Sexta-feira, 03.12.10

Sobre o futuro da Direcção Geral de Portugal

Depois disto, como é de regra, isto.

A negligência criminosa do Governo em relação à deterioração da situação orçamental - particularmente evidente em 2010, quando de qualquer Governo com um mínimo de sentido de responsabilidade se esperaria uma atitude maximamente vigilante em relação aos (já de si insuficientes) compromissos - tem implicações imediatas e mediatas na estabilidade ou instabilidade do sistema financeiro como um todo. A começar pelo custo a que este se financia, acompanhando a evolução do risco-país.

Conhecendo a absoluta incapacidade do Governo para propor ao país um programa de austeridade minimamente credível - basta ler os lamentos recorrentes dos governantes nos media, declarando-se forçados, acusando a torto e a direito todo o mundo e arredores da responsabilidade pelas medidas que são levados a executar, uma espécie de Governo convertido em Direcção Geral de Portugal, execrando em público a orientação de quem governa de facto -, conhecendo, dizia eu, que estou com pressa e dificuldades em fazer parágrafos curtos, essa inépcia inscrita no DNA socrático, sempre pensei que o detonador do colapso final fosse uma ruptura nas Finanças Públicas, com o Tesouro incapaz de aceder aos mercados. A banca viria acto contínuo complicar colossalmente o problema. Hoje tenho dúvidas em relação à sequência dos acontecimentos.

Em todo o caso, a criminalização à islandesa dos governantes, se não ressarcisse o país dos danos causados, dar-me-ia, pelo menos, alguma satisfação moral. Bastava uma operação simbólica e altamente selectiva: o primeiro-ministro e toda a equipa das Finanças. Com penas estritamente proporcionais. E poderia, quem sabe, ser um dissuasor futuro: os governos não podem destruir países e limitar-se, no fim, a perder eleições.
publicado por Jorge Costa às 11:09 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Descubra as Diferenças

Mais logo, às 18h00 na Rádio Europa (90,4 fm) , a Antonieta Lopes da Costa, o André Abrantes Amaral, o Tomás Belchior e eu vamos estar à conversa - e se foi uma conversa animada! - sobre o Rio de Janeiro, o Estado Social e as divulgações da Wikileaks.
publicado por Maria João Marques às 10:00 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

A latino-americanização da zona euro

Kenneth Rogoff avisa que o actual modelo dos "bailouts" na zona euro terá consequências desastrosas. Estamos a cometer o mesmo erro da América Latina nos anos 80. As consequências são previsíveis:

What Europe and the IMF have essentially done is to convert a private-debt problem into a sovereign-debt problem. ... Have the Europeans decided that sovereign default is easier, or are they just dreaming that it won’t happen? By nationalizing private debts, Europe is following the path of the 1980’s debt crisis in Latin America. There, too, governments widely “guaranteed” private-sector debt, and then proceeded to default on it.

É irrealista supor que os estados-membros conseguirão suportar o peso das suas dívidas soberanas e as do sector bancário. Tal como já foi sugerido por Angela Merkel, é melhor começarmos a pensar numa renegociação da dívida. Até porque obrigará os credores a serem mais cautelosos no futuro.

Most post-mortems of the Latin American crisis suggest that all parties would have been far better served had they been able to agree on partial debt forgiveness much earlier. As European policymakers seek to move from one stage of denial to another, perhaps it is time to start looking ahead more realistically. As any recovering alcoholic could tell them, the first step is admitting, with Merkel, that Europe has a problem

publicado por Miguel Noronha às 09:05 | comentar | ver comentários (14) | partilhar
Quinta-feira, 02.12.10

Homenagem


publicado por Pedro Pestana Bastos às 22:18 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Espertalhão

Trata-se de uma excelente notícia, pois não teremos de levar com o berreiro dos desmiolados a acusarem Sócrates de voltar a dar cabo da economia e do futuro com essa ideia louca de gerar receitas – muitas, gordas – com os estádios construídos para o Euro 2004.

Pois é. Afinal todo o entusiasmo do Engº em torno do Euro 2004 era treta. No fundo, o homem já estava era a pensar no Mundial de 2018. Um visionário. Catorze (14) anos após a sua construção iríamos finalmente rentabilizar os estádios. Só tínhamos que aguentar os custos financeiros e de manutenção por uns anitos. Uns milhõezitos. Coisa pouca. Aqueles diabos russos (de certeza que não foram os alemães?) é que vieram estragar tudo.
publicado por Miguel Noronha às 21:20 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Os resgates do BES e da CGD

Para conseguir ver +/- os montantes em que o Banco Espírito Santo e a Caixa Geral de Depósitos foram resgatados pela Reserva Federal, vai ter de clicar na imagem, roubada daqui, que também conta a história.
publicado por Jorge Costa às 19:43 | comentar | ver comentários (15) | partilhar

Serviço Público de Educação

Oportuno o artigo que Joaquim Azevedo publicou no Público de Sexta-feira passada, com uma boa análise do momento político que vivemos, e uma boa ideia para o futuro do serviço público de educação.

Andamos a brincar com coisas muito sérias e este Governo, mergulhado numa crise sem precedentes, nunca deveria ter aproveitado o ensejo de realizar um maior controlo da despesa para destruir, como há trinta anos não se via, o ensino não-estatal. Espero que o Presidente da República permaneça atento, como já o evidenciou, e saiba separar o que é controlo da despesa do que é um insólito e inesperado ataque político e ideológico.

Porque é que não se faz um reset para todas as escolas estatais e não-estatais contratualizadas e se estabelecem contratos para todas elas com base em critérios e padrões de desempenho para todo o serviço público de educação?
publicado por Nuno Lobo às 19:34 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Conflito europeu

Os vários conflitos que existem hoje no seio da União Europeia podem ser subsumidos num só: o confronto entre aqueles que reclamam um "aprofundamento" urgente dos poderes, competências e jurisdição da União (e correspondente esvaziamentos dos poderes, competências e jurisdição dos Estados-membros) e os que dizem que o fundo é já suficientemente profundo. Em grande medida, é possível dizer que o grande consenso quanto à direcção e ritmo da integração está, de certo modo, desfeito.
A separação de águas estará para breve, quando os apelos crescentes à revisão do Tratado de Lisboa - feitos pelos partidários do "aprofundamento" - subirem de tom e constituirem o programa político de certas correntes.
É estar atento.
[A quem interessar: no início de Abril escrevi isto no Diário Económico - "Eles e Nós"]
publicado por Miguel Morgado às 19:03 | comentar | partilhar

Tenham Medo...


publicado por Fernando Martins às 18:31 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Se é para queimar - e penso que deve ser para queimar - então que seja a sério

Pelo menos eu e Palmira F. Silva (mais um Nóbel assaz indigesto, convertido em economista-Madonna da esquerda, mas, em certos dias de chuva, horrivelmente inconveniente, com desconcertantes propostas de reduções de salários e coisas que tais, quando olha para a competitividade dos países do Sul da Europa) subscrevemos inteiramente a posição de Otmar Issing.

It seems to me of crucial importance at this stage in the monetary union’s development that if a permanent rescue mechanism is established we should also have a restructuring regime for sovereign debt that involves losses for private investors*. Why should taxpayers be taken hostage endlessly by investors who enjoy the benefits of high interest rates and who can rely on being bailed out once an indebted country gets into trouble?

Se fosse só por esta evidência, o artigo de Otmar Issing, primeiro economista-chefe do BCE, não merecia um post. Importante é a parte final, em que desanca a ideia de que a restruturação de dívidas - traduzindo: dedinhos estorricados, mas à séria, para os investidores que compram obrigações de Estados perdulários, sem atender à sustentabilidade do endividamento -, fique dependente de uma decisão ad-hoc de instâncias super-credíveis como a Comissão Europeia, deixando de representar uma ameaça como deve ser.

Such a regime would lack credibility and predictability. It would be based on discretionary decisions and set the stage for future political tension, uncertainty and market volatility.

* Ênfase (propositadamente exagerada) minha.

publicado por Jorge Costa às 18:31 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Uma Certa Direita ou uma Direita Certa ?

Fernando, os dividendos que irão ser distribuídos em 2011 aos accionistas referem-se à actividade das empresas durante o ano de 2010.
Fosse o Estado uma pessoa de bem, (ou se preferires uma pessoa às direitas), e as novas taxas de imposto apenas se aplicariam aos rendimentos gerados pelas empresas após a aprovação das novas regras.
Uma empresa gera proveitos todos os dias mas estes proveitos ficam em caixa e apenas são distribuídos aos sócios com a aprovação das contas no primeiro trimestre do ano subsequente.
O que o Estado está a fazer é aplicar aos rendimentos gerados pela empresa em 2010 na sua actividade, as regras que aprovou para 2011. O que algumas empresas procuram é distribuir parte dos resultados gerados em 2010 e que estão em caixa, para se salvarem parcialmente da eficácia retroactiva das novas regras.
publicado por Pedro Pestana Bastos às 18:20 | comentar | ver comentários (9) | partilhar

A arder em chamas

Eric A. Hanushek (que estará em Portugal em Janeiro próximo), Paul E. Peterson, e Ludger Woessmann publicaram recentemente o estudo “Teaching Math to the Talented”. Não tratarei aqui do estudo em profundidade, dedicado essencialmente à comparação entre os alunos americanos com um desempenho muito bom a matemática e os alunos de outros países desenvolvidos com desempenho equivalente, mas os interessados poderão consultar o estudo aqui (e a versão completa aqui). Importa-me, sim, aproveitar este estudo para situar o lugar relativo que Portugal ocupa.

A percentagem de alunos portugueses com um desempenho muito elevado a matemática não chega a 5%. Acima de Portugal, mas ainda com uma percentagem inferior a 5%, está Israel e a Itália, e 6 estados americanos. Acima de Portugal, com uma percentagem de 5% a 10% de alunos muito bons a matemática está a Letónia, Espanha, EUA, Lituânia, Irlanda, Noruega, Polónia, Hungria, Luxemburgo, Eslováquia, e Reino Unido, e ainda 27 estados americanos. Com mais de 10% (o dobro) de alunos com alto desempenho a matemática está a Suécia, Estónia, França, Islândia, Dinamarca, Eslovénia, Áustria, Alemanha, Austrália, China, e Canadá, e ainda 2 estados americanos. Com mais do 15% (o triplo) de alunos com alto desempenho a matemática está o Japão, República Checa, Nova Zelândia, Liechtenstein, Holanda, Bélgica, e Suíça. A Finlândia, Coreia, e Hong Kong têm mais de 20% (o quádruplo) de alunos com alto desempenho a matemática, e no topo, com mais de 25% (o quíntuplo) de alunos com alto desempenho a matemática está Taiwan. Para aqueles que preferirem olhar para baixo, e não para cima, encontram, atrás de Portugal, a Grécia, Croácia, Turquia, Uruguai, Bulgária, Sérvia, Chile, e Tailândia, e ainda 15 estados americanos (deixando de fora uma dezena de países e o Distrito de Colúmbia, onde a percentagem de alunos com alto desempenho a Matemática não chegou a 1%).

Em suma, a percentagem de alunos portugueses com um alto desempenho a matemática é incrivelmente pequena, quando comparada com os outros países - 36 países desenvolvidos e 35 estados americanos apresentam resultados superiores a Portugal. Não ouvirão da minha boca palavras a glorificar a superior importância da matemática face a outros saberes, como a língua portuguesa, a filosofia, ou as artes, ou a acentuar a inelutabilidade das competências matemáticas para o desenvolvimento tecnológico e outras coisas afins. No que a mim diz respeito, penso que Portugal está bem mais precisado de “competências” morais e espirituais do que quaisquer outras, que exigem acima de tudo um conhecimento profundo da língua e dos conceitos que evocam as diversas dimensões da vida humana, para além da mera matéria. A par das “competências” morais e espirituais, Portugal necessita de pessoas habilitadas a interpretar e criticar a realidade envolvente.

De qualquer modo, é evidente que a matemática não só não se opõe, como pode também concorrer para a formação de “competências” morais e espirituais, e para o desenvolvimento do sentido critico. Por outro lado, vivendo nós no mundo em que vivemos, em que a nossa sobrevivência material não pode deixar de passar pela capacidade de competir globalmente, e em que existem estudos credíveis que apontam para o facto de os países com alunos que têm um elevado desempenho em matemática e ciência revelarem índices maiores de crescimento na produtividade económica do que os países semelhantes com alunos de baixo desempenho, a baixíssima percentagem de alunos portugueses com um alto desempenho a matemática não pode deixar de preocupar aqueles que verdadeiramente se preocupam com o futuro de Portugal.

Tenho muitas vezes batido na mesma tecla e voltarei a fazê-lo agora. Pior ainda do que o estado da educação portuguesa é o discurso que há em Portugal sobre a educação. Quem assiste aos últimos desenvolvimentos que a educação tem sofrido nos EUA percebe nitidamente duas coisas: por um lado, os EUA estão imensamente preocupados com o baixo desempenho educativo que os seus alunos manifestam quando comparados com os alunos dos outros países; por outro lado, ao contrário do que acontece noutros sectores da politica americana, profundamente marcada por uma divisão politica, a educação tem sido alvo de um interessante consenso entre democratas e republicanos no que respeita ao caminho a seguir. E o caminho vai no sentido de mais diversidade educativa, mais escolha da escola pelos pais, mais prestação de contas e responsabilização dos diversos actores educativos - incluindo os professores.

Em Portugal nada disto acontece. Ainda agora estamos face a mais uma tentativa do governo PS de aniquilar a diversidade educativa através do corte desproporcionado do apoio às escolas privadas, mantendo o nosso País orgulhosamente só na defesa bacoca da escola pública, como se a escola pública ainda fosse, tal como ela existe actualmente, o garante de um ensino de qualidade. Face a uma crise educativa e económica, em que estão criadas as possibilidades para voltarmos às perguntas essenciais, e corresponder com novas respostas e soluções, eis que o governo PS mais não faz do que responder com soluções velhas, próprias de um tempo que já não é o nosso, e de que a maioria dos países desenvolvidos se têm afastado de há duas décadas para cá.

Dizia o outro, a respeito de um assunto distinto, que eles são como Nero, que tocava a cítara enquanto Roma ardia. Dizia ele, ainda, que eles tinham desculpa, pois não sabiam que tocavam a cítara, nem sabiam que Roma ardia. Dos nossos governantes o mesmo deve ser dito, mas com uma diferença essencial: eles não sabem que tocam a cítara, mas não têm como não saber que Roma está a arder.
publicado por Nuno Lobo às 17:00 | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Juros das OT portuguesas caem a pique

BCE faz razia nos mercados. Juros caem. Juros periféricos, claro. Os alemães sobem. Mas isso são problemas - e podem bem vir a ser bem sérios - para mais tarde. Não há almoços gratis, ao contrário da enraizada convicação nacional de que sim (foram anos, décadas, a pensar que sim e a superstição transformou-se numa espécie de segunda natureza da sensibilidade local). Aguentará o BCE o embate? Até quando? Para já, parece que a Alemanha prefere um BCE de extintor na mão, a comprar tudo o que é irlandês e português que mexe, do que o pesadelo de mais uma série de resgates. Até nova ordem é assim:

publicado por Jorge Costa às 16:33 | comentar | ver comentários (11) | partilhar

Mas o nosso vai ser um sucesso

Os chineses acham que o TGV é financeiramente insutentável.
publicado por Miguel Noronha às 16:00 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

600 milhões menos 1

Candidatura Ibérica ao Mundial2018 "representa 600 milhões de pessoas", José Sócrates

Felizmente para mim os russos pagaram mais.
publicado por Miguel Noronha às 15:37 | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Uma Certa Direita Portuguesa

Por causa disto, mas podiam ser muitas outras coisas, estou sempre a lembrar-me que há uma direita portuguesa (e também uma esquerda moderna) que gosta de ser sistematicamente encornada pelos chamados, umas vezes bem outras mal, "grandes interesses económicos". Como é óbvio tenho todo o gosto que algum dia alguém me explicasse a razão (ou razões) para tanto masoquismo. Presumindo, claro está, que tais razões existem.
publicado por Fernando Martins às 13:34 | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Ernâni Lopes

[1942-2010]

publicado por Paulo Marcelo às 13:15 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Pierre Manent, Un regard politique


Ainda não li Un regard politique. Não é, ainda*, a esperada obra de desenvolvimento da questão das «formas políticas», à luz das quais Pierre Manent vem pensando e repondo a questão clássica dos regimes, isto é, da condição humana tal como ela se articula histórica e filosoficamente. Constando o livro deste digno discípulo de Montesquieu, Constant, Guizot e Tocqueville de um recolha de entrevistas que vem dando, é, aqui, apresentado como uma boa introdução à sua obra. Desnecessário dizer que recomendo absolutamente a sua leitura. Lamentavelmente, a língua em que escreve tornou-se exótica à escala do mundo. Já o anúncio da morte do pensamento em França é, como se sabe, grotescamente exagerada.

* Como não há fome que não dê em fartura, eis que quando abro a Amazon para mandar vir o livro, aparece à cabeça, acabado de sair, Les métamorphoses de la cité: essai sur la dinamique de l'Occident, o livro esperado a que me referia. Boas leituras, é o que vos desejo.
publicado por Jorge Costa às 12:38 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Geert Wilders, uma grande entrevista

De um grande homem. Especialmente recomendada a papagaios.

publicado por Jorge Costa às 09:39 | comentar | ver comentários (11) | partilhar

Grande Finale (75)

Der Golem, wie er in die Welt kam,

Paul Wegener e Carl Boese, 1920

publicado por Carlos Botelho às 00:00 | comentar | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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