Terça-feira, 04.09.12

Cachimbo final

André Kertész, Óculos e Cachimbo de Mondrian, 1926.
 

Este é o meu último post no Cachimbo, casa onde fui feliz durante sete anos. Entre as razões da partida, umas são e continuarão a ser apenas do interesse dos meus camaradas de fumo, outras devem-se ao desencanto com a blogosfera política portuguesa, para não dizer com a política portuguesa. A minha actividade na bloga teve um tempo e um modo hoje distantes. Há poucas coisas república lusitana, por estes dias, que me mereçam um comentário, quanto mais uma carga da brigada ligeira. Vou andar por aí, mas num registo mais melancólico: Declínio e queda oblige. Obrigado a todos os que se deram ao trabalho de ler, comentar, lincar ou contrariar estas cachimbadas. Até já.

publicado por Pedro Picoito às 23:46 | comentar | ver comentários (14) | partilhar
Segunda-feira, 20.08.12

Fausto: o mito continua vivo

 

Como se conclui uma tetralogia cujos primeiros temas reportam a personagens como Hitler (Moloch, 1999), Lenine (Taurus, 2001) e Hiroito (O Sol, 2005)? Que personagem haveria Sokurov de escolher? A eleição de Fausto, filme de 2011 galardoado com o Leão de Ouro no Festival de Veneza, pode surpreender-nos. O realizador russo, de forma semelhante ao que Thomas Mann fez no seu Doutor Fausto, mais do que transpor Goethe para o cinema, procura situar esta mítica personagem num dado momento histórico marcado por uma forte decadência cultural aliada a uma crise económica – não estaremos nós hoje a passar por uma situação semelhante? Ao contrário das outras três personagens, que marcaram indelevelmente a História, Fausto, apesar de talvez ter existido, constitui essencialmente um mito que marca a nossa cultura ocidental. Concluir uma tetralogia que aborda figuras obcecadas pelo poder com a figura de Fausto parece-me bastante acertado. Fausto personifica o desejo - humano, demasiadamente humano – de conhecimento, de dinheiro, de poder. Trata-se de alguém que é capaz de entregar a sua vida pela avidez de tudo saber e dominar – há quem lhe chame vontade de poder. Sokurov não nos mostra uma redenção a partir do amor, tal como esperaríamos de uma versão clássica e talvez excessivamente moralista. No seu Faust, limita-se a mostrar com crueza a incapacidade de este modo de existência saciar a vida humana. Um filme belo e extremamente pictórico cujos retratos do mundo se aproximam, de certa forma, das obras de célebres artistas como Bosch e Bruegel. É, nesse sentido, um filme que não se limita a oferecer-nos matéria de reflexão, mas que também é capaz de estimular os nossos sentidos, proporcionando-nos, desse modo, uma experiência estética.

 

http://www.google.pt/imgres?q=Faust+Sokurov+pintura&hl=en&rlz=1G1TEUA_PT-PTPT488&biw=1366&bih=586&tbm=isch&tbnid=Ibb-b14QEh-S1M:&imgrefurl=http://www.caloni.com.br/cine/tag/russia/&docid=dtf0rw7tLxWigM&itg=1&imgurl=http://www.caloni.com.br/cine/wp-content/uploads/Fausto.jpg&w=615&h=461&ei=3EcyUMr5FfDc4QS8zIGgBw&zoom=1&iact=hc&vpx=94&vpy=270&dur=3195&hovh=194&hovw=259&tx=130&ty=124&sig=114045674332728921910&page=1&tbnh=128&tbnw=171&start=0&ndsp=21&ved=1t:429,r:7,s:0,i:91

 

Andreas Lind

publicado por Pedro Picoito às 16:35 | comentar | partilhar
Quinta-feira, 26.07.12

Cachimbos de lá


Pierre Etaix (?), Trafic, 1971
publicado por Pedro Picoito às 12:35 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Domingo, 22.07.12

Crónicas da Renascença: Mozart e os Três Teólogos*

Há 15 dias, recomendei aqui a Autobiografia de Chesterton, recentemente editada pela DIEL, como livro a levar para férias. Hoje faço o mesmo com Confissão por Mozart, um pequeno conjunto de textos de três dos maiores teólogos do século XX (Von Balthasar, Karl Barth e Ratzinger) sobre o compositor de Salzburgo. Com edição da Lucerna e traduzidos por Andreas e Wolfgang Lind, são textos amenos, sem nada de técnico e acessíveis a quem não tenha conhecimentos especializados nem de música nem de teologia. Tal como a obra de Mozart.

De resto, a aparente facilidade da música de Mozart (“fácil para as crianças e difícil para os intérpretes”, diz o pianista Alfred Brendel, citado por Joana Carneiro na Introdução) é um dos fios condutores do livro. Uma facilidade em que Barth vê um “acesso directo a Deus”, chegando a compará-la ousadamente à Revelação bíblica, e Ratzinger uma especial “inspiração”, palavra conotada com as Escrituras na tradição cristã.

Mozart “diz como tudo é” e “apreende o universal”, acrescenta Barth. “Quem o escuta pode compreender-se a si mesmo enquanto Homem” porque a obra de Mozart exprime a plenitude da nossa condição em todas as dores e esperanças, tristezas e alegrias, derrotas e vitórias. Nos momentos de júbilo, transporta sempre em negativo a inquietação de quem sabe que o mal e o pecado ameaçam o mais inocente gesto humano, e nos momentos trágicos  dá-nos “o cântico triunfal da criação redimida, cujo sofrimento e culpa não se representam como passado, mas como presente superado e vencido, perdoado e iluminado”, na fórmula entusiasta de Von Balthasar.

Em Mozart, “a gravidade flutua e a leveza torna-se pesada”. Como a própria vida. É um clássico profundamente humano. É um clássico porque é profundamente humano.

 

*22/7/2012

publicado por Pedro Picoito às 09:22 | comentar | ver comentários (8) | partilhar
Quinta-feira, 19.07.12

Cachimbos de lá


Pierre Etaix (?), Playtime, 1967.
publicado por Pedro Picoito às 19:41 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Segunda-feira, 09.07.12

Cachimbos de lá

 

Pierre Etaix, (Figurinos do Sr. Hulot), s.d.

publicado por Pedro Picoito às 10:46 | comentar | partilhar

Diário de um cínico

No Egipto, o presidente Mohammed Morsi promulgou um decreto que restabelece o Parlamento dissolvido pelo Supremo Tribunal Administrativo antes das eleições presidenciais. É um desafio à Junta militar, que concentrou em si os principais poderes executivos na véspera das eleições, e um claro sinal de que a Irmandade Islâmica não vai tolerar durante muito mais tempo a tutela das Forças Armadas. Como os generais também chamaram a si a escolha dos nomes para a comissão que vai redigir o novo texto constitucional, verdadeira chave da revolução, o mínimo que se pode dizer é que os islamistas escolheram a via do confronto institucional. 

A grande questão agora é saber como vai reagir a Junta, que reuniu de urgência para responder a Morsi. É pouco provável, no entanto, que a resposta seja a violência em larga escala ou mesmo um golpe de Estado. A Irmandade Islâmica tem a maioria do seu lado, como se viu nas duas eleições já realizadas, e o exército aceitou a situação ao reconhecer a vitória de Morsi nas presidenciais. Se quisesse afogar a Primavera local em sangue, já o teria feito há muito tempo. Além disso, o anúncio de uma próxima visita oficial de Hillary Clinton ao Cairo, seguida por outra do presidente egípcio a Washington, significa o reconhecimento do novo status quo por Barack Obama. Um reconhecimento que de certeza não escapou à tropa.

Graças a Alá, o Egipto não é a Síria. A democracia egípcia tem provavelmente mais a temer dos islamistas do que dos militares.  

publicado por Pedro Picoito às 10:34 | comentar | ver comentários (6) | partilhar
Domingo, 08.07.12

No reino da Dinamarca

A vaia a que Relvas foi sujeito ontem em Mafra revela, além da impopularidade do ministro-cancro do actual Governo, a que ponto desceu o respeito dos portugueses pelo poder político. E do poder político por si próprio. O que também se deve ao PS de Sócrates e Ricardo Rodrigues. Talvez alguém deva explicar aos nossos distintísimos homens de Estado que está em jogo uma coisa chamada legitimidade. Cavaco, igualmente vaiado há dias, demitiu um ministro por causa de uma anedota. Hoje, os ministros não se demitem nem mesmo quando são a anedota.

publicado por Pedro Picoito às 09:21 | comentar | ver comentários (13) | partilhar
Quinta-feira, 05.07.12

O triunfo dos jotas

 

 

Não sei o que é mais deprimente na última telenovela de Miguel Relvas (enfim, telenovela é uma forma de dizer, há telenovelas que duram mais de um ano): se a parolice de querer exibir um canudo a todo o custo, ou sem nenhum custo, se a desfaçatez de quem sugere a compatriotas com mais qualificações mas menos contactos  que emigrem, se a hipocrisia de invocar a "intensa participação cívica" de três décadas de politiquice para justificar a licenciatura virtual. 

Ou talvez saiba.

O mais deprimente é que este novo caso (vou passar a numerá-los: Relvas 1, Relvas 2, Relvas 3...) mostra um certo padrão de comportamento da geração que hoje está no poder. As semelhanças com o percurso de Sócrates são óbvias, mas podíamos acrescentar-lhe outras figuras maiores ou menores como o próprio Passos Coelho, António José Seguro, Armando Vara, Rui Pedro Soares ou um longo cortejo de etcoeteras em todos os partidos. Iniciam a sua carreira política numa jota, trocam os corredores da universidade pelos corredores do aparelho, tornam-se fiéis de um qualquer cacique local que os recompensa com um lugar autárquico ou partidário, vão tecendo a sua rede de conhecimentos a uma escala cada vez mais ampla, por vezes filiam-se na maçonaria para alargar influências, trabalham em empresas ou universidades privadas invariavelmente dirigidas por gente próxima dos partidos e, um belo dia, chegam a a vereadores, deputados, secretários de Estado, gestores de empresas públicas ou mesmo ministros.

Entretanto, porque já são muito visíveis, terminam a licenciatura por artes não muito visíveis, que um canudo fica sempre bem.  Aos trinta e tal anos, têm nas mãos o poder sonhado desde que, na Covilhã, em Vila Real ou na concelhia dos betos de Cascais, ouviram o tal cacique e decidiram, num arroubo adolescente, ser como ele. Com uma diferença: o cacique, mal ou bem, ainda tinha algumas ideias na cabeça, fruto de um tempo (Marcelismo, 25 de Abril, PREC) em que todos os portugueses viviam a política como uma escolha decisiva entre modelos de sociedade. O ex-jotinha já medrou nos anos 80, os anos da normalização democrática, do desenvolvimento e da Europa. Não teve que escolher muito, excepto os patronos certos, não teve que lutar muito, excepto uns tantos golpes baixos a adversários e inimigos (os primeiros fora do partido, os segundos dentro, como disse o Churchill e ele sabe porque ouviu esta no bar), não teve que pensar muito, excepto no soundbite seguinte. Nunca leu, nunca estudou, nunca trabalhou seriamente. A política é para ele, eterno jotinha, um jogo. Só que agora a parada é mais alta.

Resultado: ao chegar ao Governo ou à Assembleia, não sabe nada da vida nem do país. O seu currículo tem a insustentável leveza do não ser. Uma leveza que disfarça com retórica de pau, fatos escuros e gravatas lisas, atributos que julga próprios da gravitas dos verdadeiros homens de Estado. E, além disso, todos falam e vestem assim em São Bento.  Trocam-se uns pelos outros e parecem todos iguais. Não surpreende que até os seus casos 1,2,3 sejam parecidos.

E nós? 

Nós cá vamos, cantando e rindo, sobrevivendo aos aumentos, aos impostos e ao desemprego, aos Relvas, relvinhas e relvettes. Em democracia, dizem. 

publicado por Pedro Picoito às 17:33 | comentar | ver comentários (28) | partilhar

Cachimbos de lá


Pierre Etaix, O Meu Tio, 1957.
publicado por Pedro Picoito às 10:24 | comentar | partilhar
Quarta-feira, 27.06.12

Cachimbos de lá


Pierre Etaix, As férias do Sr. Hulot, 1953 (por sugestão do nosso leitor Renato).
publicado por Pedro Picoito às 00:37 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Terça-feira, 26.06.12

Diário de um cínico

Os resultados das eleições presidenciais no Egipto, que deram a vitória a Mohammed Morsi com 51% dos votos, vieram confirmar os receios de que os islamistas tomem conta da Primavera Árabe. Com os 71% nas legislativas e uma larga maioria na comissão nomeada pelo Parlamento para redigir a Constituição, a Irmandade Islâmica é agora o rosto da transição democrática no país. Não se pode dizer que haja motivos para sorrir.

Paradoxalmente, a dissolução do Parlamento pelo Supremo Tribunal Administrativo e o decreto que concentrou poderes nas mãos das Forças Armadas, um verdadeiro golpe de Estado que se antecipou aos resultados conhecidos anteontem, talvez tenha salvo a democracia egípcia. Não albergo ilusões sobre o amor à vontade popular do exército, sustentáculo do regime de Mubarak até à sua queda. Mas os militares, no Médio Oriente, são ainda a última barreira da laicidade contra o fundamentalismo islâmico. A Turquia de Ataturk continua a ser o modelo histórico de modernização para muitos muçulmanos. Os generais reconheceram a vitória de Morsi e não repetiram o histórico erro argelino, mas só Alá sabe quando e como deixarão o poder.

O que, de resto, nada tem de exclusivamente árabe. A democracia portuguesa, para não ir mais longe, foi tutelada pelos capitães de Abril até à extinção do Conselho da Revolução em 82. E cá estamos. Mesmo que Otelo e Vasco Lourenço suspirem por um novo PREC. 

Quanto às esperanças nascidas na Praça Tahrir, repito o que já aqui disse. O teste da normalização democrática será o respeito dos islamistas pelos direitos das mulheres, da minoria copta e de Israel. Veremos o que acontece com Morsi na presidência e uma Constituição feita pelo seu partido.  

publicado por Pedro Picoito às 23:25 | comentar | partilhar

Convite


O lançamento é já amanhã, às 18h20, na Férin de Lisboa, com apresentação de António Victorino de Almeida. O camarada Andreas Lind, que traduziu os textos de três dos maiores teólogos do século XX sobre Mozart, diz-me que acabamos a tempo de ver Ronaldo e companhia darem música aos espanhóis. A pontualidade é germânica, o resto é outra cantiga. 
publicado por Pedro Picoito às 22:21 | comentar | partilhar
Domingo, 24.06.12

Crónicas da Renascença: Cavaleiros do Apocalipse. Ou Talvez Não*

Terminou esta semana, no Rio de Janeiro, mais uma cimeira sobre o ambiente patrocinada pela ONU. E como acontece sempre nas cimeiras sobre o ambiente, os resultados foram uma desilusão. François Hollande, o novo presidente francês, declarou enfaticamente que "ficaram aquém das nossas responsabilidades e das nossas expectativas", uma frase que fica sempre bem a um político. Mais sucinto, mas ainda mais enfático, Daniel Mittler, do Greenpeace, disse que que a cimeira foi "um desastre" e que "os países desenvolvidos vieram sem dinheiro e sem vontade, e ainda apelaram à acção, fingindo que não são eles que estão a impedir que se avance". Mais realista, Peter Leiner, director de uma ONG americana, concluiu que "o documento final não é o que deveria ser, mas não se salva o mundo com um documento".

Estes três exemplos, colhidos no Público de anteontem, mostram porque é que as "expectativas", cimeira após cimeira, têm o péssimo hábito de ficar aquém das "responsabilidades". O problema está em que o ecologismo dominante quer mesmo "salvar o mundo". Profetiza todos os dias o apocalipse e roga-nos pragas como o dilúvio, a seca e a subida dos oceanos se não fizermos penitência pelos pecados ambientais da Humanidade.

O movimento ecologista é hoje o último sucedâneo das religiões seculares, como em tempos Raymond Aron chamou às ideologias. Nasce de uma filosofia da história que vê no homem o opressor da natureza, à imagem do capital que explora o proletariado ou do Ocidente que explora os povos colonizados. Mais do que isso, apela a uma mudança de hábitos em tudo semelhante a uma conversão colectiva. Quer castigar a poluição e o uso de combustíveis fóseis (carvão e petróleo), condenando assim o modelo económico da Revolução Industrial e, portanto, o modo de vida que, nas sociedades desenvolvidas ou nas emergentes, identificamos com a modernidade. Não admira que haja pouca "vontade" de mudar.

O mais trágico, porém, é que este modelo de desenvolvimento teve e tem inegáveis efeitos predatórios sobre o ambiente. Nem vale a pena bater no ceguinho. Talvez seja mais urgente adequar as nossas "expectativas" irreais às nossas "responsabilidades" reais - se queremos "salvar o mundo" e não apenas uma visão do mundo. 

*25/6/2012.

publicado por Pedro Picoito às 15:15 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Para os nostálgicos de São Martinho do Porto (por fim a cores)


 



 
publicado por Pedro Picoito às 10:37 | comentar | partilhar

Da série "A concorrência faz melhor"

Ou ando muito distraído ou isto é a melhor análise técnico-táctico-vernácula da nossa prestação no Europeu. 

Talvez mesmo não vernácula.

publicado por Pedro Picoito às 10:36 | comentar | partilhar
Sábado, 23.06.12

Cachimbos de lá


Dani Alvarez Cañelas, O cachimbo, 2012
publicado por Pedro Picoito às 23:54 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Mais uma

Os "casos Relvas" são como as cerejas: puxa-se um e vêm logo dois ou três. Agora é Helena Roseta que acusa o Ministro-Adjunto de mais uma pressão inaceitável, talvez mesmo ilícita (a ERC que decida). Há dez anos, o então Secretário de Estado de Administração Local sugeriu à então bastonária da Ordem dos Arquitectos uma parceria para formar arquitectos das Câmaras Municipais, dando uso aos fundos europeus do programa Foral. Até aqui tudo bem. O problema é que Relvas, diz Helena Roseta, impôs como condição que fosse uma empresa de Passos Coelho a ficar com o encargo, o que ela recusou.

Eis uma historieta provavelmente semelhante a tantas outras envolvendo dinheiros europeus, autarquias e um poder central gerido em regime mafioso, vamos sabendo agora, ainda antes de Sócrates (um dos ministros que tutelava o Foral era - adivinhem - Isaltino Morais). E ao lado das triangulações mais sulfurosas entre empresas privadas, serviços secretos e maçonaria, que já deram a Relvas um lugar de destaque na crónica da presente legislatura, a coisa até parece inocente.

Sucede que Helena Roseta é quem é e não consta que tenha especial interesse em impedir a sagrada privatização da RTP. O spin está cada vez mais difícil. A Sicília está cada vez mais perto. O que vale, com um bocadinho de sorte, é que ainda ganhamos o Europeu e depois vai tudo a banhos.

publicado por Pedro Picoito às 23:34 | comentar | ver comentários (5) | partilhar
Quinta-feira, 21.06.12

Convite

publicado por Pedro Picoito às 17:02 | comentar | partilhar

Fatalmente

A deliberação da ERC sobre o "caso Relvas" não deu por provadas as pressões do Ministro ao Público, mas acha mal que ele se tenha exaltado quando telefonou para lá.

Por três vezes.

Enfim...

O desfecho era tão previsível que foi antecipado, quase palavra por palavra, aqui. E também aqui, com menos graça e acerto.

É uma das muitas vantagens da hipocrisia: poupa-nos a surpresas.  

publicado por Pedro Picoito às 16:52 | comentar | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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