Domingo, 03.10.10

Políticos com maus vinhos

A fortuna desta República é escassa e a sua virtude não se recomenda.

Hoje no CM

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 13:49 | comentar | partilhar

Parabéns aos noivos

O nosso Manel Pinheiro contraiu ontem o estado de monogamia registada a que se chama, por regra, casamento. Pedimos compreensão às inúmeras leitoras que ainda tinham alguma esperança. Para fugir à crise, ao Sócrates e à OCDE, o casal vai passar a lua-de-mel nos antípodas. Aqui do Cachimbo, os camaradas desejam-lhes as maiores felicidades e boa viagem. Ah, e o regresso aos posts - que a vida não é só amor entre os coqueiros.
publicado por Pedro Picoito às 12:27 | comentar | partilhar

A crise quando aperta é para todos

Lembrando as palavras autistas de Almeida Santos - "o povo tem que sofrer as crises como o Governo as sofre", - esse dinossauro socialista, conhecido pelos cartões de recomendação que escreve (e cobra...) que, ao que parece, abrem muitas portas por esse país fora, sobretudo no eixo Rato-Príncipe-Real-S.Bento, aqui fica uma petição pública que vale a pena ler e assinar, tendo em conta que a esmagadora maioria dos portugueses só adquire o direito à reforma aos 65 anos, de acordo com os salários que auferiram durante a sua vida activa e com os limites legais que devem ser iguais para todos.
publicado por Paulo Marcelo às 12:21 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Sábado, 02.10.10

Alva Noto & Ryuichi Sakamoto - Berlin



Dois grandes músicos, um grande vídeo.
publicado por Jorge Costa às 21:09 | comentar | partilhar

Imune à verdade

Na entrevista à TVI, todas as vezes que Constança Cunha e Sá lhe perguntava sobre as suas ainda recentíssimas declarações de que não voltaria a aumentar os impostos, Sócrates respondia com outra coisa. A verdade é que ele é assim tão sistematicamente que uma pessoa já não sabe o que dizer, embora saiba muito exactamente o que pensar. O primeiro-ministro é, obviamente, imune à verdade. Claro que tem óptimas razões para isso: a verdade é - mais ou menos como os submarinos - fascista. Tal era, de facto, a convicção de alguns génios que, nas últimas legislativas, à boleia do combate a Manuela Ferreira Leite, decidiram arrasar a filosofia quase toda desde os gregos. A mentira, por contraste, é progressista. O primeiro-ministro parece ser progressista. Mas mesmo muito, muito progressista.
publicado por Paulo Tunhas às 20:59 | comentar | ver comentários (12) | partilhar

Mas os socialistas tomam todos alucinogénios?

Ainda de boca aberta, pergunto: não está inscrito na constituição o direito à propriedade privada? ou já se deu a socialização dos bens imóveis e eu não dei por isso?

Uma coisa é certa: depois das ignóbeis afirmações do frustrado Almeida Santos sobre o dever do 'povo' em 'sofrer', depois das abjectas palavras do palhaço (vénia a Maria José Nogueira Pinto) do deputado do PS que considera que os coitadinhos dos deputados são dos mais prejudicados pelos cortes nos salários, ouvir agora o alienado António Costa referir-se a alguém que recebe uma renda de seiscentos euros por mais de 1200 metros quadrados no meio da baixa lisboeta como 'parasitas' só nos pode levar à convicção de que por alguma coincidência atroz os socialistas presentes são todos casos psiquiátricos.
publicado por Maria João Marques às 16:27 | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Fanatismos

Só hoje pude ler o último ensaio publicado pelo falecido Tony Judt na revista da sua predilecção. Reflecte sobretudo sobre a traição dos intelectuais, ou a sua rendição aos totalitarismos do século XX. É um tema que me agrada sempre.
No final, em defesa da "social democracia" que defendeu até ao seus últimos dias, Judt denuncia o fanatismo dos apoiantes do mercado, atrevendo-se a fazer alguns paralelos entre estes guerreiros e a cegueira que levou os intelectuais nos anos 60 a patrocinarem toda a espécie de horror que o comunismo espalhava pelo mundo - os intelectuais que sustentaram os "neo-cons" de Bush também são colocados nos mesmos paralelos.
Judt tinha razão. Há adoradores fanáticos do mercado. Ao longo da minha vida conheci alguns. Mas estranho que Judt nunca tenha conhecido fanáticos da "social democracia". Eu, que sou tímido, já conheci uns quantos. E são tão fanáticos como os outros. Vejo neles a mesma adoração do dogma.
publicado por Miguel Morgado às 13:47 | comentar | ver comentários (4) | partilhar
Sexta-feira, 01.10.10

Sem vergonha

Nesta porcaria, faz-se eco da candura com que os socialistas se ufanam de «gerir o poder económico». Seria conversa chilra, indigna de menção, se, no meio da confusão das coisas e da inversão dos planos (quem manda em quem), não desse o ar de promiscuidade, bem à beira da indiferença do bordel, que por ali se respira. E, a isto, parece que chamam república.
publicado por Jorge Costa às 19:32 | comentar | ver comentários (11) | partilhar

Meu Querido Carlos Botelho,

Não me surpreendeu mas impressionou-me este teu texto. Desde logo porque partilho contigo toda a indignação que José Sócrates, como "político" e como "homem", justamente suscita. Como tu também me sinto tentado a "exteriorizar" (palavra horrível) o meu estado de alma (não por causa do debate de ontem a que não assisti, mas por causa das “medidas de austeridade” apresentadas no dia 29 de Setembro).
Porém, e porque sou especialmente sincero com aqueles que mais prezo, não te posso acompanhar em tudo. "Exteriorizar" pode aliviar… mas não leva a lado nenhum. Desde logo, porque, e ao contrário daquilo que dizes, Sócrates não é primeiro-ministro por "acidente". É-o por voto de uma maioria de portugueses eleitores que acorreu às urnas há coisa de 12 meses. E esta simples "questão" (outra palavra que odeio), que aliás leva a uma outra, retira sentido a muito daquilo que dizes porque simplesmente te dedicas a atirar contra um alvo que confundes com o alvo. Acontece que Sócrates não "é" apenas ele próprio, ou ele mesmo. Ele "é" uma larga fatia do "povo" português (ou do eleitorado português). Isto significa, portanto, que o "palhaço" é o povo português que o elegeu duas vezes e que, suspeito, não hesitará dar-lhe uma terceira vitória eleitoral dentro de uma dúzia de meses. Perante isto, podemos gritar, pensar, agir, lutar, mas chocaremos sempre contra o "muro". Só que o muro não é o déficit ou a dívida. O muro são os portugueses. Somos nós. Portanto, por estas e por outras, e embora só fale por mim, sinto que de muito pouco ou de nada vale andar por aí gritar que o "rei vai nu", ou "está nu", quando uma maioria dos nossos concidadãos vê o dito todo vestido, todo aperaltado.
Um abraço amigo,
Fernando
publicado por Fernando Martins às 17:00 | comentar | ver comentários (13) | partilhar

Oh mãe, os mercados foram maus para mim!

Esta entrevista ao NYT dá-nos margem para afirmar, sem dúvida razoável, que o problema de Sócrates não é só de carácter (ou falta de) mas sobretudo uma patologia de foro psiquiátrico.
São os mercados que são 'injustos' para Portugal por não terem reconhecido esforços anteriores com o défice orçamental. Não foram, nunca, jamé, os investidores que perceberam que a redução do défice orçamental se fez à conta de aumento de impostos, que a despesa pública aumentou em termos reais em todos os anos Sócrates e, como tal, nunca houve consolidação orçamental. É ele que é um bonzinho e queria suavizar .... mas suavizar o quê, se as suas políticas foram sempre acertadas?, enfim, havia alguma correcção - não se sabe de quê - de que se necessitava e que ele queria fazer devagarinho, mas os mauzões dos mercados obrigaram a que fosse tudo feito num ano. São os mercados que penalizam Portugal e não penalizam outros países que já decidiram cortar na despesa há mais tempo, mas isso é só porque os mercados não entenderam bem o que se passou aqui e ali. Nunca, mas nunca, há assunção de responsabilidades quanto a este poço fundo onde nos encontramos.
Podemos tirar duas conclusões.
A primeira, corolário lógico da argumentação socrática: se o efeito da governação de Sócrates é absolutamente indiferente para contrariar as percepções negativas dos mercados - que o acidental pm aceita termos de cortejar -, se Sócrates é uma figura sem credibilidade para os mercados, se a sua governação, ao fim de cinco anos, tem de andar ao sabor do que outros mandam, então isso demonstra que Sócrates é um rematado incompetente.
A segunda: tendo em conta a figura triste e de impotência que forneceu ao NYT, um bom corte na despesa é precisamente despedir a agência de comunicação que obtém ao governo notícias no NYT.
publicado por Maria João Marques às 13:33 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Citação do dia

Esta, com a adulteração em bold, de Ronald Reagan sobre Jimmy Carter:

“In place of competence, he gave us ineptitude. Instead of steadiness, he offered vacillation. When Portugal looks for confidence, he gave us fear”
publicado por Eugénia Gamboa às 12:58 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Para monárquicos e republicanos, porque a História não é a preto e branco


Organizada pela Plataforma do Centenário da República, tem a sessão de abertura às 17h00 de 4 de Outubro, contando com a presença de José Manuel Fernandes.
publicado por Maria João Marques às 12:29 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Uma proposta séria


É fundamental, é urgente que este ancião (o "príncipe da democracia", como, sempre sábio, lhe chamou o nosso régulo) comece desde já uma digressão pelo país defendendo com afinco o seu partido e o governo da Pátria. Por respeito a esse grande-partido-fundador-da-democracia e por amor da liberdade de expressão, todos nos devemos esforçar para que o maior número de Portugueses possa ouvir as palavras do provecto senador. Não lhe ponham obstáculos. Os Portugueses têm de ser elucidados. Ficá-lo-ão, certamente.
publicado por Carlos Botelho às 11:40 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Violência de Estado

A ausência de soluções para o crescente desemprego, que atinge hoje um exército potencial de 600 mil portugueses, deveria merecer uma maior reflexão.

A indignação é justa quando se ouve Almeida Santos dizer que "o povo tem de sofrer as crises como o Governo as sofre". O socialista histórico que percorreu quase todos os mais altos cargos no PS e no Estado já tem idade para algum juízo. A paciência do "povo" também tem limites.

Hoje no CM

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 10:42 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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