Sábado, 28.08.10

Grande Finale (43)

The World at War, Jeremy Isaacs, 1973

(a partir de 6:14)

publicado por Miguel Morgado às 16:42 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Vamos ouvir um Cigano - vamos?...

Gnomenreigen, de Liszt

[György Cziffra também soube o que é ser deportado.]

publicado por Carlos Botelho às 13:48 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Palavras sensatas - palavras contra o ruído

Palavras sensatas, sim, sensatas - mais exactamente, palavras enquanto tais contra o rolo compressor da estupidez cega:


Daqui.



Aquilo são palavras - e as palavras (uoces) são para ser ouvidas.
Ora, do lado do governo, do lado de Sócrates e cúmplices, nada há para se ouvir - a única reacção humanamente possível ao ruído "socrático" diário é a de tapar os ouvidos. A "comunicação" de José Sócrates é qualquer coisa próxima de uma perversão da linguagem. O homem pratica apenas um matraquear constante - que se reproduz a si mesmo (e não por contacto com a realidade) numa vertigem de propaganda e num delírio de mentira. Tudo o que faz ou finge fazer é pretexto para mais ruído intoxicante: todos os dias lá anda a criatura, de tribunazinha às costas, como um vendilhão de feira, apregoando a última maravilha do seu governo, proclamando mais uma realização inaudita - sempre a melhor do mundo e arredores. Aproveita sempre essas oportunidades de pantominice para borbulhar para cima do público as suas inanidades aparvalhadas: ora berra contra os "extremistas-radicais-liberais", ora se vai esganiçando contra a "esquerda-arcaica-reaccionária". Para temperar aquela linguarada ridícula, o homem ainda acrescenta uns trejeitos e umas momices de espanta-pardais para assustar criancinhas. (A sua última predilecção é a do "acabar com o combate à dor" [sic] e do "fim da prestação de cuidados de saúde" - tudo perpetrável, não o impedisse o-Sócrates-que-vela-e-não-dorme, pela voragem assassina dessa malta sem nome do PSD. Amanhã, o papão será outro.) A "luta política" portuguesa está dominada pelas funambulices da personagem. A oposição a haver tem que ser uma alternativa (efectiva alternativa) ao delírio irresponsável que Sócrates todos os dias proclama e promove, montando um biombo entre o público e a realidade.

publicado por Carlos Botelho às 00:22 | comentar | ver comentários (8) | partilhar
Sexta-feira, 27.08.10

The Brain...

A propósito disto, não resisto a transcrever:


The Brain – is wider than the Sky –
For – put them side by side –
The one the other will contain
With ease – and You – beside –

The Brain is deeper than the sea –
For – hold them – Blue to Blue –
The one the other will absorb –
As Sponges – Buckets – do –

The Brain is just the weight of God –
For – Heft them – Pound for Pound –
And they will differ – if they do –
As Syllable from Sound –
publicado por Carlos Botelho às 21:49 | comentar | partilhar

O que andamos a ler?




Nos últimos dias de Agosto, numa altura em que os dias continuam quentes e muitos ainda estão a banhos o que andam a ler os portugueses? Os livros da Fundação Manuel dos Santos. As semanas passam e eles teimam em aparecer no top de vendas de livros não ficção. O que têm afinal estes ensaios de tão extraordinário? Falam de nós, da nossa educação, da economia nacional, em edições apelativas, disponíveis em qualquer tabacaria, supermercado ou bomba de gasolina. Custam apenas 3,50€ e procuram explicar como andam as políticas públicas em Portugal. No contexto de incertezas e de falta de seriedade política em que vivemos, esta Fundação, estes livros, o site que os acompanha, são uma boa notícia.
publicado por Joana Alarcão às 20:12 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Problemas

Aqui nem tudo é decifrável. Umas partes são opacas por causa da ruína da sintaxe, mas em geral é por falta de sentido. Uma coisa é certa: o Diário Económico não anda nada bem.
publicado por Jorge Costa às 19:05 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Narcisismo-leninismo

Esta luminária tem uma série de soluções para os problemas do país:

a) Um novo escalão de IRS de 55%;
b) Tributação de 25 % no IVA dos grandes carros e das carteiras Hermès;
c) Suspensão da privatização da Galp e EDP.

Já não acho muita graça a palhaços.

Via O Insurgente.
publicado por Jorge Costa às 16:09 | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Liberalização dos horários dos hipermercados: mixed feelings.

Sou ferozmente contra a quantidade assombrosa de restrições legislativas e regulamentares que existe para actividades de comércio e serviços onde o consumidor tem (ou pode facilmente ter, se assim o quiser) tanta informação sobre os produtos e serviços como o vendedor ou prestador de serviços e que os nossos legisladores entenderam criar para poluir o nosso Direito e atrapalhar a vida das empresas, sobretudo das PMEs. Limitação da época de saldos, cruzadas contra as colheres de pau, restringir o tipo de produtos que se pode vender numa mesma loja (o caso das ourivesarias, por exemplo), a necessidade de alvarás para actividades simples como as agências de viagens (num tempo em que cada vez mais pessoas compram viagens de avião e estadias em hotéis na internet e em que se obtém geralmente maior informação sobre um hotel no seu site ou no Tripadvisor do que numa agência de viagens), a necessidade de licença para abertura de lojas superiores a quinhentos metros quadrados (cortesia do governo Barroso). Os exemplos são quase infinitos. Por isso, se a medida de Licenciamento Zero do governo for o que parece nos jornais (e com este governo a dúvida sistemática recomenda-se), é um passo no bom sentido. Também concordo com a eliminação da restrição imposta por António Guterres do número de horas máximo em que podem estar abertos os hipermercados aos Domingos e feriados. O efeito desta medida no tal pequeno comércio é nula e não vejo qualquer legitimidade do legislador para impor restrições de horários de funcionamento a qualquer empresa. Por outro lado, o frenesim da vida actual torna muito conveniente as compras fora dos horários tradicionais de comércio.



E, no entanto, esta liberalização de horários inquieta-me. Há dias estava num gabinete de estética e a senhora que me arranjava as mãos, que conheço há anos, contava-me as novidades do seu primeiro neto recém-nascido. Perguntei-lhe, perante o normal enlevo, se iria deixar de trabalhar, pelo menos a tempo inteiro, para tomar conta do neto. Respondeu-me que não; a nora trabalhava numa loja de grandes dimensões ao lado de um grande centro comercial e iria deixar o filho numa creche para os trabalhadores do centro comercial e da tal loja, creche essa que está aberta até à meia-noite. Ora deixar um bebé ou uma criança numa creche até à meia-noite, onde vai ser colocado a dormir por alguém com quem tem uma relação casual (e que deve ir mudando, dados os horários tão alargados se fazerem por turnos), transportado a dormir (se tiver a sorte de ser uma criança de sono fácil) para sua casa, habituado a horários diferentes do levantar cedo e cedo erguer que dão saúde e fazem crescer, nada disto pode ser saudável para um bebé ou uma criança e devia fazer soar todas as campainhas.



Fui durante anos responsável pelo projecto de retalho da minha empresa, que incluía algumas lojas em centros comerciais, e sei como é só por necessidade que se aceita um trabalho com horários tão incómodos como os dos centros comerciais e como muitos colaboradores preferiam transferir-se para as lojas de rua, mesmo com diminuição de rendimento (deixavam de receber as compensações pelo trabalho ao Domingo e feriados e pelo trabalho nocturno), tendência que se nota especialmente em quem tem família. Não considero saudáveis nem sustentáveis estes empecilhos à vida familiar, algo a que a maioria das pessoas aspira e que continua sendo, quando funcional, uma das grandes panaceias para os males do mundo. É um regresso auto-imposto aos tempos mais cruéis da revolução industrial.



Uma coisa é certa: contrariar estes hábitos pouco saudáveis não cabe nem ao legislador nem aos empresários (cuja obrigação é aproveitarem as oportunidades de negócio); cabe aos consumidores. Quando os consumidores preferirem passar os fins-de-semana passeando fora-de-portas, levando os filhos aos parques e museus, brincando com os filhos, em vez de se passearem pelos centros comerciais (por vezes comprar algo nem é o objectivo da deslocação) e de organizarem visitas em família ao hipermercado, a vida familiar de quem não tem outra opção se não aceitar trabalhar a desoras melhora.
publicado por Maria João Marques às 13:40 | comentar | ver comentários (14) | partilhar

Leituras de Verão (4)

A Vista de Castle Rock, de Alice Munro.
Já terminei o livro há umas duas semanas e ainda estou maravilhada com a capacidade desta canadiana de origem escocesa, que eu nunca havia lido, de pegar em vidas rurais, corriqueiras, aparentemente desinteressantes e dar-nos a oportunidade de ler sobre elas como se de personagens de Cem Anos de Solidão se tratassem. A treat.
(Com novo agradecimento aos dois ilustres bloggers que me ofereceram o livro.)
publicado por Maria João Marques às 12:56 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Para ir a correr à primeira livraria decente


Se ele só fizesse o que sabe, tínhamos todos muito a ganhar. Ele, e nós. Como se vê.
publicado por Jorge Costa às 12:08 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

E o que mais Verão


Desta vez o calor chegou com toda a força e na hora certa para não deixar desiludidos todos quantos ansiavam por uns merecidos dias solarengos, de “papo para o ar”, nas praias, piscinas e jardins do nosso País.
Todavia, enquanto uns descansavam, muitos lutavam em condições desesperadas por conter uma das maiores ofensivas recentes dos tradicionais incêndios da época, ora provocados por negligência, ora causados por mãos criminosas que a justiça ainda não pune devidamente.
Num e outro caso, por entre as tentativas tantas vezes hercúleas para minimizar os danos em bens materiais, as ameaças a zonas habitadas e os atentados a espaços ambientalmente protegidos, repetiram-se as queixas sobre a insuficiência dos meios, a falta de coordenação das respostas, a ridícula invocação de estatísticas mais favoráveis pelos responsáveis governativos.
Saudou-se, como sempre e bem, a bravura dos bombeiros, lamentou-se a falta de medidas e atitudes preventivas e avançou-se com propostas de ressarcimento dos danos ou de penalização dos negligentes, esquecendo que, na maior parte dos casos, é o Estado ou Entes Públicos quem dá o pior exemplo…
Logo que a temperatura abrandou e que as primeiras chuvas temperaram as agruras estivais, a nossa vocação catastrófica transferiu-se para as estradas, acumularam-se os acidentes, fomos confrontados com tragédias como a que esta semana ocorreu na A25 e outras tantas – ainda que menos impactantes do ponto de vista estatístico – nos quilómetros, portajados ou não, que nos percorrem de lés-a-lés ou que levam e trazem os “nossos” aos/dos seus ofícios para lá das nossas fronteiras.
Por outros caminhos, da animação do Pontal à secura de Mangualde, acelerou-se nas palavras e aqueceu-se o tom do discurso político, lançando algum nevoeiro sobre os meses que se seguirão.
De um lado, exigiu-se o óbvio: opções claras, justas e atempadas em matéria orçamental e assumiu-se a desvinculação de uma política em que se disfarçam os contínuos e agravados descalabros do lado da despesa com a arrecadação sôfrega de receitas fiscais, a expensas das famílias e da competitividade da nossa economia.
Do outro, utilizou-se o expediente habitual (porque sempre bem sucedido até prova em contrário), da manipulação do campo mediático, da martirização política, da afirmação das “causas sociais” e dos “ideais de esquerda” que qualquer análise mais descomprometida pode facilmente desmontar.
E terá havido Verão em que os Governantes em funções mais primaram pelo disparate, ao ponto de os próprios terem de assumir sucessivos desmentidos? Os aumentos da função pública, as passagens com notas negativas, os “espiões” cujas missões são anunciadas pelos responsáveis?
Como seria de esperar, a economia também sorriu, timidamente; o desemprego estancou, como é normal na estação, mas a fuga do mercado de trabalho é também notória; as prestações sociais estão a ser reavaliadas e a permitir algumas poupanças por entre o despesismo generalizado.
Em Agosto, renovam-se anualmente as esperanças dos aficionados, prometem-se novas conquistas, e fazem-se avultados investimentos em contra-ciclo (ou deveria dizer-se contra-senso) com os passivos acumulados e as sucessivas reestruturações financeiras, que tantas vezes se assumem como péssimas opções estratégicas.
Também aqui, há espaço para o exemplo. Com os tostões contados, sob uma liderança de pulso, um discurso e postura ambiciosa e um espírito de luta indomável – que noutras esferas se poderia traduzir em esforço colectivo e produtividade – o Sporting Clube de Braga lá vai conquistando os seus milagres… e os seus milhões.
Afinal, a demonstração de que com rigor, planificação e capacidade de trabalho se consegue a “competitividade” necessária para fazer de cada mês uma Primavera.
Em Portugal, com o Outono ainda distante, resta esperar que sejam assim positivas as cores com que se vão pintar os dias que restam deste Verão.

in Vida Económica
publicado por Ricardo Rio às 11:15 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Amanhã, no Largo Camões, 18 horas


publicado por Jorge Costa às 09:20 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Grande Finale (42)

Splendor in the Grass, Elia Kazan, 1961

publicado por Carlos Botelho às 00:00 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Quinta-feira, 26.08.10

As eleições de Novembro

Os Estados Unidos vão a votos daqui a dois meses. Estas eleições não têm a relevância mediática de umas eleições presidenciais, mas podem mudar radicalmente o panorama da vida política americana. Em Portugal não se tem escrito muito, por isso aqui fica o meu contributo sobre o tema. A grande dúvida é se os democratas irão ter uma derrota normal neste género de eleições para o partido que ocupa a Casa Branca, ou sofrer um vendaval de proporções históricas. Está tudo ainda em aberto...
publicado por Nuno Gouveia às 23:53 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Provar do próprio veneno

Não deixa de ser divertido ver os miseráveis "abrantes" do regime provarem do próprio veneno. Eles que atacam, perseguem e insultam todos os que não concordam com Sua Excelência, sempre cobardemente instalados atrás de pseudónimos colectivos, bem podem fazer-se agora de virgens púdicas. Parabéns à Elisabeth Butterfly, que aliás sigo há algum tempo no twitter mas não tenho o prazer de conhecer.
publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 19:22 | comentar | partilhar

LDR-à-v-PC

Vital Moreira deu a notícia em primeira mão. Há Liberais de Direita Radicais à volta de Passos Coelho (LDR-à-v-PC). Apanhei o queixo do chão e fui tentar saber quem são. Os nomes continuam envoltos em mistério. Só se sabe que (não) são de Massamá. Mas consegui este flash: LDR-à-v-PC em rave. Aqui fica um primeiro apontamento. (Notícia em actualização).
publicado por Jorge Costa às 17:00 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Lopes


Como já seria de esperar, a escolha do candidato do PCP fez torcer alguns narizes à esquerda. Confundem os seus gostos pessoais, a "esquerda" que desejam, que idealizam, com o interesse do PCP. É claro que o PCP não poderia optar por mais um Alegre ou um Fernando Nobre. Também se trata de não dispersar, de assegurar o voto dos comunistas. Marcar o seu espaço de manobra. Aquele partido não nasceu ontem, joga pelo seguro e não gosta de embarcar à primeira em "aventureirismos frentistas" - isso são devaneios que caem bem na Rua da Palma.
Vamos ver quem faz mais estragos (a Sócrates, principalmente, o que não deixa de ser meritório): se o "sectário" e "ortodoxo" Francisco Lopes, se o "moderno" e "democrático" Francisco Louçã, embarrilado na campanha de Alegre e, objectivamente, refém do Chefe do PS.

[Também tenho gostos pessoais: teria preferido o outro Lopes à direita na foto, Agostinho: um deputado sólido e aguerrido, com sotaque autêntico.]
publicado por Carlos Botelho às 16:50 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Absolutamente.

Itálicos meus.
publicado por Fernando Martins às 15:28 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Tanta gente!

Eu bem sei que, em princípio, toda a gente sensata está de acordo, sobretudo se, passando-se do princípio à prática, na prática for o outro a pagar. A mim, sinceramente, não me dá jeito. Toda a gente, salvo seja. Tirando o Conselho de Ministros, o comissário Metelo, o anónimo que escrevinha uns quantos editoriais do Diário de Notícias (será o mesmo?), Mário Soares, que aprendia economia ao serão com as prelecções televisivas do comissário (ele é que disse), e uma caterva (gostei da palavra, já não largo) de bloguers com mais ou menos talento literário. Peço desculpa se me esqueci de alguém. Não foi de propósito. Mesmo assim, no plano da teoria, espanta-me - e, vá lá, uma boa surpresa! - que 59% dos portugueses «concord[e]m inteiramente» com a «urgência de pôr travões ao endividamento público». É certo que é a menor percentagem entre as sociedades europeias. Mas, mesmo assim, é muita gente. Coragem, PSD, É a Hora!
publicado por Jorge Costa às 14:29 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Video miséria


Chegámos a isto. Motivo para estarmos orgulhosos, certamente. Fossem as escolas mais pequenas, de dimensões sensatas, com número e preparação de funcionários adequados; fosse reconhecida a autoridade (auctoritas) natural dos mais velhos e não tivesse ela sofrido uma erosão (para mais, acelerada por um discurso político bestial); não houvesse um permanente discurso político chantagista do "sucesso" a todo o preço, um discurso que torna reféns os alunos, as famílias e os professores (estes últimos, com o ingrato papel de Cassandra); não tivéssemos um primeiro-ministro arauto da ignorância, cujo deslumbramento pacóvio com as "info-ferramentas" - que o homem imaginará salvíficas - é todos os dias confirmado pelo seu silêncio sobre as condições (essas sim) sine quibus non da Escola: a necessidade do esforço, o mérito do aluno como algo não-automático, a importância do estudo, do trabalho, a dificuldade como inevitável e indispensável, a não-sabotagem política constante da profissão do professor, a relação pessoal (sim, pessoal) no ensino, uma referenciazinha que seja (posso dizer?) ao... livro, à leitura... Mas não - como se viu nestes anos, o discurso do primeiro-ministro sobre a Escola não tem sido, na verdade, sobre a Escola: tem sido antes um reflexo das limitações do seu próprio olhar e das suas obsessões - oscilando entre a lamúria da "incompreensão" pela sua "obra", a gritaria persecutória e vingativa relativamente aos que dela desconfiam e a proclamação constante de opções que são puramente exteriores à Escola. Nada mais. Nesse sentido, o discurso de José Sócrates não é sobre a Escola, é sobre José Sócrates.
Retomando o fio à meada: não fosse tudo isso e não haveria necessidade, pelo menos em quantidades tão arrepiantes, de aplicar aquela maravilha. Como se tudo não bastasse, esses que nos governam chegam a orgulhar-se, repito, a orgulhar-se de constituirem "centros escolares" com milhares de alunos. É difícil conceber uma irresponsabilidade mais imbecil... O que vamos tendo, enfim, é cada vez menos Escola, mas antes uma rede de armazéns cada vez mais concentracionários - lubrificados e reluzentes como convém, mas concentracionários. Parabéns.
publicado por Carlos Botelho às 12:18 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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