Sexta-feira, 27.04.07

"Tribal Workers"

Tribal Workers” é o nome de um artigo do FT escrito por Thomas Barlow e que me foi enviado por uma amiga.

Este artigo, que merece a pena ser lido, leva a reflectir sobre o estado a que "alguns de nós" chegamos neste dia a dia caracterizado pela sensação de consumo de tempo - pessoal vs profissional; e, pela dificuldade que a maioria de nós sente na gestão das suas prioridades.
Estou certa que muitos se irão "reconhecer" nestas palavras.

Boa sugestão de leitura para quem está a terminar a semana. De trabalho.
publicado por Joana Alarcão às 13:39 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Da série "A concorrência faz melhor"

A ler, os vários posts que o Insurgente dedica aos distúrbios provocados pela extrema-esquerda no Chiado. E as perguntas que são feitas.
publicado por Pedro Picoito às 12:32 | comentar | partilhar

O silêncio

publicado por Joana Alarcão às 12:04 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

25 de Abril no Cachimbo

Caríssimos,

Começo por relembrar a visita de Bento XVI neste fim-de-semana ao túmulo de Sto. Agostinho. E com isto gostaria de convocar uma das maiores lições que o bispo de Hipona legou ao nosso mundo ocidental. Consiste numa difícil conquista: a fuga a um esquema mental predominantemente dualista, e que em Agostinho se traduziu na árdua libertação do maniqueísmo.
Naturalmente que as teses centrais do maniqueísmo como doutrina ético-religiosa já não constituem um forte apelo intelectual. O dualismo ontológico, a afirmação substancial do mal, a utilização estrita de dois princípios diametralmente opostos que explica o decorrer do século, já não conseguem funcionar como pautas de leitura da realidade histórica.
Contudo, como atitude mental o maniqueísmo constitui-se como uma tentação permanente do espírito humano.
Atentem. A afirmação de um dualismo absoluto é concluída pelo maniqueu a contrario. Uma doutrina monista que afirma a existência de um único Principio bom é impiedosa, porque o mal existe no mundo. Ora, a melhor forma de assegurar a bondade de Deus passa por afirmar um dualismo absoluto de princípios. De inicio separados, no tempo presente misturados e em conflito. Certo, o mundo presente é uma perplexidade, um misto bem e mal, de misérias e de esperanças. Aqui todos concordamos. Todavia, perante este dado, um dualista estrutura o seu juízo, seguindo um esquema mental, em oposição a, de combate, a contrario, isto é, ao identificar aquilo que acredita ser uma expressão do mal ele reage contra, organiza o pensamento e a análise tornando-os subsidiários e dependentes daquilo que considera perversão. Na luta pela libertação do mal, o dualista é capturado pela lógica que propaga a existência daquilo que quer combater. O maniqueu quer vencer uma luta. Mas os dados do seu jogo, empurram-no para uma luta que não tem fim. A estrutura dualista perpetua a guerra e o combate, e a consciência mantém uma incapacidade radical de pensar a realidade em termos dialécticos, e de aceder assim a enquadramentos mais ricos e inteligentes do pensar.
Penso que o Morgado estava a tentar alertar para algo deste género nos posts da Mira e do Orwell.
Resumindo em duas imagens mais plásticas e muito livres (para me partirem a cabeça). Enquanto uma Odete Santos se comportar como se comportou nos Grandes Portugueses, Salazar irá sempre ganhar. Se Salazar ganhar, Cunhal será sempre a segunda alternativa concorrente. Por outro lado, se a celebração do 25 de Abril for “politicamente correcta”, a atitude rebelde manifestar-se-á contra o 25 de Abril. E como já não há nada de mais “politicamente correcto” do que ser “politicamente incorrecto”, então os termos invertem-se mas a lógica mantém-se.
Percebo. Talvez estejamos a produzir apenas discurso político.

P.S. Vejam lá se esta papagueada serviu para alguma coisa.

Abraços para todos.
publicado por Joana Alarcão às 11:02 | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Ele há coincidências

No dia do debate mensal com Sócrates - o mais importante até agora em dois anos de Governo - surgem notícias sobre a constituição de Carmona Rodrigues como arguido no caso bragaparques.
publicado por Paulo Marcelo às 09:53 | comentar | partilhar
Quinta-feira, 26.04.07

Os excessos da esquerda e os fantasmas da direita

Francisco

Longe de mim querer impor-te o "meu" 25 de Abril, ou outro qualquer. Não gosto de memórias únicas nem de histórias oficiais. E não alinho no coro dos que dizem que o PREC foi o preço a pagar pela liberdade. Foi um preço demasiado alto para alguns, eu sei. Mas convém que não esqueças, na tua contabilidade, o preço que outros (ou os mesmos de outra forma) pagaram pela ditadura. Um preço que tu e eu não tivemos que pagar. Só por isso, já seria capaz de cantar com eles o Zeca, a "Internacional" e o programa da Festa do Avante em russo.
Dizes que hoje estamos pior do que deveríamos estar. Talvez, mas estamos certamente melhor do que estávamos. O Saramago também diz que, se não fosse o 25 de Novembro, hoje seríamos uma verdadeira democracia. Ainda bem que não somos uma verdadeira democracia. Ainda bem que somos o que somos, e não o que deveríamos ser.
publicado por Pedro Picoito às 23:24 | comentar | ver comentários (21) | partilhar

Outra música (a minha)

Já percebi que a moda do 25 de Abril deste ano é alguma direita manifestar a sua alegria e entusiasmo pelo dia e, por arrasto, por toda a simbologia associada à revolução e à oposição ao Estado Novo.
Eu não faço, nem quero fazer, parte deste filme.
Sendo indiscutível em 74 o cansaço do regime, exausto pelas Guerras de África, e a necessidade de mudar e de arranjar uma solução política para o Ultramar, seguramente que o 25 de Abril e o PREC não foram a melhor solução.
Certa esquerda e direita estão a tentar obter uma espécie de entendimento que lhes permita branquear aquele período e as intenções dos protagonistas. A base desse entendimento é qualquer coisa como: "pagámos caro mas agora temos liberdade que é o mais importante de tudo, estamos a viver melhor e somos mais desenvolvidos". Talvez assim, julgam, possam ouvir o Zeca Afonso em conjunto.
Ora isto é, para mim, absolutamente inadmissível.
Esta grupeta considera que os custos que o País acarretou foram um mal menor face aos ganhos, que a todo o momento vão pregando. Creio que acham mesmo que aquilo que pagámos todos foi uma espécie de instrumento para - e menor que - a liberdade.
Mas a factura é pesada. E eu não a esqueço. E para mim o 25 de Abril é relembrá-la.
Relembro um milhão de portugueses que foram traídos implacavelmente, e que tiveram que recomeçar tudo num país que não lhes dizia nada;
Relembro o fim abrupto do crescimento a dois dígitos da nossa economia e a ruína das nossas finanças públicas (em ambos os casos, até hoje como se vê);
Relembro o fim de grupos gigantes industriais e financeiros (a CUF e o Totta eram das maiores empresas da Península Ibérica) que é verdade cresceram protegidos, mas tal e qual como fez a Espanha (resultados à vista...);
Relembro o tempo que demorámos a concertar as nacionalizações e a reforma agrária e o que isso significou em termos de competitividade;
Relembro o cancro da nossa Constituição e do Conselho da Revolução;
Relembro o peso anormal do Estado, esse sim, verdadeiro castrador da nossa liberdade;
Relembro as FP-25 e os mortos inocentes;
Relembro os mortos dos regimes cleptocratas dos PALOPS, criados por nós;
Relembro que até hoje os nossos media estão calibrados por uma ideologia reinante cujas origens estão no 25 de Abril;
Relembro os Heróis combatentes que não merecemos;
Relembro a nossa actual dependência da Europa e a nossa situação periférica.

Era preciso mudar. Mas podiam-se ter evitados coisas horríveis que se fizeram, muitas delas pensadas logo no 25 de Abril. Hoje estamos piores por isso (adenda: piores do que deveríamos estar). Não há nada a celebrar.

publicado por Francisco Van Zeller às 17:16 | comentar | ver comentários (22) | partilhar

Danos colaterais


Ontem, o Primeiro-Ministro declarou aos jornalistas que a ida de Pina Moura para o grupo da TVI é um exemplo de "ética" - porque o outrora "cardeal" abandona todos os cargos no PS.
Os danos colaterais do Unigate começam a fazer-se sentir: Sócrates até pode ter razão, mas a palavra "ética", na sua boca, soa terrivelmente irónica.
publicado por Pedro Picoito às 16:02 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Da série "Posta Restante"

"Há, de facto, uma conspiração contra Sócrates. Lembro-me perfeitamente de quando começou: no dia 25 de Abril de 1974. Foi nesse dia que os membros do Governo em Portugal deixaram de estar devidamente calafetados contra o "jornalismo de sarjeta" e as "campanhas orquestradas". Foi também por esses tempos que se começou a notar uma certa irreverência no modo como os cidadãos se referiam em público aos dirgentes do Estado. Para facilitar ainda mais a vida aos conspiradores, os portugueses cometeram o erro de preferir uma democracia formal, e portanto pluralista e aberta à controvérsia. Resultado: nunca mais se pôde trabalhar em paz no governo deste país. Como todos sabem, a situação tem-se agravado. Nos piores momentos, dir-se-ia que estamos em Inglaterra ou na América. Sim, a conspiração contra Sócrates tem um nome: chama-se democracia."
Rui Ramos, "Cinderela em S. Bento", in Público, 25/4/07
P.S. (se assim tem que ser): a ler tudo, no blogue da Atlântico.
publicado por Pedro Picoito às 15:46 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

The Smiths: 25 anos


A malta da minha geração, e que foi, nem que de raspão, pervertida pela chamada New Wave, sabe dar valor a este aniversário.
publicado por Miguel Morgado às 13:43 | comentar | ver comentários (7) | partilhar
Quarta-feira, 25.04.07

A Direita e a França

Percebo a intenção do post do Henrique Raposo, embora discorde em absoluto da censura da grandeur e da associação de Sarkozy a Blair. A direita tende a elogiar Blair devido à sua aliança estreita com os EUA nos últimos anos e a sua firmeza na luta contra o terrorismo, mas tende a esquecer o legado duvidoso do mesmo Blair no plano interno. No entanto, não é sobre Sarkozy, nem sobre Blair, que quero falar. (E sobre a grandeur direi alguma coisa num outro post.)
Tal como a esquerda tende a criticar a sociedade americana, também a direita tende a ser crítica da França. Não quer isto dizer que tudo o que a esquerda aponte à América seja falso, nem que as repreensões que a direita dirige contra a França sejam descabidas. Mas tanto a esquerda, como a direita, envolvem-se com facilidade na crítica de caricaturas da sua própria autoria. Por vezes, parece que a América é uma extensa planície de exploração, obscurantismo, ignorância e materialismo. Outras vezes, parece que a França é a última república da União Soviética, onde o último católico foi avistado há mais de duas gerações e o mais descabelado niilismo é pregado com megafones na mais pequena aldeia do Périgord. Isto não significa que não haja diferenças substanciais entre uma e outra sociedade. Nem que as diferenças sejam equivalentes.

Havendo diferenças, é natural que as pessoas se afeiçoem mais a uma sociedade do que a outra, dependendo dos "valores" que perfilham ou da "ideia" que pretendem realizar. O verdadeiro problema surge quando se procuram as raízes intelectuais das ditas diferenças, e aqui quero falar sobretudo da direita. O alvo preferido da direita, agora que Marx foi enterrado, é Rousseau. O Henrique Raposo volta à diatribe do costume. Não discuto sequer a validade de se atribuir a Rousseau a paternidade da sociedade francesa contemporânea. Eu não recomendo o exercício. Basta dizer que o pensamento de Rousseau é demasiado complexo para se sujeitar ao encaixe, e que a sua influência penetrou tão fundo que acompanha algumas das mais elementares considerações conservadoras. E é por isso que me surpreendo quando vejo o Henrique Raposo favorecer Condorcet e Turgot, para além dos habituais Montesquieu, Tocqueville, Aron e Constant, na tarefa de reformar a França dos nossos dias.
Não me custa aceitar a grandeza de Montesquieu e Tocqueville. Mas seria muito estranho se daqui ignorássemos o quanto Montesquieu influenciou Rousseau, e o quanto ambos influenciaram Tocqueville. Agora, Condorcet e Turgot?! Expoentes nem sequer muito dotados daquele Iluminismo ateu em que já ninguém se revê, dominados por um irrealismo assustador e por uma ânsia revolucionária de transformação da realidade (mais Condorcet, menos Turgot, é certo), o que têm eles para justificar a predilecção? Ambos políticos fracassados; ambos autores de uma obra intelectual de terceira categoria. Entre a França contraditória e decadente do presente e uma putativa "França de Condorcet", eu - ainda que sem entusiasmo algum - escolho a primeira.

Com a queda do muro de Berlim, a tarefa de identificação das raízes intelectuais dos movimentos sociais ou das comunidades políticas tornou-se muito mais complexa. A direita tem de compreender isso, se não quiser cometer erros que tudo deitam a perder.
publicado por Miguel Morgado às 19:03 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Revolução à direita

E no dia da Revolução, o blogue da Atlântico muda de endereço, de template e do mais que se verá. Um blogue novo que não é de Moscovo. E está uma beleza.
Aquele abraço ao almirante Mascarenhas e à restante tripulação.
publicado por Pedro Picoito às 15:59 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Da série "A concorrência faz melhor"

"A ideia da vida eterna não o assustava. O pior era o que vinha antes."
Helena Ayala Botto, nos Tristes Tópicos.
publicado por Pedro Picoito às 15:54 | comentar | partilhar

Foi a ideia que nos salvou, ou a importância do "Quero ver Portugal na CEE"

Poucos precisam que lhes ensinem que o regime parlamentar triunfou em Portugal não sem correr sérios riscos no período que se seguiu ao 25 de Abril de 1974. Contudo, Portugal no pós-25 de Abril continha uma tensão particular que não é frequente referir, mas que já foi bem apontada por vários historiadores. É de certa forma surpreendente como o governo parlamentar e constitucional se estabeleceu, quando a legitimidade "revolucionária" estava fragmentada por tantas instituições diferentes: Governo Provisório, Presidência da República, Conselho da Revolução, MFA, COPCON, Polícia Militar, etc. Isto é particularmente notável quando reparamos que uma das causas para o fracasso da revolução liberal na Rússia de 1917 se deveu, pelo menos em parte, à concorrência na solicitação de lealdades entre Governo Provisório, Sovietes e, mais tarde, a malograda Assembleia Constituinte. Ou quando concedemos que o choque de legitimidades que se verificou entre as Assembleias Constituinte e Nacional, o Rei, os clubes revolucionários e as secções de Paris, não ajudou a França de 1789 a encontrar um governo constitucional estável.
-
O segredo de Portugal tem um nome: "Europa". Não a Europa institucionalizada nesta ou naquela comunidade supranacional, mas a ideia de "Europa" aceite pela Esquerda e Direita moderadas. Naqueles meses, a "Europa" do "desenvolvimento", do "bem-estar", da "cultura", das "liberdades", funcionou como uma espécie de ideia reguladora. E foi por termos sido seduzidos pela ideia de "Europa" que resistimos nos momentos mais difíceis à ameaça do caos ou da tirania. Sem esta ideia de "Europa", dificilmente os outros factores que também contribuíram para a estabilização do regime constitucional nos teriam salvo.
publicado por Miguel Morgado às 14:42 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

25 de Abril

Finalmente, há luz ao fundo do túnel.
publicado por Filipe Anacoreta Correia às 13:06 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Mapa geopolítico do mundo, segundo George Orwell em "1984"...


... ou, pelo menos, segundo a propaganda a que o desgraçado Winston estava exposto.
Fonte: "Strange Maps"
publicado por Miguel Morgado às 12:28 | comentar | partilhar
Terça-feira, 24.04.07

A Estreiteza da Mira

Não me incomoda nada que cada um diga o que lhe apetece, onde lhe apetece. Só me fica bem dizer isto, especialmente tendo em conta o aniversário que se comemora amanhã. Mas a liberdade de expressão não converte as puras tolices em boas ideias ou queixas legítimas; por mais liberdade que haja, continuam a ser tolices.
As tolices são sempre tolices, mesmo que convivam com outras tolices proferidas ou escritas por aqueles de quem não gostamos. Esse refúgio tão corrente de justificar as tolices e as desonestidades intelectuais dos "amigos" com o facto de haver outras tolices e outras desonestidades intelectuais em campos políticos que nos desagradam está para além da minha compreensão. Em termos de argumentação, goza do mesmo estatuto que os dois rapazolas que durante o tempo de recreio atiram um para o outro: "Vai-te lixar!", "Vai tu!"
Ao mesmo tempo, corre por aí a tendência de se considerar "verdade" tudo o que é disparado contra o campo inimigo. Nem sempre. Trata-se do resultado de um silogismo que tem tanto de simplório, como de sedutor: os meus "inimigos" estão sempre errados; então, tudo o que contrarie os meus "inimigos" está necessariamente certo. Há muita gente que se recusa a aceitar o lugar-comum de que o mundo é difícil e complexo. Há muita gente para quem o conforto dos "camaradas" é mais importante do que maçar a cabeça. É a guerra, é a guerra.
Mas espreitar pela mira só nos mostra o alvo. Não é por acaso que temos de fechar o outro olho, e apagar o resto do mundo.
publicado por Miguel Morgado às 23:59 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

... e a vida seria muito menos interessante. Mas não é.



publicado por Joana Alarcão às 21:45 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Dias Difíceis

A Internacional Liberal vive momentos difíceis. Pedro Arroja abandonou o Blasfémias. Aonde irá ele curar tamanha obsessão?
publicado por Miguel Morgado às 19:03 | comentar | ver comentários (14) | partilhar

Tesourinhos Deprimentes

…e quando há muitos anos, no dia 25 de Abril, um Presidente da República foi discursar à Assembleia sem um cravo na lapela. Ai Jesus! Tudo aquilo foi uma coisa. Que mensagem poderia ele estar a querer transmitir? Será que não acreditava nas conquistas da liberdade? Que desaforo era aquele? Discursou. Ufa! Afinal trazia o cravo no discurso, disseram os nossos comentadores mais perspicazes. Naquele dia, aquilo foi um facto político de tremendo impacto.

Tenho tantas saudades desse Portugal rural, tacanho, fechado sobre si, a falar de patetices e de coisas irrelevantes. Relembrar isto é como assistir ao “Pátio das Cantigas” ou ao “Leão da Estrela.” Que engraçado que era o nosso Portugal! E gera-se em nós um suave sorriso para dentro, melancólico, nostálgico, lamentando a perda de um mundo que infelizmente já não é o nosso.
publicado por Joana Alarcão às 18:22 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

pesquisa

 

posts recentes

links

Posts mais comentados

últ. comentários

  • ou podre
  • http://fernandovicenteblog.blogspot.pt/2008/07/si-...
  • O pagamento do IVA só no recibo leva a uma menor a...
  • O ranking tal como existe é um dado absoluto. Um r...
  • Só agora dei com este post, fora do tempo.O MEC af...
  • Do not RIP
  • pois
  • A ASAE não tem excessos que devem ser travados. O ...
  • Concordo. Carlos Botelho foi um exemplo de dignida...
  • ou morriam um milhão deles

tags

arquivos

2014:

 J F M A M J J A S O N D

2013:

 J F M A M J J A S O N D

2012:

 J F M A M J J A S O N D

2011:

 J F M A M J J A S O N D

2010:

 J F M A M J J A S O N D

2009:

 J F M A M J J A S O N D

2008:

 J F M A M J J A S O N D

2007:

 J F M A M J J A S O N D

2006:

 J F M A M J J A S O N D

subscrever feeds