Domingo, 27.02.11

A Irmandade Muçulmana, Yusuf al-Qaradawi, o seu Líder Espiritual, Hitler e a Providência Divina, James Clapper & Outras Aberrações


Qaradawi is very much in the mainstream of Egyptian society, he’s in the religious mainstream, he’s not offering something that’s particularly distinctive or radical in the context of Egypt,” says Mr. Hamid. “He’s an Islamist and he’s part of the Brotherhood school of thought, but his appeal goes beyond the Islamist spectrum, and in that sense he’s not just an Islamist figure, he’s an Egyptian figure with a national profile. Ler aqui. E continuar por aqui.
publicado por Jorge Costa às 12:38 | comentar | partilhar

Get ready for the OSCARS

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 03:41 | comentar | partilhar

Justiça?

Noronha ameaça juiz com processo por escutas a Sócrates + "Governo Sócrates manipula a Justiça"+ou-= Estado da Justiça em Portugal

Podemos obviamente não concordar com as opiniões do presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, João Palma, mas somadas às ameaças do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento, que há quem diga que mais parece advogado do secretário-geral do PS e primeiro-ministro, José Sócrates, do que um advogado da Justiça, como as suas funções obrigam, dão um retrato paradigmático do sector. Aqui entre nós, acreditam mesmo que há Justiça em Portugal?
publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 02:49 | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Grande Finale (105)

A Matter of Life and Death,

Michael Powell, Emeric Pressburger, 1946

publicado por Carlos Botelho às 00:00 | comentar | partilhar
Sábado, 26.02.11

Portugal tenta bloquear no Conselho de Segurança envio imediato dos crimes líbios para o Tribunal Penal Internacional - Reuters (act.)

Amigos para sempre.

Com o Brasil, a Índia e a China (com direito de veto), contra a proposta franco-alemã apoiada pelo Reino Unido e os EUA. A notícia toda aqui e também aqui e aqui. E mais aqui.
publicado por Jorge Costa às 20:44 | comentar | partilhar

Choque tecnológico

Via imgur.
publicado por Jorge Costa às 20:24 | comentar | partilhar

A "boa América" regressa às ruas

Os anos Bush foram pródigos em manifestações violentas por parte da esquerda americana. As comparações com Hitler ou o apelo ao assassinado do Presidente eram habituais. Estas atitudes não eram totalmente representativas do movimento de contestação, mas havia nele um elemento radical inegável. Mas essas violentas acções, uma das quais tive a oportunidade de assistir em Minneapolis, não geraram na altura grande comoção na imprensa. Afinal, era a "boa América" a lutar contra o poder opressivo dos republicanos. Muda o poder e muda o discurso.

Recentemente emergiu na política americana o tea party, também ele com vários elementos radicais associados. Apesar de nunca ter visto apelos ao assassinato do Presidente Obama, mais uma vez, vários cartazes com a figura do Hitler surgiram, entre outras acções de retórica profundamente condenáveis. Ai, ai, que este é um grupo racista, fascista e extremista. Ou seja, pegando numa minoria extremista, pintaram desse modo, todo o movimento. Mas, como na vida, tudo é circunstancial, o discurso volta a mudar rapidamente.

Na semana passada, irromperam manifestações em Madison, Wisconsin, contra o governador republicano Scott Walker, devido a uma reforma que toca nos privilégios dos sindicatos públicos. Nada que não constasse do seu programa eleitoral sufragado em Novembro passado pelos eleitores. Nestas manifestações, o elemento radical voltou a emergir: a comparação de Walker com Hitler, e mais grave, vários apelos nas redes sociais ao assassinato de governador. A pergunta: alguém fala destes extremistas nas ruas do Wisconsin, que ameaçam espalhar-se por vários estados americanos? Ou são apenas os bons sindicalistas e democratas?

PS: os senadores estaduais do Partido Democrata inauguraram uma nova forma de fazer oposição: ao verem que a lei republicana seria aprovada, fugiram literalmente do estado para não haver quorum no senado. Que inteligente forma de participar no jogo democrático. Imagine-se que os republicanos faziam o mesmo em Washington? Quantas notícias indignadas não seriam publicadas...
publicado por Nuno Gouveia às 19:10 | comentar | partilhar

Falta de jeito para o negócio, redux.

Pode ler-se no site da revista Economist que a Venezuela de Chávez corre o risco de "falir". É caso para dizer, com o norte de África mergulhado num imenso turbilhão, que os nossos responsáveis políticos sabem bem em quem e onde apostar quando se trata de tentar induzir "crescimento " externo nos negócios públicos e privados portugueses. Digo que “sabem” pela simples razão de que os ditos políticos jamais poderão vir a ser responsabilizados pelo preço que todos pagaremos a partir do dia em que começarem a chegar as facturas emitidas como resultado de tão iluminadas apostas.
publicado por Fernando Martins às 15:40 | comentar | partilhar

Surpresas (2)

E de "surpresa" em "surpresa" assim vamos.
publicado por Miguel Morgado às 14:33 | comentar | partilhar

"Either I rule you or I kill you"

publicado por Carlos Botelho às 02:35 | comentar | partilhar

E depois?

[No meio da multidão, em Benghazi, aqui, vêem-se algumas bandeiras da monarquia de Idris, do Reino Unido da Líbia.]

O problema não está no esboroamento do poder de Khadafi. O problema está no esboroamento da própria Líbia - uma bem possível consequência da queda imprevista do Qa'id. No país não há propriamente um Estado e a própria linguagem da propaganda oficial não costuma referir-se-lhe como a uma "nação" homogénea. A Líbia de Khadafi é uma Jamahiriyya, um neologismo cunhado no Livro Verde, a partir de jamahir ("massas") e de jumhuriyya ("república"). Um sistema político pulverizado em inúmeros Conselhos Populares e comunas. Para não falar do tecido tribal que, resistente, perpassa aquelas estruturas.
E sem Khadafi? Dificilmente persistirá a capilar Jamahiriyya. 'Ainda bem', dirão alguns. Pois, mas alguma forma terá de se constituir. O vazio, ou mais exactamente, estilhaços vazios serão necessariamente preenchidos. Com quê?...
Que tal, uma Somaliazinha no Mediterrâneo central?
publicado por Carlos Botelho às 01:03 | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Sexta-feira, 25.02.11

Cachimbos de lá

Alexander Esters, Auto-retrato com cachimbo, 2006.
publicado por Pedro Picoito às 23:29 | comentar | partilhar

Les beaux esprits

Hugo Chávez, a darling latino-americana de Sócrates, desmentiu o razoavelmente desmiolado secretário dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, quando este deu Kadafi a caminho do exílio na Venezuela. Mas as relações entre a Venezuela de Chávez e a Líbia de Kadafi estão a resistir à provação: Chávez, no seu blogue pessoal, onde vai despejando o que vai twittando, ainda ontem escrevia:

Vamos Canciller Nicolás: dales otra lección a esa ultraderecha pitiyanqui! Viva Libia y su Independencia! Kadafi enfrenta una guerra civil!!

Para quem não saiba, Canciller Nicolás é o Luís Amado de Chavez. A que lição é que Chávez se referia é que já não consegui apurar. Mas, ao contrário dos embaixadores, militares, pilotos e demais notáveis ou detentores de posições importantes em geral que a toda a hora engrossam as fileiras da legião de súbitos opositores de Kadafi, Chávez não desarma assim sem mais. Boa parte da América Latina, incluindo o Brasil, presentemente presidindo ao Conselho de Segurança, foi apanhada em contra-pé, e hesita, tergiversa, e ajusta mal ou menos mal ao imprevisto da história, como se pode ver pelo vídeo aí em baixo. A maçada líbia não é um exclusivo do Portugal socrático ou da Itália de Berlusconi.


publicado por Jorge Costa às 18:16 | comentar | partilhar

Uma reminiscência?

Khadafi, esta tarde, discursou aos seguidores (os últimos?) na Praça Verde de Tripoli. Lembrei-me que Mussolini, logo ele, ironia das ironias, tinha também discursado, já perto do fim da sua República, com apoio popular entusiástico, na Praça do Loreto em Milão, - o sítio onde seria ignominiosamente dependurado pouco tempo depois.

publicado por Carlos Botelho às 18:10 | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Da Série Cachimbos e Vinhos (3)

Bónus citação montesquieuana do dia:

«Dai-lhes bons vinhos e eles vos darão boas leis».
publicado por Manuel Pinheiro às 18:02 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

The End Is the Beginning Is the End


Esta também pode ser uma possibilidade, Manuel Pinheiro.
publicado por Nuno Gouveia às 16:27 | comentar | partilhar

Assino por baixo

Duas centenas de economistas alemães assinaram um manifesto contra as soluções negociadas em Bruxelas para a crise da dívida soberana, demonstrando-se a favor da reestruturação de dívida e da criação de um mecanismo que preveja a falência dos Estados.

E quanto mais cedo os lideres dos países-membros aceitarem esta realidade melhor, acrescento eu.

Na frente interna, como o Jorge já aqui assinalou, parece que o final se aproxima a passos largos. Significativamente, o diferencial entre as taxas a 10 e 5 anos é cada vez menor fixando-se muitas vezes abaixo dos 20 pontos base.
publicado por Miguel Noronha às 15:37 | comentar | partilhar

Banda Sonora

Para Sócrates interpretar no encontro com Merkel.



«There are crows, crows, crows in the trees,
saying crows things, doing as they please.
There are crows, crows, crows everywhere,
but when I think of you dear, I don't care.»

The Gothic Archies - Crows

publicado por Manuel Pinheiro às 15:18 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sócrates

Chamado à capital; audiência para 2 de Março.
publicado por Jorge Costa às 15:06 | comentar | partilhar

Defender Sócrates

Em permanente campanha eleitoral, Sócrates apresenta como bandeira do Partido Socialista a palavra de ordem ‘Defender Portugal’. Perante a situação na Líbia, que fornece 10 a 15% do petróleo consumido em território nacional, é obrigatório perguntar se as opções assumidas tiveram em conta os melhores interesses do País. Porque o secretário--geral socialista parece confundir os seus interesses pessoais com o interesse nacional. ‘Defender Portugal’ é hoje sinónimo no PS de defender a sobrevivência política de José Sócrates.

Hoje no CM
publicado por Paulo Pinto Mascarenhas às 14:59 | comentar | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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