Uma ideia nunca vem só

Pode um programador sozinho desenvolver no seu computador uma plataforma capaz de destronar todas as outras congéneres, perfeitamente estabelecidas, e com milhões de utilizadores? A resposta é não. Para saber como se faz vejam o mais recente filme de David Fincher sobre o nascimento do facebook. O maior espaço de partilha de informação na internet resultou do ambiente de Harvard, da circulação de ideias, da exposição a várias experiências.

A assinatura de David Fincher não se faz sentir na forma, nem na apresentação dos argumentos de defesa de Mark Zuckerberg, quando este é acusado de ter usurpado ideias. Mas está presente na direcção de actores. Fincher começa com personagens estereotipadas e ao longo do enredo obriga-as a andar numa maratona, até atingirem o máximo da sua potencialidade. Alguns planos de pormenor mostram a assinatura do realizador de Fight Club, quando por exemplo insiste em mostrar os pés de Zuckerberg. Ao fazê-lo denuncia todo um tratado sobre hierarquia social.

O argumento de Aaron Sorkin como sempre é irrepreensível. O autor da série The West Wing, consegue uma boa dialéctica entre as opiniões expressas no filme.
publicado por Joana Alarcão às 13:28 | comentar | partilhar