Domingo, 20.01.08

Colecção «Opções Jamé»


«Questionado ainda sobre o destino a dar ao aeroporto da Portela quando abrir o novo em Alcochete, Mário Lino disse apenas que não é viável manter dois aeroportos internacionais a funcionar em Lisboa, mas não quis adiantar se havia planos para que o actual aeroporto fique com tráfego nacional ou de "low-cost" por exemplo, dizendo que até 2017 ainda havia tempo para pensar nisso (Jornal de Negócios online, 14.1.2008)».
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«Num almoço promovido pela Câmara de Comércio Luso-Britânica, o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, admitiu pela primeira vez o não encerramento do Aeroporto da Portela após a entrada em funcionamento de uma nova infra-estrutura em Alcochete. "A CML é que vai decidir", limitou-se a dizer o ministro. Mário Lino afirmou que "não é sustentável ter dois aeroportos internacionais em Lisboa", mas demonstrou abertura para a manutenção da Portela para voos nacionais (Supl. Economia/Expresso, 19.1.2008: 4)».
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Isto, bem conversadinho, ainda acaba com a Portela e Alcochete a receber voos internacionais.
publicado por Joana Alarcão às 16:18 | comentar | ver comentários (7) | partilhar
Domingo, 13.01.08

Custo final: uma resposta

Caro Eduardo Pitta, tanto quanto sei, os custos da construção das infraestruturas que menciona foram tidos em conta. Acresce que há obras que teriam de ocorrer de qualquer maneira, com ou sem aeroporto em Alcochete. O custo final vai derrapar? Admito que sim. Mas isso é um exclusivo da opção Alcochete? O que é que o leva a pensar que com a Ota isso não aconteceria?
O meu ponto é muito simples. Se bem o percebo, está a dizer que no final os custos de Alcochete ultrapassarão o que está previsto actualmente, porventura serão maiores do que a Ota. Há, todavia, um problema metodológico com a sua argumentação: está a comparar os custos previstos da Ota (actuais) com os finais de Alcochete (futuros). Acontece que estes valores não são comparáveis. O que seria comparável era os custos finais, reais, das duas opções (tal como agora compara os custos previstos das duas possibilidades). Em suma, nunca poderá aferir a poupança nos termos comparativos que propõe, na medida em que não pode aferir as eventuais derrapagens de uma obra que não se realizará.
publicado por Joana Alarcão às 00:49 | comentar | ver comentários (13) | partilhar
Sábado, 12.01.08

Nota positiva, pois claro...

O Estado deitou para o lixo uns quantos milhões de euros na sequência, única e exclusivamente, da teimosia do Governo. José Sócrates demorou quase três anos a aceitar aquilo que era óbvio desde o início. O processo à volta do novo aeroporto de Lisboa não poderia ter sido conduzido de pior forma. Mesmo assim, apesar de ser um autêntico caso de estudo sobre a forma como não deve ser conduzido um processo de investimento público desta dimensão, o editor executivo do Diário Económico, Miguel Costa Nunes, consegue encontrar um ângulo para elogiar José Sócrates:
«A decisão do Governo pela construção do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete tem o perfil de uma boa decisão. Pela forma como Sócrates a sustentou no estudo do LNEC, mas também pelo modo como se colocou ao lado do seu ministro Mário Lino, mesmo que isso ainda lhe venha a custar dissabores. (...)»
Há coisas fantásticas, não há?
Só nos resta pedir desculpa a José Sócrates se, nos últimos três anos, ainda que de forma involuntária, lhe causámos algum transtorno. Quanto ao tempo e dinheiro que foi para o lixo, o que é que isso interessa?
Porreiro, pá...
publicado por Joana Alarcão às 00:26 | comentar | ver comentários (6) | partilhar
Quinta-feira, 10.01.08

A estratégia de retirada...

...confirmou-se.
tags: , ,
publicado por Joana Alarcão às 19:53 | comentar | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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