Sexta-feira, 21.09.12

A Coligação

 

 

 Nancy Fouts é uma artista e publicitária americana que não está muito interessada em explicações muito profundas nem, tão pouco, em obras de significado obscuro e difícil.

 

 

 

 

 

E é assim - pelo elogio do impossível - que as esculturas de Nancy Fouts adquirem, nestes dias, uma razão desconcertante e inesperada. A combinação de objectos e animais  pensados com humor relança oportunamente a reflexão sobre as boas e más ligações.

 

 

 

Para quem não acredita que o contexto expositivo da obra de arte não é afinal determinante, veja como o tempo político muda tudo e torna o  humor descontraído em dor lancinante.

 

 

 

 A história persegue-nos e grita-nos aos ouvidos que a teimosia é nossa, que  há coisas que foram feitas assim mesmo, sem combinação possível.

 

 

 

 

Temos sempre a hipótese, para não lhe chamar absurdo político, de os juntar à força no mundo superficial e bem humorado de Nancy.

 

 

 

 

 

 

publicado por Ricardo Roque Martins às 22:58 | comentar | ver comentários (5) | partilhar
Quarta-feira, 29.08.12

Ecce Homo



Mona Lisa de Leonardo da Vinci (1503) versus Mona Lisa de Marcel Duchamp (1919)


Mona Lisa de Leonardo da Vinci (1503) e Mona Lisa de Marcel Duchamp (1919)



«Um artista é alguém que produz coisas que as pessoas não necessitam de ter. Todavia, ele pensa que será uma boa ideia dar-lhes.»

(Andy Warhol)

 

 

No século XX ocorreram transformações curiosas no modo de perceber o artista, a obra de arte e a consagração de ambos perante a opinião pública. Habituámo-nos a ver nos livros de História de Arte coisas tão incompreensíveis para os academistas como os «Ready Mades» de Duchamp, o expressionismo abstracto de Pollock, o abstracionismo geométrico de Malevich ou as caixas de cera da Brio de Wahrol. Chamaram-lhe «vanguardas artísticas». O que diria a este respeito o professor que chumbou o desenho a carvão de Marcel  Duchamp na Academia e que o impediu de seguir os estudos artísticos? Não sei. Desse professor já nem Duchamp se lembrava bem numa entrevista que deu a Pierre Cabanne há poucos anos. Nem nós, nem ninguém. Marcel Duchamp, esse que questionava a intencionalidade do artista e o apego às coisas criadas, que não conseguira entrar na Academia por culpa de um desenho a carvão emergiu e fez-se fenómeno no mundo das artes.  Se não fosse Marcel Duchamp seria outro, talvez. O mundo achava-se preparado para perceber a arte de um modo diferente e pronto. No Armoury Show com Duchamp ou no Cabaret Voltaire com os Dadaístas, nos Estados Unidos, na Suíça ou noutro sítio qualquer. E muitos teóricos se lançaram na explicação do fenómeno. O fenómeno é muito fácil de enunciar e mais difícil de compreender: o meio de exposição de uma obra associado a uma comunidade apreciadora – aquilo a que chamamos «o mundo da arte» - têm a capacidade de alterar o  significado de um objecto quotidiano transformando-o em obra de arte. Ou de um  modo mais simples, o que consagra uma obra de arte é o seu meio expositivo e não o seu valor objectivo ou o mérito técnico do artista. No caso de Duchamp ocorreu um conjugação de factores institucionais deste tipo que o levaram à fama. A partir dele uma garrafeira na cozinha é uma garrafeira mas uma garrafeira no museu é um «ready made», ou seja, uma obra de arte. Uma caixa de cera Brio no armazém é uma caixa de cera mas a mesmíssima caixa no museu Berardo com um título e um autor - Andy Wahrol - vale milhões. Num século a obra de arte saltou das molduras e dos plintos e apresentou-se nos lugares mais improváveis, com novas formas e com outros nomes até que chegou à terra da Dona Cecília.  O que é então a obra da Dona Cecília em parceria desastrada com Elías García Martínez, o autor original de Ecce Homo de Borja? Se o espaço museal e artístico se expandiu para fora dos museus e das galerias no princípio do século XX o que diremos se a internet e o facebook consagrarem a Dona Cecília e a introduzirem inesperadamente no mundo da arte? Marcel Duchamp também não sabia que era famoso nos Estados Unidos e que os seus quadros tinham feito enorme sucesso no Armoury Show. Foi Walter Patch, um negociante de arte americano que o surpreendeu com a notícia convidando-o a deslocar-se lá para presenciar com os seu próprios olhos.  O que tem afinal a menos o Ecce Homo de Borja quando comparado com um urinol, uma garrafeira ou um ferro de engomar?  A Dona Cecília Giménez perceberá quando ultrapassar a sua fase depressiva – aliás muito própria dos génios - que é afinal uma «artista de vanguarda». Não é por acaso que ela é contemporânea de Duchamp. Por que razão «o mundo da arte» demorou 81 anos a perceber isso? Isso dava outro post…

publicado por Ricardo Roque Martins às 10:00 | comentar | ver comentários (5) | partilhar
Sexta-feira, 17.08.12

O poeta lógico



«O poeta apenas deseja a exaltação e a expansão, um mundo onde possa expandir-se. O poeta pretende apenas meter a cabeça nos céus. É o lógico que quer meter os céus na cabeça. E é a cabeça do lógico que rebenta.»


(G.K. Chesterton, Ortodoxia)

 

 

 

Sou genericamente defensor das ideias de Nuno Crato para a Educação. Sobre o ensino artístico acho que Crato não tem ideias pelo que não corro o risco de incoerência se fizer o meu próprio caminho. Gostaria – como professor e pai - que o Ministro da Educação acreditasse na criatividade, no pensamento divergente, na auto-expressão, e que os entendesse possíveis a partir de determinadas estruturas do conhecimento ensinadas na escola. Mas temo que para Nuno Crato isso não seja razoável. Não que ele não acredite no conhecimento. Não acredita é que a escola possa ter um papel relevante na consciência artística dos alunos e que esse papel seja importante na educação em geral. Eu acho que ele não imagina que as artes possam ser também cognição e inteligência e assim não consegue juntar a ideia do «artista-poeta» com os princípios do conhecimento formal, técnico e instrutivo que sempre defendeu. Sabemos da sua falta de jeito para estas matérias. Para além de não as achar entre os saberes «fundamentais e estruturantes» da revisão curricular, não lhes reconhece grande utilidade. E vive o drama e a confusão de ter de arranjar programa disciplinar sem perceber para que é que aquilo serve. As metas curriculares para Educação Visual saídas em Agosto na sua versão final são prova disso. O preâmbulo fala de promoção da curiosidade, imaginação, criatividade e o prazer pela investigação. Esta é a razão de ser da disciplina, sugere o documento. Acho muito bem mas não acredito que Nuno Crato ache o mesmo. A referência ao «prazer pela investigação» e à «experiência sistemática» reforça a minha ideia. Acredito que uma crisálida se transforme numa borboleta mas distingo bem as transformações surpreendentes das transcendentes. Crato não tem nada a ver com esse discurso. O que Crato quis fazer foi exactamente o contrário. E foi o que fez. Propôs para Educação Visual um conjunto de saberes técnicos ensinados e aprendidos por exposição formal destruindo – por fusão e confusão com Educação Tecnológica aquilo que é mais distintivo no indivíduo – a criatividade e a inteligência. As engenharias, os tratados, as definições – o drama do conhecimento disperso sem sentido e sem lugar. O Ministério informa que as metas foram estabelecidas com base em estudos científicos. Que autores, que estudos suportam as decisões sobre o ensino artístico em particular? Existindo hoje imenso conhecimento científico produzido nas melhores universidades do mundo no domínio da arte, do ensino artístico e da criatividade aplicada à educação seria interessante saber a orientação do Ministério neste domínio. Como consegue o Ministério aplicar um critério lógico de classificação à criatividade e à curiosidade? Num sistema binário sim-não, bem-mal? Numa escala de valores? Desenhando «espirais com um, dois, três e quatro centros»? Que indicadores são utilizados para certificar a criatividade de cada aluno? Como entende o Ministério o papel do erro e do risco na produção de ideias? Se vai punir o resultado em detrimento do processo como incentivará à experimentação e ao «prazer da investigação»? A investigação que as metas curriculares referem visam a resolução criativa de problemas ou trabalhos de investigação científica e tecnológica totalmente fora do âmbito artístico ? Acho que Nuno Crato está muito longe destas respostas porque não investiu nessa reflexão nem é essa a Disciplina que ele imaginou. De onde terá tirado então aquela introdução? Será apenas um engano? Que pena… era tão promissor… Ao longo da história os enganos proporcionaram descobertas que mudaram o mundo. Talvez seja o caso. Talvez…

publicado por Ricardo Roque Martins às 10:00 | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Quarta-feira, 01.08.12

Fantásticas Utopias

 

2013 será, pelo menos na Nova Zelândia, o «Ano Internacional da Criatividade». Claro que nós, sob égides várias - leia-se Unesco e Comissão Europeia,  - antes de um dos povos mais felizes do mundo nos alargar o sorriso,  já pensámos em coisas bem mais divertidas e inspiradoras como a água, o cidadão, a estatística para o próximo ano. Os grandes temas da eco-sustentabilidade e da cidadania que já não se podem aturar e a  estatística que não tem ponta por onde se lhe pegue.  Todos torcemos por esse funcionário incumbido de ter todos os anos uma grande ideia,  não obstante não estar a passar uma fase muito boa, que seja brioso no cargo e não abdique… um dia vai conseguir.

«The Soul of Giftedness» é uma conferência que terá lugar na Nova Zelândia em Agosto de 2013 pensada para «fomentar um investimento nos alunos criativos gerando  entusiasmo na comunidade por este domínio do conhecimento». É obvio que o vazio que eles vêm à volta daquela grande ilha não será nunca tão vazio como o que eu vejo à minha volta , antes fosse.  Essa capacidade distintiva ligada à inteligência própria de vidas complexas e interessantes está nos antípodas da nossa Europa. Até ao último século eramos nós, os europeus, a ter sonhos. Sonhámos como ninguém com submarinos a vapor, televisões, balões de ar quente, viagens à lua e ao centro da terra, máquinas que projectavam a ilusão do movimento. Sonhos antecipatórios, premonições, profecias loucas e risíveis, fantásticas utopias. Em todas as áreas do saber sonhámos como poucos e por isso ousamos realizar como poucos. Dos submarinos do Julio Verne às idas e vindas da lua de George Méliès e Hergé. Da queda do Ícaro aos voos imaginados de Leonardo Da Vinci.  Da ilha Utópica de Tomás Moro às cidades invisíveis e impossíveis de Italo Calvino e Jacques Tatti.  A crise da Europa é também uma crise de sonhos. Uma ilha rodeada de gente cinzenta por todo o lado.

 

 

 

publicado por Ricardo Roque Martins às 08:00 | comentar | partilhar
Quarta-feira, 09.05.12

Maurice Sendak

 

Das imensas teorias dos monstros que existem nas cabeças das crianças a de Maurice Sendak é a mais convincente, comovente, atraente, inteligente. Na história de Sendak há um miúdo chamado Max que vive dentro de um fato de lobo e que ali mesmo se permite entrar num mundo que só às crianças diz respeito repleto de monstros e fantasia. Se o conto é enternecedor, o filme é ainda melhor. Atira-nos várias vezes ao chão com murros sucessivos e apetece-nos, já doridos, alguma vez deixar de o ver. Nada disso.  Que continue a balbúrdia - como gritou Max quando foi coroado rei daquele país absurdo.  O tema «Wake up» dos Arcade Fire lembra-nos, ao longo do filme, o tempo em que fazíamos parte do mundo de Max e que por estúpida irresponsabilidade decidimos crescer e assim parámos de sorrir e de gostar do Verão. É uma homenagem fantástica aos tempos de criança e aos monstros, bons e maus, que habitam dentro de nós. Afinal, somos um país ingovernável, coisa que já suspeitava, cheio de monstros que andam à estalada e que choram quando caem em si.

Ontem morreu Sendak com 83 anos.  Hoje vou ler aos meus filhos mais pequenos, como já fiz um dia com os mais velhos, a história de Max e dos Monstros e reinventar com eles, agradecido, «o sítio das coisas selvagens».

publicado por Ricardo Roque Martins às 12:00 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Terça-feira, 21.02.12

António Arroio

 

Como sabemos os alunos não são mal educados. São rebeldes, opinativos, críticos e divergentes. Ensaiam-se em exercícios de democracia legítimos e enriquecedores como chamar ladrão à mais alta figura do Estado, que entretanto falhou a saída da rotunda e avançou…mas ao contrário, e a empunhar cartazes para a legalização das drogas, a gritar palavras de ordem antifascistas e outras coisas altamente credibilizantes. Porque o Presidente não recua, nunca recua, mesmo quando tem gente à sua espera. Quem fez então o Presidente recuar? Um grupinho numericamente insignificante quando comparado com os 1200 alunos de toda a escola e que, aliás, faltaram às aulas para fazer aquela triste figura.  Muitos manifestantes não eram sequer daquela escola soubemos pelo seu director. De onde eram então? Ninguém sabe mas todos presumimos. A ver pela qualidade dos cartazes não eram, tão pouco, os mais artisticamente dotados. Se continuarem a faltar às aulas vão continuar a não ser...

A Escola António Arroio é para os políticos uma escola muito difícil. Não que seja hoje uma escola politizada. Mas durante muito anos foi um antro político do Partido Comunista. A JC achava que aquela escola era sua e assim organizava, a partir do seu interior, eventos políticos / artísticos, colavam cartazes e enchiam a escola de lixo. Hoje já não existe nada disso, pelo menos dentro da escola. Agora há paredes brancas e trabalhos de grande qualidade feitos pelos alunos com uma apresentação cuidada e apetecível. Nem um grafiti sequer. Fora da escola, sim, há quem insista em acções de contaminação e agitação, como foi o caso, a que Cavaco Silva fez questão de dar uma visibilidade desproporcionada, o que nem Sócrates conseguira. Hoje a população escolar é muito mais heterogénea no plano ideológico e social embora naturalmente se entorne sempre para o lado esquerdo quando o caldo se agita, o que torna estes alunos mais susceptíveis a acções de circo como as da semana passada. Da exposição dos trabalhos dos alunos ninguém viu porque ninguém mostrou. Aliás a televisão não mostrou nada, a não ser uns coitados a comer sandes porque não tinham refeitório. Portanto não tinham onde comer? Não. Têm provisoriamente o refeitório da escola básica a 200m de distância que não usam porque não querem. A escola António Arroio está a ter obras de mais de 22 milhões de euros, quase terminadas, eles protestam; Têm o custo de funcionamento mais caro por aluno, a nível nacional, e eles protestam; Têm estúdios de cinema e fotografia, joalharia, azulejaria, tecelagem, tipografia, laboratórios vários, dois pavilhões desportivos, imacs de última geração, e eles protestam. Há um ano e meio estava a escola a funcionar em contentores, hoje têm tudo novo e eles protestam. Quanto aos outros alunos, os que produziram o trabalho da exposição e aos professores que os apoiaram, esses foram os verdadeiros abandonados pelo senhor Presidente. Se abandonamos o espaço que é nosso ele fica vazio e pronto a ser apropriado por alguém. E custou tanto a desocupar. Senhor Presidente, não se engane outra vez na rotunda. Pode ter gente à sua espera…

 

 

publicado por Ricardo Roque Martins às 18:32editado por Paulo Marcelo em 22/02/2012 às 10:31 | comentar | ver comentários (12) | partilhar
Quinta-feira, 26.01.12

Luísa Sobral


 

O Teatro Virgínia em Torres Novas encheu-se para ouvir a Luísa Sobral no passado sábado. Um ambiente fantástico muito devido a uma intervenção de bom gosto num teatro antigo que não cheira a mofo mas, sobretudo, por «culpa» de uma agenda cultural bem feita que organiza em torno daquele «pequeno lugar» uma vida social e artística permanente que faz inveja a muitas cidades grandes.  O que aconteceu naquele espectáculo não foi apenas uma rapariga moderna, premiada no estrangeiro,  a cantar jazz. Foi um happening artístico memorável:  fado e tango, música, imagem e representação.  A Luísa Sobral tocou numa sala de estar, com ventoinhas, figuras de papel, sombras,  uma caixa de música comprada no ebay, xilofone, piano, bateria, contrabaixo e desenhos infantis.  Arriscou coisas novas, espontâneas, maduras. Faltou o som da guitarra, nem se importou.  Disse-nos logo que ia sem rede e sem medo de cair. E não caiu. Vale a pena ir a Torres Novas, onde os bilhetes são baratos e pagam as portagens e a gasolina e onde existem raparigas espertas a cantar jazz.

 

publicado por Ricardo Roque Martins às 12:00 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Quarta-feira, 18.01.12

A nova escola de sempre

A luta é ideológica cerrada e corajosa.  Antes fui dizendo que sim, entusiasmado, e arregacei as mangas para  construir a «velha escola». Mas eis que chegam para dar cabo do ensino artístico. Levaram todos e agora querem-me levar a mim. Dos meus colegas de luta ninguém abriu a boca. Porque afinal o ensino artístico é tendencialmente de «esquerda», não é essencial, nem estruturante, nem inerente ao conhecimento científico, dizem eles porque ouviram dizer. Em suma, a revisão curricular tem a marca da «direita», dizem uns e outros. Mas tanto a «esquerda» como a «direita» foram tirando, nos últimos anos, horas ao ensino artístico ou lá o que aquilo ainda é.
A Faculdade de Arquitectura do Porto é das melhores escolas de arquitectura do Mundo. Deu recentemente dois prémios Pritzker a Portugal –  Siza Vieira e Souto Moura, coisa que alguns países desenvolvidos ainda sonham mas não têm. No entanto assenta o seu ensino no saber formal e técnico e na relação reverencial  mestre-aprendiz.  
Se tirássemos desta discussão os sindicatos e alguns preconceitos ideológicos, o ensino artístico talvez pudesse caminhar pelo próprio pé e ganhava a escola do conhecimento e, claro, do ensino artístico.  Está na hora de abrir a discussão sobre o ensino da história de arte a partir dos primeiros níveis de ensino ou, por exemplo,  juízos de valor sobre a cultura visual contemporânea. Todas as mensagens culturais baseadas na imagem, a mais promissora mudança da forma de comunicar desde a invenção da imprensa, estão todas entornadas para a esquerda.  Porque só os «maus» é que sonham com isto, enquanto nós sonhamos com os «maus».
Um conjunto de profissões como a arquitectura, o urbanismo, a moda, o design, o cinema e a televisão, a publicidade, ou alguma criatividade ligada ao desenvolvimento científico e tecnológico sustentam-se mais no pensamento visual  do que nos tais saberes fundamentais e estruturantes. Afinal o que tinha a Apple de especial para ganhar a guerra comercial à Microsoft? Um elevado discernimento lógico-matemático e linguístico? Ou a percepção do impacto visual do produto no consumidor? Vou escrever para o Ministério da Educação, talvez me «ouçam»…

publicado por Ricardo Roque Martins às 12:13editado por Paulo Marcelo às 12:13 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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