Tivoli


Ontem fui ao Hotel Tivoli. À saída assinei a proposta de candidatura de Paulo Rangel à liderança do PSD. Gostei de ver alguma gente conhecida. E, sobretudo, de ver tanta gente desconhecida. Claro que não gostei de ver alguma gente conhecida, mas, que diabo, a sala do Tivoli não é exactamente a minha casa.

Hoje não comprei os jornais todos. A vida não está para supérfluos. Dos que li, em papel e online, fico com a estranha impressão que o jornalista que lá foi não ouviu o mesmo discurso que eu.

Eu ouvi: uma década de sacrifícios, dez anos de sacrifícios. E, ouvi, claro, a ideia de que estamos escravos da dívida e o PSD terá de servir outra vez para nos libertar, desta vez disto. Sacrifícios. A ideia de que, socialmente, a mobilidade e, com ela, a igualdade de oportunidades se promove com um escola responsabilizadora e exigente, e não com uma «escola inclusiva», estratagema socialista para gerar estatísticas e autêntica desigualdade social. Claro que os ricos vão para os colégios e os pobres ficam com o lixo inclusivo. Sacrifícios. Libertarmo-nos. Liberdade. Uma década de sacrifícios, dez anos de sacrifícios.

Acredito que, se começarmos por aceitar isto, ainda um dia havemos de ter futuro. Gostei do discurso de Paulo Rangel.
publicado por Jorge Costa às 13:04 | partilhar