Dois tempos

Em 1961, os americanos (raça danada) decidiram pôr um homem na lua. Em 1969 – eu lembro-me – lá estava lá, pimpante, o nosso querido astronauta. Isto, recordado por um artigo da última Spectator lido ao almoço, fez-me pensar que a justiça portuguesa é, apesar de tudo, lenta. Mas vamos, pelo menos, saber esta semana o essencial sobre as “pressões” no “caso Freeport” (vamos?). O que quer que seja, a lentidão tem os seus encantos. Dá-nos tempo para pensar. Muito tempo para pensar. Os americanos, coitados, não têm. Se tivessem, se tivessem a placidíssima Dra. Cândida Almeida ou a entrevistadíssima Dra. Maria José Morgado – se tivessem Drs. e Dras. em geral, de resto -, não tenhamos dúvida que tinham mandado a NASA às urtigas. É que toda a gente, em todo o mundo, aprecia as maneiras mais fáceis de se entreter. E quem nos pode disputar um palminho que seja no capítulo da justiça? Vejam o que se vai dizer esta semana – e depois digam-me se não tenho razão.
publicado por Paulo Tunhas às 14:35 | comentar | partilhar