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Não é nada que não saibamos de cor e salteado. Eles também sabem. E, quando se tornou impossível fingir que não sabem, dizem (também é para isso que lhes pagam):

We see the government as having made little progress on any growth-enhancing reforms to offset the fiscal drag from these scheduled 2011 budgetary cuts. In particular, we believe that policies the government has pursued have done little to boost labor flexibility and productivity. As a consequence of the Portuguese economy’s structural rigidities and the volatile external conditions, we project that the economy will contract by at least 2% in 2011 in real terms.

Portugal, et pour cause, terá de se abrigar no bunker europeu (FEEF). Abrigar? Sim, mas, dizem eles, o que devem pensar os credores: os credores privados, depois de 2013 (quando um novo mecanismo de regaste substituir aquele a que em breve nos abrigaremos), por contraposição (subordinada) aos públicos (com preferência), isto é, à «Europa»? E, daí, a ameaça de redução na nota de risco.

Se, e se, e se, e se, etc., a ameaça não se concretizará. Se, por milagre, Portugal passasse a ser, sei lá, governado.... De modo que o melhor é tomar o aviso como a sentença. Uma formalidade protocolar.
publicado por Jorge Costa às 10:41 | partilhar