Terça-feira, 03.03.09

Quatro anos de Educação "socrática"

publicado por Carlos Botelho às 01:08 | comentar | ver comentários (18) | partilhar

Os Loucos Anos 80 (88)

Parece que eles ainda andam por aí.

publicado por Miguel Morgado às 00:35 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Segunda-feira, 02.03.09

'O tropa não odeia...'


Lembro-me de Nino Vieira ter feito questão de visitar o marechal Spínola no Hospital Militar da Estrela. Um Spínola já muito debilitado disse então, sentencioso: 'É uma coisa que os civis não entendem, mas o tropa não odeia...'.
Recordo-me também de, uma vez, um antigo oficial comando me ter dito, quase orgulhoso: 'O Nino era o Spínola deles.'
E em 96, Nino Vieira fez questão de acompanhar o funeral de Spínola.

publicado por Carlos Botelho às 23:31 | comentar | ver comentários (13) | partilhar

O verdadeiro destino dela (2)

A Lei "do Pluralismo e da Não Concentração dos Meios" (o título diz tudo) é a obra maior de Augusto Santos Silva. Dotado de uma finíssima capacidade de ironizar, não resistiu a mais uma e promoveu - até à exaustão - outra lei cuja aplicação teria o efeito contrário a que se destinou: a promoção da independência dos grupos de media nacionais. O homem, já se sabe, odeia a nossa comunicação social. Talvez por ser sociólogo (ajuda sempre) ou por ser de esquerda e de gostar de malhar na direita, procurou cumprir meticulosamente a sua agenda para os media com um ponto único: o seu enfraquecimento. É neste contexto que sai esta lei, o 5º canal, a introdução de quotas de música portuguesa na rádio, os poderes excessivos conferidos à ERC, o Estatuto do Jornalista.
Durante os últimos 8 anos, o mercado publicitário cresceu 0% a preços reais. ZERO. Ainda que os nossos "barões" dos media não se gramem (alguns nem se falam) será necessária uma nova vaga de consolidações para que Portugal tenha dois (três no máximo) grupos de media de dimensão "Ibérica". E se tornem definitivamente independentes. Mesmo assim será difícil ganhar escala relevante. Vejam só este número: o TOTAL das receitas dos media portugueses (TV, jornais, rádios, Internet etc.) é igual a 75% das receitas do UM canal espanhol de televisão.
Obviamente tudo isto é irrelevante para o nosso ministro da comunicação social.
publicado por Francisco Van Zeller às 20:51 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

O verdadeiro destino dela


Outra ordinarice.
publicado por Francisco Van Zeller às 19:44 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Batotice pura

Sócrates, é verdade, distrai muito, mas acabei de ouvir Miguel Portas na televisão a defender que Portugal deve abandonar a NATO, porque esta se tornou uma organização unicamente ofensiva – e, para apimentar o propósito, a maior ameaça à paz do mundo, ou algo assim. O absurdo da segunda coisa nem é preciso comentar. A primeira, por contraste, é interessante, porque dá o Bloco de Esquerda na perfeição. Quem, acabado de chegar de um planeta distante, ouvisse Miguel Portas até pensaria que, até uma certa altura (quando? – a queda do muro de Berlim?, a fundação do BE?, o advento d’ “o Bush”?), a NATO para ele se recomendava, eventualmente com algumas reservas. Agora é que, por uma razão ou outra, não. O truque do Bloco de Esquerda é inventar de todas as peças uma razoabilidade e umas credenciais democráticas passadas para os seus membros continuarem, com a legitimidade de uma virgindade refeita, a dizer e a pensar o que sempre disseram e pensaram e simulam agora no passado não ter dito nem pensado. Eles perceberam que a velha repetição da extrema-esquerda marginaliza, e que a novidade, mesmo espúria e aldrabada, é pagante. Repetem-se, mas fingem que não. Batotice pura.
publicado por Paulo Tunhas às 18:32 | comentar | partilhar

Sem título


publicado por Nuno Lobo às 15:25 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Cachimbo na Rádio


Hoje às 23h teremos o habitual programa radiofónico do Cachimbo de Magritte no Rádio Clube Português. Desta vez com os camaradas Fernando Martins e Paulo Marcelo. Imperdível.
publicado por Miguel Morgado às 13:02 | comentar | partilhar

Encenação, marketing, imagem... eis Sócrates


Só não foi o início da campanha eleitoral porque esta já tinha começado. A encenação a que assistimos no congresso socialista, durante todo o fim-de-semana, confirmou a importância que o eng. Sócrates atribui à sua imagem. Foi o triunfo da forma sobre a substância, do marketing sobre as ideias, numa total falta de debate político. Com a ausência de Alegre e o silêncio de Seguro, não houve mesmo uma única voz crítica durante a reunião magna socialista. Mais do que para os congressistas, o secretário geral falou para as câmaras, com três discursos (e teleponto…) à hora certa, para conseguir directos na abertura dos telejornais. Fiquei impressionado com a riqueza visual dos cenários, com mudanças sucessivas das cores e do palco, em contraste com as dificuldades económicas dos portugueses lá fora. Não ficava mal um pouco mais de sobriedade a um partido que afirma ter preocupações sociais.
Apesar de viver para a comunicação social (ou talvez por causa disso…), o eng. Sócrates fez um violento ataque à liberdade de imprensa, numa clara tentativa de condicionar certos jornais e televisões de continuar a falar do caso Freeport. E depois lá vieram os habituais ministros-da-propaganda, Santos Silva e Arons de Carvalho (com pouca legitimidade aliás para falar do tema) completar o que o chefe tinha dito.
publicado por Paulo Marcelo às 12:42 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Sócrates, Ferreira Leite e a União Europeia

No Arrastão, Pedro Sales crítica Manuela Ferreira Leite por esta ter criticado a ausência de Sócrates na Conferência de ontem da União Europeia, dizendo depois que a presidente do PSD deveria, isso sim, criticar a União Europeia pela incapacidade que tem demonstrado em criar uma estratégia política de combate à actual crise económica e financeira. Não posso discordar mais de Pedro Sales.

Por causa da incapacidade demonstrada pela União Europeia para enfrentar a actual crise, e também por causa da sua evidente apetência para afastar os pequenos países da discussão de soluções políticas para os problemas económico-financeiros com que se confronta, José Sócrates deveria ter participado na Conferência de ontem. Em Bruxelas poderia ter sublinhado a preocupante impotência europeia, denunciado as humilhações gratuitas a que os pequenos têm sido sujeitos e apresentado um princípio de estratégia de combate europeu à crise. Mas como Sócrates só se preocupa em ganhar as três eleições que ocorrerão este ano em Portugal, inundando o país com propaganda e demagogia barata, acabou por se deixar ficar em Espinho. Longe andam portanto os tempos em que Sócrates amava a Europa e o projecto europeu por achar que aquela e este lhe dariam popularidade e votos. Tudo muito circunstancial. Nada substancial.
publicado por Fernando Martins às 10:15 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Dão-se Alvíssaras!


publicado por Fernando Martins às 00:02 | comentar | ver comentários (8) | partilhar
Domingo, 01.03.09

O suspeito do costume

Pois eu acho que a autobiografia do Daniel Oliveira está muito bem, a JCP, os congressos, o Afeganistão, o Pedro Nunes e tal, mas não responde à grande pergunta: em que Verão é que ele leu a Fenomenologia do Ser?
publicado por Pedro Picoito às 22:38 | comentar | ver comentários (11) | partilhar

O "Juiz"

Se houve um grande derrotado nas eleições autonómicas realizadas hoje em Espanha (vistas a vitória Núñez Feijóo na Galiza e a consolidação da votação do PP no País Basco), esse derrotado chama-se Baltasar Garzón e é, ao que dizem, juiz.
publicado por Fernando Martins às 22:34 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Flores Para Sócrates

José Sócrates, secretário-geral do Partido Socialista, a receber flores no encerramento de congresso do PS em Espinho.
publicado por Fernando Martins às 22:29 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Adaptation

Salman Rushdie sobre adaptações.
publicado por Joana Alarcão às 20:52 | comentar | partilhar

Daniel Oliveira - Uma biografia política

Daniel Oliveira já tem o seu próprio Pacheco Pereira. Chama-se Daniel Oliveira. A propósito do 10º aniversário do Bloco de Esquerda, DO não quis falar sobre o Bloco “porque o meu envolvimento neste aniversário é demasiado profundo para análises distanciadas.” Decidiu, então, falar de algo que lhe é mais distante: a sua própria vida política. DO não se poupa. Diz que entrou na política numa idade estupidamente precoce, que tinha um interesse anormal pela política e que ingressou na JC numa idade indecente: 12 anos. Estupidez, anormalidade, indecência e ainda nem sequer chegámos ao fim do 2º parágrafo. Mais tarde, mas ainda imberbe, DO conta que teve a sua “crise de fé”. Disfarçadas entre a lancheira e o estojo, DO levou para a escola do Lumiar algumas dúvidas que o atormentavam. Provavelmente inspirado em Walesa, Wojtyla e Boniek, DO pensava na Polónia. Afinal, “a classe operária estava do outro lado da barricada”. Apesar das dúvidas, foi delegado ao II congresso da JCP, onde tentou que se discutissem assuntos como a legalização das drogas leves e o fim do SMO. Sobre um dos temas, DO tinha uma posição clara que não clarifica. Quanto ao outro, reconhece apenas que, anos mais tarde, acabou por fazer a tropa: sob a capa do revolucionário, a determinação do estóico. Por esta altura, DO descobriu que o debate não é o desporto favorito dos comunistas. As dúvidas aumentavam. “Lia, sem perceber bem, umas coisinhas soltas sobre Gramsci e Rosa Luxemburgo.” O muro caiu, a máscara fraternal do PCUS também, mas DO, ainda que sem convicção, continuou a votar no PCP. Os acontecimentos sucedem-se e quando damos por nós está criado o BE, que “foi a coisa mais relevante da minha quase irrelevante vida política”. Esta relevância na quase irrelevância tem outros exemplos na nossa sociedade: o golo anulado de Amaral ao FC Porto (relevante numa carreira quase irrelevante); a vitória de Tó Cruz no Festival RTP da Canção (relevante numa carreira quase irrelevante); aquele filme que fiz com os meus colegas no 9º ano (este na categoria de “irrelevante” numa carreira “inexistente”). Em todo este longo panegírico, há um cruzamento subtil entre a irrelevância assumida de DO e a relevância quase universal das “coisinhas” em que se meteu. DO, precoce como Mozart, insignificante como DO, esteve presente em momentos tão decisivos para a nossa democracia como o já referido II Congresso da JCP, a fundação do Bloco e, calculo, em alguns jantares aos quais a História fará a justiça de atribuir a importância político-culinária que os contemporâneos não vislumbram. DO confessa que, nestes 10 anos, aprendeu “imensa coisa”. Se outra razão não houvesse, esta chegaria para justificar um partido como o Bloco. O crescimento político e intelectual de Daniel Oliveira é um dos grandes feitos, se não mesmo o único, do nosso sistema partidário nos últimos 10 anos. É por esse motivo que eu, com genuíno regozijo, endereço os meus parabéns ao Bloco, ao Daniel e ao Vítor Dias que lhe conseguiu explicar, com uma presciência incomum num comunista ortodoxo, que estava baralhado.
publicado por Joana Alarcão às 15:21 | comentar | ver comentários (19) | partilhar

Socialista frilance

publicado por Carlos Botelho às 13:05 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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