Segunda-feira, 26.11.07

O PS até é de esquerda, mas

a realidade é de direita, disse (versão traduzida) Vitalino Canas, num momento de comovente transparência da enorme confusão que abunda bem lá em cima no Governo.

Para desconstruir isto é necessário ter uma insensatez igual à demonstrada quando in another moment down went Alice after it, never once considering how in the world she was to get out again. Boa sorte então para quem quiser entrar nos labirínticos caminhos das tocas ideológicas dos socialistas, mas recomendo fiquem à porta. Se os nossos socialistas são óptimos a pintar a realidade, tudo se vai passar à superfície. Diz-se (má-língua, mal-agradecido) que em ano de eleições vai haver pintura nova. Poderá é não haver cajado.
publicado por Manuel Pinheiro às 19:05 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Faladores II


Andam por aí alguns que falam de mais, diz-se.

Maçadas que por vezes se resolvem e por vezes não.
Tem dias.

publicado por Joana Alarcão às 14:35 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Faladores


Mário Soares entende que andam por aí alguns que falam de mais.


Mas isso, o Governo já sabia.
publicado por Joana Alarcão às 13:14 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Convicções à la carte


À sugestãozinha de Mário Soares de que o Governo devia governar um «bocadinho mais» à esquerda, responde Vitalino Canas que o Governo tem governado tão à esquerda quanto o permitem as dificuldades do país.

Esteve bem Vitalino, provando que o socialismo moderno, não constituindo uma ideia, há-de ser, afinal, pouco mais que uma circunstância...

publicado por Joana Alarcão às 12:53 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Muito simplesmente, o melhor disco do ano


É verdade. O melhor disco do ano: "Song of the New Heart". Um vocalista e compositor de excepção (Shahryar Mazgani, cuja caraça podem ver aqui na capa do CD). Guitarrista (Sérgio Mendes) e baterista (Rui David Luís) do melhor que há no nosso país. Acho que ainda vamos ouvir falar muito destes MAZGANI. Não precisam de se fiar na minha palavra. É só vir aqui e aqui e escutar.
publicado por Miguel Morgado às 00:01 | comentar | partilhar
Domingo, 25.11.07

Os Loucos Anos 80 (26)


A melhor estação de rádio portuguesa, a Rádio Radar - cujo lema é "O Som que marcou uma Geração" -, recordou uma banda new wave dos anos 80 chamada The House of Love. Ainda me lembro de com 15 anos vir a Lisboa, mais exactamente ao Coliseu dos Recreios, acompanhado pelo rapaz do post acima, assistir ao concerto memorável dos House of Love, apesar da casa estar meio vazia. Quando apareceram em 1988, três temas os notabilizaram: "Christine", "Destroy the Heart" e "Fisherman's Tale". Pelo menos, para mim.

Os anos 80 foram assim: foi uma época de sons inconfundíveis. Que apareciam e desapareciam. Sem despedidas, nem tragédias. Mas com gosto e alguma ingenuidade. E que, por alguma razão, tinham o condão de mudar a vida das pessoas.
publicado por Miguel Morgado às 23:44 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Da série "Cachimbos de Lá"


Norman Rockwell, Willie Gillis in College (1946)
publicado por Pedro Picoito às 22:55 | comentar | partilhar

O Futuro do Sistema Educativo?


publicado por Miguel Morgado às 11:07 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Sábado, 24.11.07

Das duas uma

Isabel Pires de Lima voltou a mostrar ontem a sua lealdade estalinista aos subordinados, acusando o Instituto dos Museus de não lhe ter dito nada sobre "o interesse do Estado em comprar" o Tiepolo que vai a leilão na próxima Quinta-feira, segundo a Lusa, bem como sobre "o processo e os montantes" em causa.
Acho absolutamente extraordinária tal ignorância, embora seja a segunda vez que acontece nos últimos dias.
Há uma semana, quando os contratos de tarefa dos vigilantes dos museus não foram renovados a tempo, Bairrão Oleiro também serviu de bode expiatório.
Das duas uma.
Ou a Ministra o demite.
Ou a Ministra se demite.
Já não é uma questão política - é uma questão de vergonha na cara.
publicado por Pedro Picoito às 20:56 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Very Important Difference



Da série "Grandes Momentos Televisivos", e a propósito disto.
publicado por Manuel Pinheiro às 00:25 | comentar | ver comentários (6) | partilhar
Sexta-feira, 23.11.07

New blogs on the block

Via Luís M. Jorge, fico a saber que o Augusto M. Seabra (serão parentes pelo mesmo M.?) é desde há dias um participante activo da blogosfera. Tive algumas belas polémicas com ele na Mão Invisível, no tempo em que as polémicas valiam a pena, e já me tinha perguntado por onde andaria depois de ter deixado as páginas do Público.
Aí está resposta, em Letra de Forma.
Aproveito para deixar nota do blogue de outro crítico não menos atento da cultura indígena, Alexandre Pomar. Mais um que deixou de aparecer na imprensa de referência, vá-se lá saber porquê.
Bendita internet.
Adenda: O Luís informa-me que a origem da notícia é o Da Literatura. Fica a rectificação.
publicado por Pedro Picoito às 19:27 | comentar | ver comentários (8) | partilhar

É sempre a mesma (falta de) cantiga

Há dois dias, um projecto de lei sobre os contratos de trabalho dos chamados "intermitentes", os profissionais das artes do espectáculo, foi aprovado na Assembleia da República com os votos da maioria socialista.
PCP e Bloco apresentaram projectos alternativos.
PSD e CDS aos costumes disseram nada.
Como sempre, a direita continua a reduzir o debate sobre a cultura ao património (e sabe Deus...).
Não tem discurso nem estratégia para a criação, o que lhe custa uma derrota por falta de comparência de cada vez que vai a jogo na matéria, antes de mais porque aceita que o jogo seja no campo do adversário. Não vê, ou não quer ver, que isto é uma questão vital de legitimação simbólica que a esquerda tem monopolizado, tal como sucede, de resto, com a ecologia ou a imigração.
Não tenho a mais pequena dúvida de que o tão discutido futuro da direita passa por aqui.
A menos que esta insista na velha "política cultural" que consiste em vilipendiar os artistas - e a malandragem conexa - de subsidiodependência, parasitagem do Estado e outras jeremíadas pavlovianas.
publicado por Pedro Picoito às 17:17 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Dúvida não metódica, claro

Na polémica do dia, só uma coisa me preocupa.
Não gosto de Tagus.
Meu Deus! Será que...?
publicado por Pedro Picoito às 17:14 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Mas teremos sempre o Hermitage (2)

O caso do Tiepolo português que vai a leilão na próxima Quinta-feira, e que o Estado não tem dinheiro para comprar depois de ter classificado, serve de perfeita ilustração à nossa política cultural de fachada.
Recordo a notícia. Uma Deposição de Cristo no Túmulo do pintor italiano Giovanni Tiepolo, na posse de particulares, foi objecto de classificação pública em 1939, não podendo, portanto, sair do país. Um pormenor que, só por si, diminui o seu valor de mercado. Em 2003, os proprietários, querendo legitimamente vendê-la, pediram ao Ministério da Cultura para levantar a classificação ou, em alternativa, para exercer o direito de preferência na compra. O ministro Pedro Roseta não fez nem uma coisa nem outra. Pelo contrário, reforçou a classificação, que passou a ser de "bem de interesse nacional", esperando reunir depois, não se sabe por que artes mágicas, o vil metal necessário à compra da obra. Entretanto, e depois de levar o upgrade classificativo a tribunal, os proprietários desesperaram de uma resposta e entregaram o negócio a uma leiloeira.

Que fixou a base de licitação em 1 250 000 euros.

Bairrão Oleiro, presidente do Instituto dos Museus, já fez saber que não tem o dinheiro - nem tempo, até Quinta-feira, para apelar ao mecenato.

Uma fatalidade a que daremos o devido peso lembrando que:

a) a obra está classificada há 68 anos;

b) a última proposta ao Estado português foi feita há quatro anos;

c) a exposição do Hermitage, durante três meses e meio no Palácio da Ajuda , custa 1 500 000 euros pagos por mecenas.

Serei eu o único a ver onde pára o capital que nos permitiria ter mais um Tiepolo nas Janelas Verdes?







Nota: A imagem acima não reproduz a Deposição, mas o Sacrifício de Abraão, uma outra obra do pintor.
publicado por Pedro Picoito às 14:25 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

PS recorre a receitas extraordinárias


Para fazer face ao défice.
publicado por Filipe Anacoreta Correia às 11:28 | comentar | ver comentários (6) | partilhar
Quinta-feira, 22.11.07

Hip Hip


Há champagne no Corta-Fitas.

Parabéns!
publicado por Joana Alarcão às 18:33 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Ricos e pobres nas presidenciais americanas

Uma análise recente do Wall Street Journal fala de uma mudança do paradigma sócio-económico dos votantes norte americanos. Já não é tão óbvio que os ricos votem nos republicanos e os pobres nos democratas. O texto do WSJ de 16-11-2007 dá dois exemplos: uma mulher trabalhadora de um sindicato hispânico que vai votar nos republicanos essencialmente por serem "pró-vida" e um gestor que prefere o discurso mais ecológico dos democratas e discorda da postura republicana contra o casamento gay.

Ao mesmo tempo há outros dados interessantes. Uma sondagem da Newsweek (12-11-2007) indicia que se estão a esbater algumas diferenças religiosas -god gap- entre os dois partidos: os democratas que se consideram "anti-religiosos" desceram de 20% para 15%, num ano apenas.
Entretanto, a Conferência Episcopal católica norte americana publicou um interessante documento Forming Consciences for Faithful Citizenship onde, sem dar indicações concretas de voto, oferece orientações gerais sobre sete temas com relevância social e política: direito à vida, família, direitos e responsabilidades, opção preferencial pelos mais pobres e vulneráveis, direitos dos trabalhadores, solidariedade e ambiente.
A coisa aquece lá pelo outro lado.
publicado por Paulo Marcelo às 10:38 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Nonsense upon Stilts (*)

A médica Ana Matos Pires assina um artigo de opinião na edição de hoje do Público. Sobre a opinião, nada tenho a dizer: ela decorre do exercício do direito de liberdade de expressão. A determinada altura do texto, Ana Matos Pires pede licença para recordar algo que, na sua opinião, é elementar (sublinhado meu):
Deixem-me só recordar que Jeremy Bentham, com a introdução do termo "deontologia", pretendia conseguir uma alternativa mais liberal ao termo e ao conceito da palavra "ética", tendo em conta que esta última, ao ocupar na forma qualitativa de conceito laico o lugar do termo religioso "moral", se tinha moralizado.
Sobre isto já tenho algo a dizer. Esta frase não contém uma asneira: contém várias. Comecemos pela mais simples: A autora do texto atribui a Bentham a ‘introdução’ do termo deontologia. Em tese, é plausível: afinal de contas Bentham inventou diversas palavras (pannomion, panopticon, Ultramaria, são apenas algumas de que me recordo, assim de repente). Sucede que o termo deontologia não é um neologismo, nem foi inventado por Bentham. Seria apenas uma confusão se este equívoco não fosse a cortina diáfana que encobre –mal– a ignorância da autora na matéria sobre a qual cometeu um texto. É que Bentham foi um crítico da ética deontológica e o proponente de um discurso ético completamente distinto: o utilitarismo, uma forma de consequencialismo ético. Um conhecimento elementar da Ética permite saber que as abordagens éticas consequencialistas e deontológicas estão em visceral oposição filosófica no que se refere à natureza do Bem. É este 'detalhe' que confere gravidade ao disparate.

Claro que a autora tem uma 'escapatória' possível: sugerir que por 'lapso' confundiu Jeremy Bentham com Immanuel Kant -uma confusão perfeitamente compreensível, atendendo à semelhança dos nomes. Infelizmente isso só lhe resolveria o problema da aproximação da deontologia a um dos seus expoentes filosóficos. É que em seguida há a sugestão de Bentham como liberal. É uma sugestão extraordinária para quem se tenha dedicado ao estudo da história do pensamento político. Sem querer complicar muito, limito-me a referir que o utilitarismo é um produto de uma tendência radical da Aufklärung, que rejeita a existência (prévia) de uma ordem natural como base para o juízo ético e propõe em alternativa uma ética baseada numa concepção filosófica e psicológica do homem enquanto unidade autónoma e sensorial. Esta rejeição equivale à rejeição do jusnaturalismo, a base do liberalismo clássico. Os antepassados filosóficos e jurídicos de Bentham são positivistas como Helvécio e Beccaria; ou o racionalista e enciclopedista Diderot (l’homme est né pour penser de lui-même). Se a autora do texto descobrir em qualquer um deles o mais ténue vestígio de liberalismo, faça o favor de nos avisar. Uma vez mais, é possível desculpabilizar a autora argumentando que não disse exactamente que Bentham era liberal mas antes que... Uma vez mais: possível? Sim. Provável? Não.

Ainda me apetecia dizer algo sobre as origens do termo ‘moral’, de moeurs –hábitos, costumes e tradições de uma determinada comunidade– e a conotação estritamente religiosa que é sugerida. Mas não vale a pena. A avaliar pela tendência afoita para se aventurar por áreas de conhecimento que não domina minimamente, parece-me que a autora padece de um mal frequente em Portugal: a ligeireza opinativa. Não faço sugestões de terapêutica: seriam certamente barbaridades de ordem não inferior à sugestão de Bentham como deontológico e liberal.

(*) O título do post é o título de um panfleto de Bentham - uma crítica à Declaração francesa dos Direitos do Homem e uma rejeição total da existência de direitos naturais. Estranho, para um 'liberal'.
publicado por Joana Alarcão às 10:18 | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Abraços mortais

Não trouxe novidades o Relatório da ONU contendo números acerca da SIDA. É um murro no estômago, sempre. Principalmente quando falamos de Africa e quando os números referem tantas e tantas crianças.
Destaco, para a Europa Ocidental, a principal causa de transmissão do VIH: relações sexuais desprotegidas.
Falamos de quê? De ruptura de stocks? De falta de informação? De falta de trocos para a máquina? De "'bora aí e depois logo se vê"?
Repito, falamos de quê?
Não há direito.
E não me venham falar de João Paulo II e da posição da Igreja Católica sobre o uso de contraceptivos. Não me lixem.
publicado por Joana Alarcão às 01:43 | comentar | ver comentários (15) | partilhar
Quarta-feira, 21.11.07

O Portugal

Portugal apurou-se para o Campeonato da Europa. É verdade. Não venceu nenhum dos 6 jogos contra os 3 adversários que disputaram o apuramento connosco. Também é verdade. Acho que assim não vai dar. Que o diga a Inglaterra.
publicado por Miguel Morgado às 23:21 | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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