Domingo, 02.03.08

Um mal estar difuso (III)

Tendo como pano de fundo a recente tomada de posição da Sedes, Vítor Bento esclarece alguns equívocos e recentra a discussão (a ler no Público, 2.3.2008: 12-3, ou a ouvir na Rádio Renascença, 2.3.2008).
publicado por Joana Alarcão às 19:19 | comentar | partilhar

A sinalética da unidade e coesão

«Sobre a equipa que o acompanhará nos próximos dois anos, o novo líder social-democrata [Luís Filipe Menezes] disse muito pouco, adiantando apenas que as listas darão «um sinal de unidade e coesão» e delas constarão «dirigentes mais experientes e menos experientes», que estiveram nos Governos de Sá Carneiro, Cavaco Silva, Durão Barroso, Pedro Santana Lopes e «nos órgãos nacionais» seu antecessor na liderança do PSD, Marques Mendes» (TSF, 12.10.2007).
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Luís Filipe Menezes valoriza os sinais, nomeadamente de unidade e coesão. Nada contra, mas nesse caso deve valorizar todos e não apenas aqueles que ele próprio elabora com fins meramente propagandísticos. Esta semana, por exemplo, Menezes também tem um sinal de unidade e coesão para ter em conta. Como nota José António Lima (Sol, 1.3.2008: 5), nos últimos dias Menezes conseguiu «o pleno de ter um ex-ministro de Cavaco (António Capucho), um ex-ministro de Barroso (Morais Sarmento) e um ex-ministro de Santana (Aguiar Branco) a criticarem, de forma aberta e pública, as suas intervenções».
Há aqui também um sinal de unidade e coesão, certo?
publicado por Joana Alarcão às 17:20 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Sentimento de urgência (II)

A ler «os perigos do calculismo no PSD», por José Pacheco Pereira.
publicado por Joana Alarcão às 16:29 | comentar | partilhar

Onde andam as novas elites?

«Vamos abrir o partido a novas elites. Não precisamos de pseudo-elites desgastadas e descredibilizadas», disse Luís Filipe Menezes (Cristina Rita e Janete Frazão, Correio da Manhã, 13.10.2007).
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A abertura ainda demora muito?
publicado por Joana Alarcão às 00:24 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Os Loucos Anos 80 (31)

O filme "Christiane F." foi o clássico dos anos 80 na categoria "Adolescente - Obsessão com as Drogas". Quando era pequenino, não deixei de me sentir fascinado com o filme. Hoje sei que isso se deveu a David Bowie, o homem da banda sonora. E sempre achei que, no mesmo filme, o tema "Absolute Beginners" emparelharia na perfeição com "Heroes". Mas infelizmente já estava comprometido com outro filme.

Nos loucos anos 80 não havia heroes; éramos todos absolute beginners. E muitos de nós também cantaram, ou quiseram cantar, os versos de Bowie

If our love song
Could fly over mountains
Could laugh at the ocean
(Could sail over heartaches)
Just like the films
Then there's reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It's absolutely true
publicado por Miguel Morgado às 00:20 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

O desígnio nacional

«[Luís Filipe] Menezes anunciou que Miguel Cadilhe, ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva, vai chefiar um grupo de trabalho para definir o desígnio nacional para 2010-2020» (Cristina Rita e Janete Frazão, Correio da Manhã, 13.10.2007).
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Este grupo de trabalho existe? Se não existe, parece-me relevante saber se Miguel Cadilhe alguma vez confirmou publicamente que aceitava o desafio, ou não?
publicado por Joana Alarcão às 00:13 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Sábado, 01.03.08

Questões de palco

Infelizmente, Francisco Almeida Leite não arranjou tempo para falar com «fontes próximas» de José Pedro Aguiar-Branco (DN, 1.3.2008). Quem sabe, talvez tivessem algum comentário para fazer. Em off também, bem entendido, como contraponto às «fontes próximas de Menezes». De um ponto de vista jornalístico, digo eu, o artigo era capaz de ter ficado um pouco mais equilibrado. Um pouco, apenas.
publicado por Joana Alarcão às 03:39 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Sentimento de urgência

Há um sentimento de urgência que se enraíza progressivamente. Tal como está, o PSD não pode continuar por muito mais tempo. Se a actual falta de credibilidade social-democrata fosse um problema com implicações apenas para o PSD não viria daí grande mal para o mundo. Infelizmente, a questão não é tão simples. É urgente o aparecimento de uma alternativa que dê corpo a um projecto de oposição credível.
publicado por Joana Alarcão às 03:18 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Isto está mal. Muito mal!


O Bastonário da Ordem dos Advogados fala da corrupção que grassa por cá. Dessa imensa corrupção que toda a gente conhece e de que ninguém, em concreto, fala.
Aliás, o mesmo Bastonário desta mesma Ordem que acaba de instaurar outro processo disciplinar ao Bastonário anterior. O terceiro, se não me falha a memória.
Pela Assembleia da República a coisa anda ainda mais séria: o ponto alto do debate com o PM conseguiu remeter-se a uma afirmação, de natureza pessoal, acerca de branqueamentos muito mais relevantes que os de capitais.
O BCP continua, infelizmente, a oferecer tristes títulos à imprensa económica.
O Governo, depois de umas tantas promessas no tempo certo não cumpridas e de um molho de mediáticas apresentações que foram tropeçando de passo em passo, prepara-se agora para inaugurar o tempo das inaugurações, políticas sociais e - desconfio - até de uns brilharetes nas áreas do ambiente e defesa do consumidor. As anteriormente tuteladas por José Sócrates.
No PSD, as coisas estão como o demonstra, por aqui, o Paulo Gorjão.
Sobre o executivo camarário da minha cidade, só ouço falar de dinheiro. Na forma de empréstimos ou de rendas. Mas nada mais. Foram-se os Zés, o Sá Fernandes e a Nogueira Pinto e a coisa morreu. Não se passa nada.
A única coisa que vai ganhando vida são casos como os projectos assinados pelo Engenheiro Sócrates, o Despachos do Doutor Telmo Correia (já alguém percebeu quantos foram, afinal?), os intermináveis Apitos Dourados (da Casa Pia já nem falo) e, para acabar com verdadeira emoção, a Taça de Portugal em futebol.
O combate à despesa pública ficou por avistar bom porto e, naturalmente, também a descida dos impostos, que têm que pagá~la.
A SEDES fala em crise social e o Gen. Garcia Leandro avisa para o perigo de convulsões, de revoltas.
Nos sectores, descontentam-se jornalistas, professores, juízes, funcionários públicos, agricultores, padeiros, confederações e muito mais. Descontentam-se também os especuladores da Ota, os contribuintes, os accionistas, os emigrantes e o Eduardo Barroso. Anda tudo mal disposto.
Uma maçada, não é? Pois é.
Às tantas, há~de chegar o momento em que, forçosamente, alguém tem que pensar em reagir.

Bom, não é bem forçosamente... Também podemos continuar sentados. Segurar, entre lamentos, uma garrafa de cerveja e reclamar com sabedoria:
- Isto está mal, muito mal. Cada vez pior!! Oh Maria, alcança-me aí o copo, por favor...!
publicado por Joana Alarcão às 02:12 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

No pelourinho...

José Pacheco Pereira insurge-se com a entrevista de Luís Nazaré na SICN. Luís Nazaré responde-lhe. O pingue pongue parece que vai continuar. Adiante. Sobre o teor da entrevista não me pronuncio, na medida em que não vi mais do que dois ou três minutos, altura em que se mostrava e falava dos formulários para faxes.
Já sobre a qualidade do serviço dos CTT, como cliente, tenho algo para dizer. Para ser justo, tenho de começar por dizer que não me recordo de alguma vez ter sido atendido de forma pouco educada, de ter tido correspondência extraviada, danificada, ou que tenha sido entregue fora dos prazos no caso do correio azul. Isto dito, na estação dos correios do Bonfim em Setúbal -- o caso que conheço melhor -- o tempo de espera que precede o atendimento é francamente inaceitável. Inaceitável, mesmo! Cada vez que vou à estação dos correios, e que não posso utilizar apenas a máquina de venda automática de selos, é garantido que vou esperar uma eternidade para ser atendido. Os tempos de espera, caro Luís Nazaré, precisavam de levar uma grande volta.
publicado por Joana Alarcão às 01:44 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Um balde de água fria em água morna

Depois destes resultados...
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Fonte: Expresso/SIC/Rádio Renascença/Eurosondagem (11.1.2008).

Fonte: Expresso/SIC/Rádio Renascença/Eurosondagem (2.2.2008).
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...a sondagem de hoje vem desfazer eventuais dúvidas, caso ainda haja. O PSD com 31,2% perde 1,8% em relação ao mês passado. O PS, com 43,2%, sobe 0,7%. CDU, BE e CDS obtêm, respectivamente, 8,3%, 7,2% e 5,8%.
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Confesso que achei graça à parte do subtítulo da notícia: «a contestação interna ao líder começa a fazer estragos». Pensava eu que os estragos se deviam sobretudo às posições assumidas pelo líder. Pelos vistos enganei-me. Menezes está a ser vítima de contestação interna, caso contrário tudo estaria nos eixos. Curioso. Afinal até o povo parece estar contra Menezes.
publicado por Joana Alarcão às 00:35 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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