O último prego


Manuel Alegre está a pagar os custos de ser o candidato das esquerdas: conseguiu a admiração eterna de Louçã, mas abriu irremediavelmente velhas feridas no PS, nomeadamente com Mário Soares e Sócrates e os seus pequeninos. Por isso, na escala das megaproduções propagandísticas do PS de Sócrates, o apoio a Alegre equivale a nada – está, portanto, à escala do potencial do candidato. A sua derrota, que é inevitável, marcará simbolicamente o início do fim de Sócrates. E não deixa de ser curioso – quase poético – que seja o outrora miúdo que pregava pregos a pregar o último no caixão do Governo.
publicado por Alexandre Homem Cristo às 13:18 | comentar | partilhar