Terça-feira, 23.12.08

Bless us all

publicado por Nuno Lobo às 11:18 | comentar | partilhar
Segunda-feira, 22.12.08

E porque o Keynes está na moda

«The long run is a misleading guide to current affairs. In the long run we are all dead. Economists set themselves too easy, too useless a task if in tempestuous seasons they can only tell us that when the storm is past the ocean is flat again.»

John M. Keynes, A Tract on Monetary Reform (1923)

publicado por Paulo Marcelo às 14:17 | comentar | partilhar
Domingo, 21.12.08

Os Loucos Anos 80 (75)

"Mysteries of Love", Julee Cruise, 1986

(O vídeo inexistente é melhor do que as alternativas disponíveis; estas fariam com que se prestasse mais atenção ao filme - "Blue Velvet" - do que à música)
publicado por Miguel Morgado às 22:05 | comentar | ver comentários (4) | partilhar
Sábado, 20.12.08

Feliz Natal (ou Bom Solstício de Inverno)

Nos próximos dias vou andar por aqui. Até 2009, senhoras e senhores.
(Barra de S. Martinho do Porto, vista de Salir. Via Abrupto.)

publicado por Pedro Picoito às 11:20 | comentar | ver comentários (7) | partilhar
Sexta-feira, 19.12.08

Da Série Frases Que Marcaram 2008 II

«For a man who was once remarkably hard to decipher, Alan Greenspan is now as clear as an empty Lehman Brothers office

Steve Goldstein
publicado por Manuel Pinheiro às 02:22 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Da Série Frases Que Marcaram 2008

«Those of us who have looked to the self-interest of lending institutions to protect shareholder's equity (myself especially) are in a state of shocked disbelief».

Alan Greenspan
publicado por Manuel Pinheiro às 02:19 | comentar | partilhar
Quarta-feira, 17.12.08

Santana Lopes e a CML (Dezembro de 2009)

As coisas são como são, mas não deixa de ser deprimente que a candidatura de Pedro Santana Lopes à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, confirmada ontem, tenha tudo que ver com batalhas políticas no seio do PSD e com as legislativas de 2009 e nada com a forma de governar a capital portuguesa.
publicado por Fernando Martins às 22:44 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

O ambicioso, o anjinho e o incendiário

Não pode haver um partido ou um movimento que redefina a esquerda em Portugal sem um sólido programa político. E há que encontrá-lo nos escombros não só da falência do comunismo soviético, mas também do liberalismo de Ronald Reagan e de Margaret Thatcher, bem como ainda da social-democracia que se enamorou do primado do mercado e esqueceu as pessoas como centro da sua acção programática.
São José Almeida PÚBLICO 17 Dezembro p. 6

Façam um fim-de-semana de debates em sistema semiaberto, com uma parte de convites e outra de inscrições voluntárias. Criem uma estrutura na Internet, ainda antes do evento, para receber inscrições e para divulgar as sugestões concretas que saíram dos debates já realizados (...) Perguntem. As pessoas vos dirão o que pensam.
Rui Tavares PÚBLICO 17 Dezembro Última págima

Portugal também não deve ficar indiferente. Com as desigualdades sociais sempre a crescer, o aumento do desemprego que previsivelmente vai subir imenso, em 2009, a impunidade dos banqueiros delinquentes, o bloqueio na Justiça, e em especial, do Ministério Público e das polícias, estão a criar um clima de desconfiança - e de revolta - que não augura nada de bom. Oiçam-se as pessoas na rua, tome-se o pulso do que se passa nas universidades, nos bairros populares, nos transportes públicos, no pequeno comércio, nas fábricas e empresas que ameaçam falir, por toda a parte do País, e compreender-se-á que estamos perante um ingrediente que tem demasiadas componentes prestes a explodir.
publicado por Nuno Lobo às 19:08 | comentar | partilhar

Uma modesta pergunta

O que é que diz Passos Coelho da candidatura de Santana Lopes?
publicado por Pedro Picoito às 14:07 | comentar | ver comentários (8) | partilhar
Terça-feira, 16.12.08

O homem que fez e não disse

O homem que foi por duas vezes um Primeiro-Ministro incompetente (e ainda assim teve uma terceira oportunidade de aceder às altas magistraturas da nação) pede que se limpe a Europa dos políticos de quem ele não gosta. O homem que governou o País quando tivemos reduções catastróficas do poder de compra, crises cambiais, escassez de produtos nas prateleiras dos supermercados, fome, desemprego galopante e inflação, ensina os governantes actuais a "mudar de paradigma". O homem que enviou a polícia de intervenção desmobilizar as greves na Setenave horroriza-se com a acção da polícia grega. O homem que se bateu pela democracia representativa e constitucional apela à acção de rua e à revolta das massas. É assim em Portugal. Até os nossos estadistas de Panteão nos mostram com o seu exemplo que tudo está em decadência.
publicado por Miguel Morgado às 11:36 | comentar | ver comentários (14) | partilhar

A moral da história do sapato

Lemos na primeira página do DN de hoje que o jornalista que atirou o sapato a Bush é herói em Bagdade (a primeira página do PÚBLICO é mais comedida: Dois sapatos contra Bush. Muntadar é culpado ou herói?). Parece que o atirador está detido, ainda em lugar desconhecido, mas que já conta com 200 advogados dispostos para o defender: "Este herói deve ter um processo justo", garantiu o advogado Al Duleimi, enquanto milhares de iraquianos saíram à rua em várias cidades do país para "louvar" o gesto do jovem e lembrar a Bush que "saiu do Iraque com uma sapatada na cabeça". O que o DN não diz - e deveria dizer - é que o jornalista teria sido um herói - um verdadeiro herói - se tivesse antes atirado um sapato a Saddam no tempo em que o tirano ainda era dono e senhor do Iraque. Entretanto, lemos no PÚBLICO que o executivo de Maliki pediu à televisão Al-Baghdadyia, uma estação iraquiana com sede no Cairo, que se desculpasse. Mas esta respondeu apelando ao Governo que libertasse o seu repórter, uma medida "em linha com a democracia e liberdade de expressão que as autoridades americanas prometeram ao povo iraquiano". Bem bom. Alguns anos atrás, com o tirano Saddam a governar, o jornalista Muntadar al-Zaidi já estaria mutilado ou morto. Que o alvo do atirador do sapato seja a mesma pessoa que tornou o Iraque um país muito melhor é apenas mais uma daquelas ironias que a história não deixará de evidenciar. Obrigado G. W. Bush.

(O Miguel Morgado alertou-me agora para o facto de a mesma interpretação do episódio ter sido avançada ontem pelo Nuno Gouveia, no blog Atlântico. Ainda que uma verdade não passe a ser menos verdadeira porque repetida muitas vezes, fica aqui a devida referência.)
publicado por Nuno Lobo às 10:01 | comentar | ver comentários (9) | partilhar
Segunda-feira, 15.12.08

Andaram a brincar com isto

A propósito do esquema de Ponzi de Madoff, o Paulo Mascarenhas salienta a presença de Spielberg entre os clientes destroçados. A mim o que me assusta é a presença do Banco Santander e o respectivo montante das perdas.
publicado por Miguel Morgado às 17:00 | comentar | partilhar
Domingo, 14.12.08

Perguntas tardias sobre a esquerda em Portugal

No Telejornal da RTP2, com uma certa tristeza na voz, o politólogo André Freire lamenta que o PS português seja o partido socialista mais "à direita" da Europa e que não tenha as portas abertas ao "diálogo" com as "esquerdas". Cada um tem as convicções políticas que tem. Mas nem por isso deixamos de poder fazer perguntas. E a primeira questão seria: a maioria absoluta de que o PS goza actualmente é causa ou efeito desses dois tristes factos? Ou são coisas independentes? Presumo que cada um responda consoante as suas convicções...
publicado por Miguel Morgado às 22:14 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

A juventude na luta por um mundo melhor

Um gajo que não se bata por um "mundo melhor" é feito daquele "lenho retorcido" de que falava Kant. Pelo menos, é assim no mundo da Catarina Furtado e do Manuel Alegre.
Então e o gajo que em cada instante que dedica à construção desse tal "mundo melhor" (e que ele jura visionar à noite entre duas cervejas) vai destruindo o que este mundo ainda tem de bom? Esse gajo é o quê? Qual é o problema dele? O que é que esse gajo merece?
publicado por Miguel Morgado às 21:46 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

O Benfica, as “Receitas” e a Taça de Portugal.


Depois da pobre exibição e da derrota ontem do Benfica frente ao Leixões no Estádio do Mar, percebe-se melhor a razão pela qual as "águias" reclamavam bem mais do que os 60 mil euros oferecidos pela transmissão em directo na TV, e em canal aberto, do encontro dos oitavos de final da Taça de Portugal. Algo lhes dizia que aquele seria o seu último jogo e a sua derradeira possibilidade de fazerem uma receita apreciável na prova em questão.
publicado por Fernando Martins às 18:25 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Sábado, 13.12.08

O raposismo, doença infantil do não sei quê

O ridículo, assim parece, é infinito. E pode sempre surpreender-nos. Como aqui. Imagino que não serei eu o tal esquerdista radical (ainda que, perante a revolução epistemológica do raposismo, já não esteja seguro de o não ser...) – devo então ser o reaço-salazarista. Nunca tinha reparado que o era. Assim são os grandes textos: contribuem para o nosso auto-conhecimento. Lembro-me do Lichtenberg (que não sei se será esquerdista ou salazarista – no fundo, a mesma coisa, ensina-nos o raposismo): Um livro é um espelho, quando um macaco olha para lá, decerto que não poderá ver um apóstolo [E213]. Eu não sei que imagem terá sido devolvida ao Raposo quando leu os meus dois posts carregados de ódio, mas eu, por mim, leio o dele e sinto-me logo vestido de verde, cantando e rindo / que o sonho é lindo etc. (Vêem? Cá estou eu a 'acusar o toque'. Se protesto por ele me chamar reaço-salazarista, é porque efectivamente o sou. Tal é a lisura raposista.)
Parece que me devia sentir envergonhado por ter havido uma coincidência de perspectiva sobre o post do Raposo entre mim e a João Pires, ou o Lutz, ou o Costa Pereira, ou o Luis Rainha. Mas não sinto. Que estranho, não é? O H. Raposo deve chamar a isto um Pacto de Não-Agressão. Juntos, esmagaremos o raposismo. SUV(R) [Soldados Unidos Venceremos (o Raposo)]. Eu, essa gente pestífera e quase toda a blogosfera. “Até” o camarada Picoito (comuna ou reaça?), parece-me, não discordou realmente do meu post carregado de ódio.
Bem, esta minha raiva já vai longa e já me dói o ombro de estar aqui a disparar o lança-ódios ao Raposo.
Rematando: o Henrique Raposo tem uma espécie de necessidade infantil de se afirmar por meio de sentenças que gosta de imaginar chocantes (e muitas vezes são-no). Sentenciosamente, diz coisas superficiais, impreparadas e muito sonantes. Os outros indignam-se ou protestam. E ele, por isso mesmo, sente que existe. Tem garantido o seu lugar de Galileu acossado pela bispalhada - como é óbvio, irritada com as Verdades que ele teima em lavrar em mármore.
Termino sem lhe enviar daqui um beijo e sem lhe chamar amor, porque, como devem calcular, na minha condição de reaça, sou um homófobo furioso.
publicado por Carlos Botelho às 18:37 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Uma boa descrição do sopeiral

Há no PSD um núcleo de patriotas indefectíveis disposto a fazer tudo para impedir que o partido leve a melhor nas eleições. Basta ouvi-los na televisão ou na rádio durante alguns segundos, ou lê-los nos jornais ao longo de escassas linhas. É uma gente com alma de criada de servir que só sabe dizer mal da patroa nas lojas da vizinhança. Aposta muito mais venenosamente na desagregação da imagem de Manuela Ferreira Leite e do PSD do que o próprio PS. Está desesperada e disposta a tudo. Todas as semanas se manifesta, sob os pretextos mais idiotas e nas formulações mais ranhosas e rasteiras. E todas as semanas dispõe de larga cobertura de uma comunicação social tão prazenteira a anunciar as suas leituras, quanto superficial e leviana a passar à margem do que é realmente importante ou a analisar o fundo das questões.
(...)
A poucos meses dos actos eleitorais, essas criaturas só pretendem a criação de um vazio em que possam, se levarem a melhor, tomar conta da elaboração das listas de candidatos. Isto já é evidente, mas vai sê-lo cada vez mais na agitação fervilhante das próximas semanas.

publicado por Carlos Botelho às 17:02 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Os Outros Guantánamos

Parece ter sido recebido com aplauso generoso e sincero, tanto em Portugal como no estrangeiro, a disponibilidade manifestada pelo Governo de Lisboa para acolher prisioneiros de Guantánamo que não tenham sido acusados (de terrorismo) e não possam regressar aos seus países (presumindo que todos os têm). A atitude das autoridades portuguesas, se for sincera, e apesar dos riscos que pressupõe (políticos, diplomáticos, de segurança interna, entre outros), merece também o meu aplauso. Ainda assim, desafio as autoridades portuguesas, e as autoridades de outros países ou os dirigentes de organizações não governamentais (ONG’s) que elogiaram a intenção lusa, a lançarem uma campanha internacional disponibilizando-se para acolherem presos que se encontrem em situações idênticas às de Guantánamo noutros países quando e onde, manifestamente, não são respeitados os direitos humanos. Na Arábia Saudita, na Síria, passando pela China, Coreia do Norte, Rússia, Iraque ou Paquistão, as possibilidades de intervir, assim haja vontade, são ilimitadas, ainda que com custos políticos muito elevados. É claro que esta minha ideia cai caso se chegue rapidamente à conclusão que para o Governo português, outros Governos ou ONG's, existam violações dos direitos humanos... e violações dos direitos humanos.
publicado por Fernando Martins às 00:36 | comentar | ver comentários (4) | partilhar
Sexta-feira, 12.12.08

A democracia, a liberdade, a igualdade... e o resto

O nosso País das maravilhas. Vejam aqui.
publicado por Miguel Morgado às 21:04 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Encontro de Leitura: Ortodoxia


publicado por Nuno Lobo às 19:03 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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