Domingo, 30.05.10

Ler

"As desvantagens da alternativa fiscal", pelo Ricardo Reis no i.
publicado por Miguel Morgado às 15:33 | comentar | partilhar

Se o ridículo matasse, o impasse político resolvia-se

Ele não tem vergonha. Mas não há ninguém ao pé dele que tenha? E lho faça sentir que tem? Ou é tudo da mesma laia? Sem excepção?
publicado por Jorge Costa às 13:29 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Discos que giram ao domingo (2)


Junius – The Martyrdom of a Catastrophist

Ano: 2009
Origem: EUA
Género: post-rock

[Tocam dia 1 em Guimarães e dia 2 em Lisboa]

publicado por Alexandre Homem Cristo às 11:00 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Alta tensão

publicado por Jorge Costa às 01:23 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Dificilmente

Como é óbvio, dificilmente surgirá um candidato presidencial alternativo a Cavaco na área da direita. Ninguém se quererá prestar ao divisionismo. Mas é bom que o Presidente da Repúbica, depois de defraudar o eleitorado conservador promulgando o casamento gay com argumentos hipócritas, não dê o voto católico por seguro, como parece ter dado por seguro o voto laranja - depois de comprometer seriamente o resultado do PSD nas últimas legislativas.
Nem sempre somos obrigados a optar pelo mal menor. Por mim, votarei em branco em Janeiro. Será a primeira vez na vida e tenho algum receio da derrota de Cavaco, mas há momentos em que a ética da responsabilidade vem à frente das convicções, não é?
publicado por Pedro Picoito às 00:29 | comentar | ver comentários (18) | partilhar
Sábado, 29.05.10

A propósito do que aconteceu hoje em Lisboa: oh if only they had a hammer!... And we, and we...

publicado por Carlos Botelho às 23:24 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

O euro como destino

É normal que Mário Soares tenha do significado do que é uma moeda mais ou menos a mesma precisão de ideia que eu tenho do que é um querubim: demasiado vaga. A moeda - tê-la - sempre foi um pressuposto da vida política. Naturalmente que somos - e de que maneira! - regidos pelas leis desse, como dos demais «pressupostos» e, não por acaso, visões conspiratórias do mundo ambiente incluem com notável regularidade notícias de poderosíssimos banqueiros, centrais, de preferência, em misteriosíssimas reuniões, em castelos na Itália ou em ranchos afastados de tudo, onde, diz-se, se decidem os destinos da humanidade. Mas para tratar de assuntos tão excessivamente complicados os políticos (género Soares) costumavam ter umas criaturas ao seu lado - os ministros das Finanças - que davam conta do recado. Estes, por seu turno, faziam a ligação entre o universo esotérico da moeda e os políticos - que se limitavam a querer resultados e, no pior dos casos (para eles), a receber dos seus ministros respostas peremptórias sobre a impossibilidade de voar, ou o inconveniente de tentar fazê-lo. Não é assim com Cavaco. Da biografia dele, que li quando saiu, no ano que antecedeu a sua campanha, retenho que ele considera, ao contrário do que se diz, ou julga, que a maior reforma que os seus governos realizaram foi a adesão do escudo ao Sistema Monetário Europeu. Ele sabe do que fala. Foi a nossa pré-entrada no euro. Sem ela não teríamos lá chegado. Releiam a biografia e confirmem.

Mas o ponto aqui é outro, completamente diferente. O ponto é que a adesão ao euro foi um desígnio nacional, pensado por políticos fundadores como Cavaco - que sabem o que é a moeda - e por políticos fundadores - que não sabem -, de igual modo: o euro era, por assim dizer, a nossa prova de identidade substituta. Coroava a entrada na «Europa», terminando o período de nojo pelo fim de uma era de cinco séculos, durante a qual Portugal se pensara como império. Era, o euro, o apogeu do novo regime e a garantia da sua viabilidade. Não interessa acumular aqui o brumoso inventário de sonhos evasivos que se colaram a esse desígnio. O resultado está à vista. O euro falhou e Portugal é a mais viva evidência disso mesmo. A negação desse fracasso, em que vive, é extremamente favorecida pela negação dos seus pares europeus. Se perante um terramoto nos juntarmos todos a dizer que o abalo é passageiro é natural que o creiamos, até nos faltar o chão sob os pés. Não interessa agora, tão-pouco, fazer a arqueologia das razões e desrazões por que o euro foi, com igual paixão, ou maior, se possível, na «Europa», objecto de devoção. Para nós, era o futuro tornado presente, e é o que me importa.

A potência metonímica do euro foi o que o pôde converter em destino - para nós. Nele tudo se concentrava. Cavaco e Soares quiseram-no com igual convicção e eles e todos os que eles representaram a ele aderiram e nele se empenharam de corpo e alma. Que o desastre estivesse previsto por gente muito avisada - em geral, não por acaso, não europeia - não foi obstáculo. Parece que ninguém parou para pensar. A paixão que mobilizou e obnubilou quem não devia, ou podia não ter sido, é a mesma «razão» por que a saída não é sequer considerada. Não é fácil desistir de «tudo», mesmo quando «tudo» parece estar errado. A verdade é que o euro não é tudo, e é apenas uma coisa, nem sequer essencial, totalmente errada.
publicado por Jorge Costa às 21:30 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

5% ou 10% pouco importa

Deep down isto padece de ingenuidade, que se desilude facilmente.
publicado por Tiago Mendes às 20:22 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

A propaganda rasca de Sócrates

A história que o Gabriel Silva refere aqui resume bem o nível desta gente. Depois do próprio Sócrates pedir um encontro com Chico Buarque, o gabinete do Primeiro-ministro tratou de espalhar pelos jornais portugueses que o famoso músico brasileiro é que tinha pedido a Lula da Silva o encontro. Segundo as notícias fabricadas, porque Chico Buarque "queria muito conhecer José Sócrates". Definitivamente não há vergonha neste Governo.
publicado por Nuno Gouveia às 19:10 | comentar | ver comentários (4) | partilhar
Sexta-feira, 28.05.10

Repugnar

Vale a pena ler este texto da vizinhança - sobre uma certa parasitagem carnavalesca que amanhã acompanhará a manif da CGTP.


(Também é por estas e por outras que, só por malícia ou ingenuidade, alguém pode mostrar-se chocado pelas (não-)reacções do PCP às recorrentes "renovações", "aberturas", "refundações", etc. Não deixam de ser movimentos desviantes - como tais, contraditórios. E, meus queridos, o contraditório é aquilo que é por excelência repugnante para uma identidade.)
publicado por Carlos Botelho às 23:41 | comentar | partilhar

Correcção

Não, não é verdade. Querer encerrá-lo seria dar-lhe ainda alguma importância (a importância do alvo). Trata-se de indiferença.
publicado por Carlos Botelho às 23:29 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Zidane


Este será o primeiro mundial desde há muito sem Zidane. Estarão lá outros prodígios como Cristiano Ronaldo e Messi. Provavelmente, são até superiores a Zidane - muito mais rápidos, muito mais goleadores, etc. Mas havia qualquer coisa de superiormente estético, e até de épico, na forma de jogar de Zidane. A elegância lendária dos seus movimentos e o modo como a bola parecia diferente nos seus pés tornavam-no distinto dos outros. Até a célebre marrada com que terminou a carreira teve algo de Aquiles e da sua fraqueza.
publicado por Miguel Morgado às 19:40 | comentar | ver comentários (11) | partilhar

Um novo rumo para Portugal?

Foi ontem apresentado o Projecto Farol, um novo think tank que promete dar que falar. Romper com o "pacto de conivência" é um dos motes dos seus promotores, que inclui nomes como Belmiro de Azevedo e Pinho Cardão. A acompanhar nos próximos tempos.
publicado por Nuno Gouveia às 15:50 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Chomsky e os seus

Noam Chomsky está de volta aos seus. Encontrou-se ontem com o sheik Muhammad Hussein Fadlallah, o líder espiritual do Hezbollah, a quem deu conselhos tácticos. Nada de novo: o apoio de Chomsky a este, como a qualquer outro, movimento empenhado na eliminação de Israel - de facto e declaradamente no extermínio judaico (Cf. aqui, a auto-apresentação do sheik) - é uma constante da sua vida. Que já vai longa. Nem Chomsky é o primeiro judeu da história a dedicar a sua vida ao extermínio judaico. Mas há algum povo à face da terra que não tenha tido nos seus traidores os seus maiores e mais eficazes inimigos? O mesmo vale para os EUA, onde Chomsky nasceu e de que é cidadão, pátria a que vota um ódio não menos obsessivo.
publicado por Jorge Costa às 12:13 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

PSD; 43.9% ; CDS-PP: 7.5%

"Valem o que valem", mas não deixam de ser boas notícias.
publicado por Eugénia Gamboa às 10:58 | comentar | ver comentários (12) | partilhar

A ver

Também me parece um conselho ajuizado.
publicado por Jorge Costa às 10:02 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Quinta-feira, 27.05.10

Chesterton, Sábado

Continua o clube de leitura da Aletheia, ainda sobre Chesterton. No próximo Sábado, às 15h30, falarei dos capítulos IV e V da Ortodoxia.
A "Moral do País das Fadas" à Calçada do Combro. Apareçam.
publicado por Pedro Picoito às 22:41 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

A viagem do museu (2)

Uma curtinha notícia do Público diz hoje que o Ministério da Cultura e o Ministério da Defesa não estão a pensar extinguir o Museu da Marinha, afinal, mas que o futuro Museu da Viagem vai mesmo para os Jerónimos, ocupando o lugar do Museu de Arqueologia.
As suspeitas confirmam-se, mas a notícia é estranha. Aparentemente, haverá uma tutela conjunta dos dois museu, mas de que modo? Na dependência de que serviço público? Será criado um novo chapéu administrativo? O espaço será contíguo mas diferenciado? Cada um deles terá a sua própria colecção? E de onde virá o espólio do Museu da Viagem?
Há aqui qualquer coisa que não bate certo. Dá ideia que a notícia se destina a tranquilizar a opinião pública, alarmada com o possível fim do Museu da Marinha, mas que o Ministério da Cultura voltará à carga quando os abaixo-assinados e as movimentações na internet passarem. Foi o que a anterior Ministra tentou fazer com o Museu de Arte Popular. E teria feito, acreditem, se não fosse a persistência de algumas pessoas que merecem o nosso aplauso. Quase a ganhar a batalha do Museu de Arqueologia, Gabriela Canavilhas não quer abrir outra frente de guerra. Para já.
Por quanto tempo?
publicado por Pedro Picoito às 22:20 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Cachimbos de lá


Roger La Fresnaye, Natureza morta com garrafa e cachimbo, 1913.
publicado por Pedro Picoito às 21:49 | comentar | partilhar

Programa da "Avenida"

Hoje, mais de 2000 polícias em protesto, itinerário Marquês Pombal - Praça do Comércio.

Respondendo a apelo da CGTP, andam já uns carros com som de exterior a apelar: este Sábado vamos descer a Avenida.

Imagino que durante a semana comece já a ocupação de passeios e vastas áreas de estacionamento para a montagem de bancadas relacionadas com o Santo António (fim de semana a seguir).

Começo a dar razão ao Manuel Salgado, o melhor é mesmo escritórios com isto e esquecer habitação. Na Avenida e à volta.
publicado por Manuel Pinheiro às 19:13 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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