Quarta-feira, 01.12.10

2010, estoiro orçamental, 2011, o ano da banca (apertem os cintos)

The analysis of the weakness of Portugal's banks, contained in the Banco de Portugal's Financial Stability Report, is disturbingly similar to the structural flaws in Ireland's banks, which took Ireland to the brink of bankruptcy.

Há diferenças? Infelizmente há. Mas deixo ao cuidado do leitor, lendo o artigo de Rober Preston no News Preston's Pick da BBC, ver apenas algumas delas, e passo ao excerto final.

(...)

Now here's the painful rub for the Portuguese government and people. The Portuguese central bank says "the furthering of a credible fiscal consolidation process is essential for facilitating the reopening of the international financial markets to Portuguese banks, thus allowing for a more gradual adjustment of the Portuguese economy".

Which means that the rehabilitation of Portugal's banks requires the Portuguese government to take credible steps to shrink its deficit, by raising taxes and cutting expenditure.


But in doing so, the Portuguese government would probably generate an increase in unemployment and a contraction in revenues for private sector businesses, in the short term at least. Which, the central bank says, means defaults on corporate and consumer credit loans - which are already running at a high rate - could rise further, generating increased losses for banks.

All that - along with the need for the banks to meet the new Basel lll capital thresholds - is why Portuguese banks have to raise billions of euros in additional capital, as a protection against those possible future losses.

Which implies that the Portuguese government and Portuguese banks will collectively have to raise a colossal amount of new money over the coming weeks and months.

Can they obtain those tens of billions of euros from commercial sources, in the way that Portugal's finance minister has been insisting is possible? Maybe.

That said, the disclosure by the Banco de Portugal that the Portuguese government has only kept its head above water by borrowing from the ECB via Portuguese banks rather suggests that - like Ireland - Portugal's financial rehabilitation will require a substantial package of loans from the EU and IMF.


publicado por Jorge Costa às 22:38 | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Foi Há 370 Anos...

... que Portugal e os Portugueses recuperaram as suas liberdades e a sua liberdade naquela que foi umas das grandes revoluções europeias da era moderna. Nesta época de crise política, económica e financeira, mas acima de tudo moral, pode parecer ridículo evocar a Restauração da Independência. Porém, e se pensarmos um pouco, não é ridículo. Temos, portugueses, o nosso destino nas nossas mãos. Resta apenas saber aquilo que queremos com ele e se saberemos fazer alguma coisa com o dito. Uma eterna questão, um eterno dilema. Mas ainda bem que é assim.
publicado por Fernando Martins às 22:32 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Camarate


No próximo sábado completam-se 30 anos sobre a data da queda do avião que transportava Sá Carneiro e Amaro da Costa para o Porto.
E se o avião tivesse chegado ao destino?
Soares Carneiro teria provavelmente perdido as eleições, mas será que Sá Carneiro se demitiria?
E o que teria acontecido à AD, ao PSD e ao CDS?
publicado por Pedro Pestana Bastos às 21:23 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

O mundo (visto) do avesso

Os líderes israelitas têm de representar o povo de Israel, que não confia nos árabes. Não os podemos censurar, pois há muito que estão sob ameaça.

Se se levar em conta que a percepção na região é a de que o Hezbollah expulsou Israel do Líbano e de que o Hamas os escorraçou de um pedacito de terra chamado Gaza, é de facto surpreendente que os israelitas ainda queiram paz.

O que é isto? Declarações de um troglodita belicista fanaticamente pró-israelita? Calma: são apenas observações feitas pelo Emir do Qatar, Sheik Hamad bin Khalifa Al-Thani, em conversa com o senador John Kerry em 23 de Fevereiro passado.
publicado por Jorge Costa às 19:11 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Eu não disse?

Estava na cara. São tão previsíveis, estas aberrações, que até aborrece.
publicado por Jorge Costa às 15:56 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Pub

(Clique para ver melhor.)
publicado por Pedro Picoito às 15:19 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

A Nova Escola

Nos tempos que (es)correm, dir-se-ia que a Escola não serve já para avaliar alunos, mas sim para avaliar professores. Este é um dos equívocos fundamentais. Depois, venham queixar-se. É o ar do tempo (mais miasma do que ar, o ar fétido que vamos respirando)? É consensual? Talvez, mas não é por isso que deixa de constituir um equívoco. O critério que define uma pulsão política ou social como patológica não é, não pode ser, o estatístico.
É próprio destes equívocos não serem reconhecidos como tais - devem-no à sua transparência. E assim, aparecem investidos de "objectividade". Na verdade, não são mais do que sub-produtos de uma perspectiva. E é esta que deve ser submetida a exame - não os seus corolários-pretextos, apenas derivações (inevitavelmente bem intencionadas) da perspectiva. Enredarmo-nos na discussão das propostas, dos "projectos" (sejam eles a "avaliação" disto, a "liberdade de escolha" daquilo ou o "sucesso" ou a "qualidade" daqueloutro) é perder de vista e deixar incólume o núcleo "ideológico" que os alimenta. Mas o equívoco está aí. O resto é paisagem. E feia.
publicado por Carlos Botelho às 13:30 | comentar | ver comentários (22) | partilhar

A voz

Ouçam isto ("Nós não precisamos de ajuda nenhuma!"). Parece um animal acossado, um animal já encurralado, não é? A verdade está na voz, não está nas palavras fisicamente esforçadas - aquela revela mais do que estas. É a aflição da voz que trai a falsa segurança das palavras. Está tudo dito - não pelas palavras, mas pela voz.
publicado por Carlos Botelho às 13:07 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Acredito

Penitencio-me. Só agora vi a luz. Claro que o que Portugal precisa, nas circunstâncias actuais, é de uma duplicação imediata dos salários nominais (para aumentar o consumo), de fazer disparar a despesa pública corrente (salários da administração pública e afins, e prestações sociais) e de capital (mais estádios de futebol e comboios ultra-rápidos), aumentar os impostos (sobre as fortunas, mais-valias e actos anti-sociais), reduzir o horário semanal de trabalho (para dar lugar nas empresas e no Estado aos que estão desempregados), e outros tantos corolários maravilhosos da "economia heterodoxa".
Não percebo por que é que ainda há quem não esteja convencido. Não percebo.
Mas acredito que se deva ao maldito "pensamento único". Acredito.
publicado por Miguel Morgado às 13:05 | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Voces clamantes in deserto

Audite!...
publicado por Carlos Botelho às 12:57 | comentar | partilhar

Pobre e mal agradecido


Tenha paciência: ajuda ainda é como o outro. Agora confiança, vá roubar para a estrada.

publicado por Jorge Costa às 12:56 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Combate de Blogs - 31º

publicado por Miguel Morgado às 12:25 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Cinco minutos de cultura nunca fizeram mal a ninguém



Via O Insurgente.
publicado por Jorge Costa às 12:24 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

5,281% a 12 meses: o limite (não) é o céu, caramba!

%@!$#&<%!!*

*A procura foi estupenda! Como diz o senhor primeiro-ministro, os mercados continuam receptivos à dívida portuguesa. Oh se continuam.
publicado por Jorge Costa às 11:46 | comentar | ver comentários (4) | partilhar

"Fear the Boom and Bust" a Hayek vs. Keynes Rap Anthem

publicado por Miguel Noronha às 11:11 | comentar | partilhar

0,00 (2)

Não é nada que não saibamos de cor e salteado. Eles também sabem. E, quando se tornou impossível fingir que não sabem, dizem (também é para isso que lhes pagam):

We see the government as having made little progress on any growth-enhancing reforms to offset the fiscal drag from these scheduled 2011 budgetary cuts. In particular, we believe that policies the government has pursued have done little to boost labor flexibility and productivity. As a consequence of the Portuguese economy’s structural rigidities and the volatile external conditions, we project that the economy will contract by at least 2% in 2011 in real terms.

Portugal, et pour cause, terá de se abrigar no bunker europeu (FEEF). Abrigar? Sim, mas, dizem eles, o que devem pensar os credores: os credores privados, depois de 2013 (quando um novo mecanismo de regaste substituir aquele a que em breve nos abrigaremos), por contraposição (subordinada) aos públicos (com preferência), isto é, à «Europa»? E, daí, a ameaça de redução na nota de risco.

Se, e se, e se, e se, etc., a ameaça não se concretizará. Se, por milagre, Portugal passasse a ser, sei lá, governado.... De modo que o melhor é tomar o aviso como a sentença. Uma formalidade protocolar.
publicado por Jorge Costa às 10:41 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

pesquisa

 

posts recentes

links

Posts mais comentados

últ. comentários

  • ou podre
  • http://fernandovicenteblog.blogspot.pt/2008/07/si-...
  • O pagamento do IVA só no recibo leva a uma menor a...
  • O ranking tal como existe é um dado absoluto. Um r...
  • Só agora dei com este post, fora do tempo.O MEC af...
  • Do not RIP
  • pois
  • A ASAE não tem excessos que devem ser travados. O ...
  • Concordo. Carlos Botelho foi um exemplo de dignida...
  • ou morriam um milhão deles

tags

arquivos

2014:

 J F M A M J J A S O N D

2013:

 J F M A M J J A S O N D

2012:

 J F M A M J J A S O N D

2011:

 J F M A M J J A S O N D

2010:

 J F M A M J J A S O N D

2009:

 J F M A M J J A S O N D

2008:

 J F M A M J J A S O N D

2007:

 J F M A M J J A S O N D

2006:

 J F M A M J J A S O N D

subscrever feeds