A mudança na Tunísia

Há cerca de um ano, numa viagem com professores de História pela Tunísia, a tensão que o guia sentia ao perguntarmos pela política do país era notória. Pedimos para não visitar os mausoléus do Presidente e nada feito. Era obrigatório. Perguntámos pelos autarcas, responderam que não existiam. Passámos por avenidas dedicadas ao meio ambiente que serviam para lembrar os cidadãos que não devem poluir, mas não vimos um único caixote para o lixo.

Se a democratização de um país começa nos municípios, onde à escala local as pessoas exercem os seus direitos e deveres, em regimes arbitrários, como o da Tunísia, os titulares dos cargos políticos são nomeados e o desenvolvimento local é uma teimosia, ou um mero acaso, que resulta de essa ser a terra natal do “querido” líder.

No final da viagem, em Hammamet, encontrámos uma pequena pastelaria que vendia doces iguais aos de Vila Real de Santo António. e bebemos um chá sentados em cadeiras azuis, pintadas com rosinhas iguais às de Estremoz. Os povos do mediterrâneo já estiveram mais próximos. Será que esta mudança na Tunísia nos pode ligar outra vez?
publicado por Joana Alarcão às 09:38 | comentar | partilhar