Sexta-feira, 29.05.09

Os fins justificam os meios, camarada

«Devemos denunciar, condenar. É um caso de utilização da economia para efeitos puramente criminosos (...) Certamente por acaso e só por acaso todos aqueles senhores são figuras gradas do PSD» Vital Moreira, cabeça de lista do Partido Socialista, hoje à noite em Évora. Lamento que isto não indigne o próprio PS e que não sejam os próprios a dizer ao camarada que há limites na vida. Teria é de ser alguém que os conhece a fazê-lo.
publicado por Manuel Pinheiro às 02:07 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Quinta-feira, 28.05.09

Descubra as Diferenças

Há desafios mais complicados: só não vê diferenças entre Paulo Rangel e Vital Moreira quem não quer. Que o âmbito de temas de campanha seja mais ou menos alargado segundo a estratégia de comunicação é algo que cada partido e candidato decidirá, seja porque os temas são entendidos como importantes, seja porque são mais mobilizadores e podem minorar a abstenção seja pelas conveniências que bem entenderem. Morais Sarmento já desmentiu os abusos do costume do modelo tablóide:

"É falso (...) Não digo em momento algum que ainda não percebi as diferenças (...) visavam permitir, contribuir para que pudesse sumarizar, até por causa da comunicação social, aspectos e pontos objectivos como as prioridades para a Europa e as principais diferenças em relação ao PS"
publicado por Manuel Pinheiro às 20:12 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

KGB na origem das lendas negras sobre Pio XII



Vídeo sobre como os serviços secretos soviéticos fabricaram acusações sobre o comportamento do Papa Pio XII durante a Segunda Guerra Mundial, insinuando que teria abandonado os Judeus durante o holocausto nazi. Este artigo Moscow’s Assault on the Vatican, escrito pelo antigo espião soviético Ion Mihai Pacepa, fala da estratégia do KGB para atacar e descredibilizar a Igreja Católica por esta ser anti-comunista.

publicado por Paulo Marcelo às 18:23 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

As coisas não estão bem no CDS

Estas declarações (informação via Câmara dos Comuns) de Ribeiro e Castro, denotam o clima que grassa dentro do CDS. Completamente demolidor para a actual lista liderada por Nuno Melo, especialmente para Teresa Caeiro. Repare-se nestas palavras:

A posição estratégica como terceira candidata traduz por certo a exposição desta nova modernidade pela direcção do CDS-PP. E nisso assenta a minha convicção de que Teresa Caeiro não está escondida; antes guardada para arrasar na recta final em defesa da liberalização do aborto e do casamento homossexual, temas que são frequentes nos debates no Parlamento Europeu.

publicado por Nuno Gouveia às 17:47 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Pérola (2)

Outro ilustre comentador, desta feita sem veia filosófica, mas com igual mestria científica, debita mais uma pérola: "As escolas, públicas e privadas, com melhores índices de sucesso escolar têm também maiores índices de alunos com pais divorciados."
publicado por Nuno Lobo às 17:10 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Lapidar

"A ERC não tem autoridade moral para fazer recomendações éticas."

João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.
publicado por Miguel Morgado às 15:09 | comentar | partilhar

ERC, TVI e Eleições

Depois de Marinho Pinto, e por desrespeito por (palavra de honra) "normas ético-legais", a ERC condenou o telejornal das sextas-feiras da TVI. Como é bom de ver, a decisão é politicamente neutra e ignora todos e quaisquer calendários eleitorais.
publicado por Fernando Martins às 12:29 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Pérola

O João Galamba teve a simpatia de citar neste lógica a la carte este meu aspernatio rationis. Na caixa de comentários do post do João, aparece alguém (assina Nuvens de Fumo) com esta pérola filosófica:

"Os divórcios não são bons nem maus, são exercícios da nossa liberdade individual."
publicado por Nuno Lobo às 11:52 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Europa, Rangel e Vital (II)

A terceira surpresa da campanha chama-se Paulo Rangel. Se Vital personifica a classe política pós-revolucionária, Rangel simboliza uma nova geração política que emerge em Portugal trinta e cinco anos depois de Abril. Com a devida vénia ao ministro Pinho, não faço ideia se comeu muita papa maizena quando era criança. Mas sei que Rangel se tem mostrado bem preparado e combativo nos debates. Mas o que mais impressiona é o modo livre e aberto como discute política, como se viu na tertúlia com a blogosfera no café Nicola.
Para além de coragem, a escolha de Paulo Rangel como cabeça de lista do PSD, mostra que Manuela Ferreira Leite se está a rodear de uma nova geração política. Falo de Rangel como podia falar de Paulo Mota Pinto ou Sofia Galvão, que partilham com Rangel um percurso académico e profissional de sucesso. Estes exemplos são relevantes porque mostram ser possível a pessoas de mérito fora da política e do aparelho partidário, chegar a lugares de topo nos partidos. Neste caso são ambos vice-presidentes do PSD.
Os dados estão lançados. Com a campanha todos os dias nas ruas (e na televisão) qualquer cenário é possível. Tudo depende da dimensão do voto de “protesto”, e sobretudo da abstenção (feriados…), que será a grande incógnita que pode baralhar as contas eleitorais.
Uma eventual vitória do PSD nas europeias, juntamente com os sucessivos escândalos que envolvem Sócrates, o cansaço político do Governo, a crise económica, o desemprego crescente, bem como a progressiva afirmação de Manuela Ferreira Leite como líder da oposição, deixam tudo em aberto para as eleições legislativas. O empenho pessoal do Primeiro-Minsitro na campanha eleitoral contribui para transformar estas europeias na “primeira volta” das legislativas. Sem ter culpa disso, Vital Moreira pode simbolizar o princípio do fim de um ciclo político, enquanto Paulo Rangel corporiza a renovação de um novo PSD que emerge no “outono” socialista.
publicado por Paulo Marcelo às 09:49 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

A grande sondagem (V) - O CDS




Declaração de interesses.
Sou militante activo do CDS, gosto do CDS e estou convencido de que é importante para Portugal um CDS forte.
Independentemente de ser crítico de muitas das opções do partido, com todos os seus defeitos o CDS é o partido que pode oferecer, atentas a sua génese e vocação, a proposta mais consistente para, assumindo uma visão claramente humanista, poder operar a mudança de que Portugal tanto precisa.

Dito isto é sempre mais díficil ser objectivo na análise dos possíveis resultados do nosso partido. Mas vamos a isso.
Paulo Portas regressou à Presidência do CDS em Abril de 2007 com o propósito de fazer o partido crescer e anunciando uma nova primavera para o CDS. Nos últimos dois anos teve condições e oportunidade de desenvolver o seu projecto político, da forma como entendeu com total liberdade e com todas as condições internas.

Uma grande vitória para o CDS será:
- O CDS ter uma votação acima dos 10%.
O CDS não atinge os 10% em eleições nacionais desde 1994, pelo que qualquer resultado de dois digitos para o CDS, mesmo que não consiga eleger o terceiro deputado, será uma grande vitória e um óptimo prenúncio para as legislativas de Setembro.
Um resultado sofrível para o CDS seria:
- A manutenção dos dois deputados.
- Uma percentagem inferior a 9% mas superior aos 7,5% das últimas legislativas.
Com este resultado o CDS mantém as posições actuais, não ganha votos, mas teria um resultado superior ao resultado das legislativas em que Paulo Portas apresentou a sua demissão.
Uma grande derrota para o CDS seria:
- Perder um deputado;
- Atingir uma percentagem de votos inferior a 7%
- Ter menos de 20% dos votos do PSD.
Seria o pior resultado de sempre do CDS em eleições europeias e o pior resultado do CDS em eleições nacionais dos últimos 18 anos . Paulo Portas perderia o seu primeiro grande teste eleitoral e teria menos de 4 meses para inverter a situação e salvar o seu projecto.
publicado por Pedro Pestana Bastos às 09:31 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Músicas de genéricos (25)

The Third Man, Carol Reed (1949)

(Anton Karas, cítara)

publicado por Carlos Botelho às 01:46 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Dos conceitos que legitimam (II): eurocepticismo

O eurocepticismo é um conceito relativamente novo, que nasce em resposta à cada vez maior integração europeia na CEE e finalmente na UE. Por definição, eurocepticismo significa o acto de ter dúvidas ou reticências acerca da integração europeia. Na prática, o conceito dissolveu a fronteira entre os partidos pró-europeus e os anti-europeus, uma vez que ser-se eurocéptico permite-nos criticar as posições da UE, e até questionar a existência da própria UE, embora legitimamente. 

Vale a pena ler as entrevistas de Ilda Figueiredo ao SOL e ao i. Nelas, a eurodeputada esclarece a posição do PCP face à UE, e apresenta as suas propostas. A ideia que guardamos após as leituras é que Ilda Figueiredo e o PCP não são contra a Europa, mas que não gostam desta Europa, cuja integração consideram ser capitalista, federalista e militarista; que lutam por dentro por uma Europa social, que está longe de ter existido ou de vir a existir; que têm dúvidas se tem sido bom para Portugal pertencer à UE; que defendem outras formas de cooperação entre Estados, menos integrada e com mais soberania para os Estados, e que a América Latina mostrou que estas são possíveis (a que poderá Ilda Figueiredo referir-se quando fala de modelo de cooperação de sucesso na América Latina?); que preferiam o período pré Maastricht, e mesmo assim com grandes alterações. No fundo, que acreditam que “a UE não é senão um instrumento do capitalismo, nos 27 Estados membros que a compõem”.

O PCP é um partido eurocéptico. Observando as declarações de Ilda Figueiredo, parece evidente que as dúvidas do PCP quanto à UE são realmente muito grandes. Mas qual é o limite, a reticência que faz com que se passe de eurocéptico para anti-europeu? Provavelmente o apelo ao abandono da UE, um critério sem dúvida demasiado curto. O ‘eurocepticismo’ tornou-se um conceito muito conveniente aos partidos mais extremistas, pois progressivamente legitimou a sua participação crítica, por vezes até anti-europeia, no processo político europeu. Notemos que os dois actuais partidos mais eurocépticos em Portugal são o PCP e BE (esqueçamos aqueles que não têm representação parlamentar) e que são partidos anti-europeus de origem, tendo adoptado progressivamente a retórica eurocéptica, que os legitimou a nível europeu e nacional. Na base dessa adaptação, estará certamente o pragmatismo de quem pretende o poder, razão de ser de um partido, e na compreensão de que crescer enquanto partido significaria consentir alguma perda de ideologia, trocada por legitimidade.

Ou seja, e como Ilda Figueiredo bem nos mostra, ser-se eurocéptico é estar-se contra a integração europeia, mas sendo pragmático o suficiente para o fazer com legitimidade na opinião pública. É que esse pragmatismo vale votos, que por sua vez valem assentos parlamentares e prestígio. Afinal, parece que o que distingue eurocépticos de anti-europeístas é apenas o seu pragmatismo.
publicado por Alexandre Homem Cristo às 00:04 | comentar | ver comentários (7) | partilhar
Quarta-feira, 27.05.09

Ter jeito prà política, ter jeito prà política, ter jeito prà política (*)

'Não basta só dizer mal! Não basta só dizer mal!!... Não basta só dizer mal!!!'

Assim gritava hoje transpiradamente Sócrates em Castelo Branco. Já se sabia que o senhor primeiro-ministro nos toma a todos por imbecis, mas não imaginava que também nos tomasse por surdos.

(*)
publicado por Carlos Botelho às 23:21 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Longe, muito longe

Em Janeiro, perguntava aqui no Cachimbo até onde é que esta equipa do Barcelona poderia chegar sem centrais de qualidade? Afinal, mesmo com centrais de segunda categoria, mesmo com uma defesa remendada, mesmo com dois jogadores titulares que a opinião generalizada considerava terem chegado ao fim das suas carreiras (Henry e Etoo) e mesmo com um plantel relativamente curto, foram longe. Foram muito longe.
publicado por Miguel Morgado às 22:40 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Más notícias para a causa fracturante

Segundo uma sondagem da Gallup, o apoio popular ao casamento gay tem vindo a descer nos Estados Unidos. Depois de um crescimento acentuado desde a década de 90, a tendência inverteu-se a partir de 2007. Nesse ano cerca de 46 por cento dos americanos apoiava medidas legislativas neste sentido, enquanto agora esse número situa-se nos 40 por cento. Apenas 55 por cento dos democratas apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mais 10 por cento que os independentes. Entre os republicanos, apenas 20 por cento se mostram favoráveis. Mas nem tudo é negativo para a causa: os jovens entre os 18/29 apoiam maioritariamente o casamento gay.

Com estes números é de prever que no próximo ciclo eleitoral este assunto seja dos mais relevantes da discussão pública (o que lamento). Os democratas podem perder algumas "batalhas" devido a este tema, especialmente nos circuitos mais conservadores. Apesar de Barack Obama ser contra o casamento gay, os democratas, especialmente da ala mais liberal, têm sido aqueles que mais têm lutado por esta modificação.
publicado por Nuno Gouveia às 21:59 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Em cheio

"Reconhecem-lhe [a José Sócrates] dons oratórios. Discordo. O senhor é tão-só um pugilista da frase previamente fabricada (para o observador atento são significativos os seus erros discursivos: diz perdão, faz rewind e carrega no forward para prosseguir sem pestanejar). O seu vício para reduzir a argumentação ao pugilato verbal é irrecuperável (...)."

Santana Castilho, "Carta aberta ao primeiro-ministro", hoje, no Público.
publicado por Carlos Botelho às 19:28 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Duas Perguntas e uma Previsão a Propósito do "Caso BPN"

Apesar de Dias Loureiro ter anunciado que irá deixar o Conselho de Estado, vale a pena perguntar o seguinte. O BPN está para Cavaco Silva como Macau esteve para Mário Soares? Quem desempenhará o papel de Rui Mateus de Cavaco Silva e do PSD?
Caso a resposta à primeira pergunta seja "sim" e um Rui Mateus do PSD apareça por aí em forma de livro ou de outra coisa qualquer, atrevo-me a prever para Cavaco Silva um futuro politicamente longo e radioso!
publicado por Fernando Martins às 19:19 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Publicidade à malta da bloga


O meu amigo João Gonçalves do Portugal dos Pequeninos lança o livro do seu blogue no dia 3 de Junho, pelas 18:30, na Bertrand do Chiado. Medeiros Ferreira assina o prefácio. Pacheco Pereira faz a apresentação. É de ir.
publicado por Miguel Morgado às 17:06 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Dos conceitos que legitimam (I): democracia

Escreve o Miguel Morgado, num post abaixo, que “nestas coisas de concepções de democracia, ao que parece cada um tem a sua”. Infelizmente, tem toda a razão. O conceito ‘democracia’ foi várias vezes esvaziado do seu sentido ao longo da história política do século XX, cuja herança passou para o XXI, e a utilidade desse esvaziamento foi a de adaptar o conceito ‘democracia’ a mil e uma coisas diferentes, no sentido de as legitimar na opinião pública. Assim, a ‘democracia’ tornou-se em algo como uma ‘carta branca’ que a tudo se molda. Com resultados evidentes: vejamos o caso dos partidos de mudança de regime, como os Partidos Comunistas, antes inimigos do regime, e que hoje uniformizaram a sua mensagem política à volta do conceito de ‘democracia’. Foi, claro, uma questão de sobrevivência; a democracia vencera, e para se manter no jogo era necessário ser-se democrático. Ou pelo menos dizer-se democrático.

Uma das grandes mentes que esvaziou o conceito de ‘democracia’ foi Carl Schmitt, em Sobre o Parlamentarismo (1923) e em várias reflexões que apresentou até ao início dos anos 1930 (como ‘Strong State and Sound Economy’ de 1932). Argumentava o teólogo alemão que uma democracia pode ser militarista ou pacifista, absolutista ou liberal, centralizada ou descentralizada, progressista ou reaccionária, consoante as épocas mas sem nunca deixar de ser uma democracia. Por definição, a democracia é uma série de identidades, e a sua natureza (ou definição) diz-nos que as decisões devem ter apenas valor para quem as toma (se todos decidem, todos obedecem). É essa série de identidades que constrói a identificação entre o quantitativo (a preferência da maioria) e a lei (aquilo que é justo). Se por razões práticas, umas quantas pessoas decidem pelo povo, também poderá decidir pelo povo uma única pessoa de confiança: esta argumentação, sem deixar de ser democrática, justificaria um cesarismo anti-democrático, e está na base da crítica de Schmitt às democracias liberais, enquanto legitima o renascer do Estado alemão nos anos 1930.

A questão fundamental reside na definição dos conceitos. Existe uma enorme diferença entre aquilo que ‘democracia’ significa (i.e. relação entre quantitativo e lei) e aquilo que nós entendemos por ‘democracia’ (i.e. relação entre quantitativo e lei, com pluralismo político e liberalismo). Esta ambiguidade entre aquilo que significa e aquilo que compreendemos permite, entre outras coisas, que cada um tenha a sua própria visão sobre o que é ‘democracia’. E que alguns desses a usem como instrumento de legitimação: que um partido comunista se denomine de democrático já não choca ninguém, como se o comunismo fosse uma forma de democracia. E de acordo com o argumento de Schmitt, não haveria limites para essa associação. Por isso, aquilo que nos anos 1930 serviu para legitimar uma Europa com Estados fortes e centralizados, serve hoje igualmente para legitimar as alternativas de regime. É que, se de uma ponta à outra da escala esquerda-direita todos são democráticos, então ser-se democrático já não significa nada.
publicado por Alexandre Homem Cristo às 15:35 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Especialistas

Ao ler esta posta do Nuno Lobo, lembrei-me das imortais palavras de Max Weber:
«...para os 'últimos homens' dessa fase da civilização, tornar-se-ão verdade as seguintes palavras: 'Especialistas sem espírito, folgazões sem coração: estes nadas pensam ter chegado a um estádio da humanidade nunca antes atingido'»
publicado por Miguel Morgado às 14:03 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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