pelo que continua a ser necessário o programa de assistência financeira da UE/FMI. E vai continuar a ser necessário colocar as finanças do estado grego num caminho sustentável e mesmo com a reestruturação o stockde dívida acumulado vai continuar a ser colossal. Aliás, tal como Conway (e não só) sugere provavelmente a reestruturação não será suficiente e assistiremos à expulsão do Grécia da zona euro readoptando uma moeda (bastante) desvalorizada. O empobrecimento vai ser brutal. Tal como o enriquecimento era artificial.

 

Em Portugalficaremos (espero) pela reestruturação e pelo rigoroso programa de ajustamento. Não sendo tão mau como as provações que esperam os gregos não vai ser mesmo fácil.

 

(*) A este propósito leiam o Impertinências.

publicado por Miguel Noronha às 10:26 | partilhar
Quarta-feira, 08.06.11

Reestruturação à vista

Numa carta enviada ao BCE e aos parceiros da zona euros, o ministro das finança alemão constata o óbvio. Contrariamente ao programa é impossível que a Grécia regresse aos mercados já em 2012. Como tal e para evitar que a Grécia falhe as suas obrigações com o credores (o famoso "default") propõe que os actuais detentores de dívida grega sejam obrigados a aceitar uma extensão do prazo de reembolso por 7 anos (ie na prática a reestruturação da dívida - o "haircut"). Para além de dar mais tempo ao governo grego para implementar as reformas - e para que estas comecem a produzir resultados (*) -  permitirá uma redistribuição dos encargos do plano de ajuda (o "bailout") assumindo os privados parte dos custos (**).

 

 

(*) Parece que os socialistas portugueses esperavam que o defunto PEC IV tivesse um impacto significativo em apenas 15 dias.

(**) Ao contrário de José Sócrates que sempre defendeu que deviam ser os contribuintes a pagar a totalidade da conta

 

Nota: A notícia no Público.

publicado por Miguel Noronha às 10:52 | partilhar
Terça-feira, 31.05.11

O protectorado grego (2)

Camilo Lourenço acerca das propostas que irão retirar soberania fiscal à Grécia

O que se está a preparar para a Grécia vai muito para além da ideia de "protectorado"; é uma "colonização". É injusto? Não: se quem mantém os gregos à tona é a União, porque não há-de ela tomar decisões por eles? Federalismo é isso mesmo (*). Como dizia o ministro das Finanças holandês, "não é altura para sensibilidades".

Surpreendido, caro leitor? Não esteja... E vá-se preparando. Se daqui a um ano não tivermos respeitado o calendário da troika, seremos nós a passar por isto

(*) À atenção do nossos euroentusiasmados federalistas

 

publicado por Miguel Noronha às 11:53 | partilhar

Nervosinhos

Este post do Rui Peres Jorge explica na perfeição o nervosismode Paulo Macedo, administrador do BCP, com uma eventual reestruturação da dívida dos países periféricos. Um corte de 50% na valor da dívida grega (um valor perfeitamente plausível) implicaria um "rombo" de 350 milhões de euros no activo do BCP.  Não custa imaginar a hecatombe provocada por um "haircut" (ainda que inferior) na dívida portuguesa. Durante anos, um sistema de garantias explícitas e explícitas e o laxismo dos bancos centrais e agências de notação incentivou durante anos os bancos a financiaram alegremente o despesismo público e privado sem se preocuparem grandemente se estes tinham ou não capacidade de pagar. Eles próprios endividaram-se enormemente a fim de poderem beneficiar destas "fabulosas oportunidades de negócio. Para grande "surpresa" de todos descobre-se agora que o risco foi subavaliado e nem o estado nem os privados têm capacidade para pagar as dívidas. Como se não tivessem tido quaisquer responsabilidades no processo pretendem agora que sejam os contribuintes a pagar pelos seus erros. Reestruturação? Devia até ser proibido falar no assunto!

publicado por Miguel Noronha às 10:16 | partilhar
Segunda-feira, 30.05.11

O protectorado grego

Cansados do mau funcionamento do estado grego, que culpam pela má implementação e insucesso do plano de recuperação, os países-membros estão a estudar a implementação de novas medidas que implicarão uma drástica perda de soberania da Grécia sobre os recursos fiscais. Nomeadamente a gestão do programa de privatizações e a cobrança de impostos que passariam a ser geridos por entidades supranacionais.

 

È claro que, na eventualidade destas virem mesmo a ser colocadas como condição para a continuação do auxília financeiro a Grécia pode optar por não as aceitar. E depois? Vão pedir o dinheiro a quem?

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publicado por Miguel Noronha às 09:25 | partilhar
Quinta-feira, 26.05.11

Enquanto a Grécia arde...

O Banco Central Europeu aumentouhoje de surpresa (mais pela ocasião do que pela decisão em si) o desconto sobre a dívida portuguesa que aceita como garantia em empréstimos. O aumento foi de 500 pontos base para as diversas maturidades. O BCE não forneceu explicações e nem sequer anunciou formalmente qualquer alteração. Especula-se que poderá estar relacionado com as últimas descidas da notação na dívida portuguesa ou com os elevados riscos de acumulados no balanço do BCE. Como dizia um amigo meu, agora que se torna quase inevitável a reestruração da dívida grega do laxismo do BCE na cedência de liquidez (só faltou aceitar notas do Monopólio) poderá ter posto em causa a própria sobrevivência do Euro.

publicado por Miguel Noronha às 17:01 | partilhar

Portugal->Grécia->Bielorrússia

Para os que ainda acham que tudo não passa de uma crise conjuntural e que é possível manter os padrões de despesa pública e consumo privado e as desastrosas opções políticas que nos trouxeram até aqui convido-vos a inteirarem-se da situação grega. E se acham que a saída do Euro e o retorno às desvalorizações competitivas e ao laxismo inflacionista é solução, melhor será que leiam sobre a Bielorrússia

publicado por Miguel Noronha às 10:05 | partilhar
Terça-feira, 17.05.11

E quando se acabarem os anéis e os dedos?

Segundo Jean Claude Juncker, mesmo com a ajuda externa e os programa de austeridade o nível de endividamento da Grécia é insustentável e terá de obter receitas extraordinárias e cortar custos privatizando grande parte do sector público . Não que a solução apontada me faça grande espécie. Aliás acho que é uma medida fundamental e não apenas por razões de solvabilidade. (e não me refiro apenas à Grécia). O problema é que julgo que a mistura de baixo crescimento económico, austeridade, elevado stock de dívida e a elevada taxa de juros da "ajuda" têm-se revelado altamente tóxico e implica a manutenção do pais num ciclo vicioso do qual será impossível sair. (a mesmíssima lógica aplica-se a Portugal). Já é mais ou menos consensual que o "bailout" falhou e que se torna imperativo reestruturar a dívida forçando os credores a assumir (com toda a justiça, diga-se) uma parte dos custos. Por enquanto os máximos responsáveis políticos ainda rejeitam essa ideia (embora já manifestem alguma abertura). Mas lá chegaremos.

publicado por Miguel Noronha às 12:37 | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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