Segunda-feira, 04.01.10

Boney M: "Rasputin"

publicado por Fernando Martins às 23:15 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

O estádio supremo do comunismo

Parafrasendo Lenine, será a coca tomada em quantidades alarves o estádio supremo de desenvolvimento do comunismo? Os fiéis asseveram que Slavoj Zizek é o seu expoente máximo.

Depois do vídeo que ontem vi e linquei, não resisti a explorar um pouco mais os caminhos do insólito. Não vos desafio a tentar perceber o que ele diz, tal como não desafiaria ninguém estimável a decifrar um qualquer momento de poltergeist. Mas vejam. Este sujeito não se limita a vender livros como a Madonna vende discos: também ensina e faz tours pelas melhores universidades do Ocidente, que aliás odeia com todas as fibras restantes do seu ser. E pergunta o amigo leitor: terá você (eu) alguma queda para o horror, para nos sugerir que gramemos coisas deste calibre? Não basta a imprensa popular? Eu respondo: é preciso ver para crer. A ideia de que a paródia, a decadência, a monstruosidade têm limites é um mito. Ainda o vamos ver a fazer estradinhas no púlpito, enquanto atira umas bojardas sobre a Fenomenologia do Espírito, Mickey Mouse, Lacan ou outra coisa qualquer. E qual é o problema, pergunta o labrego de serviço?


publicado por Jorge Costa às 22:59 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

The Obama's way

The logic is perverse. If we find Abdulmutallab in an al-Qaeda training camp in Yemen, where he is merely preparing for a terror attack, we snuff him out with a Predator -- no judge, no jury, no qualms. But if we catch him in the United States in the very act of mass murder, he instantly acquires protection not just from execution by drone but even from interrogation.

"Hollow words on terrorism", de Charles Krauthammer
publicado por Nuno Gouveia às 20:45 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Há já muito tempo que nesta latrina o ar se tornou irrespirável

O Tribunal de Contas acusa o Estado de camuflar uma despesa de mais de 214 milhões de euros. Há pouco tempo, foi também o Tribunal de Contas que chumbou as concessões para os troços da nova auto-estrada, enquanto que o Ministro das Obras Públicas dava ‘garantias políticas’ às empresas que tudo se ‘resolveria’. Uma leitura a fazer de tudo isto é que, aparentemente, temos uma instituição política a desempenhar o seu papel, que é o de fiscalizar o poder político. Isso poderia ser um bom sinal, não fosse o facto de repararmos numa instituição que funciona apenas revelador do estado de apodrecimento das nossas instituições políticas.
publicado por Alexandre Homem Cristo às 20:38 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Invasão a Olivença


Este ano a 6 de Março há um bom motivo para os portugueses, finalmente, recuperarem a lusa vila de Olivença. José Tomás tem presença garantida na primeira feira taurina de 2010.
publicado por Pedro Pestana Bastos às 18:51 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Árvore com atitude


Porcurei hoje tentar perceber o sentido exacto da expressão «loira com atitude», para entender o que ela queria dizer dela. Não encontrei. Na categoria de «entidades bizarras com atitude», só encontrei fenómenos do mundo vegetal.
publicado por Jorge Costa às 16:59 | comentar | partilhar

As contas camufladas

O Tribunal de Contas acusou o governo de camuflar como encargo da dívida pública 214,4 milhões de euros da despesa. Um caso relativo à restruturação da Lisnave. Não era o Partido Socialista que vituperava contra estas manobras financeiras quando estava na oposição? Será que já se esqueceram disso? Por outro lado, quantas despesas idênticas não terão tido o mesmo destino? Para quem gosta de elogiar Teixeira dos Santos, considerado pelo Financial Times com um dos piores ministros da zona euro, não será isto mais uma prova da sua incompetência?
publicado por Nuno Gouveia às 15:17 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Propaganda soviética+P.S.

Confesso que não consigo perceber o raciocínio. Há um senhor que escreve hoje, assim, no i: As agências de notação, que ganharam rios de dinheiro a avaliar com nota máxima o que depois de 2007 se passou a designar por "lixo tóxico", continuam por aí a ameaçar impunemente os governos democráticos. Lembremos uma vez mais que foram estes que, através do défice público, evitaram que o colapso da procura privada desse origem a uma grande depressão. Ainda ninguém se lembrou de seguir o conselho de vários economistas: substituir estas agências privadas com incentivos perversos, e que hoje tornam mais difícil e oneroso o financiamento público e a saída da crise, por agências públicas internacionais de avaliação.

As agências de notação devem ser eliminadas por terem subestimado o risco associado a «activos tóxicos»? Ou por «ameaçarem» governos democráticos, alertando para o aumento de risco associado ao investimento em certa dívida pública? A ideia de «vários economistas» é a de substituí-las por agências públicas internacionais, que falsifiquem a avaliação do risco associado a investimento nessa dívida pública, por forma a facilitar a sua colocação nos mercados, vendendo gato por lebre? E, supondo que os investidores e os mercados desconfiam de tais agências públicas criadas para falsificar a avaliação de risco, continuando, apesar de tudo, a confiar nas privadas «ameaçadoras», o que se faz a estas? Proíbem-se?

Espero pela resposta na próxima segunda-feira.

P.S.: Os neo-coms (neo-comunistas) têm qualquer coisa de esquizóide. Querem mercados - por exemplo, para canalizar as poupanças dos investidores para o financiamento do deboche financeiro português -, mas execram-nos por funcionarem - por exemplo, fazendo contas e exercendo a liberdade de escolha das aplicações. Quer dizer: querem, mas não querem.
publicado por Jorge Costa às 10:45 | comentar | ver comentários (7) | partilhar
Domingo, 03.01.10

40 minutos a serrar testículos. Tempo para coçar 83 vezes o nariz. Quantos quilos de cocaína aguenta um par de narinas? E fica-se a meditar: o que leva uma pessoa respeitável a meter-se nisto? Convívio? Estou a falar de José Medeiros Ferreira.
publicado por Jorge Costa às 19:07 | comentar | ver comentários (9) | partilhar

90.785

Uma candidatura à Presidência da Républica tem de ser proposta por, pelo menos, 7500 cidadãos. Também para a constituição de um partido político são necessários 7500 subscritores.
Já quanto à iniciativa popular de referendo a legislação é muito mais exigente, sendo necessários dez vezes mais subscritores, ou seja 75.000 subscritores para que a iniciativa popular possa ser desencadeada.
O que para muitos parecia impossível foi atingido em menos de um mês. Dia 5 de Janeiro será entregue no Parlamento uma iniciativa popular de referendo subscrita por 90.785 cidadãos eleitores. Num tempo em que se fala tanto da separação entre eleitos e eleitores, o número de 75.000 é extremamente exigente sendo apenas justificável como forma de salvaguardar o risco de banalização das iniciativas de referendo. Ora tal justificação só seria aceitável na circunstância em que as iniciativas populares de referendo não pudessem ser travadas pelos Deputados. Uma vez que no nosso regime de referendo as iniciativas populares de referendo podem ser contrariadas pelos Deputados, será importante perceber como vão reagir os Deputados e em especial o Presidente da Assembleia da República à iniciativa popular.
Na verdade, e até como forma de valorizar as iniciativas populares que consigam reunir as exigentes condições impostas, a lei do referendo prevê prazos curtos para que a proposta seja apreciada pelo plenário pelo que, em condições normais, seria de elementar bom senso adiar o debate marcado para dia 8 por duas semanas, por forma a permitir a junção dos dois debates sobre a matéria. Quando no dia 8 de Janeiro os senhores Deputados forem chamados a debater a proposta de lei do Governo e os projectos de lei do BE e dos Verdes, saberão que está igualmente pendente na AR uma iniciativa popular de referendo subscrita por 90.785 eleitores. Os Deputados terão dia 8 pendentes sobre a mesma matéria dois projectos de Lei (do BE e dos Verdes), uma proposta do Governo e uma iniciativa popular em favor de um referendo. O mínimo que cada um dos cidadãos exige a cada um dos 230 Deputados é que dia 8 não ignorem olimpicamente a iniciativa popular. Independentemente do resultado, a junção dos debates evita que passadas algumas semanas o plenário tenha de debater e votar uma proposta de resolução totalmente esvaziada de sentido. A junção de ambos os debates assegurará respeito por cada um dos 90.785 eleitores que tomaram a iniciativa de requerer a convocação de um referendo.
Neste ponto em concreto não se trata de ser a favor ou contra o casamento de pessoas do mesmo sexo , nem sequer se trata de se ser a favor ou contra a realização de um referendo sobre a matéria. Trata-se apenas de assegurar, ou não, um mínimo de pudor e de respeito democrático pelos Portugueses que, num esforço de intervenção cívica assinalável, reuniram as exigentes condições de iniciativa popular.

publicado por Pedro Pestana Bastos às 16:21 | comentar | ver comentários (16) | partilhar

Bem vistas as coisas


Há qualquer coisa de consolador na leitura da História de Portugal, de Rui Ramos, Bernardo Vasconcelos e Sousa e Nuno Gonçalo Monteiro. Perceber que a fuga à realidade e a estupidez reinante foi a regra (até a crueldade foi estúpida). E nós não somos a excepção. Que o país tenha sobrevivido a tanto desleixo e tanto desmando releva das ciências ocultas. Pode ser que o sobrenatural continue a favorecer-nos. Sem virtude. Só mesmo por obstinação da fortuna.
publicado por Jorge Costa às 13:52 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Alguém bufou no PS que há mercados


Portugal tem, em primeiro lugar, um problema económico sério.

Mas há uma coisa que é certa: a estabilidade política é decisiva para a forma como os mercados olham para nós (Really??). E os mercados, ao contrário do que pensávamos (Oh! Não!), aí estão completamente imperativos (Damn!).

Luís Amado em ressaca de fim de ano, a Teresa de Sousa, hoje no Público.
publicado por Jorge Costa às 11:55 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Dean Martin: "Memories Are Made Of This" (1955)

publicado por Fernando Martins às 02:57 | comentar | partilhar

Córtex Frontal

José Medeiros Ferreira e Joana Amaral Dias fundaram um blogue. Chama-se Córtex Frontal e Medeiros Ferreira apresenta-o neste texto. Lerei o Córtex Frontal com, pelo menos, o mesmo prazer e regularidade que sempre dispensei aos Bichos Carpinteiros (e que, aliás, nos garantem se irão manter vivos.) Mas para que conste, e valha-nos a sinceridade, no citado Córtex estarei apenas atento àquilo que escreva um dos espíritos mais inteligentes com que me cruzei dentro e fora da Universidade portuguesa: posso garantir que esse espírito não é louro... nem usa saias.
publicado por Fernando Martins às 01:37 | comentar | ver comentários (7) | partilhar
Sábado, 02.01.10

Não podia estar calado?


«O PS ao longo dos últimos anos governou o país com sucesso na política de redução estrutural do défice», disse Francisco Assis, o líder da bancada parlamentar do PS em reacção ao discurso do Presidente.

Mentiu, claro.

De acordo com as mais recentes informações da Comissão Europeia (Cf. p. 194 do documento), o desastre da política financeira do PS têm a seguinte expressão em números. O chamado défice estrutural, que, traduzindo, quer dizer: o défice que teríamos, se o crescimento da economia fosse igual ao seu potencial (certo, tudo isto é um bocado esotérico, mas é sobre isso que mentiu o líder do PS), teve a seguinte evolução:

2004 = -2,8% do PIB
2005 = -5,6% do PIB (primeiro ano da governação socialista)
2006 = -3,6% do PIB
2007 = -2,8% do PIB
2008 = -2,6% do PIB
2009 = -6,6% do PIB

Resumindo: os únicos anos em que houve consolidação orçamental efectiva foram 2006 e 2007. Em 2008 não se registaram progressos dignos de nota. Em 2009, o desastre, ainda mal contabilizado (os dados são do Outono passado), dispensa maiores comentários.

Vale a pena, porém, referir que o valor - subestimado - para 2009 é superior ao valor anual médio de qualquer um dos segmentos temporais apresentados na série da União Europeia, que retrocede a 1974. É obra.

O deboche atrás descrito vai pagar-se muito caro. Portugal tem até 2013 orientações da União Europeia para fazer regredir o défice até 3% do PIB (o défice, neste caso, não ajustado dos efeitos do ciclo económico). De acordo com as orientações da União, isso deverá traduzir-se numa redução do défice estrutural de 1,25 pontos percentuais por ano. Portugal está, pois, forçado a realizar, nos próximos quatro anos, uma política orçamental fortemente restritiva. Será observado pelos seus pares da União e será observado pelos mercados onde tem de endividar-se para cobrir o seu excesso de despesa. Tem, como disse o Presidente da República, a escolha entre fazê-lo por iniciativa própria, ou à força. Isto, ao longo de um ciclo durante o qual o desemprego vai continuar a aumentar e nada sugere que a economia cresça. Se não o fizer, e não traduzir a intenção de o fazer já, nas opções do próximo orçamento, significa que o Governo se revela ser parte do problema, factor de instabilidade, e factor grave. Deviam os líderes da maioria estar há muito a dar sinais - aos seus parceiros, aos mercados - de querer impor ordem em casa, e não alardear curriculum que não têm, nem «sinais claros» do que não há.

Francisco Assis não podia estar calado? Poder, podia, mas não era a mesma coisa.
publicado por Jorge Costa às 22:40 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

"Love Of My Life"

publicado por Fernando Martins às 18:31 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Faces da mesma moeda

Há uns tempos, o Jornal de Negócios pediu-me que comentasse os resultados de um estudo de opinião que media as preocupações dos Portugueses. Ao serem questionados sobre a sua maior ansiedade, os Portugueses responderam massivamente no "Desemprego", ao passo que problemas como o da "Educação" ou da "Corrupção" recolhiam apenas 1 por cento das respostas ou coisa que o valha.
Entre outras coisas, tentei dizer que nem sempre é fácil fazer compreender que um País cujo sistema educativo tem os resultados que tem, ou que se afoga na corrupção, está condenado a ser pobre. Isto é, que "Desemprego", por um lado, e "Educação (ou falta dela)" e "Corrupção", por outro, são como que duas faces da mesma moeda. Não perceber isto não ajuda a resolver o problema: o problema do desemprego, da miséria, da rigidez social, da falta de oportunidades e de dinamismo económico.
publicado por Miguel Morgado às 15:03 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Sexta-feira, 01.01.10

10 perguntas no dia 1


1) O regime teocrático iraniano (1979-?) sobreviverá mais um ano à generalização da resistência interna?

2) O (des)concerto das nações conseguirá passar, já nos próximos dias, da diplomacia às sanções face à impassibilidade com que o Irão tem prosseguido o seu programa de nuclearização?

3) Os conservadores de David Cameron voltarão ao poder nas eleições agendadas para este ano no Reino Unido?

4) Os EUA retirarão do Iraque este ano, tal como agendado?

5) Dilma Roussef, ex-terrosista, substituirá Lula no poder, ou haverá alternância no Brasil, e José Serra, social-democrata, será Presidente?

6) Nas eleições intercalares deste ano, os democratas manterão a maioria na Câmara dos Representantes?

7) E a economia norte-americana resistirá ao fading-out do programa de estímulos, prosseguindo a retoma, ou voltará à recessão?

8) Conseguirão os Piigs (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha) evitar os efeitos do crescente alarme dos investidores em relação à sua sustentabilidade financeira, ou precepitar-se-ão turbulências (bancarrotas?)? Ou melhor: e nós?

9) Como se perfilarão as candidaturas para as presidenciais portuguesas de 2011? Cavaco inicia um tabu? Alegre cobre o espaço do PS? PS rompe com Alegre e avança com outra cara?

10) O PSD renasce com uma liderança credível? Ou prossegue um tumultuoso e empenhado harakiri? Ou melhor: e nós? Julgo que da resposta a esta pergunta dependerá a manutenção, ou a desagregação, já este ano, da actual maioria. Nos últimos anos só vi um homem deste lado a convencer. E ainda por cima recomenda-se.
publicado por Jorge Costa às 11:29 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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