Quinta-feira, 04.06.09

Se calhar o tratamento cobarde dos casos Theo van Gogh e Ayaan Hirsi Ali têm alguma responsabilidade nisto

Uma formação de extrema-direita, o Partido para a Liberdade do Povo Holandês (PVV), foi hoje o segundo mais votado nas eleições para o Parlamento Europeu na Holanda, marcadas por uma abstenção alta e por uma forte penalização dos partidos no Governo.
publicado por Maria João Marques às 22:50 | comentar | ver comentários (12) | partilhar

David Carradine (8 de Dezembro de 1936-4 de Junho de 2009)

publicado por Fernando Martins às 21:10 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Uma Cena de Ciúmes...

... aqui.
publicado por Fernando Martins às 21:03 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Subitamente na noite de Viseu...

O melhor discurso político desta campanha. Manuela Ferreira Leite afirmou que o PSD se distingue do PS "não só nas políticas mas também essencialmente pela forma de fazer política e pela forma de estar na política". "Quando se faz política a pensar nos valores, com princípios éticos, a última coisa que se faz é insultar. E há uma que então, nem nos atravessa o espírito fazer, que é lançar suspeitas" (...) "a suspeição é talvez a forma mais torpe de fazer política". Versão completa aqui.
publicado por Paulo Marcelo às 17:15 | comentar | partilhar

O 13º Ministério

A dois dias das eleições, o Ministério Público, de novo, constitui arguidos - perdão comunica pela imprensa que constitui arguidos - militantes do PSD. Mais uma vez o Ministério Público é notícia pelas piores razões e entra em campanha ao lado do PS na defesa da «roubalheira». Por mim, só me satisfaço com a demissão deste Procurador Geral e da sua equipa (que inclui Lopes da Mota e o outro Ministro Alberto Costa). É que andam para aí a tentar dar casas ao PS, em manifesto abuso de poder.
publicado por Filipe Anacoreta Correia às 16:13 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Tiananmen 20 anos: opressão comunista nunca mais

publicado por Paulo Marcelo às 14:41 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Ele merece

Uma pessoa liga a televisão nestes dias e prepara-se para o pior. O pior é obviamente encontrar Vital Moreira acompanhado de Ana Gomes numa rua qualquer do país. Os eleitores do PS são seres humanos e, portanto, também devem sentir algo assim. Porque o que Vital Moreira diz – esqueçamos Ana Gomes – só a custo se distingue do mais rasteiro populismo. O PSD está por detrás da “roubalheira” do BPN, etc. E os silêncios não são menos relevantes: a recusa em comentar a abjecta insinuação sobre as acções compradas e vendidas pelo Presidente da República, por exemplo (uma esquiva que o sempre muito sorridente António Costa igualmente praticou, revelando a estratégia da seita). Diz-se que é por “falta de jeito” que saem estas coisas a Vital Moreira. Não é. Vital Moreira tinha “jeito” quando falava do alto do seu saber marxista-leninista sobre o “sentido da história”. Quando esse saber se evaporou, restou-lhe a prática ocasional de invectivas, na tradição leninista. Se se lerem alguns artigos do Público descobrem-se coisas dessas. Não chega a acusar ninguém de ser uma “víbora lúbrica”, mas sente-se a escola. Não é apenas para “mostrar um cartão” a Sócrates que não se deve votar em Vital Moreira. É também por causa de Vital Moreira. Ele merece que não se vote no PS.
publicado por Paulo Tunhas às 08:35 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

«Sim» a Barroso


A Comissão Europeia (CE) costuma ser apelidada de ‘motor da integração europeia’, o que confirma não só a importância da instituição e do seu presidente, como a das eleições de 7 de Junho. O que está sobretudo em causa não é relevância do Parlamento Europeu, que como disse António Barreto, na Sic Notícias, funciona mais como um parlamento fantasma e serve o principal intuito de preencher um vácuo de legitimidade democrática que se sente na UE desde a década de 1990. A nomeação do Presidente da CE depende da aprovação no Parlamento Europeu, e o nosso voto serve essencialmente esse objectivo: escolher quem queremos que nos represente no momento da nomeação do presidente da Comissão. Eleger eurodeputados do PSD é, por isso, dar votos a Durão Barroso para essa nomeação.

Sim, Barroso é português, e sim, isso é importante. É importante para nós, portugueses, pois é sabido que os interesses nacionais serão sempre melhor servidos por quem os conhece de perto, para além do prestígio para a política nacional. Mas é sobretudo importante porque Portugal é um pequeno país da UE, e um presidente de um pequeno país estará sempre melhor colocado para servir os interesses europeus e manter-se resistente às pressões dos países com maior peso. O apoio que Barroso reuniu à volta da sua nomeação por parte dos pequenos países europeus é a manifestação desse facto, e a distribuição que fez dos comissários pelas pastas europeias é uma das manifestações políticas mais fortes do seu mandato. A Alemanha, por exemplo, esperava poder contar com a pasta económica, enquanto que a França aguardava, como sempre, uma pasta prestigiante, tendo-lhes sido atribuídas a Indústria e a Justiça, respectivamente, ambas longe de serem tradicionais pastas para estes países. Foi um acto político assumidamente contra a predominância do eixo franco-alemão a dirigir as questões europeias.

Isso diz-nos outra coisa sobre a liderança de Barroso: que é uma liderança forte. Parece um argumento de pouca relevância, mas não é. De acordo com Desmond Dinan, em Ever Closer Union, as lideranças da CE são avaliadas pela percepção de força ou fraqueza, e desde Delors (1985 – 1994) que não temos na CE um líder forte, com os custos que isso implica: sendo que é o presidente da Comissão que marca o tom e o rumo das políticas a seguir, uma liderança fraca afecta directamente o ‘motor da integração europeia’.

Por cá, Barroso continua a viver sob o espectro da guerra do Iraque. A esquerda nunca lhe perdoou a sua aproximação aos EUA, o seu liberalismo político e económico, e a sua fé na integração europeia. Entre outros, que Mário Soares considere que o apoio socialista a Durão Barroso seja ‘suicídio político’ explica-se, em grande parte, pela insistência do ex-Presidente da República em compreender a política na UE como extensão do combate político nacional. Mesmo que, no final, isso nos prejudique.
publicado por Alexandre Homem Cristo às 02:01 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

(Des)Empate

Segundo o barómetro sobre as eleições de Domingo dia 7 feito pela Marktest para a TSF e o Diário Económico, há agora um "empate técnico" entre o PSD e o PS. Porém, no desempate, o raça do PSD comandado por Manuela Ferreira Leite e por Paulo Rangel leva vantagem. Vamos lá ver como é que a campanha de Sócrates (e de Vital Moreira) reagirá a um facto que é do ponto de vista do PS, no mínimo, muito preocupante.
publicado por Fernando Martins às 01:20 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

A Grande Ausente

Ao contrário do sucedido em anteriores visitas de estado feitas ao estrangeiro pelo presidente Obama, desta vez Michelle Obama não acompanha o marido. Esta ausência é importante. Não tanto porque não poderemos ver a primeira dama com ombros ao léu em países islâmicos, mas porque Michelle teria uma oportunidade única para se apresentar com uma agenda legítima e necessária em prol da defesa dos os direitos das mulheres numa região onde eles são recorrente e brutalmente violados. De qualquer modo, e apesar da ausência de Michelle, gostaria de pensar que o marido não deixará de proferir algumas palavras, tão verdadeiras quanto eficazes, de condenação da intolerável e sistemática violação dos direitos das mulheres no Médio Oriente. É que esta, e não o conflito israelo-palestiniano, é a grande questão política e social do Médio Oriente.
publicado por Fernando Martins às 00:34 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Quarta-feira, 03.06.09

O Jornalista Que Vale Bem 27 Estrelas

Para responder às declarações de Cavaco Silva sobre a manchete do Expresso, esteve esta noite na SIC-N Ricardo Costa para justificar a manchete e a notícia que, afinal, não é notícia e apenas manchete. Ricardo Costa, entrevistado por Ana Lourenço, muito agastado e exaltado, tentou explicar o absurdo da notícia que afinal, e nas suas palavras, não tem que ver com o facto de Cavaco Silva ter feito alguma coisa ilegal ao comprar e depois vender acções da SLN, mas com o facto de "Belém" não ter respondido às perguntas do Expresso sobre a notícia e a manchete. Depois de ouvir as justificações de Ricardo Costa só posso concluir uma coisa. Nem Ana Lourenço ficou convencida...
publicado por Fernando Martins às 23:40 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

It's politics, stupid!...

publicado por Carlos Botelho às 21:37 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Esclarecido!

Cavaco Silva esclareceu hoje o que havia a esclarecer sobre o "caso" das acções da SLN que o Expresso noticiou no passado Sábado. Justamente no Sábado de manhã escrevi um pequeno texto em que disse que Cavaco Silva tinha que explicar-se mais e melhor. Houve quem não concordasse. Num outro texto escrito no Sábado ao fim da noite reiterei a minha posição. Pelos vistos o presidente da República deu razão àqueles que reclamavam esclarecimentos sobre a notícia do Expresso. Os esclarecimentos dados são um dever de consciência e o reconhecimento do valor inestimável da democracia e dos princípios éticos e políticos que devem reger quem ocupa cargos eleitos pelos seus concidadãos.
Visto isto, neste momento só me ocorre fazer votos para que José Sócrates esclareça também ele, cabalmente, os factos que mancham a sua biografia (e não apenas a política). Mas a verdade, e como se sabe, é que Cavaco Silva e José Sócrates não são iguais (e não o apenas digo em sentido literal). Por isso, vou já tirar o "cavalinho da chuva".
publicado por Fernando Martins às 19:10 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Não é o desemprego um tema europeu?

Segundo os dados divulgados ontem pelo Eurostat, o desemprego voltou a subir em Portugal, durante o mês de Abril, atingindo agora cerca de 9,3% da população activa, ou seja, existem 512 mil pessoas sem trabalho. Repito. Há mais de meio milhão de portugueses desempregados. Ao contrário do que tem sido habitual em Portugal nos últimos anos, temos hoje uma taxa de desemprego acima da média europeia (8,6% em Abril), tanto para o conjunto dos desempregados, como sobretudo para os jovens (20,6%), bastante acima média europeia (18,5%). Apesar destes números negros, a campanha para as europeias parece passar ao lado deste facto, pelo menos de acordo com a informação que recebi, filtrada pela comunicação social. O que mostra a falta de sintonia entre algumas "agendas políticas" e a realidade dos portugueses. O candidato Vital Moreira vai tentando desviar as atenções atirando lama para cima dos adversários. Bem imbuído do estilo de propaganda socialista, preferiu ignorar a realidade do crescimento do desemprego e falar de uma espécie de "Silicon Valley" português situado no verde Minho. É preciso ter lata. Mesmo muita lata. Ainda por cima em plena região norte, onde o desemprego está acima da média nacional, com graves consequências sociais.
publicado por Paulo Marcelo às 15:28 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Da série "A frase do dia"

"O Primeiro-Ministro está num momento difícil da carreira", Luís Amado, Ministro dos Negócios Estrangeiros.
publicado por Paulo Marcelo às 14:49 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

O caos das sondagens


Um dos pontos interessantes do próximo Domingo será aferir o estado da arte na elaboração de sondagens em Portugal pelos diferentes institutos. Na verdade não me lembro de um caos tão grande a nível de sondagens publicadas.
Das nove sondagens publicadas, tendo por objecto a intenção de voto dos portugueses para as europeias, há de tudo.
No espaço de um mês o BE tanto aparece numa sondagem da Intercampus com 18% e como numa da Marktest com apenas 7%.
O CDS na mesma semana apresenta 2% das intenções de voto na sondagem da católica e 7% no estudo da Eurosondagem.
Em relação a votos brancos, nulos e em outros partidos o estudo da católica prevê 4% e passado um mês a Marktest prevê 19%.
Os partidos do bloco central apresentam intenções de voto conjuntas de 75% no estudo de Maio da Aximage e no estudo do mesmo mês da Marktest apenas 62%.
Chegamos mesmo ao cúmulo de uma sondagem prever 0% de votos OBN, quando é quase técnico que pelo menos 5% dos votos são distribuídos entre votos brancos, nulos e em outros partidos.
Com este caos interno talvez seja interessante olhar para a previsão efectuada pelo modelo Hix/Marsh para Portugal. Este modelo pondera os resultados de todas as sondagens publicadas mas também o histórico de cada partido nas várias eleições europeias. Os resultados são interessantes e Domingo veremos o nível de fiabilidade deste método.

PS - 35%
PSD - 30%
BE - 11%
CDU - 10%
CDS - 8,5%
publicado por Pedro Pestana Bastos às 13:10 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Dos Gestos Fúteis


Quando se fala nos genocídios mais horríveis das últimas décadas, aparece sempre esta tendência de agredir o leitor com a necessidade de cada um se indignar: indignar com os carrascos, indignar com a sorte das vítimas, mas sobretudo indignar com o esquecimento a que se vai votando aquela desastrosa experiência, com a indiferença com que hoje vemos esse crime desproporcionado.
.
No Público de hoje, Teresa de Sousa retoma o estilo. Censura-nos por não termos assistido à apresentação do livro de Denise Affonço, sobrevivente dos campos da morte de Pol Pot, que, no entanto, não pouparam a filha, nem o marido. Não me parece, contudo, que se trate de admoestação à fragilidade da nossa compaixão. Não há ninguém que não sofra com a história de Denise Affonço, ou de milhares e milhares de pessoas que sofreram o mesmo destino no Cambodja. Teresa de Sousa reservou outras admoestações para a condição da nossa consciência colectiva. Não nos perdoa por cedermos aos nossos “interesses” com a China. Pergunta, ainda com a sua lança em punho, “quem é que hoje quer incomodar a China?”. Ela, presumivelmente, quer. Nós, presumivelmente, não. Por outro lado, também a nossa amnésia conveniente dos acontecimentos no Cambodja é alvo de uma indignada reprimenda. Queremos esquecer, enquanto as vítimas têm o “direito à verdade”.
.
De acordo, as vítimas têm o direito à verdade. Mas o que é insuportável neste tipo de prosa é a disponibilidade absolutamente gratuita para saldar antigos passivos e ainda aparecer como reserva moral da civilização ocidental. Ora, parece-me muito mais saudável insistir na educação moral e intelectual que nos pode imunizar contra este tipo de tentações totalitárias – que Teresa de Sousa confunde com “utopias ideológicas”. Parece-me muito mais proveitoso, se bem que com menos brilharetes emocionais e menos sortidos retóricos, recordar que essas tentações ideológicas procuram sempre encontrar terreno fértil na degeneração moral e na falência intelectual que algumas correntes se entretiveram – e se entretêm ainda hoje – a patrocinar. Porque se ninguém discorda que as vítimas têm o direito à verdade, antes desse direito tinham um outro: o direito de não serem vítimas destes carniceiros políticos. É no momento politicamente decisivo que é necessário mostrar a indignação, uma indignação que não seja estéril. Se é do Cambodja que falamos, então era na década de 70 que era preciso dizer “não”. Se Baptista Bastos se celebrizou por perguntar aos seus convidados “onde é que estavas no 25 de Abril?”, então uma ligeira adaptação da pergunta indica-nos o cerne do problema: “onde é que estava Teresa de Sousa quando os Khmer Rouges entraram em Phnom Penh?”. Porque entre os vários grupos de pessoas com quem os sobreviventes gostariam, nos seus piores momentos, de ajustar contas, contam-se, sem dúvida, os coetâneos que no momento politicamente eficaz preferiram denunciar o imperialismo americano e louvar os caminhos para o socialismo.
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Hoje em dia, muitos do que denunciam a indiferença da “sociedade”, convivem bem com a presença, dimensão e importância de partidos políticos que não renegam, bem pelo contrário, o seu legado totalitário. Isso não os perturba. Muitos dos que se indignam, não se incomodam com a farsa montada em plenas Nações Unidas, em cujas comissões de defesa dos direitos humanos são países como Cuba, Líbia e Síria que têm lugar de honra. Isso não provoca comoção "democrática" junto das nossas almas mais generosas. Daqui por 30 anos devem ser os mesmos que virão assumir poses dramáticas e pronunciar duras palavras com a vozinha angélica da nossa atraiçoada consciência.
publicado por Miguel Morgado às 11:18 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Triste spectaculum

A insolência desrespeitosa, que seria sempre insuportável para quem quer que fosse, mas pior quando é dirigida a quem foi eleito por quem apenas foi "lá" posto.
O desprezo do diminutivo, que escarnece daquilo que nos torna a todos iguais na nossa soberania.
O gozo do "dever(!) cumprido" lançado às caras incrédulas dos outros, que sabem que esse "cumprimento" transformou lugares vivos em cemitérios abandonados.
O arremesso sem-vergonha da mentira.
O descaramento da barbárie.
Esta é a gente de que Sócrates gosta de se rodear.
Mas ouçam, ouçam...
publicado por Carlos Botelho às 02:14 | comentar | ver comentários (9) | partilhar
Terça-feira, 02.06.09

A fala de Vital Moreira

Trafaria, Almada, apropriadamente numa estação de tratamento de lixos, o candidato Vital Moreira queixava-se de haver 'certas mentes púdicas que não gostam de certas palavras...' e que, em vez de 'roubalheira', poderia dizer... 'subtracção' do BPN.
Mas não, Vital Moreira, assim, não tratou o lixo por si produzido há dias. O cheiro continua insuportável (e pode sempre pegar-se às suas hostes). O candidato apenas se fez desentendido. Não fosse ele um Professor de Coimbra ('Meu Deus!'), e eu diria que temos aqui um caso de esperteza saloia. É que a porcaria, se assim me posso exprimir com propriedade semântica, está, não na palavra escolhida, mas na associação maliciosa, no vínculo, que o candidato, brilhante, estabeleceu entre o "roubo" e um Partido enquanto tal.
Mas, se querem que vos diga, o que mais me chocou ali foi ter escutado a expressão 'certas mentes púdicas' da boca do candidato, mesmo ao lado de Edite Estrela (acompanhante na excursão aos lixos), que o não corrigiu. Por mais que Vital Moreira vareje, nervoso, os crânios dos outros candidatos, nunca lá achará uma mente "púdica" - coisa que não existe. Descobrirá antes, se a conseguir reconhecer, uma ou outra mente pudica.
O cabeça-de-lista do PS, como se tem visto, manifesta grandes dificuldades no uso do pudor na sua linguagem (política). Custa-lhe dizê-lo.
Vital Moreira não sabe que a qualidade do pudor não é esdrúxula. É grave.
publicado por Carlos Botelho às 23:21 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Faz sentido o dia de reflexão?

A minha resposta é não. Nos dias de hoje será normal andar semanas e semanas a falar de partidos, projectos políticos ou candidatos e depois, um dia antes das eleições, tudo se apagar, e ninguém poder escrever ou falar sobre o assunto? Considerando discutível o sistema norte-americano, onde se pode fazer campanha eleitoral até ao fim da votação, seria mais aceitável permitir que a campanha eleitoral prosseguisse pelo menos até ao dia anterior ao da votação. O dia de reflexão é inútil, e poderá mesmo servir até para desmobilizar algum eleitorado. Na era dos novos media, impor um silêncio até pode ser considerado quase anti-democrático.

Este ano será interessante verificar como irão as pessoas comportarem-se nas redes sociais e nos blogues. Se nos blogues a tendência deverá ser para as pessoas se conterem a partir da meia-noite de sexta-feira, já no Twitter ou Facebook as coisas vão ser diferentes. Ou alguém acredita que as pessoas vão deixar de falar no assunto do dia, apenas por causa desta lei retrógrada? Era bom que os partidos políticos iniciassem um verdadeiro debate sobre a utilidade deste dia de reflexão. A democracia portuguesa ficava a ganhar.

A ler também: Reflexão sobre o Dia de Reflexão de Rodrigo Saraiva

publicado por Nuno Gouveia às 23:03 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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