Quinta-feira, 06.10.11

Preparados?

 

 

Segundo a Economist, para cumprirem os novos requisitos de capital (Basel III) os bancos da UE necessitarão de angariar cerca de 100 biliões de euros. Para se protegerem dos efeitos de uma recessão moderada, alterem a contabilização da desvalorizada dívida dos PIIGS para preços de mercado (muita está contabilizada ao preço de compra) e de uma reestruturação na dívida destes precisarão de mais 400 biliões. Se a Alemanha ou a França ainda poderão ter alguma capacidade para recapitalizarem os bancos com fundos públicos outros países (como Portugal, Grécia, Espanha ou Itália) já não possuem capacidade de endividamento adicional. E convém não esquecer que mesmo no no primeiro caso (e à semelhança do que sucederá com as eurobonds) esta operação não deixará de ter consequências para a qualidade da dívida emitida.

 

É claro que a primeira reacção (tal como no caso do rating) é tentar matar o mensageiro e muitos criticam as exigências dos reguladores e dos testes de stress. Não é conveniente dizer que isto é o resultado do conluio entre o sistema bancário e o poder político em que o primeiro irresponsavelmente financiou o despesismo desregrado do primeiro enquanto o segundo garantia a solvabilidade do primeiro. Criou-se um ciclo vicioso que garantiu de forma eficaz a transmissão das crises. No desfecho mais provável os contribuintes acabarão a pagar a (elevada) conta enquanto os responsáveis aproveitam para cursar filosofia em Paris.

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publicado por Miguel Noronha às 12:31 | partilhar
Sexta-feira, 30.09.11

Quando julgamos já ter visto tudo...

 

O deputado Saldanha Galamba cita um artigo artigo de Ambrose Evans-Pritchard que defende que defende a partição da zona euro em dois blocos:

 

"EMU should not be saved. It should be broken in two, or dismantled, in an orderly fashion of course. If the authorities can hold together 17 countries in EMU, they are surely capable of holding together a Teutonic Union and a Latin Union — each reduced to a more manageable fit and each more viable"

 

Não sei se, com isto, o coordenador de orçamento e finanças do grupo parlamentar do PS estará a indicar uma alteração nas orientações partidárias ou se exprime discordância com a linha oficial socialista.

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publicado por Miguel Noronha às 08:52 | partilhar
Segunda-feira, 26.09.11

Para quem ainda está a contar com a "solidariedade europeia"

Merkel sugere perda de soberania para quem não cumprir critérios de estabilidade

 

Eu acho que a zona euro só se endireita com recurso à intervenção divina.

 

ADENDA: Antes de começarem a insultar a Sra Merkel expliquem lá qual é a vossa solução para o caso madeirense.

publicado por Miguel Noronha às 13:12 | partilhar
Quinta-feira, 15.09.11

Não compreendo a obsessão com as eurobonds

 

Yves Mersch, membro luxemburguês do  conselho de governadores do BCE, sugereque as eurobonds sejam emitidas conjuntamente pelos países com rating AAA. Como condição de estabilidade impõe ainda a condição de "assim que um desses países perdesse o estatuto de ‘AAA’, teria de pagar toda a dívida".

 

Não percebo bem o que Mersch entende por "toda a dívida". Presumo que se refira apenas à quota parte que cada país tem no total da emissão obrigacionista. Também não entendo porque seria esta uma garantia de estabilidade. Os montantes assumidos e (especialmente) o risco associado à emissão de eurobonds(não vamos esquecer que se destinam a financiar o "Club Med" pouco famoso no cumprimento das metas orçamentais) teriam certamente um impacto negativo no rating dos países emissores. Não é difícil imaginar que a clausula de "estabilidade" seria rapidamente infrigida e abandonada. Convém ainda ter presente que a solução proposta por Mersch coloca a responsabilidade financeira inteiramente nos países do Norte. Mesmo que fosse aceite pelos eleitores de todos os países (o que não é um dado adquirido) certamente implicaria a imposição de um rígido controlo orçamental e mesmo político sobre o "Clube Med" muito superior ao agora exigido pela troika. Querem que vos explique as consequências políticas disto?

publicado por Miguel Noronha às 14:29 | partilhar

Sair disto

 

Luciano Amaral no Diário Económico

 

Deixar a Grécia ir e imaginar que, assim, desaparecem os problemas da UEM é uma ilusão trágica. Para lá da austeridade, para lá da ‘troika' e dos seus memorandos, estaria talvez na altura de pensar, em Portugal, na Grécia e em toda a Europa numa qualquer forma de bancarrota ordenada e, até, numa qualquer forma de abandono da UEM que preserve o essencial. Não basta repetir que o euro vai sobreviver. Não basta repetir que o fim do euro é o fim da UE. Não basta repetir que o fim do euro é o fim do mundo. Fazê-lo é apenas uma forma de não discutir uma das possíveis consequências da actual situação

 

Ricardo Vicente no Forte Apache

 

Teria sido muito melhor proceder ao default parcial grego nos idos de Maio de 2010 do que deixar o problema agravar-se e estender-se ainda mais a outras economias europeias. Mas isso não seria tragável nem pelo eleitorado alemão nem pelo francês. Sendo assim, para garantir um mínimo de probabilidade de re-eleição a Merkel e a Sarkozy, o problema grego tem sido cada vez mais empolado, enquanto os respectivos eleitorados se mantém em estado de negação. Quando o grande default grego finalmente tiver lugar, será muito mais difícil realizá-lo pois o valor em dívida já será (já é) muito superior.

 

Nick Hayns (Institute of Economic Affairs) no Public Service Europe

 

The irony, though, is that any number of people predicted this exact scenario over two decades ago, when the euro was little more than a dream for the most ardent of Europhiles. Even while the rules for the euro were being created, they were simultaneously being broken. The Treaty of Maastricht set out five requirements for member states wishing to join the euro – of the 11 countries to join; only Luxembourg passed all five. Then came the stability and growth pact, soon jettisoned when it got in the way. And the no bail-out clause? Well, it almost seems comical in light of recent events. It is exactly this kind of fiscal indiscipline that has led us to our present parlous state. A political project, powered by political will, to achieve political ends. If the economics get in the way, dump the economics.

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publicado por Miguel Noronha às 11:28 | partilhar
Sexta-feira, 09.09.11

Gregos

 

E a semana termina com o yield da obrigações gregas nos 97.96%. O governo grego desmentiu os rumoresque estaria a preparar para anunciar o "default" durante o fim de semana. No entanto, ao mesmo tempo era noticiadoque o governo alemão estaria a preparar para socorrer os bancos alemães que podiam enfrentar duras perdas com o "default" da Grécia.

publicado por Miguel Noronha às 16:57 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Terça-feira, 06.09.11

Solidariedade europeia

 
Onde isto chegou! Um goveno socialista a avisar sus hermanos europeus que devem implementar quanto antes medidas de austeridade orçamental. Federalismo? Eurobonds? Pois.
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publicado por Miguel Noronha às 16:02editado por Paulo Marcelo às 17:20 | partilhar
Terça-feira, 30.08.11

E se a Alemanha sair do euro?

O líder da BDI (confederação empresarial alemã) defende a saída da Alemanha do euro e  a criação de uma nova moeda transnacional em conjunto com a Finlândia, a Áustria e a Holanda que funcionaria à imagem do antigo marco alemão. É o regresso da ideia do "eurinho e do eurão"

 

Não se espante se apesar da oposição da classe política e intelectual portuguesa existirem cada vez mais eleitores (e contribuintes) alemães a aceitar esta ideia.

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publicado por Miguel Noronha às 16:23 | partilhar
Quarta-feira, 10.08.11

O nó do problema

 

Este artigo de Bruno Faria Lopes explica de forma clara o mecanismo de intervenção do BCE nos mercados de dívida pública e os problemas que ele coloca. E que serão enormemente potenciados com o alargamento das intervenções aos títulos espanhóis. e italianos. Aborda ainda sucintamente as limitações do FEEF para acompanhar o alargamento da crise.

 

 

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publicado por Miguel Noronha às 10:56 | partilhar
Terça-feira, 09.08.11

Aviso à navegação

 

Otmar Issing avisa que os "bailouts" e as eurobonds para além de premiarem a irresponsabilidade podem causar o fim da UE. "Slithering to the wrong kind of union" no Financial Times

 

[T]he fact that a member country can be assured that its membership of the euro – even in the case of permanent violations of the rules – will be saved at any price causes moral hazard and creates an obvious potential for blackmail.

 

The decisions taken at the last European crisis summit on July 21 greatly extended the powers of the European Financial Stability Facility and brought new help for Greece. This increase European involvement in domestic policymaking. But this is not a move in the direction of a true political union. It is a dangerous step, and one which will end up dividing Europe.

 

 

 

 

publicado por Miguel Noronha às 12:00 | partilhar
Segunda-feira, 08.08.11

O regresso do "efeito Trichet"

Na passada Sexta-Feira o presidente do BCE anunciou que vai acelarar o processo de destruição do Euro. O previsível "efeito Trichet" é bem visível na cotação do ouro que continua a bater máximos.

 

 

publicado por Miguel Noronha às 12:25 | partilhar
Sexta-feira, 22.07.11

Três notas sobre o acordo

Ainda não tive tempo para digerir todos os pormenores do acordo mas gostava de deixar já algumas notas:

 

1. Continuam-se a inventar rebuscados estratagemaspara evitar para evitar fazer a necessária e inevitável reestruturação da dívida dos PIIGS. No entanto o resultado final é cada vez mais parecido com uma reestruturação. A Fitch concorda e promete tratá-la como tal.

 

2. Sendo o programa de recompra voluntário acho muito pouco provável que venha  ter sucesso. Quem o fizer terá de admitir perdas nos títulos de dívida grega. Numa altura em que as instituições financeira tentam a custo melhorar os seus rácios de capital não estou a ver que que um programa destes tenha grande adererência. Convém ter em atenção este e outros argumentos que são detalhadamente explicados aqui e aqui.

 

3. Escreve-se neste artigo que "Se esta "acção decisiva" [o acordo] tivesse sido tomada há um ano, Portugal estaria seguramente sob um programa severo de austeridade, talvez não muito diferente do actual, mas poderia continuar a viver do mercado a taxas comportáveis.". Gostava muito que os que aplaudiram este artigo me explicassem de que forma este acordo afectaria o nosso acesso aos mercados. E convém também recordar que há um ano as medidas de austeridade propostas eram risíveis e a sua implementação falhou desastrosamente. Enfim...

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publicado por Miguel Noronha às 15:26 | partilhar
Quarta-feira, 20.07.11

The million euros question

Para evitar a propagação da crise e a implosão do euro fala-se na absoluta necessidade de implementar a união fiscal (que na prática irá transformar os países do Sul em protectorados com pouca ou nenhuma autonomia orçamental e política) e emitir as afamadas "eurobonds". Fala-se na solidariedade europeia (pois...) e na necessidade de preservar a UE mas como escreve Ambrose Evans-Pritchard a questão decisiva irá ser esta: "does Germany really want to pay the costs of monetary union any longer?".

 

Mesmo existindo vontade entre os políticos é capaz de ser uma ideia difícil de vender aos eleitores (e contribuintes) alemães.

 

 

publicado por Miguel Noronha às 11:35 | partilhar
Terça-feira, 19.07.11

(Afinal) Não há limites

 

Um membro do conselho de governadores contraria Trichet. Mesmo que a Grécia entre em incumprimento o BCE pode continuar a aceitar os seus títulos de dívida como colateral. O BCE demonstra mais uma vez que as regras são descartadas à primeira oportunidade

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publicado por Miguel Noronha às 11:39 | partilhar
Segunda-feira, 18.07.11

Portugal, Espanha e o Euro

Recomendo a leitura da entrevista do André Azevedo Alves ao webzine espanhol Libre Mercado

 

P: Por último, ¿ve probable que Portugal abandone la Unión Monetaria? ¿Sería deseable?

R: Por el momento todas las opciones están encima de la mesa. Si la situación no empieza a mejorar rápidamente, particularmente en términos de consolidación presupuestaria, es bastante posible que el abandono del euro se convierta en una realidad. Abandonar el euro facilitaría al Gobierno la solución de sus problemas mediante una devaluación de la moneda. Sin embargo, además de conducir casi seguramente al impago de la deuda portuguesa nominada en euros, esto también implicaría un coste brutal para la población y la situación social en el país se deterioraría.

 

A nivel europeo, tener mayor competencia monetaria (que no necesariamente significa abandonar el euro) y menos centralización de las políticas sería preferible. Pero en el contexto actual, creo que el deseo de pertenecer a la Eurozona continúa teniendo algunas influencias positivas importantes en términos de la decisión sobree políticas económicas para países como Portugal o España. Esto es, por supuesto, una apuesta muy arriesgada en el contexto de una moneda única, dado que asume que el BCE será capaz de mantener una política monetaria relativamente sólida, a pesar de todas las presiones políticas para no hacerlo. Para Portugal, el escenario de permanecer en la Unión Monetaria está lejos de ser brillante, pero las consecuencias de abandonarla pueden ser incluso mucho peores.

publicado por Miguel Noronha às 08:50 | partilhar
Quarta-feira, 13.07.11

O que podemos nós concluir dos acontecimentos recentes?

 

a) O projecto europeu de união económica falhou. Ou se avança para a indesejada união política (depois não se admirem do ressurgimento do nacionalismo e xenofobia) ou então será melhor assumir-mos um downgrade do projecto europeu. Isto se ainda quiserem salvar qualquer coisita da UE.

 

b) O intimas relações entre o sistema financeiro e o estado em que os segundo compram a dívida ao segundo que por sua vez avaliza os empréstimos e a garante a sobrevivência dos segundos está a revelar-se (surpresa!) desastrosa. Criou-se um perigoso mecanismo de transmissão das crises das finanças públicas para as privadas (e vice-versa) que garante a amplificação das crises e a socialização dos prejuízos;

 

c) A tentativa de contenção de estragos na UE falhou. E não vale a pena continuarmos a fingir que os países têm condições para redimir toda a dívida acumulada;

 

d) O estímulo orçamental apenas agravou a crise das finanças públicas e adiou a necessária redução da despesa pública;

 

e) O "modelo social europeu" só é sustentável em países com riqueza suficiente para esbanjar em projectos improdutivos. E mesmo assim implica uma erosão da riqueza acumulada e a menores taxas de crescimento. Em suma, provoca um empobrecimento progressivo que a prazo também não será sustentável.

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publicado por Miguel Noronha às 09:28 | partilhar
Segunda-feira, 11.07.11

Estou entusiasmadissimo

A recente crise italiana está a provocar um estranho entusiasmoentre os adeptos do federalismo europeu. Sendo certo que uma das solução é tornar o Club Med em meros protectorados, não é expectável que um eventual programa de ajuda à Itália seja melhor recebido pelos contribuintes dos países do Norte que os programas anteriores. Será sempre a somar e os volumes muitíssimo superiores. Só entre Agosto e Setembro o valor da dívida que a Itália terá de renovar (roll over) será muito próximo do totaldo pacote de ajuda a Portugal. Imagino que alemães, finlandeses, et al andem entusiasmadíssimos que este aumento da integração europeia.

publicado por Miguel Noronha às 12:40 | partilhar
Quinta-feira, 07.07.11

Lá vamos nós de novo

Afinal de contas, parece que as agências de notação não são assim tão determinantes.  Apesar de classificados como "lixo", o BCE já declarouque continuará a aceitar os títulos da dívida portuguesa como colateral. Duas considerações. Primeira. O BCE demonstra mais uma vez que as regras são modificadas à primeira oportunidade. Este tipo de comportamento, comum nas instituições europeias, explica em grande parte o calamitoso estados das finanças públicas dos países da zona euro. Segunda. Qualquer dia teremos o BCE terá que varrer o lixo do seu balanço. Vai dar uma bela conta e veremos se não é aí que morre o euro.

publicado por Miguel Noronha às 14:57 | partilhar
Terça-feira, 21.06.11

Para sair do Euro

No seguimento do que aqui escrevi ontem recomendo a leitura destes dois artigos em que se propõe a livre concorrência monetária.

 

-"End the BCE, long live BdP?" de Carlos Novais

"A solution to the euro crisis"de Alberto Mingardi (que republica o artigo "No more monopoly money for Europe -Why not let the euro compete alongside national currencies?" de Philip Booth and Alberto Mingardi)

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publicado por Miguel Noronha às 11:30 | partilhar
Segunda-feira, 20.06.11

A solução final

 

Começa a ganhar peso a corrente de opinião que defende que devemos abandonar voluntariamente o euro e regressar às "desvalorizações competitivas" para reduzirmos de forma substancial (e rapidamente) os problemas dos endividamentos público e externo e ganharmos competitividade nas exportações. O que (normalmente) não explicam é que esta seria a melhor forma de garantir que nenhuma das reformas essenciais seria feita, perpetuando muitas das razões que nos trouxeram até aqui. Por outro lado, iríamos impor um empobrecimento substancial e generalizado que iria afectar tanto os que se endividaram de forma inconsciente como aqueles que geriram as suas finanças de forma regrada. Por último, querem mesmo devolver aos políticos o comando da fotocopiadora? Desejam mesmo o regresso da inflação?

publicado por Miguel Noronha às 10:14 | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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