Terça-feira, 29.06.10

Estados de espírito III

Carlos Queiroz fez uma convocatória risível. Levou uma equipa cheia de defesas, deixando de fora jogadores ofensivos que poderiam ter dado outra cor a esta selecção. Estou a lembrar-me de Carlos Martins e de João Moutinho ou até Ricardo Quaresma, depois do afastamento do extremo Nani. Preferiu construir uma selecção à imagem de uma Grécia. Conseguimos marcar golos à grande selecção da Coreia do Norte, e ficamos a zero com as restantes equipas. Alguém terá ficado surpreendido?
publicado por Nuno Gouveia às 22:18 | comentar | partilhar

Estados de espírito II

Cristiano Ronaldo, capitão de equipa e um verdadeiro flop neste campeonato, diz a um jornalista para pedir ao Carlos Queiroz explicações sobre a derrota.
publicado por Nuno Gouveia às 22:15 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Estados de espírito I

No final do jogo, Eduardo, o melhor em campo, chorava. Pepe, um dos piores da selecção nacional, abraçava um colega espanhol, com um grande sorriso na cara.
publicado por Nuno Gouveia às 22:13 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Primeira página do Daily Telegraph*

E não tem nada a ver com a insolvência.
*Era.
publicado por Jorge Costa às 19:15 | comentar | partilhar

Patusco

Depois de ter demolido o governo na semana passada, Vieira da Silva acusa agora os portugueses de falta de confiança. Não estamos [os consumidores] a dar o «nosso contributo», queixa-se o ministro, uma versão saturnina de Manuel Pinho.
publicado por Jorge Costa às 18:48 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Juro


"Juro pela minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir, a Constituição da Républica Portuguesa."
(juramento efectuado pelo PR no acto de posse das suas funções - artº 127º da CRP)

Cumprir a constituição não se compadece com a promulgação de normas em relação às quais se tem duvidas sobre a sua constitucionalidade.
Depois do PSD ter dado um pontapé na Constituição ao aprovar normas mesmo assumindo dúvidas sobre a sua constitucionalidade, chegou a vez do Presidente maltratar a Constituição.
Se o Presidente tem duvidas quanto à constitucionalidade de normas contidas num diploma que lhe é submetido para promulgação, o seu juramento de defesa da Constituição impõe que requeira a fiscalização preventiva da sua constitucionalidade. Caso contrário não está a cumprir com o seu juramento de defender, cumprir e fazer cumprir a constituição da Républica Portuguesa.
publicado por Pedro Pestana Bastos às 17:01 | comentar | ver comentários (11) | partilhar

"Que viva España": Manolo Escobar, Diana Navarro Rosa Lopez



Em dia de Portugal-Espanha em futebol, 24 horas depois dos nossos vizinhos terem dado mais um passo rumo ao fim do Estado espanhol tal como o conhecemos desde 1976 (o Tribunal Constitucional chumbou parcialmente o novo estatut de Catalunya), oiçamos pois o velhinho Manolo Escobar.
publicado por Fernando Martins às 16:33 | comentar | partilhar

Hoy, vamos a ganar!


Com os cumprimentos de Dom Afonso Henriques e D. João I...
publicado por Ricardo Rio às 15:49 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Grande Finale (6)




Das Leben der Anderen, Florian Henckel von Donnersmarck, 2006

publicado por Miguel Morgado às 14:41 | comentar | partilhar

Alentejo (35)

Mourão.
publicado por Alexandre Homem Cristo às 13:29 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Banqueiros preocupados com as aparências

Diz que os banqueiros foram ontem a São Bento queixar-se da «reduzida capacidade de financiamento à economia da banca portuguesa», ou seja, do facto de não lhes emprestarem dinheiro lá fora para eles poderem emprestar cá dentro. E diz que disseram ao senhor primeiro-ministro que «querem que o Executivo tome mais medidas de contenção orçamental para ajudar a credibilizar a imagem do País junto dos mercados internacionais, o que permitiria facilitar o acesso a novos empréstimos por parte das instituições financeiras.» Diz ainda, por fim, que Sócrates «está preocupado com os efeitos no tecido empresarial do corte da concessão de crédito e com a possível falência de empresas em resultado dessa contracção». Não me parece... Há outra ordem de prioridades. Urgências e urgências. Preocupado, preocupado a sério estará o primeiro-ministro com a falta de dinheiro nos bancos para continuarem a financiar o Estado. Ontem, as Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos transaccionavam-se a preço de saldo, com a rendibilidade a atingir os 6%. Hoje há uma acentuada correcção do nível estratosférico atingido ontem. Quando os bancos deixarem definitivamente de ter dinheiro para manter as aparências (a maior facilidade de liquidez até hoje aberta pelo BCE, ainda por cima, termina hoje), lá terá o primeiro-ministro que... fazer o quê? O que a UE/FMI mandar, para ter acesso aos fundos de resgate de 10 de Maio.

De fundo, a ler aqui. Paulo Pinho e o regresso do Crowding Out.
publicado por Jorge Costa às 10:55 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Segunda-feira, 28.06.10

Cachimbos de lá

Maurice Vlaminck, O Pai Bouju, 1900.

publicado por Pedro Picoito às 21:59 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Belém, we have a problem

Esta pergunta do André Amaral nasce de dois equívocos.

O primeiro é supor que acho positivo o exercício cavaquista do "deve e haver" na contabilidade dos votos e a correspondente pressão do "voto católico". Não acho: nem uma coisa nem outra. Aliás, tenho reservas quanto ao tal "voto católico", termo que eu próprio já usei à falta de melhor. Talvez seja mais correcto dizer "voto dos católicos" porque ninguém pode arrogar-se o monopólio da representatividade política de tanta gente (e tão diferente). O que vale tanto para uma segunda candidatura à direita como, evidentemente, para a candidatura de Cavaco Silva. Ou seja, acho ainda menos positiva a exclusividade da candidatura do actual PR à direita. Não gosto de homens inevitáveis, sobretudo quando me desiludem. E há muito quem queira substituir um alegado frentismo católico por um real frentismo direitista. Ou Cavaco ou o caos: eis o remake da velha "ética da responsabilidade"que aguentou meio século de ditadura com o argumento de que criticar Salazar era favorecer os comunas. Esses tempos já lá vão, e não serei eu quem o lamente. Lamento antes que se queira calar, com a ameaça do papão Alegre, os católicos que estão desiludidos com o presente inquilino de Belém e procuram outro candidato que represente os seus legítimos interesses. Chama-se a isso democracia. Mas para alguns cavaquistas mais cavaquistas que Cavaco, todos podem jogar o jogo democrático - menos os católicos. Isso seria misturar "questões morais" com política, alegam. Como se a política, quando transcende a mera conquista e gestão do poder, pudesse abdicar de "questões morais" (ou talvez possa: eles lá sabem).

O segundo equívoco do André Amaral, que decorre do primeiro, é supor que a eventual perda de votos de Cavaco para Alegre me aflige, ou devia afligir. Sejamos claros: faltando ao funeral de Saramago, o PR não perde nenhum voto que não estivesse perdido. Contudo, mesmo que perdesse, relembro que não sou eu que devo votar em Cavaco para que a "esquerda" não vença - é Cavaco que deve merecer o meu voto, entre outras coisas para que a "esquerda" não vença. Entre outras coisas tão ou mais importantes, para mim, como a famosa "ética da convicção". E não é por faltar a um funeral que Cavaco vai merecer o meu voto. Nem por ser "de direita", ou por se apresentar como a única alternativa ao apocalipse, ou por ter andado ao colo do Papa há mês e meio. Não passo cheques em branco a ninguém. Passei há cinco anos e o resultado está à vista: um Presidente que dá o meu voto por adquirido. Só não digo que vai ter uma surpresa em Janeiro porque já nem é uma surpresa.


publicado por Pedro Picoito às 21:56 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Nem só de futebol vive o homem

Também há o rugby. E enquanto na África do Sul, por acaso Campeã do Mundo da oval, as massas se queixam do Queirós, das vuvuzelas e dos árbitros, as equipas do Seis Nações fazem as suas digressões de Junho overseas. França e Itália à mesma RSA, por estes dias da bola redonda, França e Escócia à Argentina, Inglaterra e Irlanda à Austrália, Irlanda e Gales à Nova Zelândia. Contas feitas, e depois de uma dúzia de jogos, a supremacia dos meridionais impressiona. Venceram quase todos os encontros com as equipas europeias, alcançando por vezes resultados próximos do atropelamento: 66-28 dos All Blacks à Irlanda e 42-9 a Gales, 42-18 dos Springboks à França e 55-11 à Itália, 41-13 dos Pumas aos Bleus (pasme-se, mas não demasiado, porque os argentinos já tinham batido concludentemente os gauleses no último Mundial).
Só a Escócia conseguiu vencer os dois tests contra a menos cotada Argentina, mas jogando mal e marcando apenas um ensaio. A França, vinda de um triunfal Grand Slam no Seis Nações, voltou a uma fase descendente por culpa das mexidas de Lièvremont (outra vez...) e da ausência da eficacíssima dupla de centros Bastareaud-Jauzion. Em sentido contrário, a Inglaterra confirmou a subida de forma visível no fim do Seis Nações e deu luta aos Wallabies, embora perdendo por 27-17 e 21-20. Mas os grandes vencedores de Junho são sem dúvida os sul-africanos, que têm uma equipa inteirinha de suplentes de luxo, e os neozelandeses, que têm de novo o melhor abertura do mundo (Dan Carter, vide ensaios contra Gales).
A uma semana do Três Nações e a um ano do Mundial, não é muito difícil prever que estes dois monstros sagrados vão repartir entre si os despojos nos próximos tempos.
publicado por Pedro Picoito às 21:04 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Coisas que verdadeiramente importam


O Papa anunciou hoje a instituição de um Conselho Pontifício dedicado à evangelização das nações secularizadas. Num tempo em que muitos cristãos vivem como se Deus não existisse, o Papa alerta o perigos do "eclipse de Deus".

Trata-se do primeiro Conselho Pontifício criado no nosso século e demonstra bem as prioridades do Papado.
publicado por Pedro Pestana Bastos às 20:37 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Combate de blogues (12)

publicado por Miguel Morgado às 14:39 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Verão


A Grécia está de volta aos mercados. Em Julho. Atendendo a que o Verão também pode ser tempestuoso aqui ao lado, resta-nos pensar que... um dia destes terá (teria), forçosamente, que ser.
publicado por Jorge Costa às 13:45 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Mafia (Breve história do socialismo)

Primeiro foi o socialismo utópico. Depois veio o científico. Era insuportável e inventou-se o de rosto humano. Não deu nada. Por aqui, inventámos o socialismo bancário, que rapidamente se transformou no socialismo mafioso. Gostararia de pensar que ficamos por aqui. Felizmente, para mim, aprendi, também com Tocqueville, a não ter grandes ilusões sobre a tal «paixão, ardente, insaciável», dos povos na era democrática. Como todas as paixões políticas, é cega. Está, assim, não direi condenada, mas muito inclinada a repetir os mesmo erros. Em todo o caso, é tempo de fazermos uma pausa, agora que isto chegou aqui.
publicado por Jorge Costa às 10:37 | comentar | ver comentários (4) | partilhar
Domingo, 27.06.10

Porque raio estaria o euro acima das nações?

Europe’s political leaders and their economic advisers are, for the most part, financially illiterate.

Certo, Munchau está certo e temos - há anos, senhores, anos! - demonstrações eloquentes de que assim é.

E o diagnóstico dele, que é muito fácil de aceitar, pois, visto bem, decorre de um raciocínio óbvio: há parcelas consideráveis de banca francesa e alemã que estão insolventes (não é verdade que há Estados e economias insolventes, do outro lado do balanço?), também é certeiro. E importa reter.

Só há uma coisa nos Munchaus deste mundo que eu não consigo entender: a solução passaria por recapitalizar os bancos, com fundos públicos, claro (resta o pequeno detalhe, para brincar com a coisa séria, de que, para os recapitalizar, é preciso, antes, reconhecer a insolvência). E, depois, união financeira total. Se bem percebo: para salvar o aborto natural do euro, acaba-se com a autonomia política dos Estados. Não percebo a conta. Julgo que os Munchaus deste mundo são tão politicamente analfabetos, quanto os líderes políticos de que fala o são, em matéria de economia e finanças. Porque raio o euro estaria acima das nações? Há até quem não se importe de ser governado por quem quer que seja, desde que seja «bem governado» (a fantástica, no sentido literal, ideia de que o governo é uma coisa técnica). Mentalidade de servos foi coisa que nunca faltou, em tempo algum. O que não temos que é que cantar todos hossanas à servidão.

publicado por Jorge Costa às 21:29 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Alentejo (34)

publicado por Alexandre Homem Cristo às 19:01 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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