Domingo, 29.03.09

Cachimbos de lá


Norman Rockwell, O avô e o boneco de neve (1919)
publicado por Pedro Picoito às 00:24 | comentar | partilhar

Se

A já famosa vaia a Sócrates no CCB representa um novo patamar de contestação ao Governo. E, portanto, um passo atrás na miragem da maioria absoluta. O público que vai a Belém assistir à estreia de uma ópera contemporânea não é exactamente composto por irredutíveis sindicalistas do Barreiro, ou fazendeiros proto-reaccionários do Oeste, ou empedernidos professores de Trás-os-Montes. Quantos dos impacientes que estavam ontem à noite no Grande Auditório não terão votado PS há quatro anos? E quantos votarão PS nos próximos meses?
Sócrates bem pode anunciar medidas, projectos e magalhães, ganhar congressos por números albaneses, acusar as corporações de egoísmo e as oposições de bota-abaixismo, culpar o mundo pela crise e a Dra. Manuela pelo aquecimento global...
O que fica para a história é este facto singelo: em finais de Março de 2009, o Primeiro-Ministro de Portugal não pode sair à rua sem ser assobiado.
Se não é o princípio do fim, quer-me parecer que é o fim do princípio.
publicado por Pedro Picoito às 00:07 | comentar | ver comentários (10) | partilhar
Sábado, 28.03.09

Escrever direito por linhas direitas



Que o caso Freeport tem um óbvio interesse jornalístico e a RTP está a minimizá-lo, ninguém duvida. O que é complicado é o seu tratamento político, em especial para o PSD.

Enquanto os tribunais não lançarem alguma luz sobre o pântano, um acto de decência judicial que começa a tornar-se uma necessidade de sobrevivência do regime, Manuela Ferreira Leite não pode ir muito mais longe do que foi hoje. O PSD, um partido de poder, não pode dar-se ao luxo de substituir os tribunais pelos telejornais. E, sobretudo, não pode cair na tentação de procurar atalhos para São Bento que passem por Alcochete.

Declarações histriónicas como as de Alberto João Jardim, a gritar que se isto fosse em Inglaterra já o Primeiro-Ministro se teria demitido, só servem para tornar ainda mais insuportável o ambiente de suspeita das instituições em que vivemos. Até porque Jardim não é propriamente um modelo de ética política.
publicado por Pedro Picoito às 23:29 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Pág. 161, frase 5

O Paulo Tunhas engatou-me na cadeia da bibliotice. Engatado, não me posso desatrelar:
Sie erhalten auf diese Weise denselben göttlichen Boden zu ihrer Grundlage, den die Welt hat.
Da Humanistische Seelenforschung, do Karl Kerényi, que vou lendo agora.
Como o camarada Picoito já aqui deixou o desafio aos cachimbos restantes, vingo-me na vizinhança: estão desafiados a Laurindinha, o Jansenista, o João Galamba, o Carlos Vidal e o Filipe Nunes Vicente.
publicado por Carlos Botelho às 23:04 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Uma questão de números ou de outra coisa diferente?

Falam na TV das manifestações "contra a globalização" que se realizaram na Europa. Em Berlim, disse a jornalista, a manifestação contou com a presença de 10 000 pessoas. Não percebo, então, por que é que isso chega a ser notícia. Deve ser porque tudo o que soa a "alter-globalização" é notícia. Ou porque os militantes destes movimentos são especialistas não só em criar desacatos, mas em chamar a atenção desse rebanho tilitante chamado comunicação social. Exagero? No pequeno e pouco populoso Portugal, a CGTP consegue reunir 10 000 pessoas para um almoço-convívio com o nosso czar sindical. De 2 em 2 meses temos 100 000 pessoas na Avenida da Liberdade. É assim que me querem convencer da "explosão social" na Alemanha?
publicado por Miguel Morgado às 19:49 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Teimosia Viável ou um País de Bárbaros?

Dizia-me um amigo das andanças académicas que estava preocupado com a incapacidade crescente manifestada pelos académicos portugueses de aceitar críticas ao seu trabalho. Repare-se que estou a falar do meio académico, em que a crítica dos pares desempenha um papel insubstituível na progressão do trabalho científico. E a queixa deste meu amigo pode ser verificada todos os dias, em todas as esferas de actividade. Somos um País de gente medrosa, insegura, freneticamente ciosa do risível quintal que vai assegurando, e em guerra com um conjunto infindável de ameaças que os outros suscitam. No fundo, isto é também um reflexo do País que fomos construindo nos últimos anos. Um País literalmente de bárbaros, isto é, de pessoas incapazes de manter uma conversação racional.
publicado por Miguel Morgado às 14:20 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

A excomunhão pendente

Vai por aí algum alvoroço por um bispo - o de Viseu - ter publicado isto. O bispo, estranhamente, defende a "obrigação moral" da pessoa infectada "se prevenir e não provocar a doença" noutrem e, para isso, não prescindindo de relação sexual, será "aconselhável" ou mesmo "eticamente obrigatório" o uso de preservativo. Os media montam o espanto circense do costume com o "atrevimento" do bispo e o próprio titular, ajudando à festa, já veio dizer (numa curiosa contradição com o seu texto) que "não receia polémicas".
Esperam-se hordas de Católicos enfurecidos invadindo Viseu e reclamando a lapidação sumária do bispo. A Santa Sé, por esta hora, espumará em raiva doutrinal.
É que, como toda a gente sabe, Bento XVI defende que um doente infectado deve contagiar alegremente os seus parceiros.
Tempos divertidos, estes.
publicado por Carlos Botelho às 13:40 | comentar | ver comentários (10) | partilhar

País de terceiro-mundo?

A notícia que o First Couple foi vaiado pela plateia do CCB não me surpreende. Qualquer pessoa teria feito o mesmo se fosse obrigada a esperar meia hora pela chegada de suas excelências. Mas fico admirado pelo CCB não ter iniciado a ópera apenas porque o PM não tinha chegado. Não poderemos considerar isto uma subserviência excessiva ao PM? Será que as coisas têm de ser feitas à medida de sua excelência? Isto teria alguma lógica num país de terceiro mundo, agora em Portugal…

publicado por Nuno Gouveia às 12:35 | comentar | ver comentários (11) | partilhar
Sexta-feira, 27.03.09

A Velha República

Foi hoje publicado o plano das comemorações do Centenário da República. Ali se exibe com vaidade um orçamento de 10 Milhões de Euros, grotescamente abastado para tempos de crise e de desemprego. Vê-se bem que a disciplina orçamental que reivindica moderação nos prémios e nos aumentos salariais não se aplica aos capatazes da ideologia.
De resto, a grandeza da efeméride tem reflexo no tipo de festejo que suscita: a instauração da 1ª República, o pior regime para Portugal destes últimos cem anos - não ignorando o demérito daquele que o antecedeu e já ponderando, apesar de tudo, o tempo de Sócrates - suscita apenas subvenções públicas, apoios estatais e mobiliza os suspeitos do costume. Todas as iniciativas são centralizadas e não têm nada de espontaneidade popular (ao contrário do que, por exemplo, sucede com as comemorações do 25 de Abril).
Aprender com os erros do passado, nada. Desenvolver uma pedagogia diante da irresponsabilidade e cegueira de alguns dos seus mais importantes protagonistas, nada. Apontar a reconciliação e a mobilização de todos para a afirmação de uma renovada identidade nacional, nada. Nada quanto a estudar o que levou ao aparecimento e à aspiração do Estado Novo e ao facto da recente República (em menos de 16 anos) ter ficado tão rapidamente velha, saturada e nociva.
O primeiro objectivo das comemorações é, pois, «evocar a República e o republicanismo, divulgando os seus ideais cívicos, as suas principais realizações e os seus grandes protagonistas». Não há uma leitura objectiva e factual da história, uma preocupação de compreensão do movimento republicano, integrando-o na Revolução Francesa e nos grandes movimentos ideológicos que massacraram o século XX (nomeadamente comunista, nacional-socialista e fascita). Apenas a divulgação do mito que, pelos vistos, continua a alimentar alguns, teimosamente ignorantes e cegamente confiantes na ideia criada à força da vontade do progresso que tanto nos fez regredir.
O problema não é novo. O doente não sabe o seu remédio, muito menos quando não reconhece a doença. Por isso, lá vamos nós embarcar em mais esta excentricidade que antes de começar já cheira a mofo, sabe mal e não contribuirá em nada para a renovação, cada vez mais urgente, do regime republicano.
publicado por Filipe Anacoreta Correia às 16:35 | comentar | ver comentários (12) | partilhar

New blog on the block

Na bloga, nada se perde e tudo se transforma.
O Rui Castro voltou com o Blogue de Direita, patrocinado pela Sábado e na companhia do João Gonçalves, do João Miranda e do João Vacas.
Espero que o pessoal de fora também possa entrar na guerra.
publicado por Pedro Picoito às 16:34 | comentar | partilhar

Vamos ao que interessa ou o Grand Slam da Irlanda



A Irlanda venceu o Torneio das Seis Nações no Sábado passado, com uma vitória sobre o País de Gales por 17-15 que deu também aos irlandeses o primeiro Grand Slam (a vitória sobre todas as outras equipas) desde 1948. A jogar em Cardiff, e depois de uma derrota expressiva com a França, os galeses tinham de ganhar por 13 pontos para triunfar no torneio, mas foi sempre a Irlanda a controlar as operações. Graças a um inteligentíssimo jogo ao pé e a uma sólida defesa, criou enormes dificuldades ao adversário, que nunca conseguiu libertar-se do colete de forças e do peso da responsabilidade. A jovem equipa galesa foi uma sombra de si própria, sem uma uma única jogada à mão digna desse nome. Até o mago Shane Williams, que já sabíamos não ser tão bom a defender como atacar, esteve mal - tanto a defender como a atacar.
O embate, muito intenso mas também muito táctico, foi decidido nos primeiros cinco minutos da segunda parte, com dois ensaios de rompante dos verdes, e nos cinco minutos finais, com um duelo de pontapés capaz de obrigar o mais fervoroso abstémio a esgotar o stock de bebidas brancas para lá da Mancha. A cinco minutos do fim, Stephen Jones (autor de todos os pontos galeses) arrancou um drop que pôs o resultado em 15-14. O Millennium Stadium quase vinha abaixo: a conquista do torneio era já uma miragem, mas pelo menos os locais batiam os vencedores - por um ponto que fosse. Só que a Irlanda não veio abaixo e, dois minutos depois, o abertura O`Gara (melhor marcador de sempre do Seis Nações depois desta jornada, by the way) respondeu com outro pontapé de ressalto. 17-15 e os do trevo na frente. No ultimíssimo minuto, Stephen Jones dispôs de uma derradeira oportunidade de virar o marcador com um pontapé de cinquenta metros. De certeza que nunca se rezou tanto a São Patrício como nos breves momentos, aparentemente eternos, em que o nº 10 galês colocou suavemente a oval sobre o relvado, recuou três passos, olhou o longínquo H e iniciou o curto galope para chutar a bola que levava consigo o destino histórico de Cymru. De certeza, porque Jones falhou. Honra aos vencidos. Glória aos vencedores.
Pois é da glória, da gloriosa glória, que se trata. Em 1948, ainda o Muro de Berlim estava a ser construído, Nascimento Rodrigues não era Provedor de Justiça e até o senhor meu Pai era um infante de meses. Uma glória tão gloriosa que nunca acreditei na Irlanda. Longe de mim insinuar que o senhor meu Pai é culpado de desacertos próprios, mas as minhas esperanças, como sabem, iam todas para Gales, vencedor do torneio e do Grand Slam no ano passado. A razão era simples: o influentíssimo O`Driscoll e os seus três-quartos pareciam-me demasiado velhos e os avançados, pelo contrário, pareciam-me demasiado novos.
Pois bem: falhei redondamente. Não só os homens da frente superaram todas as expectativas (vide o segunda linha Paul O`Connel e o número 8 Jamie Heaslip, a revelação do torneio), como O`Driscoll foi eleito, com toda a justiça, o melhor jogador do Seis Nações de 2009, graças à inquebrantável liderança da equipa, a uma capacidade defensiva de tirar o fôlego e aos quatro ensaios que decidiram jogos. O homem até se deu ao luxo de marcar o drop que arrumou os ingleses... O que é que se pode pedir mais a um O`qualquer coisa?
Aos 30 anos, talvez não lhe falte muito para dar o lugar a outros. A única dúvida em todos os pubs onde a Guiness corre livre e feliz é se ele se tornou, no último Sábado, o melhor três-quartos irlandês de sempre ou se esse título continua a pertencer ao lendário Mike Gibson, o senhor que vêem lá em cima, à esquerda, envergando as cores dos British Lions. A dúvida é um pouco académica, como todas as dúvidas que surgem onde a Guiness corre livre e feliz. Gibson, hoje um pacato advogado de Belfast, jogou durante dezasseis anos pela Irlanda, quando o rugby era ainda um jogo de cavalheiros, e marcou nove ensaios em 69 partidas com a camisola verde (um record para a altura). O`Driscoll é um atleta profissional que, em dez anos, marcou 36 ensaios (o centro com mais ensaios de sempre em jogos entre selecções) e fez 93 jogos de trevo ao peito. Além de... enfim... ter ganho um Grand Slam.
Não sejamos injustos com o grande Mike Gibson, porém. A verdade é que a estrela do Ulster fez parte da equipa que podia ter conquistado "o outro" Grand Slam do rugby esmeralda. Em 1972, depois de vencer fora a França e a Inglaterra, os irlandeses esperavam ganhar, em Dublin, à Escócia e ao País de Gales. Mas, para seu desespero e devido à escalada de violência que se seguiu ao dramático Bloody Sunday, estas equipas recusaram pura e simplesmente pôr o pé na ilha, invocando razões de segurança. Foi a única vez que o centenário torneio, então das Cinco Nações, terminou incompleto.
A Irlanda teve no Sábado a sua doce vingança. Ou talvez não tão doce. Porque é uma amarga ironia da história que, no ano em que o rugby irlandês vive a sua finest hour, a violência sectária tenha regressado com os atentados do IRA. Recorde-se que o rugby é o único desporto em que as duas Irlandas, a "católica" do Sul e a "protestante" do Norte, jogam sob a mesma bandeira. Mike Gibson, um filho de Belfast, e Brian O´Driscoll, um filho de Dublin, são bem o símbolo dessa outra glória do rugby irlandês, maior do que todos os grand slams que São Patrício lhe possa dar.
publicado por Pedro Picoito às 16:30 | comentar | partilhar

Será isto racismo?

Lula da Silva diz que crise foi provocada por "gente branca de olhos azuis"
Fosse esta frase pronunciada por outro político, como por exemplo por Sílvio Berlusconi, e certamente teríamos o queixume daquelas brigadas insuportáveis do politicamente correcto. Como foi Lula da Silva, no passa nada. A indignação é selectiva. Certas barbaridades apenas são criticáveis quando proferidas por certos políticos. O que diz muito da sinceridade desse sentimento.
publicado por Nuno Gouveia às 15:28 | comentar | ver comentários (14) | partilhar

Mário Soares, a mediocridade e a grandeza


Há alguns dias, o dr. Mário Soares queixou-se da "mediocridade" dos actuais líderes europeus. Suponho que haverá muita gente que concorde. Mas não podemos evitar um certo desconforto assim que tomamos em consideração o padrão de grandeza que o dr. Mário Soares implicitamente utiliza. Foi talvez esse padrão de grandeza que o aproximou de François Mitterrand e de Bettino Craxi.

Ora Mitterrand foi um corrupto e um adúltero; colaborou com Vichy durante a juventude; quando chegou a Presidente da República meteu mãos à obra para arrasar o País que deveria governar, e quase conseguiu destruir a França em 10 meses com a sua famigerada experiência socialista; alimentou a Frente Nacional de Le Pen para minar a direita moderada; hesitou no apoio a Gorbachev quando o estalinismo deu o seu último suspiro e durante alguns dias o removeu do poder; opôs-se à reunificação da Alemanha; não se cansou de coleccionar amigos entre déspotas muito pouco recomendáveis no Terceiro Mundo. É preciso continuar? E Craxi? Vale a pena dizer alguma coisa sobre esse exemplo do grande e nobre estadista?

A mediocridade anda por aí, é um facto. Mas a Europa sobreviverá mais facilmente a essa mediocridade do que a tanta "grandeza".
publicado por Miguel Morgado às 11:56 | comentar | ver comentários (28) | partilhar

Eu também sou um "malhador" - ainda a ERC

Francisco, já leste isto?

ERC e Pára o 5º Canal (2), no ABC do PPM

«Luís Gonçalves da Silva e Rui Assis Ferreira, os dois membros do Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social que decidiram votar contra o chumbo das propostas para o quinto canal, não reconheceram capacidade à entidade para avaliar os projectos da Telecinco e da Zon nesta fase do concurso.

A notícia surge através da declaração de voto a que a agência Lusa teve acesso, onde Gonçalves da Silva refere não existirem, neste momento, “fundamentos suficientes que justifiquem a exclusão dos concorrentes”. Mais. “O Conselho Regulador não está juridicamente e tecnicamente habilitado, neste momento concursal, para fazer uma análise do mérito das propostas”. Assis Ferreira, segundo a Lusa, declarou no documento que “impunha-se possibilitar, no interesse do princípio do favor do concurso, uma análise de mérito dos projectos concorrentes”.»


Meios&Publicidade
publicado por Miguel Morgado às 10:23 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

A herança

O peso da dívida pública passou em quatro anos, de menos de 60% do PIB para cerca de 95% do PIB.
Esta é, sem dúvida, a herança de um governo PS que não soube ou não quis cortar despesa pública.
A campanha eleitoral, se for séria, terá como um dos pontos centrais a dívida pública, e o modo como cada um dos partidos se propõe encarar esta herança. O desafio e a responsabilidade da direita, e sobretudo do CDS, será propor um modelo sustentável de Estado e de desenvolvimento, que previna as futuras gerações de serem obrigadas a repudiar esta herança e a saírem de Portugal.
publicado por Pedro Pestana Bastos às 10:20 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Afinal a cor da pele conta muito


«Em encontro com o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira, que as decisões políticas neste momento de crise são mais importantes que as econômicas. "Ele (Gordon Brown), outros líderes mundiais e eu sabemos que o momento exige decisões políticas profundas mais fortes que decisões econômicas que viermos a tomar", afirmou. Lula reforçou que a crise financeira internacional foi causada e fomentada por "gente branca, e de olhos azuis", numa referência a especuladores estrangeiros, de países do primeiro mundo.

Ao ser questionado por um jornalista se sua afirmação não teria um viés ideológico, Lula destacou: “Como eu não conheço nenhum banqueiro negro ou índio [...] eu só posso dizer que não é possível que esta parte da Humanidade, que é a mais vítima do mundo pague por uma crise. Isto não é possível”, completou.»
publicado por Miguel Morgado às 10:11 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Os Loucos Anos 80 (95)

Violent Femmes, "Add it up" (porque já não há saco para a alegria juvenil de "Blister in the Sun"), 1982
publicado por Miguel Morgado às 02:22 | comentar | partilhar
Quinta-feira, 26.03.09

Agora na TV

Fala uma criatura que cumpre à vírgula as instruções que recebe de cima. Sem deslizar nem hesitar. A contradição grosseira é preferível à revisão da opinião oficial. E assim testemunha a perfeita e acabada inconsciência do grupo que nos governa. Este País promete.
publicado por Miguel Morgado às 22:45 | comentar | partilhar

Nova Ordem Mundial

"Chinese vessels never used to bully the US Navy as they did the USNS Impeccable in March. North Korea had never before ripped up its agreement with the south or offered the calculated challenge as publicly pre-announcing the date of an illegal ballistic missile test. Not since Jimmy Carter has the world seen Russia laugh at Washington as it did over the recent request to swap eastern European missile defence for co-operation in Iran, or the cheap ($2.1bn) Russian buyout of America’s base in Kyrghizstan (forcing vital Nato supplies for Afghanistan overland through Russia and Iran, and giving Putin and the mullahs huge leverage). And even worse than the tragic Vietnam that Obama is digging in Afghanistan is the fact that, in two years, Iran will probably have a nuclear weapon. This would be one of the greatest foreign policy disasters in American history." Vale a pena ler o artigo todo.
publicado por Joana Alarcão às 13:14 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

"O Papa tem razão"


publicado por Nuno Lobo às 11:18 | comentar | ver comentários (57) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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