Sábado, 27.08.11

Enganei-me

 

Parece que afinal quem ganhou foi a extrema-esquerda. Parábéns ao Major Tomé

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publicado por Miguel Noronha às 14:49 | partilhar
Terça-feira, 19.07.11

A ler

Ricardo Arroja sobre Jaime Ramos: "Boçal"

publicado por Miguel Noronha às 10:39 | partilhar
Quinta-feira, 16.06.11

O acordo

Os princípios políticos do acordo entre o PSD e o CDS para uma Nova Maioria.

 

Por enquanto apenas foi disponibilizado o acordo político que não contem medidas específicas pelo que ainda não irei fazer grandes comentários. Queria, no entanto dizer que muitos dos objectivos enunciados no acordo parecem-me cair fora do alcance da acção governativa. (nada de novo). Verifico também que, embora reconheçam o papel dos privados, PSD e CDS pretendem manter o dirigismo económico e "garantir a sustentabilidade" de instituições que já provaram ser economicamente insustentáveis. Há quem garanta que os novos governantes são ultraliberais (uma espécie perigosíssima que merecia ser exterminada de forma particularmente dolorosa). Quem me dera. Infelizmente a realidade continua a demonstrar o inverso. Resta-me esperar por um intervencionismo (bem) mais mitigado que o do governo socialista.

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publicado por Miguel Noronha às 15:02 | partilhar
Segunda-feira, 13.06.11

O PSD e o liberalismo

Alberto Gonçalves

 

"A esquerda chegou a um consenso: o actual PSD é o mais "neo-liberal" (sic) de sempre. Não me lembro se a esquerda achava o PSD de Manuela Ferreira Leite só um pedacinho "neo-liberal", o PSD de Santana Lopes pouco "neo-liberal", o PSD de Durão Barroso quase nada "neo-liberal", o PSD de Cavaco Silva nada "neo-liberal" e o PSD de Sá Carneiro uma força socialista à maneira e digna do voto de todos os trabalhadores. Provavelmente, a esquerda também não se lembra do que então achava. Provavelmente, "neoliberal" é apenas um sinónimo moderno de "fascista", que por sua vez definia todos os biltres que não estavam entusiasmados com a possibilidade de transformar Portugal numa Cuba europeia ou numa Albânia atlântica."

publicado por Miguel Noronha às 11:42 | partilhar
Sexta-feira, 20.05.11

Sem retorno

O momento mais alucinante do debate ocorreu quando Sócrates acusou Passos Coelho de "querer liberalizar o trabalho temporário". Não adianta. O nosso PM vive numa realidade alternativa.Quem ainda não se alheou por completo da realidade já deve ter ouvido falar da "explosão" das empresas de trabalho temporário em Portugal nos últimos anos.

publicado por Miguel Noronha às 23:21 | partilhar
Segunda-feira, 28.01.08

Escrito nas estrelas

Faits-divers e mais faits-divers. Soundbytes e mais soundbytes. É fácil resumir o rumo do PSD nos últimos quatro meses. Um PSD sem rumo, sem capacidade para marcar a agenda e sem crédito político. Só os crentes acreditarão que este PSD poderá vir a ser uma alternativa ao PS em 2009. O problema nem está na falta de propostas. Luís Filipe Menezes poderia ter -- mas não tem... -- as melhores propostas do mundo para apresentar aos portugueses que julgo que não faria grande diferença. Pura e simplesmente, falta-lhe o principal ingrediente na fórmula de sucesso de um político: a confiança do eleitorado. António Cunha Vaz poderia colocar «dois ou três activos» em cada lar português que isso não faria qualquer diferença.
publicado por Joana Alarcão às 08:05 | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Domingo, 27.01.08

One size fits all

«A participação de Portugal em missões de paz é determinada pela avaliação dos interesses e das prioridades nacionais, no quadro de uma nova doutrina de intervenção que deixou de ser motivada, exclusivamente, por factores históricos ou de proximidade geográfica e passou a pautar-se por critérios de segurança regional e internacional. É neste contexto que, enquanto Estado membro da União Europeia e da Aliança Atlântica, Portugal assume as suas responsabilidades como um produtor de segurança internacional.»
«Portugal no Chade: um dever humanitário», Nuno Severiano Teixeira (Público, 25.1.2008: 45).
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Digamos que sim, sem mais demoras, para simplificar a questão. Agora expliquem-me uma coisa, se conseguirem. À luz deste template, genérico, por que motivo vamos para o Chade ao mesmo tempo que reduzimos consideravelmente a nossa participação no Afeganistão? Qual foi a avaliação que foi feita dos interesses e prioridades nacionais que ditou o downgrade da nossa presença no Afeganistão? A dimensão do contingente é irrelevante, desde que permita afirmar que assumimos as nossas responsabilidades? Estaremos mesmo a assumir as nossas responsabilidades enviando para o Chade um C-130 e pouco mais?
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Não será seguramente através do PSD que teremos respostas para estas e para outras perguntas. Afinal, como frisou António Martins da Cruz, os sociais-democratas «não tem divergências» com o Governo em matéria de política externa. Há ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros com muita sorte.
publicado por Joana Alarcão às 16:38 | comentar | partilhar
Sexta-feira, 25.01.08

Faça Você Mesmo

Um eventual Governo de Luís Filipe Menezes teria um organograma que seria fantástico. Depois da brilhante proposta de um possível ministro do Turismo e da Presidência, como nota Francisco José Viegas, agora seguiu-se a sugestão de um ministro da Administração Interna e da Justiça.
Permitindo-me meter a minha colherada nesta prova de tiro aos pratos -- Francisco José Viegas só por modéstia seguramente é que não deu também uns tirinhos --, não queria deixar de sugerir um ministro da Agricultura e das Finanças, ou um ministro da Saúde e da Cultura. As hipóteses, como está bom de ver, são inúmeras e os leitores poderão também testar a sua imaginação.
Conhecemos este filme. Sabemos como ele termina.
publicado por Joana Alarcão às 22:21 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Quantos são? Quantos são?

«Os interesses instalados no centralismo do poder, dentro e fora do PSD, não intimidam», frisou Luís Filipe Menezes.
publicado por Joana Alarcão às 01:12 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

E a ACIME/ACIDI não faz nada?

«Não deixamos de dizer o que pensamos. Não dizemos as coisas por meias palavras, utilizamos terminologias fortes nos momentos indicados. Podem procurar deturpar o que dizemos, mas os portugueses sabem que o PSD é permanentemente perseguido, marginalizado», referiu Luís Filipe Menezes.
publicado por Joana Alarcão às 01:02 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Quarta-feira, 23.01.08

As críticas mais vis

É dramático quando o líder do maior partido da oposição sente a necessidade de publicamente se justificar sobre as suas mudanças de opinião. Muito elucidativo, de facto. Faltava, porém, a cereja no topo do bolo: Luís Filipe Menezes esclarece que não se importa de arrostar com as críticas mais vis, desde que continue convicto que está no caminho certo.
O actual líder do PSD demonstra ser um digno herdeiro da estratégia de vitimização em vigor num passado não muito distante. Conhecemos este filme. Sabemos como ele termina.
publicado por Joana Alarcão às 23:33 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Entendimento de Colaboração Institucional

Em Outubro de 2007, Luís Filipe Menezes e Pedro Santana Lopes chegaram a um entendimento de colaboração institucional -- whatever that means... -- quanto à estratégia a seguir pelo PSD. Um acordo sobre questões menores, bem entendido. Sobre as questões maiores -- como seja comunicação! -- não há espaço para entendimentos de colaboração institucional.
A bicefalia, como não poderia deixar de ser, confirma-se. Pedro Santana Lopes, claro está, tem mais do que fazer do que desempenhar um papel secundário.
publicado por Joana Alarcão às 19:28 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Terça-feira, 22.01.08

A nomeação dos órgãos de entidades reguladoras

«Julgo que faz todo o sentido, por exemplo, que novos organismos que entretanto passaram a existir na vida pública, como as entidades reguladoras, possam depender do Presidente da República e sair da lógica governamentalizada em que neste momento estão», explicou o presidente do PSD, Luís Filipe Menezes (21.1.2008).
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Faz todo o sentido, claro. Nesta matéria Menezes segue a linha do PSD desde Dezembro de 2006, altura em que -- como aqui fiz referência -- Luís Pais Antunes anunciou que os sociais-democratas iriam apresentar, no início de 2007, um projecto para alterar as regras de nomeação da direcção dos órgãos de entidades reguladoras e para reforçar o «escrutínio democrático». A escolha passaria a ser feita pelo Presidente da República, por proposta do Governo, depois da audição dos indigitados pela Assembleia da República (ver aqui).
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Ontem, como hoje, estou de acordo.
publicado por Joana Alarcão às 22:58 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Colecção «Oops...»


«Se o Governo quiser ser sério e honesto não tem nenhuma margem para baixar impostos», declarou Manuela Ferreira Leite, nas jornadas parlamentares do PSD (15.1.2008).
Oops...
O que é válido para o Governo é também para o PSD? Se o PSD quiser ser sério e honesto não tem nenhuma margem para apresentar uma proposta para baixar os impostos?
publicado por Joana Alarcão às 15:27 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Segunda-feira, 21.01.08

O declínio irreversível do Socratismo?

«Começou o declínio -- espero que irreversível -- do socratismo», vaticina Luís Rocha no Blasfémias (20.1.2008). A não ser que Luís Rocha esteja a ver algo que me escapa, ou a ter em linha de conta algo que não estou a imaginar, custa-me a acreditar que estejamos no princípio do fim do Socratismo. Afinal, as escolhas do eleitorado são relativas e o meu problema é o seguinte: alguém está a ver parte significativa dos ex-eleitores de José Sócrates, em especial os chamados swing voters, ir a correr colocar a cruz no boletim de voto no rectângulo correspondente ao PSD de Luís Filipe Menezes?
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Sobre o paralelismo, caro Luís Rocha: a queda brusca e profunda na popularidade de António Guterres começa em Janeiro/Fevereiro de 2000. O desastre da ponte de Entre-os-Rios só ocorre em Março de 2001 (ver slide 5). Começa, precisamente, quando o PSD arruma a casa com os XXII e XXIII congressos, respectivamente em Abril/Maio de 1999 e Fevereiro de 2000 -- os dois congressos de eleição e reeleição de José Manuel Durão Barroso.
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Enquanto o PSD não arrumar a casa -- por arrumar a casa entenda-se correr com Luís Filipe Menezes, ganhar alguma credibilidade com uma nova liderança -- diria que existe um entrave profundo ao declínio irreversível do Socratismo.
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Aliás, especulativamente diria ainda que, tal como no caso do Guterrismo, o declínio irreversível do Santanismo (e antes do Cavaquismo) também só ocorreu depois de a oposição arrumar a casa.
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A existência de descontentamento popular não é condição suficiente para a mudança. É preciso alguém que a consiga capitalizar e não me parece que Menezes esteja à altura do desafio.
publicado por Joana Alarcão às 16:02 | comentar | ver comentários (7) | partilhar
Domingo, 20.01.08

Conhecemos este filme. Sabemos como ele termina.


«Ou a bipolaridade política de Menezes o remete agora a outro (excessivo) silêncio ou muito irá mexer no PSD antes da formação das próximas listas para deputados.»
«Desfolhar o malmequer», por Nuno Brederode Santos (DN, 20.1.2008).
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«Em Setembro, Luís Filipe Menezes ganhou a presidência do PSD. Já é hoje mais do que evidente que subiu muito acima do seu lugar na vida e que o PSD, se ainda lhe resta algum vestígio de realismo e sensatez, precisa urgentemente de o devolver a Gaia.»
«Pensem a sério», por Vasco Pulido Valente (Público, 20.1.2008: 48).
publicado por Joana Alarcão às 15:12 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

A próxima pirueta

Um massacre -- perdão, uma entrevista (18.1.2008) -- para mais tarde recordar...

O que Menezes disse esta semana:
«O PSD apresentará já este ano uma proposta credível de descida de impostos, IRS e IVA» (18.1.2008 [36:30]).

O que disse Menezes no último ano:
«Pedir uma descida dos impostos sem exigir essas medidas de acompanhamento [de apoio ao crescimento económico sem originar novo desequilíbrio das finanças públicas] é pouco consistente. É uma coisa que se pode esperar de um Francisco Louçã, mas não é próprio de um partido de poder como o PSD» (21.3.2007).
«[Reduzir de imediato o IVA e o IRC seria] populista e pouco responsável» (19.9.2007).
«Neste momento, não existem condições para baixar impostos» (26.9.2007).
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Mas eis que agora -- «este ano» -- o PSD apresentará uma proposta credível de descida de impostos. Porventura, na conferência nacional do PSD, agendada para o final de Fevereiro?
O festival continua...
publicado por Joana Alarcão às 02:55 | comentar | ver comentários (4) | partilhar
Sábado, 19.01.08

O que estava a fazer mais falta ao PSD

«O movimento», por João Gonçalves (Portugal dos Pequeninos, 17.1.2008).
publicado por Joana Alarcão às 00:38 | comentar | partilhar

Do âmbito exclusivamente partidário

António Martins da Cruz, presidente da Comissão de Relações Internacionais do PSD, definiu a sua visita a Díli como sendo «do âmbito exclusivamente partidário». No entanto, deslocou-se a Díli acompanhado por Rui Botica Santos, sócio-coordenador da sociedade portuguesa de advogados CRA (Coelho Ribeiro & Associados), de que é consultor (Lusa via DD, 18.1.2008).
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É impressão minha, ou há aqui algo que, pura simplesmente, não bate certo?
Não consigo perceber como é que a visita de Martins da Cruz pode ser «do âmbito exclusivamente partidário», se se deslocou acompanhado pelo sócio-coordenador de uma sociedade de advogados de que é consultor. Dito isto, desde que devidamente separadas, há alguma razão que impeça que a visita possa ter, de forma explícita e assumida, uma vertente partidária e outra empresarial? Não, pois não?
publicado por Joana Alarcão às 00:31 | comentar | partilhar
Sexta-feira, 18.01.08

Macário acusado de assédio sexual


Uma outra história que obteve grande atenção mediática no Verão foi o caso de alegado assédio sexual envolvendo Macário Correia. Tal como no caso de Helena Lopes da Costa, confesso que tenho curiosidade em saber como evoluiu o processo.
publicado por Joana Alarcão às 00:07 | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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