Terça-feira, 04.08.09

Citação montesquieuana do dia

«O que forma a liberdade na sua relação com a constituição é apenas a disposição das leis, em particular das leis fundamentais. Mas, na relação com o cidadão, os costumes, as maneiras, os exemplos recebidos podem fazê-la nascer; e certas leis civis podem favorecê-la.»
.
P.S. excepcional: A sugestão é aplicar a citação a um qualquer País. Um qualquer.
publicado por Miguel Morgado às 14:40 | comentar | partilhar

Sondas

O convite a Joana Amaral Dias foi o momento Cornos de Pinho da semana passada. Não foi, faça-se o favor à exactidão, um convite; foi uma indagação, uma sondagem, porque o PS não faz convites que não tenha a certeza que sejam aceites. Miguel Vale de Almeida foi convidado, João Galamba foi convidado, Joana Amaral Dias foi sondada. Eu sou dos poucos que acreditam que José Sócrates nada teve a ver com o assunto. Vendo Paulo Campos, o secretário-sonda, não duvido que aquilo tenha sido um arroubo, uma exaltação. O homem encontrou Joana Amaral Dias e, ébrio de emoção, propôs-lhe um lugar nas listas de Coimbra (melhor seria Santarém, ao menos sempre se homenageava Garrett). O delírio foi tão agudo que lhe prometeu um cargo num instituto cuja existência desconhecia. Imagino a figura, afectada e embevecida, a inventar uma sigla que o não comprometesse: “Até se pode arranjar um cargo no ODC (Observatório das Coisas), no IGA (Instituto de Gestão e Assim) ou no IDT (Instituto do Decassílabo Tecnológico).” Joana declinou, Francisco acusou, José desmentiu. Paulo explicou-se em horário nobre e esfumou-se. Por questões de higiene, as sondas são descartáveis.
publicado por Joana Alarcão às 11:01 | comentar | ver comentários (9) | partilhar

O resto é fumaça

A notícia (?) mais importante dos jornais que eu li hoje está na página 16 do Público. Trata-se de uma análise da Moody's (agência de notação financeira) à situação portuguesa. Tudo o resto é fumaça como se dizias antes. Acho tão certeira a análise, que extraio as linhas mestras:

- Portugal escapou «relativamente bem» à crise internacional.
- O pior será a seguir, motivo de «preocupações sérias», quando, com problemas de competitividade, muito endividado, e sem estímulos para efectuar reformas, o país começar a sentir o efeito da inevitável subida dos juros e ficar sujeito a uma nova era de crescimento lento.
- A primeira das «preocupações sérias» diz respeito a saber se existe «vontade das autoridades para tomar as medidas necessárias para enfrentar a falta de competitividade do país»;
- E a segunda é a dúvida em relação à «capacidade para reduzir o défice» de foma a que o rácio da dívida fique controlado.

- O problema (destaco eu, separando graficamente esta sequência) é que, ao contrário de outras ocasiões no passado, não se irá verificar um choque externo [género, digo eu, crise cambial brutal] que obrigue as autoridades a actuar e a realizar reformas.

Epitáfio: crescimento tendencial durante o próximo ciclo: 1,25 a 1,5.

publicado por Jorge Costa às 09:48 | comentar | partilhar

Músicas de genéricos (36)

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À bout de souffle 1959

publicado por Nuno Lobo às 09:13 | comentar | ver comentários (1) | partilhar
Segunda-feira, 03.08.09

Maus tempos para a liberdade (1)

Há pouco dinheiro, há pouco emprego, há pouco espaço fora do Estado, há muito pouca coisa fora da alçada do governo, existe um poderoso establishment nas universidades, nas fundações, na "sociedade que passa por civil mas não é", que também depende do poder, há cada vez mais Estado na economia real, cada vez mais gabinetes ministeriais a decidir sobre matérias que nunca lá chegariam há meia dúzia de anos, há muita corrupção institucionalizada nos partidos e no Estado, há demasiado centralismo, demasiada vontade burocrática, demasiados subsídios, para haver respiração para a liberdade.

Ler post de JPP no Jamais
publicado por Nuno Gouveia às 13:42 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

GOP morto? Calma....

Os ecos da politica interna norte-americana que chegam a Portugal são quase sempre enviesados, umas vezes por desconhecimento, outras por má fé. Felizmente com a Internet, não precisamos desses filtros para nada.

Na semana passada emergiram notícias muito positivas para o Partido Republicano, que demonstram que é possível começar já a recuperar em 2010, depois das estrondosas derrotas dos últimos ciclos eleitorais. Obter a maioria em ambas as câmaras é impossível, mas pensar em retirar os 60 mandatos no Senado, e reconquistar muitos lugares na Câmara dos Representantes é um cenário perfeitamente realista.

Antes das eleições legislativas de 2010, haverá duas importantes eleições para dois estados ainda este ano. New Jersey e Virgínia, ambas governadas por democratas. No primeiro estado, o opositor republicano, Chris Christie deverá vencer facilmente o actual governador, Jon Corzine. Esta possível vitória será exclusivamente devido a factores locais, mas não deixa de ser relevante que o GOP conquiste um estado democrata. Mais significativo será se o republicano Bob McDonnell bater o democrata Creigh Deeds, conforme apontam todas as sondagens. Este é um dos estados que Barack Obama conquistou aos republicanos em 2008, que tem um governador democrata desde 2002, além de ser apontado como um estado onde o Partido Democrata tem conquistado mais eleitores nos últimos anos.

O mais surpreendente para mim foram alguma sondagens para o Senado, em eleições que se afiguram competitivas no próximo ano. Apesar de ainda faltar muito tempo, demonstram que alguns locais que se consideravam seguros para os democratas poderão estar sob ameaça. Na Califórnia, Carly Fiorina, anterior CEO da HP e que ainda não anunciou a candidatura, surge apenas a 4 por cento da actual senadora democrata, Barbara Boxer. No Connecticut, outro estado democrata, o antigo candidato presidencial Chris Dodd aparece 9 por cento atrás de Rob Simmons, antigo congressista republicano e que poderá avançar para a candidatura. Outra boa notícia para o GOP é a possibilidade de competir na Pennsylvania, depois da deserção de Arlen Specter para o Partido Democrata. Numa sondagem da Quinnipiac , Specter tem apenas 1 por cento de vantagem sobre o republicano Pat Toomey. Mais preocupante para os democratas é que 49 por cento dos inquiridos consideram que ele não merece a reeleição.

Ainda falta mais um de ano para as Midterms, mas com estes números, o Partido Republicano pode acreditar que o pior já passou...

publicado por Nuno Gouveia às 09:22 | comentar | partilhar
Domingo, 02.08.09

Semântica

Ligo-lhe. A certo ponto da conversa, pergunto-lhe, como quem não quer a coisa, se ela ainda se lembra de ter ido comigo ver Os Respigadores e a Respigadora. Sim, lembra-se, é verdade, na Duque d'Ávila, não foi? Prossigo: olha, está aí outro dela: As... 'As Praias de Agnès', interrompe-me ela. Já foste ver? pergunto. Não foi. Gostavas de ir ver? Está no City de Alvalade.

Esta indagação não é um convite?...

publicado por Carlos Botelho às 22:13 | comentar | partilhar

O mundo continua perigoso...

Num só dia leio várias noticias que me recordam que o mundo continua a ser um local muito mal frequentado.

Hugo Chavez continua o seu projecto de construção de um regime ditatorial, infelizmente com o beneplácito de uma certa esquerda europeia. A liberdade de imprensa é cada vez mais um mito naquele país, onde foram fechadas 34 rádios e aprovada uma lei que acaba com o pouco que restava da liberdade de expressão. Segundo esta lei, quem divulgar informações consideradas "falsas", "manipuladas" ou "deformadas", além de notícias que representem "um prejuízo para os interesses do Estado", estará a cometer um crime. Sabemos o que se chama a isto.

No Irão regressamos à década de 30 e ao período do Grande Terror de Estaline. O regime dos Ayatollahs está a promover julgamentos espectáculo, onde os acusados se penitenciam pelo “crime” de terem apoiado as manifestações contra as eleições fraudulentas. Num país que sempre esteve longe dos valores democráticos, apesar de alguns idiotas úteis apregoarem o contrario, as recentes eleições apenas mostraram a verdadeira essência do regime teocrático.

Na Geórgia, que continua sob protecção americana, surgem de novo os problemas com a vizinha Rússia. Putin nunca aceitou que os países vizinhos se libertassem da influencia russa, tão nefasta no passado recente. Daí que ninguém se possa admirar que os eventos do Verão passado se repitam. Pelo menos, enquanto estiverem no poder coligações pró-ocidentais.

Por fim, leio no DN que a Birmânia poderá estar perto de adquirir armas nucleares, devido à ajuda da Coreia do Norte. A despótica ditadura militar de Rangum poderá construir a bomba até 2014.
publicado por Nuno Gouveia às 18:26 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Das indignações de Alegre

Depois da saída da Assembleia da República, e ainda depois de fazer a ponte entre Helena Roseta e António Costa para que estes se entendessem, Manuel Alegre dá o terceiro passo para a construção do seu novo papel, precisamente o de fazer de ponte de ligação entre as várias esquerdas nacionais. Assim, há poucos dias, o socialista acusou o PS de ‘retaliação política’ por não haver ninguém do seu movimento que integrasse as listas eleitorais do partido para estas legislativas. Considera, portanto, que não está representado nesta eleição, facto que o levará a ponderar a sua participação na campanha eleitoral do PS.

Mais que um mero comentário, esta tomada de posição de Alegre é o passo que faltava para que, legitimamente, se pudesse do PS. É que, no que toca às escolhas do PS para as suas listas, faz sentido que, num contexto em que cada assento no Parlamento poderá ser determinante, não sejam considerados os nomes daqueles que no passado se marginalizaram internamente. Por isso, consciente disso, a ausência destes nomes não terá sido uma surpresa para Alegre. A sua indignação não passa, apenas, de mais um passo na preparação da sua ‘Nova Esquerda’.

Mas entre as críticas indignadas do socialista à direcção do partido, há uma que se distingue pelo sinal de aviso que lança a José Sócrates. Diz Alegre que o PS está mais interessado em fazer escolhas de ‘puro espectáculo’ para as suas listas, em vez de as preencher com quem tem mostrado trabalho pelo partido. Alegre tem razão. Mas Sócrates só se aperceberá disso quando, já na Assembleia, tiver um terço dos assentos socialistas a divergir dele. É que, tal como o Benfica ao longo desta década, Sócrates insiste em anunciar ‘estrelas’ caprichosas, e abdica de ter uma equipa capaz de trabalhar jogo a jogo. E no fim, já se sabe, ganham os outros.
publicado por Alexandre Homem Cristo às 17:26 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

O conservador de recordações


Publicado no i


Pode um crítico literário, ensaísta e professor de literatura comparada em Oxford ser uma celebridade fora dos círculos académicos? Pode, mas convém que se chame George Steiner. Nos tempos da celebração do efémero, a sabedoria livresca de Steiner (n. 1929) é, paradoxalmente, a razão do seu reconhecimento. A sociedade que pressente a importância dos clássicos, mas que não tem tempo para os ler, precisa de um sábio de outras eras que se dedique a essa tarefa, que seja o guardião da sabedoria universal. Os seus leitores, mesmo os de uma obra tão exigente como Antígonas, viajam a reboque pela cultura ocidental, deslumbrados com as pontes entre Homero e Shakespeare, entre Sófocles e os grandes romancistas russos do século XIX. A resposta da academia a esta erudição monumental com uma veia pedagógica balançou entre a condescendência e o menosprezo. Para os micro-especialistas, pós-doutorados com teses sobre os cavaleiros do lago de Paladru, a dispersão apaixonada de Steiner, o temerário desafio de se lançar aos grandes “titãs”, são encarados como diletantismo inconsequente ou exibicionismo pedante. Errata: revisões de uma vida, sendo uma súmula dos “vícios” e “virtudes” intelectuais do autor, é também, por esse motivo, uma resposta aos seus detractores. Mais do que uma autobiografia, é um ensaio com “gatilhos” autobiográficos. Steiner nunca se expõe e contorna sem esforço as incursões ostensivas na intimidade. Em que outra autobiografia poderíamos encontrar um capítulo consagrado ao mistério da música, onde Steiner conclui, entre o fascínio e a decepção, que “face à música, as maravilhas da linguagem são também as suas frustrações” (p.83)? É como se a máscara pública de Steiner escondesse uma réplica idêntica, com a qual partilha o nome e as perplexidades. Em Errata, Steiner volta a questões como o convívio aparentemente contraditório entre a alta cultura e a barbárie ou os limites da linguagem para circunscrever todos os fenómenos da experiência humana, que já aprofundara nos seus ensaios sobre o Holocausto e que são indissociáveis da sua condição judaica. Filho de judeus austríacos que, prevendo os tempos sombrios que se aproximavam, emigraram para França, Steiner foi educado no ambiente do judaísmo secularizado. É essa a origem da “reverência hipertrofiada pelos clássicos”, do multilinguismo e da submissão do impulso criador à hermenêutica, características sem as quais a sua obra e a sua “persona” não são concebíveis. O conservadorismo clássico de Steiner e a sua rejeição veemente do pós-modernismo e do “caos relativista” implicaram, por outro lado, uma cegueira obtusa perante expressões artísticas modernas, como o cinema ou a música popular. Entre várias lamentações – uma especialidade judaica – Steiner assume, porém, a sua devoção aos clássicos e ao ensino, a sua verdadeira vocação. Até na autobiografia, um género mais propenso ao memorialismo ou à romantização, a vontade de partilhar significados e o prazer de ensinar sobrepõem-se ao resto. É isso que faz de George Steiner, mais do que uma celebridade académica, um mestre no sentido clássico da palavra.
publicado por Joana Alarcão às 15:33 | comentar | partilhar
Sábado, 01.08.09

Alentejo (06)

Vila Viçosa. Um pequeno beco perto do Castelo.
publicado por Alexandre Homem Cristo às 22:28 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Falta de respeito

Não deixa de ser estranho que passado quase uma semana da tão referenciada conferência de bloggers, ainda não tenha havido uma explicação para a "falha" técnica que impossibilitou cumprir o prometido: emissão em directo via-Internet. A confirmar-se esta informação do António Ribeiro Ferreira, estamos perante mais uma "fraude" preparada pelo gabinete de José Sócrates.
publicado por Nuno Gouveia às 20:46 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Um post "socrático"

Um post que se põe de um lado, o lado que serve a Sócrates - este aqui.
Na "conferência", o Tiago Moreira Ramalho e o João Gonçalves fizeram boas perguntas que tiveram muito más respostas. Quanto mais não fosse, por isso, o encontro foi útil - ajudou a mostrar fragilidades de Sócrates que são reveladoras da sua impreparação e da desorientação do governo no seu afã propagandístico.
Mas isto é outra coisa. Note-se o tom paternalista e condescendente do texto em causa: 'os bloggers comportaram-se como eu esperava, quase à vírgula. (...) Foram correctos e educados.' Chega a "elogiar" o João Gonçalves, porque 'não se importou' [sic] de 'dizer bem de Sócrates'. (Esperava o autor que os bloggers fossem malcriados e acintosos como Sócrates no parlamento?) O tom açaimante do texto emparelha perfeitamente com a declaraçãozinha do primeiro-ministro à entrada da "conferência": 'Ouvi dizer que nos blogs dizem muito mal de mim...'

[Também aqui.]
publicado por Carlos Botelho às 15:09 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Monforte (Alentejo)

(Clicar na imagem para ampliar)
Inspirado nas fabulosas fotos do Alexandre aqui, aqui, aqui, aqui e aqui, ouso colocar algumas fotos do nosso país começando pelo Alentejo.
Aqui vemos a Igreja do Calvário em Monforte. Logo atrás está "uma" IP qualquer que, por pouco, não entrava pela sacristia adentro. Esperemos que o TGV passe à frente da entrada principal para um melhor enquadramento paisagístico.
A duas horas de Lisboa, temos o Alentejo profundo com a sua paisagem redentora.
N: para os mais curiosos, "a IP qualquer", trata-se do IP 2.
(Viagens - 4)
publicado por Joana Alarcão às 09:46 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

A propósito de José Sócrates, dos blogues e de Pacheco Pereira

Na passada quinta-feira na Quadratura do Círculo, e ontem na Sábado em Linha, José Pacheco Pereira disse o óbvio sobre o significado político do encontro, ocorrido na semana que agora termina, entre vários bloguers e o primeiro-ministro. Segundo Pacheco Pereira aqueles, sobretudo os não-socráticos, não fizeram mais do que participar numa iniciativa que apenas serviu os objectivos políticos de José Sócrates em época de renhida pré-campanha eleitoral. Aliás, e se pudesse ser doutra maneira, jamais o encontro teria sido promovido e meticulosamente organizado por gente muito próxima de José Sócrates (resta saber se a falha na transmissão em directo fazia, ou não, parte do programa).
Como se não bastasse, e a propósito do erro em que caíram, inadvertidamente ou não, vários blogues e bloguers políticos próximos do PSD, no texto da Sábado em Linha José Pacheco Pereira escreveu algumas outras coisas óbvias. Nomeadamente, chama atenção e critica a cada vez maior endogamia existente nas relações entre bloguers e blogues e entre estes e aqueles com o jornalismo, os jornalistas e os mais variados media. O autor do Abrupto identifica nos blogues e em bloguers tiques de carreirismo político idênticos aos das juventudes partidárias, chamando ainda a atenção para dois ou três factos que me parecem indiscutíveis: a existência cada vez maior de tentações e ambições, pouco importa se legítimas ou não, por parte de muitos bloguers para darem o salto dos blogues para o universo do comentário/análise política paga em órgãos de comunicação social; Pacheco Pereira cita ainda aquilo que parece considerar ser a invasão, natural, do universo dos blogues por políticos, jornalistas, assessores de todo o tipo ou profissionais de agências de comunicação; finalmente, identifica o carácter crescentemente alinhado (materializado em solidariedades de todo o tipo) e menos espontâneo dos blogues e bloguers mais lidos, independentemente destas realidades poderem ser consideradas (quase) inevitáveis no contexto daquilo que pode ser a evolução da blogosfera política portuguesa.
Às críticas de Pacheco Pereira responderam, manifestando discordância profunda, vários bloguers. Fizeram-no independentemente de terem ou não estado presentes num encontro promovido para servir, essencialmente, os interesses de José Sócrates (que, aliás, segundo diversos relatos, usou e abusou de paternalismo e de cinismo). Sucede que aquelas respostas são curiosas, dão razão a muito do que Pacheco Pereira diz e possuem, talvez, e na tal discordância, duas características principais. Por um lado são arrogantes, restando saber se o são, fundamentalmente, por não haver da parte de muitos bloguers coragem para reconhecer agora o erro político efectivamente cometido ao ter sido aceite o convite participar no "evento" socrático. Por outro lado, e em vez de procurarem demonstrar que a mensagem de Pacheco Pereira é substantivamente errada (ingenuidade minha), as respostas dadas pela generalidade dos bloguers que se sentiram com as críticas, acabam quase todas elas por se centrarem no ataque à pessoa do mensageiro e às suas horríveis idiossincrasias.
Resultado disto tudo? Sócrates 4 - bloguers 0; bloguers 0 - Pacheco Pereira 2.

Nota: O texto acima sofreu algumas correcções na forma por volta das 12 horas do dia 1 de Agosto de 2009.
publicado por Fernando Martins às 01:48 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Falcoaria de Alter

Em Alter do Chão, além da coudelaria, instalou-se uma falcoaria. Fazem espectáculos regulares. As crianças ficam fascinadas, já para não falar nos adultos.
A certeza de um dia bem passado.
Mais informações aqui (sobre horários dos espectáculos) e aqui (sobre a falcoaria).
(Viagens - 3)
publicado por Joana Alarcão às 01:47 | comentar | partilhar

Corazon Aquino: 1933-2009

«Maria Corazon "Cory" Aquino (January 25, 1933 – August 1, 2009) was a President of the Philippines and a world-renowned advocate of democracy, peace, women's empowerment, and religious piety. She served as the 11th president of the Philippines from 1986 to 1992. She was the first female president of the Philippines and was Asia's first female president» - wikipedia aqui.
«Corazon Aquino não queria ser líder da oposição até que o seu marido Benigno foi assassinado no aeroporto internacional de Manila em 1983 quando regressava do exílio nos EUA, morte que, na sua opinião, foi ordenada por Ferdinando Marcos.» - da TSF.
No funeral do marido estiveram dois milhões de filipinos.
A sua coragem foi determinante para a queda de Marcos e contribuiu para afirmar a validade e a riqueza do ideal democrático.
No passado dia 23.07.2009 Bento XVI tinha expressado a sua "proximidade espiritual" a "Cory" aqui.
A nossa homenagem no adeus a "Cory".
Notícia aqui, aqui e aqui.
publicado por Joana Alarcão às 01:42 | comentar | partilhar

Alentejo (05)

Redondo. Na véspera, algumas das ruas da vila já estavam decoradas.
publicado por Alexandre Homem Cristo às 01:03 | comentar | partilhar

Alentejo (04)

Redondo. Final da tarde. Assistia-se às preparações finais para o início das festividades. As ruas floridas de Redondo começam dia 1 de Agosto, e duram até dia 9.
publicado por Alexandre Homem Cristo às 00:53 | comentar | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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