Sábado, 28.11.09

Charles Taylor em Português - e um brinde para os leitores do Cachimbo


Saíu a tradução portuguesa da Ética da Autenticidade de Charles Taylor (pelas Edições 70). O excelente trabalho de tradução ficou a cargo do meu amigo Luís Loia. E, para além disso, o volume conta ainda com quatro pequenos ensaios sobre a filosofia política de Taylor da autoria do Luís, e de outros três autores, entre os quais se conta o nosso ex-Cachimbo Hugo Chelo e grande companheiro dos copos de cevada.
Como se isso não bastasse, e porque o Natal se aproxima, fica aqui a introdução do volume escrita pelo Luís Loia.
publicado por Miguel Morgado às 10:57 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Os 30 anos da Aliança Democrática





























Foi há exactamente 30 anos com esta "Mensagem aos Portugueses" que a Aliança Democrática se apresentou a Portugal num projecto que convocou muitas boas vontades e mobilizou meio país para o primeiro projecto não socialista do pós 25 de Abril.
São desse tempo as minhas primeiras memórias políticas. A manifestação da Alameda que fui com os meus pais e os meus avós. Um eléctrico com os cartazes de Freitas do Amaral, Sá Carneiro e Ribeiro Teles que apanhei em Belém, as caravanas por Lisboa num Dyane aberto.
Tinha apenas 9 anos e, sem saber bem o que era, senti a mobilização e a alegria que alastrava na minha família e em muitos amigos dos meus pais que se reuniam em nossa casa.
Trinta anos é tempo de reflexão.
publicado por Pedro Pestana Bastos às 09:54 | comentar | partilhar
Sexta-feira, 27.11.09

Não basta ter mais cartões que o Stringer Bell


Gotta use them disposable, nigga.
publicado por Manuel Pinheiro às 22:52 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Estou muito surpreendida

Passei o dia inteiro sem ouvir das hostes socialistas um único vitupério (mesmo que pequenino ou pouco veemente) por estas fugas de informação e por este desrespeito pelo segredo de justiça. Parece que só as fugas de informação para os media são motivo para exibição de almas indignadas.
publicado por Maria João Marques às 21:55 | comentar | partilhar

A Fascinante Descoberta do Estado de Direito

Cada dia se conhecem melhor os pilares do "Estado de Direito" que existe em Portugal. Vai-se conhecendo melhor a matéria de que são feitos e o seu estado de conservação. E a julgar pelo que se ouve da boca de alguns dos oráculos do regime, constata-se que os pilares do "Estado de Direito" são como os porcos no conto de Orwell: são todos iguais (ou, neste caso, igualmente importantes), mas uns são mais iguais do que os outros.
publicado por Miguel Morgado às 20:09 | comentar | partilhar

Os Pais da Europa

O Parlamento Europeu em Portugal teve hoje a amabilidade de me oferecer o Dicionário de Termos Europeus (publicado pela Aletheia), com contributos de académicos, eurodeputados portugueses e funcionários das instituições europeias. Fui imediatamente verificar a entrada "Pais Fundadores [da Europa]" (da autoria de Miguel Seabra). Para além das tradicionais remissões para as entradas "Konrad Adenauer", "Robert Schuman", "Jean Monnet", "Alcide De Gasperi" e "Paul-Henri Spaak", foram incluídos na lista Aristóteles, Tomás de Aquino, Dante, Kant, Victor Hugo "e tantos outros".
Bem, pode ser que nos "tantos outros" esteja incluído um dos grandes "pais" da Europa - o homem que até inventou a expressão "União Europeia": Castel de Saint-Pierre. Mas se o Kant mereceu destaque, com mais razão Saint-Pierre deveria ter tido direito a nomeação.
publicado por Miguel Morgado às 20:08 | comentar | partilhar

Mensagem aos Portugueses

É urgente criar um novo poder político democrático, capaz de pôr termos à crise de identidade e desorientação em que o país vive.
Portugal precisa de um poder político estável, com efectiva capacidade inovadora e reformadora, e susceptível de gerar um largo consenso nacional. As transformações sociais requeridas pela modernização do País e pela sua preparação para o desafio europeu impõem o aparecimento de uma nova maioria política. Só através dela será possível responder aos apelos de progresso, de liberdades e justiça social, de dignidade humana e solidariedade, de descentralização e competência, que percorrem e animam a sociedade portuguesa. Só através dela será também possível criar um novo sistema político e económico, assente no Estado de Direito, na liberdade e criatividade das pessoas e das comunidades, e na defesa dos mais desprotegidos.
Portugal não deve continuar por mais tempo sem um autêntico Governo, à mercê de arranjos partidários efémeros ou de ministérios transitórios, em que o País não acredita e a Assembleia da Républica não apoia. A existência de de uma gloriosa nação não pode tornar-se uma sucessão de crises políticas, sociais e económicas, uma permanente guerra de todos contra todos.
Portugal pede liberdade trabalho e progresso.
publicado por Pedro Pestana Bastos às 19:46 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Conferência com Cachimbo

O Miguel Morgado, o Francisco Pinto Balsemão e o José Manuel Fernandes são os oradores da próxima conferência do Instituto Francisco Sá Carneiro a ter lugar já no próximo dia 2 de Dezembro, quarta-feira, no Hotel Tivoli às 21:00h. O tema é “PSD 35 Anos: Novos Tempos, Novos Desafios, Novas Ideias” e a entrada é livre, podendo também ser acompanhada em directo na net no site do IFSC.
publicado por Manuel Pinheiro às 18:55 | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Strokes

publicado por Nuno Lobo às 17:40 | comentar | partilhar

Citação montesquieuana do dia

«A polidez lisonjeia os vícios dos outros, e a civilidade impede-nos de exibir os nossos.»
publicado por Miguel Morgado às 16:31 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Oposição derrota o governo

Hoje viveu-se no Parlamento o primeiro momento que demonstrou que o PS já não detém o poder absoluto em Portugal. O adiamento da entrada em vigor do novo código contributivo e o possível fim do PEC são boas notícias para os portugueses. Esta é a nova realidade governativa, e que parece apanhar de surpresa o governo, que contava prosseguir com a sua agenda sem levar em conta o novo estado da Assembleia da República. O governo de José Sócrates para ter sucesso terá de ter capacidade negocial na Assembleia da República para aprovar as suas propostas e o seu modelo de governação. Esse é o resultado da vontade dos portugueses manifesta nas últimas eleições legislativas. Que o PS tenha aprendido a lição.
publicado por Nuno Gouveia às 16:18 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Já saíu a Monocle deste mês

Comprei hoje a minha, a coisa promete, alguns dos conteúdos aqui.
publicado por Paulo Marcelo às 13:12 | comentar | partilhar

Natureza, essa coisa insignificante



"O pombo"


"O lobo"

publicado por Nuno Lobo às 13:00 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Checks and balances

Este Governo tem uma relação tensa com poderes que não consegue dominar. Tem sido assim com a comunicação social - recordo aqui os ataques à TVI e aos jornais Público e Sol - e agora com o poder judicial, acusado pelo ministro Vieira da Silva de “pura espionagem política”. É conhecido o desconforto socialista, que vem já desde o processo Casa-Pia, perante a independência dos procuradores do Ministério Público.
Lendo o comunicado dos juízes portugueses, que transcrevo abaixo, vendo a nossa democracia vacilar numa crise política e ética sem precedentes (pelo menos desde os tempos revolucionários), recordo que os mecanismos de vigilância do poder político são essenciais numa sociedade democrática. A existência de tribunais independentes e prestigiados, e de uma imprensa livre e atenta são fundamentais para conseguirmos ultrapassar esta crise, aumentando a qualidade e a transparência na nossa vida pública. Como dizia Montesquieu "só o poder limita o poder".
publicado por Paulo Marcelo às 10:33 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Da série "vale a pena ler"

Editorial da Direcção Nacional da Associação Sindical dos Juízes Portugueses sobre a discussão pública sobre o caso "Face Oculta":

«4. Repudia veementemente as insinuações e falsas acusações de responsáveis políticos, nomeadamente membros de órgãos de soberania, que visam apenas descredibilizar a actuação das autoridades judiciárias. Todos os que desempenham cargos públicos de responsabilidade têm um especial dever de respeito pelos princípios da separação de poderes e de acatamento das decisões dos Tribunais, não devendo contribuir com desinformação que coloca publicamente em causa a autoridade do Estado. (...)
10. Proclama que é uma exigência da sociedade serem asseguradas aos juízes e aos procuradores do processo "Face Oculta" todas as condições de tranquilidade e segurança, para desenvolverem o seu trabalho com qualidade e cumprirem a sua função com imparcialidade e liberdade de consciência, pois só se fará Justiça se os crimes eventualmente cometidos forem completamente investigados, os seus autores punidos e os inocentes inequivocamente ilibados.
11. Afirma e declara que qualquer tentativa de constrangimento ou condicionamento da actuação dos juízes do processo, fora dos mecanismos próprios de fiscalização pela via do recurso, constituirá uma ofensa intolerável aos princípios da independência e separação de poderes, que levará a ASJP e os juízes a encontrarem as respostas adequadas.»
publicado por Paulo Marcelo às 10:24 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Quinta-feira, 26.11.09

Quadratura do Círculo

A ver, hoje, às 23, Quadratura do Círculo, na SIC-N. Espero não vos estar a induzir em erro, com base na expectativa que me foi suscitada em relação ao interesse especial do programa de hoje.
publicado por Jorge Costa às 22:02 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Coisas do espírito, ou talvez não

Este meu post, Opressão intelectual (2), foi interpretado pelo Lutz como um reflexo da minha “estreiteza de espírito” e “fanatismo religioso” (na caixa de comentários, ainda, “fundamentalismo religioso”). Deixo de lado a questão do “fanatismo” ou “fundamentalismo”, pois, nos tempos que correm, qualquer referência à religião, e sublinho o qualquer, não deixará de ser sempre interpretada como uma forma de fanatismo e fundamentalismo (inclusivamente, por estranho que possa parecer, quando nem sequer há qualquer referência explícita à religião, como é o caso do meu post em análise.) Mas confesso que fiquei intrigado com a questão da “estreiteza de espírito”. Curiosamente, segundo a minha interpretação do modo como vamos vivendo e pensando as coisas, a “proibição de perguntar” que eu explicitamente critico neste meu outro post, Opressão intelectual, a ausência da questão da natureza ou de Deus, não é senão um sintoma da “estreiteza de espírito” que agora, paradoxalmente, me é atribuída. Afinal de contas, pergunto eu: De que “espírito” se fala quando se fala de “estreiteza de espírito”? Que “espírito” é este? Que antropologia está subjacente a este “espírito”? Assim, de repente, sou tentado a pensar que o “espírito” de que me acusam ser “estreito” não é exactamente o “espírito”. Ele é antes é uma coisa qualquer, sem significado preciso, que resulta de uma certa “estreiteza de espírito” no modo como se pensa a palavra “espírito”. Nada de novo, portanto.
publicado por Nuno Lobo às 17:00 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Os loucos anos 80 (101)


A velhinha RTP estreou a série Os Jovens Heróis de Shaolin logo no início da década. Os saltos acrobáticos e os efeitos especiais (de qualidade muito duvidosa...) aplicados às artes marciais, marcaram toda uma geração. O tema de abertura, cantado num chinês indecifrável, tornou-se um ícone musico-televisivo da década, que fez mais pelo encontro de culturas do que dez congressos sobre tolerância e multiculturalismo. Um verdadeiro clássico.

publicado por Paulo Marcelo às 15:20 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Lógica de esquerda

A ideologia - e quero neste caso dizer com esta palavra aqueles encadeados de ideias que se ligam por operações de lógica e se fecham sobre si, hermeticamente impermeáveis a qualquer sinal de realidade - tem coisas sinistras, deste jaez. Recep Tayyip Erdogan, primeiro-ministro da Turquia, acha que:


1) Nenhum muçulmano comete genocídios;
2) Omar al-Bashir, o líder sudanês, é muçulmano,

Logo:
3) Não há, nem houve, pois não pode haver, nenhum genocídio em Darfur.

Vejamos se funciona:

1) A esquerda é boa, quer dizer, é moral;
2) Lula é de esquerda,

Logo:
3) Não há, pois não pode haver, nada de especialmente imoral no apoio de Lula da Silva e do Brasil a que preside a Ahmadinejad e ao Irão dos ayatollahs.

Funciona.

Mas Ahmadinejad não denuncia o Holocausto como uma mentira sionista e propõe-se ele fazer o que Hitler não fez?

Não. Ahmadinejad talvez não seja de esquerda. Mas a esquerda - Lula, Morales, Chavez, - gosta dele. Soares gosta de Chavez e Rui Tavares gosta de Lula. Logo, como a esquerda é boa, quer dizer, é moral, Ahmadinejad não pode ser levado a sério quando fala de genocídio em Israel.

E não é que funciona mesmo?
publicado por Jorge Costa às 14:53 | comentar | ver comentários (9) | partilhar

O esbirro passeia por Brasília o seu esplendor (aumentado)


Lula, a darling de tanta esquerda, recebeu Ahmadinejad em Brasília, passando a integrar, com Evo Morales e Hugo Chavez, o trio de apoio latino-americano ao ditador iraniano. Não foi um mero gesto de simpatia sem consequências. Lula defendeu, na presença do esbirro, o «direito» do Irão «à energia nuclear», ou seja, o direito do esbirro a reunir os meios para fazer o que projecta: limpar Israel do mapa, um segundo holocausto. E calam-se, agora? Ou não há ali nenhum problema?

P.S.: Na troca de afabilidades, o Irão ofereceu ao Brasil apoio na reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidades, onde se contempla um seu lugar entre os membros permanentes. Poder-se-ia dizer, comparando com a diplomacia portuguesa, que entrou também em ciclo de permanente lambebotismo ao que de pior há no mundo muçulamano: ao menos no Brasil é em grande. Portugal de Sócrates e Luís Habib anda apenas a ver se compra um ticket para uma passagem pelo Conselho, no lugar dos rotativos. Mete dó. Mas assim vai o desconcerto das nações.
publicado por Jorge Costa às 10:43 | comentar | ver comentários (18) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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