O governo Sócrates nunca perderá uma oportunidade de estampar o país contra uma parede. Jamais

(...) Será o primeiro passo de um caminho que se antecipa penoso. Se em 2010, o principal problema foram as elevadas taxas de juro exigidas pelo mercado para comprar a dívida nacional, com as obrigações a 10 anos a chegarem aos 7,288%, é possível que o próximo ano traga um obstáculo acrescido - a falta de procura pela dívida nacional. Portugal enfrenta a concorrência de uma "avalanche" de dívida europeia, com países com qualidade creditícia muito superior a inundar o mercado. A Morgan Stanley estima que os governos europeus emitam, no seu conjunto, dívida no valor de 863 mil milhões de euros, com economias como a Espanha a irem buscar ao mercado 300 mil milhões, a Alemanha 302 mil milhões e França a emitir 184 mil milhões. Portugal irá necessitar de emitir cerca de 46 mil milhões de euros no próximo ano. Só no primeiro trimestre vencem cerca de 11 mil milhões de euros em Bilhetes do Tesouro, mas será com o vencimento de quase 10 mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro em Abril e Junho que Portugal "decidirá" o seu futuro.

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Em 2010, «tudo o que podia correr mal, correu. Foi um ano que possivelmente vai ficar para a História, dentro de décadas vamos olhar para este ano e estudá-lo». Sérgio Aníbal, editor de economia do Público. Ver aqui o vídeo.

A única coisa de que podemos estar certos em 2011: com este governo, na sua boa tradição, tudo o que puder correr mal, correrá mal.
publicado por Jorge Costa às 10:30 | comentar | partilhar