Quinta-feira, 27.03.08

Sócrates Rules...

Numa semana em que a bloga será necessariamente muito reduzida, por motivos profissionais, não posso deixar de reparar e de fazer referência à forma hábil como José Sócrates enquadrou a descida do IVA. Sócrates sabe mais a dormir do que Menezes acordado. A reacção do líder do PSD é um desastre, para não variar.
publicado por Joana Alarcão às 04:26 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Pai Babado: o contra-ataque

Ilustração: Filipe Gorjão (Março de 2008).
Caro Fernando, os meus recursos são inesgotáveis...
P.S. -- Tenho de mostrar ao meu filho a montagem que o Luís Tito fez com a girafa magritteana.
publicado por Joana Alarcão às 00:45 | comentar | ver comentários (4) | partilhar
Quarta-feira, 26.03.08

Pai Babado.

Por também ser pai babado (desculpa Paulo), aqui vai um navio pirata que é wall-paper (?) no meu portátil.
publicado por Fernando Martins às 22:52 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Geraldo Sem Pavor

Mais um livro de um amigo meu (vão-me desculpar, mas não tenho culpa de ter amigos que escrevem livros): Geraldo Sem Pavor. Um Guerreiro de Fronteira Entre Cristãos e Muçulmanos. 1162-1176. A editora é a Fronteira do Caos, uma editora nova do Porto, e o autor é o Armando Pereira, camarada de investigação e de lides académicas.
Não se trata de uma biografia do célebre conquistador de Évora, para a qual aliás não temos dados suficientes, mas de um estudo sobre a Reconquista na década e meia em que esta figura apaixonante, meio guerrilheiro, meio mercenário, põe a ferro e fogo as duas margens do Guadiana. Assim como assim, o Armando é hoje uma das maiores autoridades portuguesas na matéria. E traz novidades.
publicado por Pedro Picoito às 18:23 | comentar | partilhar

SMS à economia

A acreditar no que li agora na imprensa, Sócrates terá dito que quem adiar as decisões de compra sobre um conjunto alargado de bens até Julho terá um desconto de 1%.

Pensava que era boa prática económica que as mexidas nos impostos fossem imediatas e feitas de uma vez só por motivos que a teoria das expectativas racionais ajuda a explicar. Se a mensagem que passa é idêntica à que o Paulo Marcelo aqui em baixo suspeita (a de uma nova descida do IVA mais perto das eleições), os consumidores terão um incentivo para adiar ainda mais as suas decisões de aquisição de bens, na medida em que incorporam uma expectativa de descida de preço do bem por motivos fiscais, retraindo o consumo até lá.

Há muito que uma baixa da carga fiscal era necessária. O tempo e o modo que está a ser escolhido não deixa dúvidas, é uma medida para o mercado, mas para o mercado eleitoral.
publicado por Manuel Pinheiro às 18:06 | comentar | partilhar

Da Democracia no Tibete

Como disse no Descubra as Diferenças da semana passada, a situação no Tibete não me parece semelhante à de Tiannamen em 1989, mas à da Polónia no início dos anos 80. Também aí, a resistência à opressão estrangeira e comunista nascia de uma forte identidade nacional assente na religião e no carisma de um líder espiritual fora do país (o Dalai Lama na Índia, João Paulo II em Roma). Nem a Europa nem a ONU contavam então, e não contam hoje.
O que conta, mais uma vez, é o que fará a América. Em 1981, Reagan tinha acabado de chegar à Casa Branca. Toda a gente dizia que a União Soviética estava para durar, que era preciso ceder, que a Guerra das Estrelas era uma loucura. Toda a gente menos o actor cóbói e mais uns maluquinhos, entre os quais o tal Papa polaco. O resto é história.
Em 2008, o homem na Casa Branca chama-se Bush, está fraco porque se vai embora dentro de meses e perdeu moralmente a guerra do Iraque com a mentira das armas de destruição em massa e as imagens grotescas da tortura em Abu Ghraib.
Eis porque Bush enviou Nancy Pelosi, a speaker democrata da Câmara dos Representantes, em visita ao Dalai Lama. Pelosi jogou forte: se a comunidade internacional não vê o que se passa no longínquo Tibete, perde a autoridade moral para falar de direitos humanos em qualquer outro ponto do globo. Os democratas sempre tiveram mais jeito para estas tiradas. Receio, porém, que os chineses tenham ouvido o mesmo que eu: a América está atenta, mas não fará nada.
Quantos mortos serão precisos para ouvirmos uma palavra da única pessoa que a pode dizer? Mesmo com o Iraque às costas?

publicado por Pedro Picoito às 17:29 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

O défice, o IVA e as eleições

Acabo de assistir, em directo da Presidência do Conselho de Ministros, ao anúncio pelo Primeiro-Ministro da descida da taxa do IVA de 21% para 20%, com efeito a partir de 1 de Julho de 2008. São boas notícias, associadas à confirmação, feita também hoje pelo INE, de que o défice orçamental se fixou em 2,6% em 2007. Fica por esclarecer a razão do não regresso à taxa de 19% do início desta legislatura. De facto, se os resultados são assim tão bons porque não repor a anterior taxa de IVA? Será que José Sócrates está a guardar a descida de mais um ponto percentual para mais perto das eleições? Recordo que a taxa de IVA estava em 17% antes de começar a (sadia) obsessão pelo défice da então Ministra Manuela Ferreira Leite. Pelos vistos o monstro orçamental é mesmo devorador, impedindo o regresso aos valores do início da década.

Mas, apesar de tudo, estas são objectivamente boas notícias.

Com este anúncio de hoje atrevo-me a concluir três coisas. Primeira. Hoje começou a campanha eleitoral. Segunda. Se nada de anómalo acontecer, o PS vai ganhar as eleições legislativas de 2009, resta saber se com ou sem maioria absoluta. Terceira. Se o PSD de Menezes continuar neste rumo inconsistente vai entregar a maioria absoluta numa bandeja a José Sócrates.
publicado por Paulo Marcelo às 16:27 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Lewis Black e os 3 candidatos à Presidência



A ver a partir dos 2m e 6 seg.
publicado por Miguel Morgado às 15:13 | comentar | partilhar
Terça-feira, 25.03.08

Governo acelera debates e sessões de esclarecimento

Debate e esclarecimento mais estéril do que este não existe. O debate e o esclarecimento público, quando envolve instituições governamentais, supõe-se que antecede um processo de decisão em que os cidadãos têm uma palavra a dizer. Não é o caso.
Sejamos muito claros: as nossas expectativas quanto à realização de um referendo foram irremediavelmente defraudadas. Mas, pelos vistos, até o direito à própria percepção de que fomos ludibriados nos querem tirar. Não houve referendo, mas ainda por cima deveremos estar gratos por isso. Afinal, não faltarão debates e sessões de esclarecimento.
publicado por Joana Alarcão às 18:11 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Nova pausa para publicidade

O programa de ontem pode ser visto aqui. O fim da gestão privada nos hospitais, a autoridade na sala de aula e os cinco anos da guerra do Iraque foram os temas abordados.
publicado por Joana Alarcão às 17:45 | comentar | partilhar

Ilustrações Magritteanas

Ceci n'est pas une girafe.
publicado por Joana Alarcão às 12:44 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Pausa para publicidade

Novidades, muito em breve.
publicado por Joana Alarcão às 11:54 | comentar | partilhar

Finalmente...

...o casamento -- perdão, o flirt -- desejado...
publicado por Joana Alarcão às 00:09 | comentar | partilhar
Segunda-feira, 24.03.08

O paternalismo na Administração Pública

Passados três meses e meio de ter perdido manhãs na Loja do Cidadão para pedir uma nova carta de condução, chegou-me a casa um envelope com uma folha de papel timbrado do IMTT (ex-DGV), com a carta colada, e com o seguinte texto: “JUNTO SE ENVIA A SUA CARTA DE CONDUÇÃO. DEPENDERÁ DE SI O SU BOM USO. CONDUZA COM SEGURANÇA E CUMPRA AS REGRAS DO CÓDIGO DA ESTRADA. Cumprimentos, O Presidente do Conselho Directivo (ass.)”.

Esta carta mostra várias coisas: em primeiro lugar, que existe uma clara falta de respeito pelo distinatário, pois não se envia um texto sem uma saudação, não se escreve em maiusculas, e, principalmente, não se dá conselhos que até os pais já se coibem de dar a pessoas adultas como as que podem tirar a carta de condução. Mostra também que o IMTT não é minimamente eficaz: haverá algum banco que demore mais de três meses a emitir um cartão? E qual o motivo pelo qual é necessário contactar fisicamente com o IMTT para pedir uma carta de condução onde a única mudança em relação à anterior é a morada? Se através do site da DGCI se consegue mudar o Cartão de Contribuinte qundo muda a morada, é razoavel esperar que nas outras instituições do Estado se possa fazer o mesmo. (...)

Em Portugal, o Simplex já permitiu melhorar a estrutura de alguns orgãos da Administração Pública (o IMTT é um desses casos). Agora é necessário mudar a mentalidade. Da mesma forma que aqueles que trabalham no sector privado têm de perceber que é o cliente quem paga o ordenado, e que por isso tem de ser tratado de modo a ser ainda melhor cliente, quem trabalha no sector público tem de actuar sabendo que está a realizar um serviço para quem lhe paga o ordenado, o contribuinte. Penso que esta mudança não é dificil, porque pode ser alavancada na motivação de Serviço à sociedade que deve ter quem trabalha na Administração Pública.

Publicado hoje no Oje.
publicado por Joana Alarcão às 18:58 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Avanços sociais na China


Numa altura em que tanto se fala da China a propósito do Tibete e dos jogos olímpicos, é interessante perceber que vão existindo por lá alguns (poucos) progressos sociais.
Uma lei de Janeiro deste ano prevê, pela primeira vez, o direito anual a férias dos trabalhadores: cinco dias de férias se trabalharam entre um e dez anos, dez dias de férias para trabalhadores com mais de dez anos, e quinze dias de férias para aqueles que superarem vinte anos de trabalho. Segundo esta lei, os trabalhadores devem gozar as férias dentro do próprio ano em que se venceu esse direito, ou seja, o direito não transita para o ano seguinte. Por acordo entre o trabalhador e o empregador ("explorador capitalista", acrescento eu) pode pagar-se, em alternativa às férias, uma quantia equivalente a 300% do salário médio diário, por cada dia de férias não gozado.
O Ministro do Trabalho e Segurança Social está agora a preparar uma nova lei para clarificar alguns pontos menos claros do actual regime, em concreto, se é possível acumular o tempo de trabalho de vários contratos sucessivos, para efeito da aquisição do direito subjectivo a férias; e o que fazer com os trabalhadores que iniciaram a sua prestação a meio do ano laboral.

Nada mau para um país comunista.
publicado por Paulo Marcelo às 12:28 | comentar | ver comentários (6) | partilhar
Domingo, 23.03.08

Ressuscitou


publicado por Paulo Marcelo às 11:56 | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Sexta-feira, 21.03.08

Mais um fumador

Agradeço o convite para escrever n'O Cachimbo, espero não descer o nível do blog, e apresento-me: sou do Porto, gosto de Lisboa; laranjinha (agora) envergonhado, não tenho cartão, mas parece que nem é preciso, pelos vistos há uns senhores que pagam as quotas a todos os militantes; trabalho ludicamente, e descanso seriamente; tendo em conta o dia de hoje - falho todos os dias o propósito de ser um bom católico; e sou portista, com uma relação com o Pinto da Costa igual à do PS com o Sócrates: "Faz lá as trapalhadas que quiseres desde que esmaguemos os outros, em especial os vermelhos".
publicado por Joana Alarcão às 11:44 | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Descubra as diferenças

Hoje, às 7 da tarde, estarei na rádio Europa-Lisboa (90.4 FM) a debater com o Adolfo Mesquita Nunes temas tão desencontrados como o Ministério da Cultura, o Tibete, Alberto João Jardim, as autárquicas francesas e a ideia socialista de proibir os piercings a menores. Antonieta Lopes da Costa e o Paulo Pinto Mascarenhas moderam.
Enfim, é uma forma de dizer: posso assegurar-vos que cometemos a proeza de estar os quatro sempre em desacordo, embora não todos ao mesmo tempo.
O programa terminou quando a Antonieta ameaçava colocar-me um piercing a pedido dos meus filhos.
O Adolfo dizia que devo ser eu a decidir e os meus filhos, cidadãos conscientes de 6 anos para baixo, também deviam decidir.
O Paulo tentava tirar os copos de cima da mesa para salvar parte da mobília. Não conseguiu.
Repete Domingo às 11 da manhã e às 7 da tarde.
publicado por Pedro Picoito às 09:20 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Quinta-feira, 20.03.08

"Life is Just a Bowl of Cherries" (Música: Ray Henderson. Letra: Buddy G. DeSylva e Lew Brown)

publicado por Fernando Martins às 23:50 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Obama: Take 2

"When last writing in these pages a month ago, I blithely declared that Barack Obama had a lock on the Democratic presidential nomination. I even staked my non-existent reputation as a pundit on it. Gosh, that was dumb -- not to mention absolutely correct. At the time, I was accused of underestimating the toughness of the Clintons. I had indeed underestimated that, along with Hillary Clinton's resilience. I had expected her to lose Texas, where she squeaked through, and to squeak through in Ohio, where she won fairly comfortably. No one accused me of overestimating Mr. Obama’s political skills, but they should have. Since my column hardly a thing has gone right for him – and my prediction looks as solid as ever.
Let’s look first at all that’s gone sour for Mr. Obama. The setbacks in Ohio, Texas, and Rhode Island interrupted his string of eleven consecutive primary wins and punctured the myth of his irresistible momentum. Worse, since then the wheels have come off the Obama campaign, exposing him as just as shaky and vulnerable as he had previously seemed masterful.
Item: Persistent doubts about the Obamas’ patriotism begin to surface. Item: top Obama economic advisor assures Canadian diplomat that Mr. Obama’s NAFTA bashing is mere chin music. Item: top Obama foreign policy advisor Samantha Power resists for all of 30 seconds before admitting to a BBC interviewer that no sensible person could credit Mr. Obama’s stated policy on Iraq. (As if to atone for this first indiscretion, she will later call Ms. Clinton a “monster,” then resign.)
Last and not least has been the painful necessity of Mr. Obama’s distancing himself from a long time mentor, Rev. Jeremiah Wright -- from whom he might have learned, if only he’d been paying attention, that the U.S. government invented AIDS to commit genocide against blacks, that on 9/11 Americans didn’t even begin to get what they deserved, and that Louis Farrakhan is a hero.
Mr. Obama has repudiated Mr. Wright’s most vicious statements, and has even denied knowing that he’d made them. This violates Rule Number one of political life: if you must lie, purvey something at least somewhat believable. The Chicago pastor has preached like this for years to huge audiences and issued his thunderings on a DVD. How could Mr. Obama not have heard of them? And how long will it be before some assiduous foe proves that he was, in fact, present on some occasion on which such stuff was uttered?
Where will this leave Mr. Obama? In a bad place – and as the Democratic nominee for President, just as your obedient servant has forecast.
I’ve said it before, and I’ll say it again: There’s no prospect of Ms. Clinton’s overtaking Mr. Obama in the race for elected delegates. And there’s none of the unelected “superdelegates” throwing the nomination to Ms. Clinton. This has become even clearer as Mr. Obama’s lustre has dimmed. They squirm and they shuffle but display no appetite for stealing the nomination from Mr. Obama, unleashing demons that could haunt the party for a generation.
The Democrats will stand or fall with Mr. Obama. No one can predict which. True, he has slipped from being an extraordinary candidate into the ranks of the merely ordinary. Lacking experience, he has taken his stand on judgment, but has now had to admit that his dealings with Reverend Wright have betrayed a lack of it. (While on the defining issue of Iraq Ms. Power could vindicate his judgment only at the expense of his stated policy.) His constant mantra has been his truthfulness, but in claiming ignorance of Rev. Wright’s most noxious opinions he has uttered an apparent lie.
Mr. Obama’s sole claim to executive prowess rested on the wondrous campaign he was running, but that campaign has dwindled into amateur hour. Perhaps worst of all, his claim to be a uniter, not a divider, depended on his having assumed the aura of the first postracial candidate. With the Wright controversy now before the public, and the black vote running 92% in his favor, that aura has dissipated. Whether the effort in damage control delivered in Philadelphia yesterday will help restore it remains to be seen.It still looks like a Democratic year – but then so did 2000 and 2004. What is it with these guys? And who runs against John McCain won’t be running against chopped liver."
-- Clifford Orwin, "Yes, Obama's stumbling - but he's still the nominee", The Globe and Mail (19/03/2008)
publicado por Miguel Morgado às 15:10 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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