Natal em Portugal

Confesso: gosto muito do Natal e detesto o chamado "espírito natalício".
Recordo com saudade muitas noites de Natal e celebro com alegria o nascimento daquela que é para mim a Personagem Histórica por excelência.
Por outro lado, horrorizo-me com a fúria consumista e a solidariedade de ocasião que, por estes tempos, tudo invade.
Vai daí, dei de caras por estes dias com duas dicas de relevo: a primeira diz-me que (1) o Cachimbo de Magritte é conhecido por ser o blog dos católicos, daqueles que levam com facilidade os assuntos do mundo para os lado de Deus e (2) que o Natal este ano seria diferente.
Acerca da diferença deste Natal (2), é-me dito que o comércio anda às aranhas. A malta compra menos. Até já há lugar para estacionar o carro nas redondezas das grandes superfícies comerciais. O espírito natalício sucumbe à economia.
Diz-se, por outro lado, que o Natal por cá será diferente este ano mercê da nossa ASAE e da nossa Justiça.
Aqui sim, entram os temas gratos à rapaziada católica (2). A partir de agora estou em casa, portanto. Assim sendo, explico:
Boata-se por aí que os presépios foram proibidos. Tudo porque a ASAE, sempre atenta, decidiu encerrar a gruta, por ter descoberto durante uma inspecção que o local não reunia condições suficientes de salubridade. O local foi encerrado preventivamente e o burro e a vaca foram mandados abater como medida de precaução.
Por outro lado, foi mandado retirar o menino do presépio. Tudo porque o Tribunal da Relação entendeu que este não devia estar à guarda de um homem que não é o seu pai biológico...
Cá está: tínhamos que levar o assunto para a esfera do religioso. Gente sem emenda, é o que é.
(Adenda: falo por mim, obviamente. O Cachimbo não é, nem nunca foi, um "blog de católicos")
publicado por Joana Alarcão às 00:51 | partilhar