Terça-feira, 02.06.09

Lembram-se de quem apresentou este livro?


Não se lembram? Então eu ajudo. Não, não foi Vital Moreira. Quem apresentou o livro "Sócrates - o menino de ouro do PS" foi mesmo Manuel Dias Loureiro. Na altura da sessão de apresentação, o agora proscrito Loureiro revelou que a afectividade do actual primeiro-ministro foi a característica que mais o «emocionou» na leitura do livro. Dias Loureiro referiu-se também à «enorme generosidade», «sensatez», «prudência», «coragem» e «capacidade de liderança» de José Sócrates, que classificou como um «homem trabalhador» e um «homem de detalhes»: «Só quem está atento aos detalhes pode fazer grandes coisas. Essa é uma característica dos grandes homens». Que bonito. Estou emocionado. Perante isto, gostava de saber se o candidato Vital Moreira também vai pedir a José Sócrates para se demarcar de Dias Loureiro. É que esta coisa dos detalhes tem que se lhe diga.
publicado por Paulo Marcelo às 19:37 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Citação montesquieuana do dia

«Convidar, quando não é preciso forçar; conduzir, quando não é preciso comandar, é a suprema habilidade. A razão tem um império natural; tem até um império tirânico: resiste-se-lhe, mas essa resistência é o seu triunfo; um pouco mais de tempo e é-se forçado a regressar a ela.»
publicado por Miguel Morgado às 18:09 | comentar | partilhar

Brokeback Tugain

Acho muito bem que exista uma associação de defesa dos polícias gays. Finalmente somos uma democracia moderna, avançada, desenvolvida, etc., que combate todas as discriminações e respeita os direitos de todos os cidadãos, etc.
Só há uma coisinha que me preocupa. Para quando a associação dos fuzileiros gays?
Bem, já agora, e a dos forcados gays?
Enfim, não estaremos a esquecer os infelizes Cristianos Ronaldos gays?
Nem imaginam o que sofre um Cristiano Ronaldo gay...
Nunca pensaram nisso, pois não?
Fascistas.
publicado por Pedro Picoito às 16:13 | comentar | ver comentários (16) | partilhar

Campanha

Acompanho com interesse mínimo a campanha. Paulo Rangel, a densidade de Paulo Rangel, a cultura política de Paulo Rangel, a oratória de Paulo Rangel. Quase um milagre político. É caso para nos perguntarmos: o que seria do nosso país se os partidos não fossem tão hostis às formas de vida inteligente? Vital Moreira é um milagre em sentido inverso. Foi anunciado com a aura messiânica do independente (um sinal do respeito que os partidos nutrem por quem neles chafurda), um probo consitucionalista cuja missão seria devolver a dignidade ao combate político. A meio da campanha, quando a maré ainda não lançou todos os detritos na praia, a dignidade do combate político situa-se algures entre a filosófica "roubalheira" e o episódio de ressentimentos amorosos que coloriu o 1º de Maio. Os restantes partidos representados na Assembleia da República (não me refiro a essa ficção parlamentar que dá pelo nome de "Os Verdes") andam pelas ruas do país na inútil procissão do costume. Visitam fábricas e minas, feiras e supermercados, acompanhados de jornalistas, a falar para os jornalistas e a agir para as câmaras (até a contribuição do sábio Rangel para o Banco Alimentar contra a Fome necessitou de um 2º take) num processo de autofagia mediática que "irrealiza" candidatos e que anularia as ideias, se por caridade alguém as tivesse. Dois exemplos de que os reinos dos partidos não são deste mundo: a sessão de esclarecimento do PSD em Barcelos e os eternos representantes dos trabalhadores ignorados por estes às portas da Auto-Europa. Os partidos portugueses pairam acima da sociedade. Esta campanha tem-no demonstrado com penosa eloquência.
publicado por Joana Alarcão às 15:10 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Paradise-promises never win against reality

« Everyone in the world, or so it seems, is waiting to see if this is what Barack Obama sings. I'm not sure, though, that the Arabs are waiting with such enthusiasm as the rest of the world. I haven't met an Arab in Egypt – or an Arab in Lebanon, for that matter – who really thinks that Obama's "outreach" lecture in Cairo on Thursday is going to make much difference. (…) maybe Obama will realise, just like the Arab potentates have realised, that beautiful rhetoric and paradise-promises never, ever, win against reality. »

Robert Fisk, hoje, no The Independent.
publicado por Alexandre Homem Cristo às 14:02 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Desordem nos Advogados


O debate Prós e Contras de ontem da RTP1 veio confirmar aquilo que escrevi aqui no Cachimbo sobre o actual Bastonário da Ordem dos Advogados. A incapacidade de dialogar e de ouvir os colegas, o estilo populista, por vezes até mentiroso, de Marinho Pinto levam-me a temer que, no final deste mandato, não fique pedra sobre pedra na mais antiga ordem profissional portuguesa (1926). Digo isto com pena porque sou institucionalista. Não é apenas o Estado, como são frágeis em Portugal as instituições e a sociedade civil.
publicado por Paulo Marcelo às 10:47 | comentar | ver comentários (11) | partilhar
Segunda-feira, 01.06.09

O candidato 'roubalheira BPN' foge a debate

É como escreve o Nuno Gouveia: Vital recusou novo debate com Paulo Rangel para evitar mais um vexame da sua inexistente capacidade argumentativa à frente de milhões de portugueses.
publicado por Maria João Marques às 23:27 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Ler os Outros

Cada vez gosto mais do 5 Dias.
publicado por Fernando Martins às 19:03 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

A grande sondagem (VI) - empate técnico



O último estudo publicado pela Eurosondagem teve especial repercussão na campanha eleitoral do fim de semana.
Percebe-se as razões. Foi até agora a sondagem com maior amostra (cerca de 2500 entrevistas), e a última em termos de trabalho de campo (25 a 27 de Maio).
Mas se compreendo a importância da sondagem, já no que se refere às conclusões que os media deram tenho as maiores reservas que sejam as mais objectivas.
Vejamos os resultados:
PS - 35.5%
PSD - 32.5%
CDU - 9.2%
BE - 8.8%
CDS - 6.5%
Perante estes resultados os media destacaram:
"Empate técnico entre PS e PSD",
"CDU e BE lutam pelo terceiro lugar"
"CDS cada vez mais último".
As notícias dadas desta forma motivam objectivamente os eleitores do PSD e da CDU e podem desmotivar os do CDS. No entanto do ponto de vista científico tanto existe empate técnico entre PS e PSD como entre CDU, BE e CDS. Aliás, se é verdade que o PSD está a 3% do PS, as intenções de voto no CDS no último estudo estão apenas a 2.3% do BE e a 2.7% da CDU.
Não quero dizer com isto que tudo vai bem na campanha do CDS. Claro que há muitas sondagens preocupantes e que o CDS deve estar atento a esses sinais e reflectir caso os resultados nas urnas confirmem as previsões dos estudos. Mas o que me parece certo é que, pelo menos de acordo com o último estudo da Eurosondagem, o CDS está a menos votos de ser o terceiro partido mais votado do que o PSD o partido mais votado. É objectivo.



publicado por Pedro Pestana Bastos às 18:51 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Cães como quem?



Discordo da sentença do Tiago Moreira Ramalho sobre o sistema parlamentar britânico, abalado nas últimas semanas pelo escândalo das despesas dos seus deputados."Caem por terra essas teorias de que a Inglaterra é um exemplo para o mundo", diz. "Afinal, são cães como nós." Não estando inteiramente certo quanto à parte do cão, acredito que a democracia inglesa dispensa a minha apologia. Mas estive em Londres por estes dias e acompanhei o imbróglio. Lá, como cá, os cidadãos e os jornais andam desconfiados da honestidade de quem os representa e já se pede a reforma do Parlamento: diminuição do número de eleitos, publicação das despesas on line, nomeação de uma comissão independente para as acompanhar, fixação de um limite de gastos, enfim, o costume. Dos editoriais da Spectator às conversas de pub, o ódio aos políticos é tão grande que há MPs a falar em suicídio. Gordon Brown está visivelmente aterrorizado e Cameron deu-se ao trabalho de publicar um longo artigo no Guardian a defender a mudança do sistema eleitoral. Ninguém escapa à fúria dos eleitores.
Mas há duas diferenças notáveis em relação a qualquer cenário semelhante em Portugal.
Em primeiro lugar, nunca se põe em causa o regime constitucional e monárquico. Todas as propostas de reforma assumem que o problema não está no sistema, mas nas pessoas. Exactamente ao contrário do que se passaria em Portugal, onde um ministro se atrasa na declaração do IRS e todos clamam de imediato pela IV República, quando não pelo V Império. A melhor maneira, como se sabe, de mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma.
Segunda e mais notável diferença, em Inglaterra a ira da rua tem consequências. O speaker foi forçado a renunciar ao cargo - o que não se via desde há trezentos anos - e tem havido uma vaga de demissões que ameaça mudar de alto a baixo os Comuns, até porque a eleição é uninominal e quando sai um deputado vai-se às urnas e não aos suplentes.
Para não maçar Vexas com casos domésticos recentes, lembro só que a nossa Assembleia teve uma situação parecida, em tempos, com as famosas "viagens fantasma". E o que é que aconteceu quando a coisa se descobriu?
Nada. Nicles. Rien. Puto. Nicht. Nihil. Nooothing...
Cães como quem?
publicado por Pedro Picoito às 17:14 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Enciclopédia Virtual da Expansão Portuguesa

O sempre activo Centro de História de Além-Mar da FCSH-UNL acaba de lançar, em conjunto com a Universidade dos Açores, a Enciclopédia Virtual da Expansão Portuguesa. Como o nome indica, trata-se de um conjunto de artigos on line, da autoria dos melhores especialistas nacionais, sobre variadíssimos temas relacionados com os Descobrimentos. Um projecto de sólida erudição que não interessa só a académicos. Vale a pena ver aqui.
(Declaração de interesses: sou amigo de vários dos autores, mas eles não têm culpa.)
publicado por Pedro Picoito às 16:31 | comentar | partilhar

Cachimbos de lá

Juan Gris, Cachimbo e jornal, 1915
publicado por Pedro Picoito às 16:30 | comentar | partilhar

As causas desviantes

Como eu percebo o que o Paulo diz. Em plena campanha eleitoral é lançado um movimento cívico sobre um tema fracturante que serve às mil maravilhas a quem pretende esconder os problemas do país, desviando os holofotes da opinião pública. Não os confundo com os verdadeiros activistas da causa, que aproveitam agora um maior apoio público para mediaticamente promover esta alteração legislativa. Mas também não posso deixar de denunciar os oportunistas e todos aqueles que têm vindo a juntar a esta causa por motivos puramente oportunistas. Ou já se esqueceram que este mesmo Partido Socialista, que agora surge como o maior apoiante desta ideia "progressista", foi o mesmo que reprovou o projecto de lei do Bloco de Esquerda? Onde estavam eles nessa altura?
publicado por Nuno Gouveia às 13:58 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Marinho Pinto - populismo reaccionário

Ainda há pouco tempo, pudemos ver o Bastonário da Ordem dos Advogados fazendo aquela fita confrangedora em directo no Telejornal TVI da Manuela Moura Guedes. Pelo conteúdo da gritaria, todos percebemos muito bem que ele não se referia apenas a si como "vítima" daquele noticiário: o alcance era mais vasto...
Há dois dias elogiou e apregoou a abstenção. Ora, nem é preciso pôr aqui as duas letrinhas que designam o Partido que, nestes tempos que correm, mais tem a beneficiar de abstenções e brancuras...
Há horas atrás, sob o pretexto duma acção movida pela Ordem contra o Estado, pelos atrasos deste nos pagamento aos advogados que prestam apoio judiciário, Marinho Pinto saíu-se com esta maravilha: 'Os advogados são pessoas responsáveis e sérias, não vão utilizar esse tipo de arma [a greve] para obter o ressarcimento dos seus créditos. Isso pertence a outro tipo de profissionais - esses é que fazem greves e não olham aos interesses dos cidadãos.'
Que tal?...
Ficamos a saber que médicos, enfermeiros, guardas, operários, professores, funcionários, etc, é tudo gente pouco séria e irresponsável que tem o desplante de, volta e meia, fazer greves (ou outros exercícios desprezíveis como manifestações que atrapalham o trânsito), vá-se lá saber porquê, contrariando, pressupõe-se, o governo, que tem sempre razão (e de que governo se trata, neste nosso contexto socialmente tão animado?) e decerto com o único intuito doloso de prejudicar "os cidadãos". A greve como aleijão moral.
Sócrates escolheu mal o seu cabeça-de-lista.
publicado por Carlos Botelho às 01:25 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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