Quinta-feira, 02.11.06

Aborto e disciplina social

Principal crítica a ser feita à liberalização do aborto é o modo como esta reforça uma tendência já muito poderosa para tratar as crianças como veículos para as ambições dos pais. O desejo de que os nossos filhos correspondam exactamente aos nossos planos para eles encontra hoje poucos limites. O aborto comunga do mesmo espírito. A ideia central é a de que apenas devemos ter filhos quando eles encaixam nos nossos planos. Claro que na realidade as coisas são mais complexas. Estes planos são planos profissionais e pessoais definidos pela sociedade onde vivemos. Assim, a mulher que decide abortar porque uma gravidez interferiria com a sua carreira não está verdadeiramente a fazer uma escolha mas a optar pela solução recomendada pelo seu lugar na disciplina social e no esquema de divisão do trabalho. A vida humana assumiria um ponto de vista social desde o início e, portanto, na sua totalidade.
publicado por Bruno Verdial Maçães às 00:40 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Obrigado!

Já sabíamos que os escoceses eram porreiros. Ontem, porém, um deles fez questão de demonstrar o quanto gosta de vir a Lisboa, e ofereceu dois golos ao glorioso. A ti Gary, um bem-haja. E já agora, obrigado também aos dez mil adeptos do Celtic pela habitual animação nos bares e (poucos) pubs da nossa capital.
publicado por Francisco Van Zeller às 00:02 | comentar | partilhar
Quarta-feira, 01.11.06

Não há uma mulher, neste blog?


Well after all, Pickering,
I'm an ordinary man,
who desires nothing more than just an ordinary chance,
to live exactly as he likes, and do precisely what he wants...
An average man am I, of no eccentric whim,
Who likes to live his life, free of strife,
doing whatever he thinks is best for him,
Well... just an ordinary man...

But, let a woman in your life
and your serenity is through,
she'll redecorate your home,
from the cellar to the dome,
and then go to the enthralling fun of overhauling you...
Let a woman in your life,
and you're up against a wall,
make a plan and you will find,
she has something else in mind,
and so rather than do either you do
something else that neither likes at all.
You want to talk of Keats or Milton,
she only wants to talk of love,
You go to see a play or ballet,
and spend it searching for her glove.

I'm a quiet living man,
who prefers to spend the evenings in the silence of his room,
who likes an atmosphere as restful as an undiscovered tomb,
A pensive man am I, of philosophic joys,
who likes to meditate, comtemplate,
free from humanity's mad inhuman noise,
A quiet living man.

But, let a woman in your life,
and your sabbatical is through,
in a line that never ends
come an army of her friends,
come to jabber, and to chatter,
and to tell her what the matter is with you!
She'll have a booming boisterous family,
who will descend on you en mass,
She'll have a large wagnerian mother,
with a voice that shatters glass.

Assim canta o Professor Higgins, no My Fair Lady...
publicado por Carlos Botelho às 23:44 | comentar | partilhar

A vida é muito injusta

Não sei se já vos disse, mas a vida é muito injusta.
Vejam o meu caso. Podia estar num blogue com a Penélope Cruz, o Super-Homem e o Fernando Pessoa. Em vez disso, estou aqui com estes tipos. Se estivesse no outro blogue, discutiria com a Penélope o futuro do cinema, enquanto o Clark e o Fernando se travavam de razões para saber qual deles tem uma vida de ficção mais difícil. Não sei se já vos disse, mas acho que o futuro do cinema está na proximidade entre o público e os artistas. "Pois, ó lingrinhas, então experimenta pôr as cuecas por cima das ceroulas numa cabine telefónica." "E tu, besta icónica do capitalismo, imaginas porventura o que é fugir à Ofélia com tantos heterónimos?"
Ah, a vida é muito injusta...
publicado por Pedro Picoito às 16:03 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Da série "O Som e a Fúria"


"Leio como quem passa. E é nos clássicos, nos calmos, nos que, se sofrem, o não dizem, que me sinto sagrado transeunte, ungido peregrino, contemplador sem razão do mundo sem propósito, Príncipe do Grande Exílio que deu ao último mendigo , partindo-se, a esmola extrema da sua desolação."

Bernardo Soares, Livro do Desassossego
publicado por Pedro Picoito às 15:45 | comentar | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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