‘The Economist’ não acredita na força de José Sócrates

‘The Economist’ não acredita na força de José Sócrates - In Diário Económico (14/02/07):

"Os especialistas da revista “The Economist” não acreditam que o Governo seja capaz de reduzir o défice orçamental para um valor inferior a 3% até 2008, como impõe Bruxelas.

Porquê? Por falta de capacidade política do Executivo. José Sócrates tem uma maioria absoluta que garante estabilidade política e o apoio do Presidente da República, mas mesmo assim não conseguirá. O primeiro-ministro, que hoje vai estar presente na conferência da revista britânica em Lisboa, tem aqui um golpe na sua credibilidade externa. O raciocínio é simples: a reforma da Administração Pública está atrasada e deverá atrasar ainda mais devido à resistência dos funcionários públicos e à presidência da União Europeia no segundo semestre do ano. Depois, em 2008, o Governo vai estar a pensar nas eleições do ano seguinte. Até porque a economia continuará fraca e o desemprego em alta, logo o PS reclamará uma política orçamental mais expansionista. A “The Economist” fez previsões nada abonatórias para o Governo. A bola está agora do lado de Sócrates. Terá que provar que a realidade será diferente e que tem a força suficiente para não mudar de rumo."

(Artigo de opinião de Bruno Proença com André Macedo e Ana Maria Gonçalves in DE)
publicado por Joana Alarcão às 10:03 | comentar | partilhar