Quarta-feira, 21.02.07

Sabedoria dos Antigos


Tal como Salústio sobre dois estadistas (César e Catão), também Aristóteles discorreu sobre dois treinadores portugueses:

“Magnânimo é quem se julga ter um grande valor e tem-no de facto. Quem se julga, por outro lado, valer muito, mas nada vale, é parvo, e não há nenhum parvo ou insensato entre os que existem de acordo com a excelência.”

“Na verdade, os grandes homens julgam-se a si próprios extremamente merecedores de honra em vista do valor que julgam ter.”
“O vaidoso, por outro lado, ultrapassa a medida ao julgar-se com mais valor do que tem, mas não ultrapassa, certamente, o magnânime nesse julgamento.”

“É próprio do magnânimo […] ser grandioso junto dos que têm uma posição de poder e daqueles que têm sucesso, mas ser moderado junto dos que estão numa posição média…Exaltar-se junto dos que nos são superiores não é ignóbil, mas fazê-lo junto dos humildes é mesquinho…”

“Os que são amargos por natureza dificilmente chegam a reconciliações, ficam zangados durante muito tempo e guardam ressentimento. Só ficam descansados quando tiverem retaliado. A vingança faz cessar a ira, pois faz nascer dentro deles um doce prazer, ao expulsar a amargura do sofrimento. Pois, se não conseguirem vingar-se, vivem como que a carregar um fardo pesado (…) e é preciso muito tempo para se conseguir digerir a ira dentro de si.”
(Aristóteles, Ética Nicomaqueia, IV, 3, 5.)
publicado por Joana Alarcão às 10:55 | comentar | ver comentários (4) | partilhar
Segunda-feira, 19.02.07

Discriminação

O “tiro à feminista” é desporto favorito de muita gente (alguns neste blog, pelo que observo). O perigo é que, neste processo lúdico, esqueçamos questões importantes como a discriminação laboral em função do sexo. Como este blog ocasionalmente trata também de coisas sérias, chamo a atenção para o artigo de C. Goldin e C. Rouse. É um trabalho sério (coisa rara neste campo) que estuda os critérios de selecção das orquestras sinfónicas nos E.U.

Ao longo do Séc XX, muitas orquestras americanas passaram a um sistema de blind auditions: o júri de selecção não sabe quem é o candidato nem o/a vê, apenas ouve. Goldin e Rouse estimam que a mudança de processo aumentou a probabilidade de uma mulher ser aceite em cerca de 50%. O resultado é particularmente relevante porque a justificação anteriormente apresentada para o pequeno número de mulheres era simplesmente o facto de não serem tão boas músicas como os homens.

A discriminação não é um mito do movimento feminista nem uma estratégia do Bloco de Esquerda; é, pelo menos nalguns casos, um facto estatístico. (OK, concordo que um “facto estatístico” é uma contradição de termos, mas percebem a ideia.)

publicado por Joana Alarcão às 22:42 | comentar | ver comentários (10) | partilhar

Pragas

Primeiro foi o terramoto entre os pagãos.
Depois a demissão dos hereges do DN.
Agora é o cismático ministro que sofre às mãos do bom povo do Norte.
Deus não dorme...
publicado por Pedro Picoito às 22:06 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Lusitanos

Duas descrições dos Lusitanos feitas por autores da época:

Diodoro Sículo: «Há um costume muito próprio do Iberos, mas sobretudo dos Lusitanos: quando atingem a idade adulta, aqueles que se encontram mais depauperados de recursos mas que se destacam pelo vigor dos corpos e pela intrepidez, provendo-se de coragem e de armas, vão reunir-se nas escarpas dos montes; aí formam bandos consideráveis, que percorrem a Ibéria acumulando riquezas através do roubo e fazem-no com o mais absoluto desprezo por tudo».

Estrabão: «Umas trinta tribos habitam o país entre o Tejo e os Artabros. Apesar do país ser rico em produtos e gado e em quantidade de ouro, prata e outros metais, a maioria dos habitantes, porém, deixando de viver da terra, vivia do roubo e em guerra contínua entre si e contra os seus vizinhos do outro lado do Tejo. Até que os Romanos acabaram com isso, subjugando-os e transformado a maior parte das suas cidades em povoações e até reagrupando melhor algumas. Começaram com esta ilegalidade os serranos, como é natural, porque, habitando um país pobre e tendo poucas riquezas, lhes veio o desejo de possuir a dos outros; e estes, forçados a defender-se contra eles, perderam os seus próprios bens e, em lugar de cultivarem a terra, também se dedicaram à guerra. Assim sucedeu que o país foi abandonado e perdeu o seu bem-estar, ficando povoado de bandoleiros".
Segundo o autor, apesar de bons guerreiros contra os romanos em 200 anos de guerras de guerrilha, os Lusitanos acabaram por ser derrotados porque «o seu excesso de individualismo os impedia de se organizarem». (apud Viriato, Maurício Pastor Muñoz, Esfera dos Livros, 2006, pags. 95-96).
E.T. Estas citações nada têm que ver com amanhã ser Carnaval.
publicado por Paulo Marcelo às 18:15 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

A confissão mais velha do mundo

Qual é a maior diferença entre progressistas e conservadores?
Os progressistas sonham com ideais abstractos: a liberdade, a igualdade, a fraternidade.
Os conservadores temem por realidades concretas: estas liberdades, estas comunidades, estas pessoas.
Assim, o progressismo gera fatalmente a utopia e o conservadorismo gera facilmente o preconceito.
Mas, no caminho para a utopia, os progressistas acabam por cair no preconceito contra os que crêem inimigos do progresso. E os conservadores, por amor à realidade, abandonam os preconceitos que não defendem as liberdades, as comunidades e as pessoas.
É por isso que sou conservador.
Um conservador corrige-se porque o que quer conservar muda. Um progressista é incorrigível porque quer a perfeição. A menos que se torne conservador, claro.
publicado por Pedro Picoito às 15:56 | comentar | ver comentários (7) | partilhar
Sábado, 17.02.07

Adieu ou a Artilharia Silenciosa

Todos os paises sao expansionistas quando se trata da promocao cultural ou linguistica. O desejo de poder que se esconde por detras de tao universal imperativo e' compreensivel para a esquerda e para a direita, para os ricos e para os pobres, para os velhos e para os novos. A Franca ha' muito que se dedica com frenesim a proteger e expandir o seu "mundo cultural". Mas o seu esforco chega a ser patetico num reduto que ate' ha' 50 anos era inequivocamente seu: a Indochina.
Imaginacao nao lhes falta: e' o jornal em lingua francesa que e' financiado, o protocolo cultural assinado, o ensino do Frances obrigado, o museu inaugurado, entre outros requintes da reconquista cultural do Imperio perdido. Mas ate' para os mais optimistas, o resultado e' um desanimo. Sao pouquissimos os indigenas que falam Frances. Atender turistas, trabalhar na empresa japonesa, aprender com Tailandeses, e' suficiente para tornar o Ingles no estrangulador evidente da voz francesa com pronuncia asiatica, que so' existe na cabeca de espiritos inquietos em Paris.
A globalizacao limpa como uma esponja do Mar Egeu todos os esforcos franceses. O Ingles serve a globalizacao; esse e' o pesadelo frances. Os franceses tremem e deliciam-se com o combate 'a ideia de que a globalizacao e' mais imaginativa e poderosa do que todas as secretarias da francofonia. Mas, no fundo, sabem que o Ingles e' essa artilharia silenciosa que derruba todas as muralhas da China.
P.S. O teclado em que escrevo nao e', como se pode ver, patrocinado pelas agencias da francofonia. Pelo facto, a globalizacao obviamente nao pede desculpas.
publicado por Miguel Morgado às 11:31 | comentar | ver comentários (12) | partilhar
Sexta-feira, 16.02.07

A tabloidização em curso

A notícia de que a direcção do DN foi demitida por causa dos maus resultados é preocupante. Parece notícia de futebol (não por acaso). Estou à vontade para dizer isto porque sou leitor da concorrência e acho que o DN faz demasiados fretes ao PS, como se viu na vergonhosa cobertura do último referendo. Mas quando me garantem que um jornal deve tornar-se "mais popular" para não perder leitores, acende-se logo uma luzinha vermelha na minha cabeça. Com o equívoco do SOL, a fatal tentação do Expresso em agradar e até o Público um pouco mais levezinho (apesar da boa surpresa do Ípsilon de hoje), o panorama da imprensa portuguesa não está famoso. Se alguém se chegar à frente com a massa, aqui o Cachimbo passa a diário...
publicado por Pedro Picoito às 13:38 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Como e onde o farei

Li a frase hoje de manhã - e foi como um murro no estômago (mesmo para mim, que ando há três meses a ler barbaridades). Passando os olhos pela banca de um quiosque, descobri-a na capa de uma revista feminina, daquelas que ensinam truques "para o enlouquecer na cama" e contam tudo sobre a vedeta do momento, desde o primeiro amor ao último vestido.

A um cantinho, meio envergonhada mas bem visível, lá estava ela, simples e brutal: "Aborto. Como e onde o farei".

Sim, leram bem.

"Como e onde o farei".

Não "se", nem sequer "quando", mas "como e onde".

A vedeta do momento? Não reparei quem era.
publicado por Pedro Picoito às 12:54 | comentar | ver comentários (22) | partilhar

Ainda mais "Fé"

Manifestei aqui a minha descrença sobre a viabilidade de existirem 4 jornais gratuitos em Portugal, em particular na Grande Lisboa. Fi-lo há um mês quando foi lançado o quarto gratuito, desportivo.

Parece que Joaquim Oliveira, depois de demitir as direcções do "DN" e do "24 horas", vai lançar outro gratuito. A ser verdade vamos ter o mesmo número de gratuitos que, por exemplo, em Londres.

Já se percebeu que os custos de lançar um gratuito, sobretudo quando inserido num grupo de media, não são os mesmos que o investimento de raiz num jornal "tradicional". O problema está na sua sustentação.

Um "case study" da Universidade espanhola IESE refere que a existência de pelo menos dois gratuitos, em algumas cidades espanholas, levou a guerras de preços na publicidade - a única forma de sustento dos gratuitos - com descidas nos preços até 90%!

Há aqui qualquer coisa que me está a escapar. Deve ser da constipação.


publicado por Francisco Van Zeller às 12:41 | comentar | partilhar
Quinta-feira, 15.02.07

Lykeion XXI

Depois do desconstrutivismo de Derrida, do pós-estruturalismo de Foucault, do pós-colonialismo de Said, dos "estudos culturais" e dos "queer studies", eis finalmente a aguardada síntese académica, um estudo verdadeiramente seminal:



"Images of Bliss: Ejaculation, Masculinity, Meaning" (Murat Aydemir)

Book Description:
Aristotle believed semen to be the purest of all bodily secretions, a vehicle for the spirit or psyche that gives form to substance. For Proust’s narrator in Swann’s Way, waking to find he has experienced a nocturnal emission, it is the product of “some misplacing of my thigh.” The heavy metal band Metallica used it to adorn an album cover. Beyond its biological function, semen has been applied with surprising frequency to metaphorical and narratological purposes.

In Images of Bliss, Murat Aydemir undertakes an original and extensive analysis of images of male orgasm and semen. In a series of detailed case studies—Aristotle’s On the Generation of Animals; Andres Serrano’s use of bodily fluids in his art; paintings by Holbein and Leonardo; Proust’s In Search of Lost Time; hard-core pornography (both straight and gay); and key texts from the poststructuralist canon, including Lacan on the phallus, Bataille on expenditure, Barthes on bliss, and Derrida on dissemination—Aydemir traces the complex and often contradictory possibilities for imagination, description, and cognition that both the idea and the reality of semen make available. In particular, he foregrounds the significance of male ejaculation for masculine subjectivity. More often than not, Aydemir argues, the event or object of ejaculation emerges as the instance through which identity, meaning, and gender are not so much affirmed as they are relentlessly and productively questioned, complicated, and displaced.

Combining close readings of diverse works with subtle theoretical elaboration and a keen eye for the cultural ideals and anxieties attached to sexuality, Images of Bliss offers a convincing and long overdue critical exploration of ejaculation in Western culture.

Murat Aydemir is assistant professor of comparative literature at the University of Amsterdam.
Agora que a longa noite obscurantista acabou, encomende já o seu exemplar.

publicado por Joana Alarcão às 21:41 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

‘The Economist’ não acredita na força de José Sócrates

‘The Economist’ não acredita na força de José Sócrates - In Diário Económico (14/02/07):

"Os especialistas da revista “The Economist” não acreditam que o Governo seja capaz de reduzir o défice orçamental para um valor inferior a 3% até 2008, como impõe Bruxelas.

Porquê? Por falta de capacidade política do Executivo. José Sócrates tem uma maioria absoluta que garante estabilidade política e o apoio do Presidente da República, mas mesmo assim não conseguirá. O primeiro-ministro, que hoje vai estar presente na conferência da revista britânica em Lisboa, tem aqui um golpe na sua credibilidade externa. O raciocínio é simples: a reforma da Administração Pública está atrasada e deverá atrasar ainda mais devido à resistência dos funcionários públicos e à presidência da União Europeia no segundo semestre do ano. Depois, em 2008, o Governo vai estar a pensar nas eleições do ano seguinte. Até porque a economia continuará fraca e o desemprego em alta, logo o PS reclamará uma política orçamental mais expansionista. A “The Economist” fez previsões nada abonatórias para o Governo. A bola está agora do lado de Sócrates. Terá que provar que a realidade será diferente e que tem a força suficiente para não mudar de rumo."

(Artigo de opinião de Bruno Proença com André Macedo e Ana Maria Gonçalves in DE)
publicado por Joana Alarcão às 10:03 | comentar | ver comentários (7) | partilhar
Quarta-feira, 14.02.07

Atlântico


Com a confusão dos últimos dias, ia-me esquecendo de dar os parabéns ao Paulo Pinto Mascarenhas pela última Atlântico. Gostei especialmente de saber do próximo lançamento das memórias de Raymond Aron, um dos padroeiros aqui da casa, ainda por cima com uma capa deliciosa - Aron a fumar...
publicado por Pedro Picoito às 17:39 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

General Review Of The Sex Situation

Woman wants monogamy;
Man delights in novelty.
Love is woman's moon and sun;
Man has other forms of fun.
Woman lives but in her lord;
Count to ten, and man is bored.
With this the gist and sum of it,
What earthly good can come of it?

Depois, claro, há sempre uma feliz excepção na série Doroteana.
publicado por Manuel Pinheiro às 16:14 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

And now for something completely different


Os últimos 7-post-7 foram sobre imprensa de esquerda, Salazar, jacobinos, o aborto, Vital Moreira, a Igreja católica e o criacionismo.

Chega!
publicado por Pedro Picoito às 14:32 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Criacionistas

Na Segunda-feira, o New York Times publicou uma história sobre Marcus Ross, recente doutorado em ciências geofísicas pela Universidade de Rhode Island (onde estudam muitos portugueses). Ross é um cristão fundamentalista que acredita no relato literal da criação.

Como é possível conciliar a crença de que o mundo existe desde há 10000 anos com uma dissertação sobre répteis que morreram há milhões de anos? O artigo correctamente realça esta inconsistência básica. Mas como é costume, o NYT aproveita para empurrar a agenda de que os crentes, nomeadamente os crentes na doutrina da criação, não têm lugar na universidade. Aparte de esquecer quem criou a universidade, o NYT cai no frequente erro de pôr todas as teorias da criação num só saco – o outro erro, claro está, é colocar todas as teorias da evolução num só saco.

Felizmente, várias cartas ao editor procuram esclarecer a questão. Robert Novak lembra que “the Bible presents religious truths, not scientific knowledge”. E acrescenta que “if the Bible were to be written today, the human author would probably incorporate the Big Bang theory into the creation story instead of the days of creation”.

Mas a minha carta favorita é a de Joseph Borini:
The idea of some that science is best left to atheists would be disturbing if it wasn’t so amusing. After all, Geoges Lemaître, the M.I.T.-trained Belgian scientist who in 1927 formulated the Big Bang theory, was a Roman Catholic priest.

If Lemaître’s religious faith had disqualified him from the profession of science, I’m sure that an atheist would have come up with the Big Bang by now. And give that the universe is billions of years old, what difference would a delay of a few decades make anyway?
publicado por Joana Alarcão às 14:15 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

A Derrota da Igreja?

É magnífico. Os critérios que presumivelmente são utilizados para aferir a derrota da Igreja são de um conservadorismo inacreditavelmente retrógrado.

Se a Igreja ainda tivesse vitórias ou derrotas políticas, então sim teria perdido.

Se a Igreja ainda comandasse a consciência moral das pessoas e as opções políticas, então sim teria perdido.

Que protagonismo de bispos e sacerdotes?

Felizmente, os critérios da Igreja para aferir as suas vitórias e derrotas já estão muito afastados destas patetices. Talvez tenham razão. Afinal, uma parte significativa da mentalidade deste país é mesmo medieval.
publicado por Joana Alarcão às 14:01 | comentar | ver comentários (30) | partilhar

Cabeleiras empoadas

Como era de prever e o camarada Botelho já aqui notou, o resultado do referendo está a trazer ao de cima muito jacobinismo escondido. O caso mais notável é o de Vital Moreira, progressista-caranguejo que ruma ao futuro recuando na história. Quando todos julgávamos que tinha deixado de ser estalinista a tempo, ei-lo que se acolhe à longa sombra de Afonso Costa. O Prof. Vital acha que a vitória do "sim" foi a maior derrota da Igreja desde a proclamação da República, e desta vez pelo voto popular. Está no seu direito. Mas convém lembrar que o Prof. Vital preside (ainda?) a uma comissão nomeada pelo Governo para preparar as comemorações do centenário da mesma República. Devo concluir, assim sendo, que em 2010 iremos comemorar a maior vitória não democrática sobre a Igreja portuguesa dos últimos cem anos?
Alguém que o segure. Ou o homem ainda acaba, de cabeleira empoada, a pedir a expulsão dos jesuítas.
publicado por Pedro Picoito às 12:12 | comentar | ver comentários (11) | partilhar

Coisas que também eu aprendi num referendo*

O PCP é um arauto da modernidade.
O Bloco quer mais liberalismo.

*título escandalosamente roubado a este senhor
publicado por Pedro Picoito às 12:02 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

A Doença Infantil...

...do Jacobinismo: sintoma aqui.
publicado por Carlos Botelho às 02:20 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Isto sim é Liberdade

Ontem foi um dia histórico em Portugal por duas razões:

- Porque uma pessoa de Direita apresentou, de forma livre e não "editada" a sua perspectiva sobre Salazar, no canal de Serviço Público, a horas razoáveis.

- Porque logo a seguir Maria Elisa, também a propósito de Salazar, recomendou a leitura do livro de Franco Nogueira (meu Deus ao que chegámos!), ainda que depois tenha compensado com o livro do Mattoso (organizado pelo Fernando Rosas) e o do Fernando Dacosta.

Acrescentaria por isso às datas do PREC mais uma. Assim: 25 de Abril, 25 de Novembro, 13 de Fevereiro (esta última 33 anos atrasada, mas mais vale tarde.).
publicado por Francisco Van Zeller às 01:27 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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