Presunções

Há dias, um reporter comentava, durante um telejornal, a "interrupção" de um dos mais mediáticos casos judiciais a que assistimos nos últimos anos. A razão: férias judiciais. Isto não sem antes dar conta de que o processo se encontrava recheado de incidentes, de inúmeros recursos e a abarrotar de testemunhas.
Mais: faltariam ser ouvidas ainda, segundo o repórter, centenas de testemunhas, sendo certo que do vastíssimo número das que já foram ouvidas muitas dificilmente saberiam explicar - sequer - porque é que ali estavam.

À luz da lei, até decisão em contrário, todos são considerados inocentes.

À luz de outros olhares, há comportamentos que, até prova em contrário, devem ser considerados altíssimamente suspeitos. No mínimo!
publicado por Joana Alarcão às 15:36 | partilhar