Arma de destruição maciça


Eles faltam às aulas, tiram licenças sem vencimento, gastam uma fortuna com os telemóveis, investem em sites na Internet, organizam jantares, marchas, conferências de imprensa. Preparam tempos de antena, trazem estrangeiros, às suas custas, para os ajudar. Usam, às escondidas, os faxes e as máquinas de tirar fotocópias das empresas onde trabalham para poupar uns tostões.

Eles não têm máquinas partidárias a apoiá-los. Eles não têm as redacções do seu lado. Eles combatem num terreno inclinado e lutam contra o tempo. Eles estão a dedicar meses - alguns, anos - a esta causa.

Em 1 minuto e 55 segundos, todo o esforço dos militantes do "Não" foi implacavelmente - e irremediavelmente? - esmagado por um sensacional sktech dos "Gato Fedorento" (visto por 1,5 milhão de pessoas, eis o verdadeiro raio de alcance desta arma) a fazer troça da posição do Marcelo.

Tal como já disse o Paulo Pinto Mascarenhas, esperamos neste Domingo por igual sátira ao "Sim". Relembro que se trata de entretenimento em ambiente de total liberdade de expressão mas já agora, no Serviço Público de Televisão. Pago com os meus impostos (150 milhões de euros por ano).
publicado por Francisco Van Zeller às 15:41 | partilhar