Sexta-feira, 26.09.08

Psicanálise política

Este blogue, que descobri pelas piores razões, ilustra bem uma particular tendência cujas origens e mecânica me interessa explorar. Seja colocada uma questão, um problema, o primeiro momento, na confusão, consiste em olhar para os nomes: quem escreve, quem recomenda, em que revista ou organização. A análise do conteúdo nunca chega. É uma forma de pensamento mágico.
publicado por Joana Alarcão às 23:53 | comentar | partilhar

Um debate antigo

Steven Hayward diz algo importante: "Palin's ascent revives issues and arguments about self-government that raged at the time of the American founding and before. Indeed, the basic problems of the few and the many, and the sources of wisdom and virtue in politics, stretch back to antiquity."
publicado por Joana Alarcão às 23:50 | comentar | partilhar

Um incansável apoiante de José Sócrates

É um homem que não gosta de sala... salamaqueques[sic] e que, seriamente, receia bem que o PSD comece a apoiar a Coreia do Norte. Sim, isso mesmo. É verdade que fica um bocadinho confuso com o sentido das fábulas, mas, coitado, cada um dá o que tem e a mais não é obrigado. Seja como for, espera-se ansiosamente que o futuro inquilino da Casa Branca declare Manuela Ferreira Leite como o novo braço do Eixo do Mal. A esta hora, já haverá operacionais da CIA em volta da São Caetano.
A sério. Venham ver aqui.
publicado por Carlos Botelho às 22:57 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Libertários 2

O André não podia estar mais certo. Só a palavra "fusão" é que pode induzir em erro, já que também pode traduzir um processo através do qual se gera uma coisa diferente dos dois elementos (Estado, mercado) fundidos. Na realidade, como já aqui se disse, no pensamento libertário trata-se de se subsumir o Estado no mercado. O exemplo mais nítido ocorre quando se procede à justificação libertária do Estado, a chamada tese do Estado mínimo. A justificação da existência do Estado cinge-se à lógica estrita do mercado, na medida em que o Estado aparece como um prestador de serviços - segurança interna e externa -, com clientes e livro de reclamações, e cujo funcionamento tem como regra única a análise de custos-benefícios. Isto pode ser muita coisa; mas "separação" não é. Para falar de "separação" temos de recorrer a um horizonte político em que se pretende proteger o Estado da penetração do domínio económico, ou como diriam alguns, em que se torna necessário proteger o "político"; e encontramo-la também nas perspectivas que colocam o Estado numa instância superior de forma a operar a conciliação da fragmentação produzida pelo "sistema de necessidades". Horizontes esses que não se confundem com o horizonte libertário.
publicado por Miguel Morgado às 21:20 | comentar | partilhar

A Reforma Educativa em Inglaterra

O Fórum para a Liberdade de Educação organiza na próxima Segunda-feira, dia 29, pelas 10h, mais uma conferência no âmbito do Ciclo de Encontros Reformas Educativas de Sucesso. Jim Knight MP, Minister of State for Schools and Learners, é o conferencista convidado para falar sobre a reforma do sistema de ensino em Inglaterra. Numa altura em que paira sobre a equipa da Ministra Maria de Lurdes Rodrigues a acusação de facilitismo e abaixamento da exigência no ensino, será interessante ouvir com atenção um dos principais protagonistas de uma reforma que teve por lema "Higher standards, Better Schools for all. More choice for parents and pupils". A conferência conta ainda com a participação de Júlio Pedrosa, Guilherme d'Oliveira Martins e Joaquim de Azevedo. A não perder na Universidade Católica de Lisboa.
publicado por Nuno Lobo às 17:49 | comentar | partilhar

Inverno demográfico



Amanhã, Sábado, 27 de Setembro, há um Seminário sobre a queda da taxa de natalidade em todo o mundo e as suas consequências. É no auditório do edifício novo da Assembleia da República, a partir da 10 horas. Mais informações aqui.

publicado por Paulo Marcelo às 16:53 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Greenspan

Não posso de todo concordar com as críticas exageradas que estão a ser feitas à política monetária do FED quando liderado por Greenspan e que têm como objectivo colocar-lhe uma grande parte da culpa na crise que estamos a presenciar. Talvez devessem tentar a sorte colocando a questão na área da supervisão do FED, mas duvido que o resultado fosse muito melhor. Recentemente existiram dezenas de bolhas no imobiliário no mundo inteiro. Culpa do FED? Foi Greenspan o culpado pela crise imobiliária da Austrália ou de Espanha? É melhor não divagar em excesso, mas as taxas estavam excessivamente baixas em comparação com que alternativa? É que eu ainda sou do tempo em que a discussão nos EUA girava no virar de século à volta dos perigos reais de deflação. Taxas demasiado baixas e perigos de deflação? Afinal em que ficamos? E qual é exactamente o impacto que se pensa que alterações em taxas de curto prazo têm em escolhas a 30 anos, sobretudo num mercado com uma certa tradição de utilização de taxas fixas? Ah, porque isso abre as portas a algumas práticas de "predatory lending", o que é um crime que, como Greenspan relembrou recentemente, cai na alçada dos "attorneys general". Como a seu tempo referiu que parte do aumento de preços de alguns activos advinha da aceitação por parte de investidores de uma menor remuneração por risco, e que a história não era propriamente amiga nas fases pós-risco baixo. Não sendo perfeito, Alan Greenspan foi um dos mais fantásticos presidentes de um banco central de todos os tempos. Talvez não seja este o momento oportuno para o dizer, mas felizmente não tenho qualquer limitação nem interesse nesta coisa da "oportunidade".
publicado por Manuel Pinheiro às 14:41 | comentar | partilhar

Plataforma Centenário da República

Na próxima 2ª, 29 de Setembro, às 15h, na York House de Lisboa, será lançada a Plataforma do Centenário da República, iniciativa de um grupo de monárquicos para lembrar que o 5 de Outubro não foi bem a aurora do progresso.
Não sendo eu monárquico, estarei presente porque vale a pena contrariar a verdade dos vencedores que nos darão da Primeira República as comemorações oficiais.
Ah, e porque fui convidado por um amigo.
publicado por Pedro Picoito às 13:40 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Invasões bárbaras

Tem razão o Filipe Nunes Vicente: identificar genericamente imigração e criminalidade é um erro.
Antes de mais, traduz um preconceito (injusto, como todos os preconceitos) que começa a tornar-se vox populi. Em que dados se baseia Garcia Leandro para afirmar que, em cada cem imigrantes, há um "mau"? Faz-me lembrar os cálculos de uma dona-de-casa que compra fruta na mercearia. E se eram "bons" para trabalhar nas obras, já não são quando a sociedade portuguesa ignora os seus direitos elementares porque precisa de mão-de-obra barata, ou nunca pensou como integrá-los, ou não controla os ilegais? E a criminalidade violenta é monopólio de estrangeiros? Na Quinta da Fonte, em Alhos Vedros, no Bairro do Aleixo, na Ribeira do Porto, temos visto outra coisa. Ciganos, africanos de segunda geração, gangs do futebol, que talvez não tenham chegado este Verão, também entram nas contas? Garcia Leandro mistura tudo, o que é o melhor caminho para não compreendermos nada.
Pior ainda, a reconfortante generalização - o número de portugueses "maus" está muito abaixo do 1%, já se sabe - em nada contribui para uma política de imigração responsável. Política essa que não se fica pela questão da segurança. Enquanto discutimos o número de "maus" e de "bons", esquecemos o resto. Se há máfias russas e brasileiras, também há muitos imigrantes a quem o reagrupamento familiar é dificultado. Ora, quer-me parecer, como bom português e temente a Deus, que a mulher e os filhos por perto dissuadem mais um pistoleiro azougado do que um regimento inteiro do Corpo de Intervenção. Mas isto digo eu, que "sei pouco sobre esta divisão do mal pelas bandeiras".
Adenda: Nem de propósito, o Público traz hoje uma reportagem sobre a "exploração" (sic) de romenos nas vindimas. Só em Santa Marta de Penaguião, uma pequenaa aldeia do Douro, são 400. Prendam já os quatro maus - antes que eles se atrevam a morrer de fome, os bandidos.
publicado por Pedro Picoito às 13:05 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Libertários

Mas se precisamente o objectivo do libertarianismo nunca foi separar o mercado e estado, mas sim fundir os dois, organizar o estado segundo o mercado e na base do mercado.
publicado por Joana Alarcão às 12:02 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Só uma escola exigente é democrática

Por estes dias, milhão e meio de alunos portugueses voltam às aulas. Vão encontrar um sistema de ensino burocratizado, centralista e ineficiente. Irão para a escola que o Estado impõe aos seus pais de acordo com a área de residência ou de trabalho. Talvez não tenham ainda todos os professores nos primeiros dias, porque a colocação de contratados é um processo nacional de tentativa-erro. Alguns acabarão o ano sem dar todo o programa de Português ou de Matemática por causa da indisciplina dos colegas ou da desmotivação dos professores. Vão encontrar, sobretudo, um sistema que, ao fim de um século de ensino obrigatório, ainda não ultrapassou o maior desafio da escola pública: conciliar a igualdade de oportunidades e a procura da excelência. É o mesmo dilema entre a paixão da igualdade e a paixão da liberdade que Tocqueville via no coração da democracia moderna. Na França jacobina, a igualdade do Terror venceu a liberdade da Revolução. Com as devidas distâncias de uma analogia histórica, algo de semelhante se passa hoje no ensino português.
Vejamos um exemplo: os exames nacionais. O Governo socialista anunciou há dias, com retumbante publicidade, que a taxa de retenções (ou “chumbos”) no ensino básico e secundário do ano passado foi a mais baixa da década. No entanto, segundo a Sociedade Portuguesa de Matemática e a Associação de Professores de Português, isso aconteceu porque os exames foram deliberadamente facilitados. Nivelaram-se as notas para embelezar as estatísticas. O Ministério da Educação esquece que este admirável mundo novo da igualdade acaba também com o incentivo à excelência. Para quê estudar, se Maria de Lurdes Rodrigues dará a todos os alunos, no fim do ano, outro milagre das rosas?
Será isto verdadeiramente democrático? Condenar todos os alunos à mediocridade, mesmo aqueles que pelo seu esforço chegariam mais longe, é o melhor que a democracia portuguesa tem para lhes oferecer?
Acredito que não. Só uma escola exigente é democrática. O ensino formal que os mais pobres não receberem na escola dificilmente virão a receber em contextos informais como a família ou a comunidade. E, sem um ensino de qualidade, entrarão na vida activa em desvantagem – se conseguirem entrar na vida activa.
Só um sistema que permite a real liberdade de escolha dos pais é socialmente justo. Se as famílias estão descontentes com uma escola, devem ter o direito de optar por outra dentro do sistema público. Não há liberdade de escolha se o Estado limita a opção à ditadura do número da porta. Ou à largueza da bolsa doméstica.
Essa exigência e essa liberdade só serão possíveis com a avaliação das escolas. Não basta avaliar os professores para melhorar o ensino. Um professor não trabalha isolado – e, se o faz, algo vai mal. Há que avaliar os resultados de cada escola, responsabilizando as direcções e dando-lhes a maior autonomia pedagógica e administrativa para criarem um projecto educativo próprio.
É urgente reforçar o peso científico dos programas. Os alunos não têm que passar mais tempo nas aulas: basta diminuir a carga, de resto muito ideológica, das áreas curriculares não disciplinares. A disciplina de Português não tem que ensinar tolerância e multiculturalismo, mas gramática e ortografia. A disciplina de Matemática não tem que ensinar a respeitar a opinião dos outros, mas que 1+1=2 (independentemente das opiniões). Só uma escola onde se ensina que 1+1=2 pode ensinar o respeito pelos outros. Porque respeita o conhecimento, respeita os alunos, respeita as famílias e respeita os contribuintes que a pagam.
O país pode fazer mais e melhor para vencer o desafio da educação.

(Artigo no Público de ontem)
publicado por Pedro Picoito às 11:05 | comentar | ver comentários (13) | partilhar

Ad Pessoam

Ataques que me são dirigidos enquanto pessoa.
publicado por Joana Alarcão às 10:13 | comentar | ver comentários (11) | partilhar

Obama e o computador Magalhães

Excelente o comentário do leitor Rui Moreira abaixo.
publicado por Joana Alarcão às 06:29 | comentar | partilhar

A prova necessária

Sobre este texto de humor, duas coisas: primeiro, sendo de humor, é também de opinião e devia ser reservado para a página de editoriais. Segundo, se como diz este jornal de campanha, "não há provas de que McCain esteja a desempenhar um papel importante na crise", porque publica o New York Times um longo artigo de primeira página sobre o papel de McCain na crise?
publicado por Joana Alarcão às 04:21 | comentar | partilhar

Palin



Sobre este vídeo, e outros que estão disponíveis ou se seguirão. Claro que Palin tem enormes dificuldades em falar como um político profissional: hesita, tatareja, interrompe uma ideia para seguir uma ideia diferente, recua para um slogan ou outro, constrói frases incoerentes porque está a pensar na frase seguinte. Mas isso é porque, em muitos aspectos, Palin não é uma política profissional e nunca foi treinada na arte. Agora sejamos directos: aqueles de nós que conhecem políticos profissionais sabem que a arte é, na realidade, uma arte do vazio, em que velhos truques aprendidos ao longo do tempo permitem falar polidamente daquilo que nada se sabe. Seria bom que Palin soubesse fazer o mesmo? Não sei porquê. Estou muito mais interessado nos princípios que defende e na capacidade de raciocínio. Este vídeo é bastante reconfortante nos dois pontos. Palin tem a sua filosofia política no sítio certo. E sabe pensar. Imaginem, pensa tanto que, ao pensar na frase seguinte, até se atrapalha com a frase que ainda não terminou. Que ingenuidade, nenhum político a sério se deixaria apanhar em tal apronto. A pensar, vejam só.

Sarah, vem fazer campanha no Soho!

publicado por Joana Alarcão às 04:01 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Vivemos tempos assombrosos

Reguladores federais assumem controlo do Washington Mutual. Não dá para acreditar. O meu amigo Miguel Morgado tem de explicar porque discordou de mim quando, já lá vão uns meses, previ o pânico.
publicado por Joana Alarcão às 02:39 | comentar | partilhar

Associated Press

Não é exactamente motivo de regozijo ver a nobre Associated Press reduzida ao papel da mais desavergonhada propaganda. No mesmo dia publicam uma peça deplorável em que McCain é acusado de chegar a Washington quando tudo está já resolvido e outra onde se diz que o acordo está em perigo de soçobrar. O jornalista não é o mesmo, mas na verdade nem um nem outro são jornalistas.
publicado por Joana Alarcão às 02:22 | comentar | partilhar

Política do ódio 3

Barack Obama ameaça estações de televisão que desobedeçam a instruções da sua campanha com represálias de uma futura administração democrata.
publicado por Joana Alarcão às 02:14 | comentar | ver comentários (8) | partilhar

George W. Bush, os neo-liberais e os outros



Quem ande por aí a ler e a ouvir muito do que escreve e diz sobre a actual crise financeira norte-americana, com ramificações um pouco por tudo o que são economias "desenvolvidas" e "emergentes" só pode pensar que aquilo a que assistimos é culpa de George W. Bush e, às vezes, de Ronald Reagan. E no entanto, pelo meio, durante oito anos, Bill Clinton foi cúmplice da economia de mercado, "neo-liberal" e/ou de "casino" que agora nos aparece em profunda crise. Como se não bastasse, vale a pena recordar que Alan Greenspan foi presidente da Reserva Federal durante décadas (1987-2006). No espaço de quase uma geração optou por uma política de redução sistemática das taxas de juro cada vez que no horizonte surgia o mínimo sinal de recessão económica nos EUA.
Esta livre escolha teve, a médio-longo prazo, consequências negativas tão óbvias no sistema monetário e financeiro norte-americano que me abstenho de enunciá-las e explicá-las. Visto isto, penso que não é preciso dizer mais nada sobre a honestidade intelectual de muitos "comentadores" e "analistas" de coisas da economia e sobre a relevância de parte importante dos pseudo factos e argumentos que por aí se ouvem.
publicado por Fernando Martins às 00:15 | comentar | partilhar
Quinta-feira, 25.09.08

A moral do país das fadas

O meu filho de cinco anos recusa-se a comer a sopa. Diz que agora só come comida de leão. Suspeito que esta revolta pré-adolescente se deva ao documentário sobre predadores que vimos ontem à noite, mas asseguro-lhe que os leões comem a sopa.

 

Se educar é introduzir à natureza das coisas, posso mentir sobre a natureza dos leões?
Posso. Chesterton chamava a isto "a moral do país das fadas". No reino da fantasia, as árvores são azuis e o bem vence o mal porque, na realidade, queremos acreditar que o bem pode vencer o mal, mesmo que as árvores não sejam azuis. Sabemos que às vezes o bem perde, mas acreditar que perde sempre seria desesperante. E falso. Ou seja, o contrário da verdadeira educação.

 

Pensando bem (ou pensando o bem?), a hipótese de que o mal vença sempre é tão improvável como a de que os leões nunca comam a sopa. Pensando melhor, a natureza dos leões consiste em ajudar um carnívoro de cinco anos a comer a sopa. Para a próxima, vemos a Bela e o Monstro em vez da vida selvagem.
publicado por Pedro Picoito às 22:57 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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