Quinta-feira, 28.10.10

Os jovens e os outros

Há pouco ouvi um jovem professor da Faculdade de Economia da Universidade Nova, Daniel Traça, dizer que temos de apostar nos nossos jovens que têm uma enorme capacidade de trabalho. Disse ele que era preciso "dar-lhes espaço". Veio logo a correr Silva Lopes, presente no mesmo debate, dizer que sim, que essa era uma grande verdade.
Que o Daniel Traça tem razão, eu não duvido. Conheço muitos jovens de grande potencial. Mas perguntei-me o que poderia querer dizer esse "espaço" de que os jovens portugueses precisam. Talvez a presença de outros menos jovens que tomaram o castelo e fizeram subir a ponte levadiça?
publicado por Miguel Morgado às 21:36 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Ele não é director da RTP ou da TVI

Por mais que barafustem ou insultem, nenhum deputado socialista, nem sequer um membro do governo ou até o primeiro-ministro vai conseguir afastar António Borges da direcção europeia do Fundo Monetário Internacional. Aguentem, rapazes e oiçam: "Portugal está fora do mercado e depende exclusivamente do BCE para o financiamento da economia portuguesa. Estamos ajoelhados junto do BCE". Mais: "Quando não há disciplina no investimento de capital há consequências desastrosas. Esbanjamos durante vários anos capital e o resultado é o país que temos hoje".
publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 19:26 | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Já chega

Adolfo Mesquita Nunes
Nós não estamos a falar apenas de um péssimo Orçamento por contraponto a Orçamento nenhum: nós estamos a falar de um péssimo Orçamento a ser executado por um Governo liderado por um péssimo e incapaz primeiro-ministro e servido por um péssimo e incapaz ministro das Finanças. Será isso preferível a uma crise política que conduza o país a eleições?
publicado por Miguel Noronha às 16:57 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Partido Democrata derrotado em toda a linha?

Larry Sabato é um analista político americano que raramente falha nas suas previsões eleitorais. Para ele, o Partido Republicano irá conquistar a maioria na Câmara dos Representantes e obter grandes ganhos nas eleições para o Senado e governadores estaduais. Mais informações aqui.
publicado por Nuno Gouveia às 16:43 | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Alguma relação?

publicado por Nuno Gouveia às 16:40 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Se a estupidez matasse...

O João Galamba caía redondo.
publicado por Eugénia Gamboa às 15:23 | comentar | ver comentários (10) | partilhar

A pata (do Daniel Oliveira) na poça

"Políticos profissionais", do Tomás Vasques no Hoje há conquilhas.
publicado por Miguel Morgado às 14:41 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Afinal foi engano

Contrariamente ao que ontem foi noticiado o fracasso das negociações entre o PSD e o governo não é o sinal de partida para o armagedão. Pelo sucedido, as nossas sinceras desculpas.

publicado por Miguel Noronha às 11:31 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

O mundo mudou ontem de manhã

Sem orçamento, mergulharemos numa crise financeira incontornável, não somente nas finanças públicas mas também no acesso ao crédito pelas empresas e famílias, com efeitos devastadores na economia e no emprego. A vinda do FMI e o risco de saída do euro tornar-se-ão uma possibilidade real.


Só vejo duas explicações. Ou as notícias aqui da terrinha devem demorar uma eternidade a chegar a Bruxelas ou a azáfama da quotidiano não lhe deixam tempo para ler jornais.
publicado por Miguel Noronha às 10:17 | comentar | partilhar

Os néscios que paguem a crise!


Como tantas vezes tenho escrito, inclusivamente neste espaço, os problemas mais graves da economia nacional (e, em paralelo, da gestão da coisa pública) arrastam-se de há muitos anos a esta parte e pouco ou nada têm a ver com as circunstâncias mais ou menos favoráveis da envolvente internacional.
Bem pelo contrário, foi por falta de vontade, por falta de visão, por falta de competência e, até, por falta de coragem, que vários Governos lidaram com displicência com esses obstáculos estruturais ao nosso desenvolvimento e que contribuíram para a amplificação das suas consequências, a um ponto que os torna hoje quase irresolúveis (pelo menos no horizonte de uma a duas gerações).
Desde a falta de uma estratégia para o nosso modelo de desenvolvimento económico à forma quase irresponsável (para não dizer criminosa) como se esbanja(ra)m recursos públicos e se condicionou a sustentabilidade futura do Estado – e não apenas do Estado social -, muitos foram os erros repetidos acumulados.
Em especial ao longo dos últimos 15 anos, com o pequeno intervalo da Governação Social Democrata de Durão Barroso, o acumular de erros e omissões é evidente e, tanto mais grave, incompreensível à luz do profuso debate público em torno destas questões e dos condicionalismos impostos pela nossa participação na União Europeia e na Zona Euro, em particular.
José Sócrates, o ainda Primeiro-Ministro e a pessoa que exerceu tal função nos últimos cinco anos, tem sido sustentadamente coerente na sua incoerência, verdadeiro na constante mentira, exímio na arte da ilusão.
Dele, desde cedo, os Portugueses puderam reter a certeza inabalável de que jamais hesitaria em sacrificá-los para prosseguir os seus objectivos, sem que ao mesmo tempo deixasse de prestar o seu apoio nas horas de dificuldades por que iriam seguramente passar, através do braço longo do Estado que, mais que confortar, se estende, estrangula e controla, ao serviço dos propósitos de quem manda.
Na sua petulante humildade, vimo-lo já apresentar múltiplas desculpas e explicações para inverter, sem hesitação nem decoro, inúmeros compromissos e verdades que antes dera por garantidas, jamais incluindo as suas acções e incúrias no rol de responsáveis pelo agravamento das condições económicas e sociais ou pela rotunda falha no cumprimento das metas políticas traçadas.
A ele, ao seu Governo de faz-de-conta, e ao seu extenso rol de acólitos, patrocinadores e dependentes, já lhe chamaram todos os nomes, dos publicáveis aos que constam na nova enciclopédia do calão, dos justos aos que pecam por defeito, dos que emergem naturalmente do seu catastrófico desempenho global aos que desvalorizam iniciativas meritórias concretas em alguns dos sectores-fetiche da governação.
Seja como for, algo se percebeu muito cedo. José Sócrates e o que resta do lado materialista, carreirista e Estado-utilitário do ex-Partido Socialista não servem para Governar Portugal, sendo responsáveis por algumas das maiores malfeitorias da nossa história nos tempos modernos.
A 22 de Junho de 2008, Portugal teve a oportunidade de renascer em Guimarães, com o início formal do mandato de Manuela Ferreira Leite à frente dos destinos do Partido Social Democrata.
Logo no discurso de encerramento do XXXI Congresso do Partido, a líder eleita frisou dois ou três pilares do discurso com que pautou o seu mandato e com que se apresentou às eleições legislativas de 27 de Setembro de 2009: o alerta para a “situação de emergência social”, a agenda de acção para “dar resposta aos focos de pobreza e apoiar os novos pobres”, a crítica à “vaga avassaladora de propostas de infra-estruturas que o Governo anuncia e de que o País nem sempre carece e para as quais manifestamente não tem dinheiro”, o compromisso de apoio “às pequenas e médias empresas que suportam o tecido empresarial”.
Mas este país não é para “velhos”. Nem para gente séria. Nem para quem fala verdade por menos simpáticas que as palavras possam parecer.
Aconteça o que acontecer com a aprovação do paupérrimo Orçamento de Estado para 2011 [cujo destino se desconhece na altura em que se concluem estas linhas], mas cujo conteúdo é quase irrelevante face às adversidades que o País enfrenta e ao escrutínio dos olhares internacionais, os portugueses podem ter duas certezas.
A primeira, é que o seu destino próximo só aparentemente vai continuar a ser traçado no Palácio de S. Bento ou na Assembleia da República, mesmo que o FMI queira conter custos e opte por não deslocalizar alguns quadros para o nosso País no imediato.
A segunda, é que esse futuro vai ser bem pior que o presente de sacrifícios com que já se deparam e muito pior que aquilo que seria se não se deixassem levar por canções de embalar.
Lamentavelmente, não são só os néscios que “pagarão a crise”. Somos todos nós.
E os que se nos seguirão.
publicado por Ricardo Rio às 10:11 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Cachimbos de lá


Paul Cézanne, Homem a fumar cachimbo, 1900.
publicado por Pedro Picoito às 10:03 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Debates especializados

Ontem na RTP-N, Carlos Abreu Amorim, Joana Amaral Dias e Emídio Rangel discutiam os pormenores do OE e as consequências do fracasso das negociações. Na TVI24, Carlos Mozer, Manuel Fernandes e João Vieira Pinto discutiam questões do mundo da bola. Mas também podiam, com a mesma propriedade dos "panelistas" da concorrência, estar a discutir o orçamento.
publicado por Miguel Noronha às 09:17 | comentar | ver comentários (5) | partilhar
Quarta-feira, 27.10.10

A grosseria

A grosseria de Teixeira dos Santos para com Eduardo Catroga - fazendo-o esperar horas sobre horas, na AR, à espera de alguma notícia sobre encontros nessa tarde - diz, na sua simplicidade, tudo sobre a política de incivilidade que naturalmente decorre da absoluta subserviência a um "chefe" que se preocupa apenas com a sua própria sobrevivência, e que, como o outro, acha que os portugueses, que não estão à sua altura, merecem é lixar-se. Mais geralmente, e sem tanta elaboração, diz tudo sobre os péssimos costumes que são a moeda corrente entre nós. Nós, que escolhemos aquele "chefe" sem essência nem vergonha, mas com grosseria que baste e sobre. Em casos destes, há uma única solução: deixar de falar. Ou então falar só com os mínimos monossílabos. À espera de encontrar, depois, uma outra pessoa, com um grau mínimo de limpeza e decência. Porque este, e os que com ele caminham - não convém esquecer-lhes o nome -, merecem cívico asco e duradouro desprezo. O mal que nos fizeram não se conta - mas vamos medi-lo dia após dia, durante muito tempo.
publicado por Paulo Tunhas às 21:09 | comentar | ver comentários (12) | partilhar

A balbúrdia da bancada socialista

Vítor Baptista e Ana Paula Vitorino são duas figuras exemplares deste Partido Socialista. As suas atitudes, com meias revelações e silêncios comprometedores, revelam bem a estirpe do actual PS. Vítor Baptista, deputado de Coimbra, acusou há duas semanas o chefe de gabinete de José Sócrates de tentar comprar-lhe a desistência de uma candidatura em troca de um lugar no aparelho de estado. E ainda teve a lata de dizer que teria ficado calado caso tivesse vencido essas eleições. E o que fez este deputado? Continua ao lado dos seus camaradas como se nada tivesse acontecido. Ana Paula Vitorino, que até tem tido destaque na AR em defesa do PS, confirmou que recebeu um pedido de Mário Lino para interceder em nome de Manuel Godinho. E o que fez a actual deputada? Nada, pois para ela, o PS deve ser mesmo isso: tráfico de influências, negociatas paralelas e empresas "amigas do PS".
publicado por Nuno Gouveia às 20:55 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Publicidade Institucional

(carregue na imagem para mais informações)
publicado por Nuno Gouveia às 20:47 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Soou a primeira trombeta do apocalipse




Como podem verificar no quadro acima, a falta de acordo entre o PSD e o governo provocou a queda das bolsas em todo o mundo. Para além do mais relembro que está em risco a vida deste lindo gatinho.
publicado por Miguel Noronha às 17:07 | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Nem tuda na vida é orçamento

Convém não esquecer a corrupção ao nível ministerial.
publicado por Miguel Noronha às 16:31 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

A aparência de negociação

Partindo do confronto deste esclarecimento com esta peça de propaganda, conclui-se que o primeiro-ministro, desde o princípio, encarou e orientou as negociações com má-fé. Os encontros, nominalmente um processo para a produção de um orçamento negociado, tinham apenas começado e já Sócrates arengava algures que o seu é o orçamento de que o país precisava. Por outro lado, que fazia lá, nos encontros, o ministro Lacão? Uma espécie de comissário político do Chefe para vigiar o colega das Finanças?
Tudo indica que Sócrates impediu Teixeira dos Santos de ceder aqui ou ali, isto é, Sócrates impediu uma negociação enquanto tal. Todo o vaivém a que se assistiu nos últimos dias só pode dever-se a propostas e contrapropostas visando obstaculizar qualquer entendimento a que se pudesse chegar. Não me surpreenderia que o primeiro-ministro (um Maquiavel de vão-de-escada) considerasse, num dia, como inaceitável uma proposta que, na véspera, tinha exigido como sine qua non, só porque hoje já era avançada pelo PSD. Nesse sentido, as cedências do outro lado eram inaceitáveis para Sócrates, uma vez que estragam a imagem de intransigência que ele quer a todo o transe projectar no adversário.
publicado por Carlos Botelho às 15:54 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Virar a mesa


Exmos Senhores Pedro Passos Coelho e Paulo Portas

Tendo em conta a atitude de total irresponsabilidade do Primeiro Ministro que anunciou publicamente que o Governo de demitiria em caso de chumbo de orçamento;
Tendo em conta que do ponto de vista juridico constitucional não podem ser realizadas eleições antes de dia 8 de Maio de 2011;
Tendo finalmente em consideração que Portugal vive um momento de extrema delicadeza do ponto de vista financeiro.

PSD e CDS devem anunciar em conjunto que viabilizam o orçamento que o Governo apresentar, seja ele qual for.

É importante que fique desde logo claro que este orçamento é apenas do PS, e que esta decisão inédita dos dois partidos se deve pura e simplesmente a um momento de total emergência nacional que teve o último episódio na total irresponsabilidade do PM que, perante a situação delicada que o país vive admite a possibilidade da sua demissão.

Simultaneamente os dois partidos deveriam anunciar a constituição de uma equipa conjunta para trabalhar na preparação de um programa comum de Governo que seria sujeito a aprovação de ambos os Congressos. Um programa comum alargado a independnetes e a outras forças políticas.

Com uma iniciativa desta natureza José Socrates deixaria de poder se apresentar como vítima e o PSD e o CDS dariam um sinal importante. O país saberia que numa situação de profunda emergência nacional os dois partidos, não obstante as suas diferenças, procuravam responsavelmente e em conjunto preparar uma alternativa. Em seis meses tudo mudaria.

Temos até a feliz coincidência do 5 de Outubro - dia em que se comemora os 100 anos da república, os 867 anos do nascimento de Portugal e os 30 anos da vitória da AD.
Nota: Este post foi publicado há exactamente um mês, quando apenas se conheciam as linhas gerais da proposta de OE. Volvido um mês as razões são mais profundas. No estado em que Portugal se encontra não se compreende que PSD e CDS não se entendam para apresentar um um projecto comum que nos possa tirar desta vil miséria.
publicado por Pedro Pestana Bastos às 15:46 | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Combate de Blogs - nº 26

Antes do colapso das negociações entre o Governo e o PSD, a bomba do dia (ou da noite) era a disposição confessada do Tomás Vasques para votar em Cavaco Silva. Ora espreitem lá.

publicado por Miguel Morgado às 15:42 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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