Quarta-feira, 25.02.09

Vai uma depilação?

publicado por Fernando Martins às 16:46 | comentar | ver comentários (9) | partilhar

"The death of a child is a loss no parent should have to bear."

Ivan, um dos três filhos do líder conservador britânico, faleceu esta madrugada. Tinha graves problemas de saúde desde o seu nascimento e este desenlace trágico era esperado. Neste link do Daily Telegraph pode-se assistir a parte de uma curta e simples sessão condolências ocorrida hoje de manhã na Câmara dos Comuns. Pelo governo e pelos trabalhistas falou o primeiro-ministro Gordon Brown. Logo ele que também viu morrer a sua filha há não muito tempo (embora na morte de um filho não muito ou pouco tempo).
Como é óbvio há milhares de crianças que morrem todos os dias por esse mundo em circunstâncias que nem vale a pena recordar e que fazem de Ivan um privilegiado. É também óbvio que a morte de uma criança nos faz dizer o óbvio e o redundante. Mas não é por isso que, ao menos, deixarei de recordar uma frase que Gordon Brown fez questão de pronunciar perante os seus colegas parlamentares, e que apesar de muitas vezes repetida merece ser sempre lembrada. Nestas ou noutras circunstâncias: "The death of a child is a loss no parent should have to bear."
publicado por Fernando Martins às 14:02 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Um (outro) caminho para vencer a crise

A crise tem sido impiedosa para as empresas. O PIB contraiu-se 2,1% no último trimestre, as falências aumentaram 53,9% (2008) e o crédito malparado subiu 70% (2008), segundo os últimos dados do Banco de Portugal.
Apesar deste cenário negro, o PM teima em mega-projectos com interesse duvidoso (TGV e certas auto-estradas) e vai anunciando, sempre com grande mediatismo, mais e mais linhas de crédito. Mas por detrás da floresta de medidas, não se consegue vislumbrar uma estratégia clara de combate à crise. Sócrates está tão obcecado com "campanhas negras" que parece ter perdido a lucidez. Não ouve ninguém. Confunde decisão com teimosia. Deslumbra-se com as grandes empresas e investimentos, mas esquece a economia real. Vai navegando à vista, sem rumo, anunciando medidas desgarradas, sem coerência, onde o fio condutor parece ser apenas reforçar o controlo do Estado, apesar do sector público já absorver mais de metade da riqueza nacional.


O PSD apresentou um pacote de vinte medidas para combater a crise. Ao contrário das medidas avulsas do Governo, há uma estratégia clara e coerente nestas propostas: colocar as PME's no centro da política económica. Sem montagem mediática, Manuela Ferreira Leite explicou em Setúbal as suas propostas. Numa lógica de small is beautiful, evidenciou o papel crucial das PME no combate ao desemprego (mais de 2 milhões de postos de trabalho) e no aumento das exportações. Mostrou que as linhas de crédito do Governo não chegam ao terreno, e que a prioridade deve ser o pagamento das dívidas do Estado às empresas (que atravessam graves problemas de tesouraria), que devem ter uma "conta corrente" com o Estado. Reiterou a urgência de alterar o regime do IVA, extinguir o PEC e reduzir os encargos com a Segurança Social para reduzir os custos fixos do trabalho. Defendeu que deve ser garantida a participação das PME nos contratos públicos, um tratamento fiscal (IRC) mais favorável para os jovens empresários e uma orientação clara à CGD para financiar as PME exportadoras.
Pela reacção do Governo não parece que estas propostas venham a ser acolhidas. O executivo continua a mascarar as suas fraquezas com a crise internacional e a ignorar a componente nacional da crise. Apesar da dívida externa galopante (100% do PIB quando era 64% em 2004), e do estrangulamento financeiro das empresas, persiste em grandes projectos que não melhoram a competitividade e têm reflexos negativos no crédito disponível. Com Sócrates caminhanhamos para um pântano bem pior do que aquele a que nos conduziu a dupla Guterres-Pina Moura.
(versão integral deste texto na edição de hoje do Díário Económico)
publicado por Paulo Marcelo às 12:02 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Sobre o "Perú" de Ontem

publicado por Fernando Martins às 10:05 | comentar | partilhar
Terça-feira, 24.02.09

Cachimbos de lá


Pietro Longhi, O Rinoceronte (c. 1751)
publicado por Pedro Picoito às 22:51 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

A silly season é quando um homem quiser

Festejos aqui e também aqui.

E ainda só estamos em Fevereiro...
publicado por Carlos Botelho às 14:14 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Uma pequena nota sobre o aumento dos funcionários públicos

A julgar pela literatura económica dedicada ao estudo da Grande Depressão, se há algo que não se deve fazer é, no actual contexto, contribuir para a rigidez dos salários nominais. Um dos factores que nos anos 30 mais contribuiu para os profundos desequilíbrios no mercado de trabalho (nos EUA, em França, na Holanda, por exemplo) foi precisamente a rigidez dos salários nominais num contexto de recuo da procura agregada, queda da produtividade e de deflação. Foi assim que estranhamente os salários reais atingiram valores incomportáveis, o que criou uma massa infindável de desempregados. 
Em Portugal, o nosso governo escolheu a actual conjuntura para aumentar os funcionários públicos num montante que foi calculado tendo em conta taxas de inflação e um comportamento do mercado de trabalho que entretanto todos concordam já não serem viáveis. Falta de oportunidade é dizer pouco. É verdade que os funcionários públicos não tinham aumentos há vários anos consecutivos, mas a conjuntura é o que é. E depois de o Ministro das Finanças no Parlamento acenar com artigos de jornal assinados por Paul Krugman como demonstração de autoridade, pergunto-me como é que se vai desviar da acusação de precipitação ou de eleitoralismo. Eu cá sempre tenho uns artigos científicos de Ben Bernanke e de Christina Romer para acenar ao sr. Ministro...
publicado por Miguel Morgado às 13:22 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

O momento de Bobby Jindal

Barack Obama vai hoje fazer o seu primeiro discurso do estado da União. A resposta republicana será da responsabilidade de Bobby Jindal. Uma oportunidade para o governador da Luisiana emergir como figura nacional do GOP.

A luta por 2012 já começou, e apesar de expectante, Jindal tem dados passos seguros no sentido de ganhar destaque no partido. A recusa em aceitar fundos do plano de estímulo de Obama foi um acto meramente político, que lhe terá oferecido legitimidade para esta noite criticar a resposta económica da Administração à crise.

Ainda é cedo para Jindal se decidir, até porque tem apenas 37 anos e pode esperar por 2016, caso Obama chegue a 2011 com elevada popularidade. Mas é cada vez mais uma esperança para o futuro do GOP.

Adenda:
Este discurso de Obama perante as duas câmaras do congresso não se chama State of the Union Adress. Essa designação será apenas atribuída ao discurso do próximo ano.
publicado por Nuno Gouveia às 12:37 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Segunda-feira, 23.02.09

Publicidade Institucional


Estão abertas as candidaturas para os novos programas de licenciatura no European College of Liberal Arts em Berlim. Os alunos podem prosseguir os seus estudos em "Arte e Estética", "Ética e Teoria Política" ou "Literatura e Retórica". Ver aqui e a brochura completa aqui.

Segundo as informações da instituição, estão previstas "bolsas integrais de propinas e despesas para a maioria dos alunos admitidos". Como se isso não bastasse, os alunos admitidos terão o privilégio de estudar com um dos maiores professores portugueses da actualidade, e que, não por coincidência, é um ex-Cachimbador.
publicado por Miguel Morgado às 20:00 | comentar | partilhar

Da série "A concorrência faz melhor"

publicado por Pedro Picoito às 17:58 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

A justiça portuguesa no seu melhor

Um empresário português tentou corromper um vereador da autarquia lisboeta. Num negócio que envolvia milhões, a justiça portuguesa aplicou uma multa de cinco mil euros como pena para a corrupção activa em acto lícito. Nem quero saber da argumentação para esta decisão. Alguém pode negar que a justiça portuguesa protege os corruptos deste país?
publicado por Nuno Gouveia às 16:08 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

A Fenomenologia do Nada

Nas últimas directas do PSD, escrevi um artigo no DN em que apontava a falta de densidade de Passos Coelho como uma das razões para votar em Manuela Ferreira Leite. Não é fácil definir esta densidade, mas nota-se logo quando falta. E notava-se.
Infelizmente, o tempo só veio confirmar aquela impressão. Basta ler a entrevista de ontem à Pública para nos darmos conta de um esforço tão audível por construir a personagem que soa a oco. Eis alguém que começou a ter aulas de canto aos 30 anos, por brincadeira, mas ainda pensou em carreiras na ópera. Ou que, apesar de se ver médico toda a vida, só concorreu a Medicina em Lisboa porque era aqui que se fazia política (um caso agudo de vocação localizada, digamos assim).
A esta soma de acontecimentos equívocos, uma jornalista atribuiu há tempos "a densidade da Montanha Mágica". Paulo Moura não vai tão longe, mas proporciona-nos um "momento violinos de Chopin", belo e involuntário como todos os violinos de Chopin, quando Passos Coelho conta ter lido Sartre e a Fenomenologia do Ser muito antes de Kafka. Muito antes, certamente. É que não existe nenhuma obra de Sartre com esse nome, recorda Pacheco Pereira. Existem coisas parecidas de Hegel, de Husserl, do próprio Sartre (O Ser e o Nada, com um subtítulo onde aparece a tal fenomenologia), mas nenhuma delas será uma leitura de Verão para adolescentes.
Não que a falha seja grave. Há muita gente que nunca leu O Ser e o Nada, nem mesmo antes de Kafka. Eu, por exemplo. A diferença é que não dou entrevistas sobre livros que não existem, sobretudo se não os li. Aprendi com Sartre, acho eu, que a existência precede a essência, e talvez o contrário. O que me poupa lapsos freudianos, embora de Freud só tenha lido o Totem e Tabu (ou seria A Montanha e a Magia?).
Em Passos Coelho, poucos lapsos serão mais freudianos do que trocar O Ser e o Nada por uma inexistente Fenomenologia do Ser.
publicado por Pedro Picoito às 14:54 | comentar | ver comentários (11) | partilhar

Os Loucos Anos 80 (87)

"Driver 8", R.E.M. (1985)


(Dedicada ao Bruno Amaral)
publicado por Miguel Morgado às 12:54 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

And the winner is

Não sei o que dirá Hollywood, mas o Oscar da "melhor cobertura de evento cultural" do ano vai para o Bruno pela prestação abaixo. E sem efeitos especiais...
publicado por Pedro Picoito às 12:32 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Da série "ele há coisas"


Alguém me pode explicar porque é que Diogo Infante, segundo o jornal Expresso, vai receber um salário mensal de 7200 euros, enquanto director artístico do Teatro Nacional D. Maria II, bem superior ao ordenado dos actuais ministros e até do próprio Primeiro-Ministro?
Parece que o despacho de nomeação esteve parado nas Finanças durante algum tempo, mas lá acabou por ser aprovado. Este texto não pretende resvalar para a demagogia. Sim, eu sei, provavelmente o problema não está em Diogo Infante, nem no ordenado do responsável por uma instituição respeitável como um teatro nacional, mas sim na miséria hipócrita dos salários dos políticos em Portugal. A começar nas câmaras municipais, passando pelos deputados e a acabar no governo. E depois queixamo-nos que o Jorge Coelho vá trabalhar para a Mota-Engil. E do caso «freeport». E da falta de qualidade de alguns políticos. E das suspeitas de corrupção generalizada.
publicado por Paulo Marcelo às 08:54 | comentar | ver comentários (12) | partilhar

That's all folks

Está feito. Agradeço a todos os fiéis leitores que me acompanharam nesta longa jornada. Aos meus colegas de blog peço um dia de produção intensa para escorraçarem os 500 posts que escrevi. Vamos dormir e chorar a derrota de Mickey Rourke.
publicado por Joana Alarcão às 04:55 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Melhor Filme

Slumdog Millionaire. 8 estatuetas. No palco estão umas 50 pessoas para receber o prémio, o agregado familiar médio de Bombaim.

melhor filme
melhor realizador
melhor canção
melhor banda sonora
melhor montagem
melhor montagem sonora
melhor fotografia
melhor argumento adaptado
publicado por Joana Alarcão às 04:52 | comentar | partilhar

Estugarda 87

É assim que me sinto. Veloso atira para defesa de van Breukelen. Taça para o PSV. A vida não faz sentido. O mundo festeja o nosso desespero. E, para piorar tudo, daqui a nada tenho de ir trabalhar. Oh, se ao menos Deus me enviasse um sinal e destruísse aquele edifício.
publicado por Joana Alarcão às 04:48 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sim, senhor, tem graça

Tem muita piada. Esta é que era a supresa? Um cão morre e ninguém honra o dono? E vão entregar a um gajo de esquerda que faz de maricas? Hollywood já não é o que era. Ainda por cima, a Fernanda Câncio escreveu-lhe o discurso.
publicado por Joana Alarcão às 04:43 | comentar | partilhar

Vá lá

O chihuahua de Mickey Rourke morreu esta semana. Não lhe dêem outro desgosto ou ele faz o Orquídea Selvagem 5. E, meninas, com a cara naquele estado não vai ser tão divertido.
publicado por Joana Alarcão às 04:37 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

pesquisa

 

posts recentes

links

Posts mais comentados

últ. comentários

  • ou podre
  • http://fernandovicenteblog.blogspot.pt/2008/07/si-...
  • O pagamento do IVA só no recibo leva a uma menor a...
  • O ranking tal como existe é um dado absoluto. Um r...
  • Só agora dei com este post, fora do tempo.O MEC af...
  • Do not RIP
  • pois
  • A ASAE não tem excessos que devem ser travados. O ...
  • Concordo. Carlos Botelho foi um exemplo de dignida...
  • ou morriam um milhão deles

tags

arquivos

2014:

 J F M A M J J A S O N D

2013:

 J F M A M J J A S O N D

2012:

 J F M A M J J A S O N D

2011:

 J F M A M J J A S O N D

2010:

 J F M A M J J A S O N D

2009:

 J F M A M J J A S O N D

2008:

 J F M A M J J A S O N D

2007:

 J F M A M J J A S O N D

2006:

 J F M A M J J A S O N D

subscrever feeds