Sexta-feira, 30.07.10

António Feio...

...com Ruy de Carvalho, em O Viajante Sem Bagagem.

publicado por Carlos Botelho às 01:35 | comentar | ver comentários (4) | partilhar
Quinta-feira, 29.07.10

Sobre Deficits, Black Swans, Ponzi Schemes e outras coisas fabulosas - a ler

What are are potential sources of fragility or danger that you're keeping an eye on?

The massive one is government deficits. As an analogy: You often have planes landing two hours late. In some cases, when you have volcanos, you can land two or three weeks late. How often have you landed two hours early? Never. It's the same with deficits. The errors tend to go one way rather than the other. When I wrote The Black Swan, I realized there was a huge bias in the way people estimate deficits and make forecasts. Typically things costs more, which is chronic. Governments that try to shoot for a surplus hardly ever reach it.

The problem is getting runaway. It's becoming a pure Ponzi scheme. It's very nonlinear: You need more and more debt just to stay where you are. And what broke [convicted financier Bernard] Madoff is going to break governments. They need to find new suckers all the time. And unfortunately the world has run out of suckers.

O resto da entrevista de Nassim Taleb está aqui.

publicado por Jorge Costa às 23:25 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Não exageremos

Ou bem que José Sócrates é "inocente" no caso Freeport, ou bem que Portugal é um "estado de direito". As duas coisas é que não. Por uma razão muito simples. Não é verosímil. Ninguém acredita. Basta que olhemos à nossa volta.
publicado por Fernando Martins às 18:53 | comentar | ver comentários (27) | partilhar

(Des)inspirações

Ao sabor do mote do Fernando, e inspirada pelo (in)contornável Vital Moreira, cujos posts me provocam sempre uma saudável discordância, não resisto a recorrer ao seu mais recente contributo que sob o sugestivo título Território Libertado transcrevo na integra:
”Com a probição das touradas na Catalunha, uma parte da Península Ibérica foi libertada da bárbara e degradante prática da flagelação e morte de animais para gáudio público.”
Fiquei com a certeza que esta “libertação” é mais um “avanço civilizacional”, na lógica de um Peter Singer que escreveu pérolas como esta e que sem dúvida Vital subscreveria:
The influence of the Judeo-Christian insistence on the God-like nature of human beings is nowhere more apparent than in the standard Western doctrine of the sanctity of human life: a doctrine that puts the life of the most hopelessly and irreparably brain damaged human being — of the kind whose level of awareness is not underestimated by the term 'human vegetable' - above the life of a chimpanzee. The sole reason for this strange priority is, of course, the fact that the chimpanzee is not a member of our species, and the human vegetable is biologically human. This doctrine is now starting to be eroded by the acceptance of abortion, which is the killing of a being that is indisputably a member of the human species, and by the questioning of the value of applying all the power of modern medical technology to saving human life in all cases.”

P.S. Não gosto, nem vou a touradas, da mesma forma que não apreciando o trabalho da Ana Vidigal não vou visitar a sua exposição antológica no Centro de Arte Moderna da Gulbenkian.
publicado por Eugénia Gamboa às 17:36 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Citação montesquieuana do dia

«Normalmente, temos a capacidade de transmitir os nossos conhecimentos aos nossos filhos; temos uma capacidade ainda maior de lhes transmitir as nossas paixões.»
publicado por Miguel Morgado às 14:48 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Grande Finale 29



O Padrinho, Francis Ford Coppola, 1990
publicado por Miguel Morgado às 11:26 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sai muito caro


De futuro, quem quiser comprar um activo relevante em Portugal (ou de uma empresa portuguesa) mais vale começar por falar logo à cabeça com quem é relevante para o negócio. Está visto que ignorar os poderes fácticos não compensa: sai muito mais caro.

Eles sabem do que falam.
publicado por Jorge Costa às 10:04 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Silly season (I)

publicado por Paulo Marcelo às 08:22 | comentar | ver comentários (6) | partilhar
Quarta-feira, 28.07.10

Até já


publicado por Pedro Pestana Bastos às 23:44 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

A razão que o sangue não pode ter

A Catalunha, depois das Canárias, foi a segunda região autónoma da Espanha a decretar, no parlamento, o fim das touradas. É um acto de civilização que merece ser saudado daqui, por mais que isso custe ao inesperado cavaleiro tauromáquico Paulo Portas e ao seu grupo de forcados.

Sou o primeiro a defender a bravura e a beleza estetética de todo aquele bailado. Há muitas formas de mostrar que se tem cojones, como as largadas de toiros (como as da Terceira). Isto talvez bastasse para contrapor à tonteria de dizer que se não houver toiradas, deixa de haver toiros.

Lembrar que o conservador se pauta sobretudo pela prudência, pela humildade em relação à vida, aos seus mistérios, e ao uso da razão, mormente na esfera política, mas não pela desistência de ponderar a justeza de algo apenas porque é costumeiro. Pacheco Pereira escreveu há uns anos um artigo definitivo sobre o assunto. De como continuar aquilo é aceitar (celebrar) uma certa forma de barbárie. Um espelho da sociedade que o permite.

Todo aquele sangue procede de actos muitas vezes admiráveis dos pontos de vista estético e da sinalização testosterónica (e, pobre coitado, sou capaz de vibrar com eles aqui e acoli), mas o homem que não acautela algumas das suas paixões aproxima-se da minhoca.
publicado por Tiago Mendes às 22:29 | comentar | ver comentários (15) | partilhar

Socialismo Ibérico

O inefável Ministro do Fomento do governo espanhol, socialista, pois claro, deu hoje mais um sinal da sua graça. Em plena festa com o seu homólogo português, o inefável Mendonça, por terras de Espanha, e para celebrar as obras do TGV, disse o que lhe ia na sua bela alma: «É a prova de que superámos o obstáculo das eleições em Portugal. Hoje reafirmamos um compromisso com esta linha».
Assim se vê o grande respeito que lhe merece, a ele grande democrata visto que é socialista, essa coisa estranha de eleições que nem sempre produzem o resultado "certo". Assim se vê como para a aliança PS/PSOE não existem assuntos internos do vizinho. Assim se vê como os socialistas ibéricos, sem grande pudor, cantam o que cantam as claques de futebol: «Esta m.... é toda nossa!»
Os respectivos eleitorados que tomem nota, se puderem. É que isto não é deles.
publicado por Miguel Morgado às 21:53 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Choque Alegre

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 21:44 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Ilegalizamos as "touradas"...

... logo não somos espanhóis. É esta ideia simples, mas nada inconsequente, que justifica a ilegalização das corridas de touros em sessão do parlamento da Catalunha realizada hoje. É verdade que além de uma questão nacional e identitária, ou seja política, que pretende pôr catalães e a Catalunha contra espanhóis e a Espanha, a ilegalização das corridas de touros tem por trás a velha luta (político-ideológica, socio-económica e cultural) que em Portugal, Espanha, sul de França e vários países da América "espanhola" opõe os amigos dos toros aos amigos dos homens, o "tradicional" ao "moderno", o "rural" ao "citadino", os "ricos" e os "pobres" ignaros aos "citadinos" iluminados ou instruídos. No entanto, sejamos francos, vistos os seus custos económicos, a ilegalização das touradas na Catalunha nunca avançaria caso valores mais altos não se levantassem para além da garantia dos direitos dos benditos touros bravos.
Note-se, porém, que enquanto movimento politicamente identitário e nacionalista, a ilegalização das touradas na Catalunha é irónica, para não dizer cínica. E é-o pela simples razão de, no outro lado da fronteira, por todo o sul de França, onde o nacionalismo catalão quotidianamente se alimenta "espiritualmente", as corridas de touros, em diversas modalidades ou estilos, constituírem um forte elemento de identidade cultural e política e uma actividade com alguma relevância económica.
Por fim vale a pena chamar a atenção para o facto de, aparentemente, os amigos dos animais se prestarem, na Catalunha, a desempenhar o papel de idiotas úteis numa ampla frente política anti-espanhola, ou "catalanista", que está a matar a Espanha tal como a conheci em mais de quarenta anos de vida. O papel exemplar desempenhado pelos amigos dos animais ficará aliás selado no dia em que uma Catalunha independente, governada pela pragmática CiU, resgatar as corridas de toros da clandestinidade.
Quadro: Toureiro Morto de Édouard Manet (1864).
publicado por Fernando Martins às 21:33 | comentar | partilhar

Da Série "A Concorrência Faz Melhor"

Coisas giras que se começam a ouvir, do João Miranda. (Copiei o post inteiro porque merece reprodução integral)

«1. A Oi é um activo estratégico de grande importância, um pouco como a insubstituível Vivo o era ainda há 15 dias.

2. Vender a Vivo por 7,5 mil milhões é um grande negócio. Há quinze dias atrás a venda por 7,15 mil milhões era uma asneira tendo em conta o grande potencial da empresa.

3. A Oi é uma empresa de grande potencial. Há 15 dias atrás era uma empresa cheia de problemas cujo potencial não tinha qualquer comparação com o da Vivo.

4. A PT está a vender a Vivo na altura certa. O potencial de crescimento está esgotado. Esgotou-se nos últimos 15 dias.

5. Ser minoritário na Oi não é um problema. Há 15 dias uma posição de controlo da Vivo era essencial.

6. O governo fez muito bem em usar a Golden Share. Conseguiu-se subir o preço e os accionistas privados ganharam. Há 15 dias intervenção estatal era justificada pelo interesse nacional, hoje intervenção estatal é justificada como forma de reforçar o poder de barganha de privados.

7. Se não fosse o uso da Golden Share a PT não tinha entrado na Oi. Non sequitur óbvio. Mas pronto. Há quem acredite nisso.

8. Conseguiu-se vender a Vivo por bom preço e ficar no Brasil. (Falta dizer que a Oi foi cara, o que em parte anula o bom negócio que se fez com a Vivo).

9. Há 15 dias era inaceitável vender a Vivo porque se teria que sair do mercado brasileiro. Entrar noutra empresa seria muito difícil. Ou a Vivo ou o caos. Ao fim de 15 dias trocou-se uma posição de controlo na Vivo por uma minoritária na Oi.

10. E já nem falo nos grandes nacionalistas portugueses, que se contentam com muito pouco. Basta a ilusão de que ser minoritário na Oi é tão bom como controlar a Vivo para os manter felizes. Ficam contentes por mandar menos em menos. Santana Lopes nem se vai lembrar do que disse.»
publicado por Miguel Morgado às 19:36 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

E não se pode dispensá-los? (Os factos)

Quando eu trabalhava nos jornais havia a piada do editor que berrava: «Não permito que os factos me venham estragar uma boa história; o jornal é para fechar hoje.» Mas o editor é assim sempre tão diferente do comum dos mortais, mesmo dos que trabalham em ciência (tenho em vista essa reserva especial que dá pelo nome de ciências humanas onde cabe a economia e, horror dos horrores, a história também, cuja a única razão de ser é impedir que o que foi não passe duas vezes, uma com o tempo e, uma segunda, da memória para o esquecimento)? Às vezes é muito diferente.
publicado por Jorge Costa às 18:23 | comentar | partilhar

Sondagens: Porquê?Para quem? Para quê?

Para quem ainda liga a sondagens, e com os dados descaradamente surrupiados ao Pedro Magalhães no Margens de Erro, aqui fica por ordem cronológica:
15-20 Jun: Marktest,
Intenções de voto após redistribuição de indecisos (e correcção de brancos e nulos):
PSD: 47,7%
PS: 24,1%
BE: 8,9%
CDS-PP: 6,9%
CDU: 6%
1-6 Julho: Eurosondagem,
Intenção de voto após redistribuição de indecisos:
PSD: 36,2%
PS: 33,7%
CDS-PP: 9,6%
CDU: 8%
BE: 7,7%
8-11 Julho: Euroexpansão,
Após redistribuição de indecisos:
PSD: 41%
PS: 31,7%
BE: 6,5%
CDU: 6,3%
CDS-PP: 3,8%
16-20 Julho: Intercampus,
Após redistribuição de indecisos:
PSD: 39,2%
PS: 34,4%
CDU: 9,5%
BE: 9%
CDS-PP:5,9%
publicado por Eugénia Gamboa às 18:11 | comentar | partilhar

Antes dos mergulhos

Um amigo lembrou-mo, e vale mesmo a pena ouvir a entrevista que Jaime Gama deu a Maria Flor Pedroso na Antena 1, no dia 23. Sobretudo a partir do minuto 17, onde se fala da candidatura de Manuel Alegre, um "candidato vencedor em relação ao seu desejo histórico e ancestral em ser Presidente da República". No que diz respeito à escolha de Alegre como candidato, Gama declara que respeita sempre o partido quando ele decide o melhor, quando não decide o melhor, e quando decide o pior. Maria Flor Pedroso pergunta-lhe qual terá sido o caso do PS nesta matéria. Jaime Gama pede desculpa, mas diz que não pode responder.
Antes de uns mergulhos, contados aos tostões, em Agosto, vale sempre a pena saber que há cabeças que funcionam bem. Ou, como diria Bertie Wooster de Jeeves, cujas meninges estão impecáveis.
publicado por Paulo Tunhas às 16:05 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Jornalistas zangados com Pedro Passos Coelho. Ainda bem.

Não posso deixar de ler com um sorriso as queixas do Nuno e do Paulo pela reacção da maioria dos jornalistas à proposta de revisão constitucional do PSD. É certo que Pedro Passos Coelho tem sido tratado pela comunicação social com uma bonomia nunca dispensada a outro presidente do PSD (pelo menos na minha memória, que vai até aos inícios de Cavaco Silva). Contudo não se deveria esperar que a nossa comunicação social, politicamente alinhada, esquerdista, disposta a fazer política através dos jornais, rádios e televisões - excepções como as do 'nosso' PPM só confirmam a regra - tivesse mudado radicalmente devido aos esforços meritórios da equipa passista para conquistar também os corações jornalísticos, mudança agradável depois de Manuela Ferreira Leite com a sua hostilidade para com os jornalistas. Os jornalistas deram boa imprensa a Passos Coelho (e ao PSD) enquanto o viram como um sucedâneo de José Sócrates, que nada mudaria neste nosso podre regime socialista. Quando Passos Coelho propôs (bem ou mal, e eu inclino-me para o mal) mudar alguma coisa, mesmo que levemente, os media mostraram-lhe as suas garras. E será sempre assim. Desenganem-se os que pensam que o PSD poderá ter o tratamento deluxe do PS com esta comunicação social. Nada que deva preocupar excessivamente o líder do PSD; PPC é bom comunicador, tem boa imagem e todas as condições para conseguir fazer como Cavaco Silva sempre fez: falar aos portugueses directamente, por cima dos jornalistas. E, para mim, mesmo considerando abstrusa a proposta de revisão constitucional, a zanga dos jornalista com PPC é um bom sinal; algo está muito errado com um líder político querido pela classe profissional que levou Sócrates ao colo para São Bento em 2005, que tanto se indignou com as 'trapalhadas' de Santana Lopes e tanto assobiou para o lado com as bem piores 'trapalhadas' de Sócrates e sus muchachos, que suportou resignadamente e confiante no bem maior todas as pressões sobre a comunicação social, que não poupou esforços para ajudar a reeleger Sócrates em 2009, que trata como credível um ministro das finanças que enganou deliberadamente os eleitores, que viu com normalidade este actual governo de pesos-extra-pluma políticos (chamaram-lhe governo 'técnico' e pronto para a negociação) e que, mesmo depois destes alucinantes dez meses após eleições, ainda tenta dar a Sócrates uns golinhos de oxigénio.
publicado por Maria João Marques às 13:59 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Indignações


Sem querer desculpar esta empresa [é sintomático ter que fazer esta prevenção...], antes de - ou para além de - de se entrar em indignações apressadas, ponto de vista abstracto de um distanciamento "burguês", há que perguntar: o que leva as pessoas a enveredar por aquelas barbaridades? É preciso reflectir sobre as causas. (É assim que se costuma dizer, não é?...)
publicado por Carlos Botelho às 13:06 | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Consequência ou...?

Perante isto, vão continuar a arrastar-se as convenientes docilidades ou vão começar a ser consequentes?...
publicado por Carlos Botelho às 12:45 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

pesquisa

 

posts recentes

links

Posts mais comentados

últ. comentários

  • ou podre
  • http://fernandovicenteblog.blogspot.pt/2008/07/si-...
  • O pagamento do IVA só no recibo leva a uma menor a...
  • O ranking tal como existe é um dado absoluto. Um r...
  • Só agora dei com este post, fora do tempo.O MEC af...
  • Do not RIP
  • pois
  • A ASAE não tem excessos que devem ser travados. O ...
  • Concordo. Carlos Botelho foi um exemplo de dignida...
  • ou morriam um milhão deles

tags

arquivos

2014:

 J F M A M J J A S O N D

2013:

 J F M A M J J A S O N D

2012:

 J F M A M J J A S O N D

2011:

 J F M A M J J A S O N D

2010:

 J F M A M J J A S O N D

2009:

 J F M A M J J A S O N D

2008:

 J F M A M J J A S O N D

2007:

 J F M A M J J A S O N D

2006:

 J F M A M J J A S O N D

subscrever feeds